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Publicação


Ciclocidade e CicloBr cobram medidas que reduzam conflitos envolvendo ônibus e ciclistas PDF Imprimir E-mail
Escrito por Gabriel Di Pierro   
Qua, 25 de Abril de 2012 22:51

 

No último dia 24 de abril, a Ciclocidade e o Instituto CicloBr protocolaram um ofício na SPTrans solicitando informações sobre a preparação dos motoristas de ônibus do município e o monitoramento de seu trabalho nas ruas.

 

Em abril do ano passado, as duas organizações já haviam se mobilizado para discutir a questão com a Prefeitura e com representantes da SPTrans. Houve uma reunião inicial, mas as informações solicitadas não foram fornecidas pelo órgão municipal e a ação não teve continuidade.

 

No documento protocolado na última terça-feira, as entidades solicitam o número de reclamações feitas por ciclistas; o encaminhamento dado pelas empresas e a SPTrans às reclamações; a agenda recente de cursos e treinamentos sobre o tema; o número de motoristas envolvidos nos treinamentos; o tipo e a quantidade de infrações autuadas por agentes da SPTrans; uma explicação sobre o encaminhamento dado pelo órgão e pelas empresas em casos de incidentes com vítimas fatais; informações sobre os planos e projetos em desenvolvimento sobre o tema.

 

Dados da CET de 2010 indicam que, dos 49 ciclistas mortos no trânsito de São Paulo, oito foram vitimados por ônibus. Além disso, o convívio de ciclistas com ônibus nas ruas é bastante conflituoso, e os casos de desrespeito ou de atitudes que colocam em risco a vida do ciclista são comuns para quem pedala.

 

"Hoje faltam informações sobre o que é feito pela SPTrans e pelas empresas para prevenir esse tipo de incidente. Entendemos que as condições de trabalho e os congestionamentos prejudicam os motoristas de ônibus e geram comportamentos agressivos, mas não podemos colocar vidas em risco. Com ações mais eficazes e permanentes, já teríamos preservado algumas vidas", afirma Thiago Benicchio, diretor geral da Ciclocidade.

 

"A sociedade precisa estar envolvida na construção de políticas como essas. Não sabemos se os motoristas são preparados devidamente e muitas das reclamações dos usuários não são encaminhadas de forma correta. Queremos monitorar o trabalho e dialogar com a Prefeitura, contribuindo com a nossa experiência no que for possível. Por isso, precisamos de uma resposta o quanto antes", conclui Felipe Aragonez, diretor do Instituto CicloBr.

 

Última atualização em Qua, 25 de Abril de 2012 23:31
 
Ciclocidade acompanha implantação de sistemas de bicicletas compartilhadas em SP PDF Imprimir E-mail
Escrito por Sumaya Lima   
Qua, 18 de Abril de 2012 11:06

A Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, Ciclocidade, vem acompanhando a iniciativa municipal de implementar sistemas de empréstimos de bicicletas na cidade: o projeto BikeSampa, em parceria com o Itaú Unibanco e a Serttel, e o da Bradesco Seguros, empresa que já atua nas ciclofaixas de lazer.

 

Na primeira reunião, em 29 de janeiro, o projeto BikeSampa foi apresentado pelo Itaú Unibanco em sua sede. Estiveram presentes, além da Ciclocidade, representantes do Instituto CicloBR, da Transporte Ativo, do Cebrap, das secretarias de Transportes e de Educação do Município e ciclistas. Na ocasião, a Ciclocidade manifestou aos representantes da Prefeitura a necessidade de garantir aos ciclistas a segurança na via, seja por meio de infraestrutura cicloviária adequada (construção de ciclovias e ciclofaixas), seja por compartilhamento seguro (ciclorrotas).

 

Em 20 de março, foi publicada no Diário Oficial a aprovação do Termo de Cooperação entre a Prefeitura, o Itaú Unibanco e a Serttel, com vigência de 3 anos, para a exploração do sistema BikeSampa – que prevê a instalação de 100 estações de empréstimo por ano, chegando ao número de 3.000 bicicletas ao fim do período. A proposta da Bradesco Seguros, que inicialmente visava oferecer o serviço somente aos domingos e feriados, sofrerá mudanças por exigência da CPPU (Comissão de Proteção à Paisagem Urbana) e será novamente apresentada ao Município.

 

Através da operação de seus sistemas de compartilhamento de bicicletas, Itaú Unibanco e Bradesco Seguros deverão inserir elementos de propaganda na cidade. Para discutir essa  prerrogativa, no dia 3 de abril, a Ciclocidade participou de uma reunião com Regina Monteiro, presidente da CPPU. Estiveram presentes Thiago Benicchio, Diretor Geral, e Rene Jose Rodrigues Fernandes, da equipe de Participação Pública e Gerente de Projetos da FGV, além de membros do Instituto CicloBR, da Transporte Ativo e do projeto Bike Anjo e funcionários da SP Urbanismo e da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo.

 

Cidade Limpa e segurança dos ciclistas

 

A CPPU é um órgão consultivo e deliberativo que faz parte da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano da cidade de São Paulo. Responsável por enquadrar e estabelecer parâmetros para os novos meios de veiculação de anúncios e projetos diferenciados não previstos na legislação vigente, a CPPU também emite pareceres e elabora os termos de cooperação entre entidades públicas e privadas, regulando, inclusive, os acordos estabelecidos após a Lei Cidade Limpa, de 2006.

 

Após ouvirem um breve detalhamento sobre o Termo de Cooperação estabelecido com o Itaú Unibanco/Serttel e os trâmites do projeto apresentado pela Bradesco Seguros, os presentes retomaram históricos de iniciativas implementadas pela Prefeitura que não tiveram a participação de entidades que atuam na mobilidade por bicicletas na cidade, como a ciclofaixa de Moema. Thiago Benicchio ressaltou que isso se deve à falta de um espaço institucional de diálogo com a Secretaria Municipal de Transportes sobre as políticas relativas ao tema.

 

Rene Fernandes lembrou que é papel da Prefeitura e dos órgãos por ela regidos a criação de medidas mais efetivas de proteção aos novos usuários de bicicletas. A CET, por exemplo, que tem como função primordial garantir a segurança dos usuários em seus diversos deslocamentos realizados diariamente, precisa integrar as discussões sobre esse novo serviço de mobilidade. Caso contrário, o número de incidentes envolvendo ciclistas inexperientes poderá aumentar após a implementação do sistema de empréstimo.

 

O projeto BikeSampa está baseado no programa de ciclorrotas, um mapeamento dos melhores caminhos para os ciclistas realizado pelo Cebrap. Algumas dessas rotas começaram a receber sinalização vertical e horizontal, ajudando a ressaltar a prioridade dos usuários de bicicleta sobre os demais veículos, uma garantia dada pelo Código de Trânsito para todas as vias da cidade. Os representantes da Ciclocidade argumentaram que a política de compartilhamento das vias é fundamental para garantir o deslocamento dos atuais usuários de bicicletas. No entanto, a cidade não pode prescindir da construção de uma rede de ciclovias e ciclofaixas que garanta não apenas a segurança dos atuais ciclistas, mas também a dos usuários dos programas de bicicletas de uso compartilhado.

 

Segundo Regina Monteiro, as estações para retirada e devolução das bicicletas serão instaladas, majoritariamente, em vagas de automóveis, nas vias públicas. O mapeamento dos locais para a instalação dessas estações também está sendo feito pelo Cebrap e pela CET.

 

Ao fim da reunião, a Ciclocidade solicitou à presidente da CPPU acesso aos termos que estabelecem os critérios para publicidade das marcas Itaú Unibanco e Bradesco em São Paulo e os benefícios que essas empresas oferecem em contrapartida. De posse desse documento, será possível analisar e propor ajustes baseados nas reais demandas por infraestutura e educação cicloviária na cidade.

 

Última atualização em Qui, 19 de Abril de 2012 16:56
 
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