• Recapeamento de ciclofaixa no Morumbi deixa rastro de dúvidas pelo caminho

    RetiradaCiclofaixaMorumbi

    A retirada de tachões e placas de sinalização de uma ciclofaixa requerem autorização da CET, o que não está claro se aconteceu. Também não há certeza de que a estrutura voltará a ser pintada.

    Ao início da tarde desta quarta-feira (22/3), a Ciclocidade recebeu a informação de que a ciclofaixa da Rua Dr. Fausto de Almeida Prado Penteado/Av. Amarilis, no Morumbi, estaria sendo retirada. A fotografia acima, retratada por uma ciclista local, levantou diversas dúvidas sobre os procedimentos que, para serem de recapeamento com retirada de tachões e sinalização, exigiriam autorização da CET.

    Por volta das 16h30, a Prefeitura Regional do Butantã soltou a seguinte nota explicativa:

    “A Prefeitura Regional Butantã informa que a rua em questão vem passando por serviços de manutenção do pavimento, como operação tapa-buraco, com a massa asfáltica cobrindo parte da ciclofaixa. No entanto, afirmamos que, ao término do trabalho, a pintura da ciclofaixa será refeita. Já as placas indicativas foram retiradas para limpeza, pois estavam pichadas e também serão reinstaladas.”

    A história, porém, é muito estranha. Havia (como ainda há) grandes indicadores de que a ciclofaixa estava de fato sendo retirada e ainda não há plena certeza de que voltará a ser pintada novamente. São eles:

    • Ao longo da tarde, um ciclista da rede de contatos da Ciclocidade ligou na Prefeitura Regional do Butantã para pedir esclarecimentos, tendo a confirmação de um funcionário da equipe de Obras de que se trataria de uma remoção de ciclofaixa. Segundo o funcionário, a rua seria estreita e “estaria perigoso um carro de frente para o outro nesta subida”. Ou seja, dentro da própria Prefeitura Regional, a visão sobre o que estava acontecendo era da retirada da infraestrutura cicloviária. Se houvesse uma situação de risco no local, não seria o órgão de trânsito o responsável por tal avaliação e posterior solução?
    • Uma busca no site da Operação Tapa Buraco sobre as ordens de serviço de 2017 mostra que havia apenas uma solicitação referente a buracos nessas ruas, datada de 8/2 e com prazo de execução para 13/2. Entre ontem e hoje, no entanto, houve pelo menos 4 operações na R. Dr. Fausto de Almeida Prado Penteado e outras 7 na Av. Amarilis/Dr. Winton Paes de Almeida. Na aba de ‘monitoramento online’, as fotos que estão publicadas mostram apenas a situação da via após a intervenção, mas não os buracos que originaram a operação. Relatos de ciclistas que passam diariamente na ciclofaixa contam que ela não possuía buracos, algo que as próprias fotografias do site da Operação parecem reafirmar (veja abaixo), pois mostram o restante da via em boas condições de uso.

     

    FotosRecapeamentoMorumbi

     

    • Segundo os registros da Operação Tapa Buraco, as intervenções cobriram trechos de até 2x70m que, somados, respondem por 1.000m². Uma intervenção deste porte pode ser considerada um recapeamento de via, e não uma operação de buracos, o que condiz com as imagens.
    • O procedimento para recapeamento de rua e remoção dos tachões requer a ciência e a autorização da CET, segundo o Código de Trânsito Brasileiro (Lei Federal 9.503/97). Aparentemente, a CET não havia sido acionada até então.
    • Por se tratar de uma sinalização viária, o órgão responsável por refazer a pintura da ciclofaixa é também a CET - não a Prefeitura Regional. Até o início da tarde, a CET não parecia saber da operação em andamento. Ainda não é de conhecimento público, portanto, quais as datas agendadas para a nova pintura (ou mesmo se ela acontecerá). Um recapeamento na Av. Torres de Oliveira, ao lado da USP, por exemplo, foi realizado há 10 dias e permanece sem nova pintura.
    • As placas indicativas da ciclofaixa também foram retiradas. Segundo nota da Prefeitura Regional do Butantã, para que fossem limpadas, pois estariam pichadas. Retirar placas é um procedimento incomum para obras que não tenham mexido na calçada, assim como é incomum - senão inédito - que a limpeza seja feita pela mesma empresa que está executando o recapeamento. Ciclistas que usam a ciclofaixa também dizem que a sinalização não estava suja. Ainda que uma ou algumas das placas de sinalização estivessem pichadas, por que a prefeitura regional removeu todas elas?
    • O recapeamento da ciclofaixa também não levou em consideração a segurança de ciclistas que usam a infraestrutura para seus deslocamentos, uma vez que não há procedimentos substitutos de proteção. Caso houvesse realmente a necessidade de recape de todo o trecho da ciclofaixa, o que não parece ser o caso, a CET é responsável por garantir a integridade dos usuários desta ciclofaixa durante a fase de obras em que esta se encontra temporariamente desativada. Onde estão tais procedimentos?

     

    Conclusão

    Os fatos descritos evidenciam um cenário de inconsistências e improvisos por parte da Prefeitura como um todo - Administração Municipal e Prefeitura Regional. A conclusão do episódio é negativa para uma política pública que promova o uso de bicicletas em São Paulo.

    O dinheiro público empregado para um serviço de tapa-buraco - em uma via que aparentemente não possui demanda de recapeamento e com uma ciclofaixa em bom estado, segundo ciclistas que a utilizam diariamente - parece ter revelado uma nebulosa tentativa da administração municipal em remover uma parte da malha cicloviária da região, sem diálogo com os setores da sociedade diretamente envolvidos no seu uso e atropelando trâmites legais da administração pública.

    Muitas perguntas e dúvidas ainda estão sem resposta neste episódio. Porém, se a Prefeitura decidiu voltar atrás ou corrigir uma tentativa de retrocesso, o recado de quem usa bicicleta em São Paulo está dado: não aceitaremos perder nenhum direito, nenhum quilômetro de infraestrutura cicloviária. Além disso, qualquer alteração no plano cicloviário existente deverá ser conduzida com diálogo e participação social direta, pois é dessa forma que este mesmo plano cicloviário foi produzido.

    Chega de falsos diálogos e etéreas promessas. Vamos conversar de verdade, Prefeito e Secretário?

  • Roubos e furtos de bicicleta em SP - Organizações se reúnem pela terceira vez com a Secretaria de Segurança Pública e plano de ação começa a sair do papel

    GTSSP ReuniaoMarco1

    A próxima reunião do Grupo de Trabalho deverá ter a presença do secretário municipal de Segurança Urbana, Cel José Roberto Oliveira, para debater ações conjuntas com a Prefeitura.

     

    Na última quinta-feira (16/3), as organizações Ciclocidade, Aliança Bike, CicloBR, Bike é Legal e oGangorra estiveram mais uma vez reunidas com a Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) para debater a segurança de quem usa bicicleta na cidade. As entidades e a secretaria mantêm um Grupo de Trabalho desde setembro de 2016, com o objetivo de construir uma agenda comum de ações para buscar soluções que coibam roubos e furtos de bicicleta em São Paulo.

    Desde novembro de 2016, o Grupo de Trabalho realizou algumas ações relevantes, em consonância com o diagnóstico sobre a situação de roubos e furtos de bicicleta dentro da própria Secretaria. São elas:

    • A reorganização do sistema de notificação através do boletim de ocorrência, com padronização de informações e a inclusão de campos que antes não constavam na base;
    • A atualização da situação das bicicletas apreendidas nos DP’s e suas informações;
    • A disponibilização de uma base de dados pública, a partir das informações das bicicletas que constam nos Boletins de Ocorrência. Esta base está no ar desde 25/1 e serve para consulta tanto de agentes e policiais quanto da sociedade civil e do mercado, tendo recebido mais de 6.300 consultas desde então.

     

    GTSSP ReuniaoMarco2

    Dados e Informações antecipadas

    Esta semana, o Grupo de Trabalho fez uma avaliação das primeiras ações e seguiu para uma análise aprofundada sobre os dados georreferenciados que constam em boletins de ocorrência, relativos ao ano de 2016. Os microdados serão disponibilizados pela SSP em breve, para que possamos produzir infográficos resumitivos.

    De janeiro a novembro de 2016, houve 220 roubos de bicicletas em vias públicas na cidade de São Paulo (roubos em residências, por exemplo, não são computados como “roubos de bicicleta”). Metade (50%) dos roubos declarados ocorreram em ciclovias ou ciclofaixas. Em 85% dos casos, a vítima estava em movimento e em 42% dos casos, apenas a bicicleta foi levada.

    A grande maioria dos agressores estavam a pé (64%), enquanto outros 8% estavam de motocicleta e 7% em bicicleta. Para restante, não havia informações ou estão agrupadas na categoria “outros”.

    A maior parte dos roubos envolve apenas um agressor. A conclusão da Secretaria de Segurança Pública, neste momento, é que o roubo de bicicleta hoje se configura como um “roubo de oportunidade”, pois não é possível identificar, a partir da análise dos boletins de ocorrência, um perfil de grupo.

    As ocorrências que tiveram mais de 3 agressores estão concentradas nos seguintes Distritos Policiais: 3º Campos Eliseos (4 ocorrências ao longo de 2016), 11º Santo Amaro (4 ocorrências), 102º Socorro (3 ocorrências), 23º Perdizes (3 ocorrências), 34º Morumbi (3 ocorrências), 62º Ermelino Matarazzo (3 ocorrências), 77º Santa Cecília (3 ocorrências). Muitas vezes, segundo a SSP-SP, a descrição dos indivíduos não bate e as ocorrências são esparsas - com uma em janeiro e outra no meio do ano, por exemplo. Desta forma, segundo conclusão preliminar da própria Secretaria, não é possível identificar um modus operandi que gere um padrão.

    Os principais logradouros que tiveram roubos de bicicleta, em 2016, são: Av. Sumaré (10 ocorrências); Av. Escola Politécnica (9); Av. Prof. Fonseca Rodrigues (8); Av. Guido Caloi (7); Av. das Nações Unidas (6); Av. Eng. Billings (6); Av. Conde de Frontin (5); Av. Henrique Chamma (5); Av. João Dias (5); Av. Rangel Pestana  (5); Av. Arlindo Bettio (5); Av. Guira Acangatara (5).

    Todos estes dados contidos nos boletins de ocorrência serão disponibilizados e novas análises e cruzamentos serão feitos pelo Grupo, tendo em vista dar maior publicidade aos números oficiais e, ao mesmo tempo, permitir uma melhor compreensão sobre a situação atual e ao longo do tempo. Ainda e principalmente os dados são fundamentais para subsidiar, com mais precisão, o conjunto de ações a serem implementadas.

    Ainda nesta reunião, o Grupo de Trabalho apresentou os resultados preliminares da Pesquisa sobre Notificações de Roubos e Furtos de Bicicleta. Os resultados serão divulgados assim que a Pesquisa estiver concluida. Quem já foi vítima de roubo ou furto de bicicleta pode responder a pesquisa através deste link: http://bit.ly/2nxqclF.

     

    Encaminhamentos e próximos passos

    1. A Secretaria de Segurança Pública disponibilizará os dados e microdados relativos a 2016 para que as entidades da sociedade civil participantes do Grupo de Trabalho possam fazer seus próprios levantamentos e análises;
    2. As organizações finalizarão da pesquisa de notificações e publicarão os resultados (http://bit.ly/2nxqclF);
    3. O Grupo apresentará uma proposta de nova redação para o texto que apresenta o banco de dados de bicicletas, no site da Secretaria;
    4. Para a próxima reunião, a SSP apresentará uma análise sobre o Disque Denúncia, visando possíveis alterações no cadastramento destas denúncias. Por exemplo, a possibilidade de inserir locais - físicos e online - de desmonte/receptação de bicicletas, partes e peças;
    5. Delegacia eletrônica. A SSP testará as possibilidades de registro online de roubos, para diminuir imediatamente os níveis de burocracia e obrigatoriedade de boletim de ocorrência presencial;
    6. Apresentação de soluções para que a sociedade consulte a base de dados sem a obrigatoriedade do número de série da bicicleta;
    7. Para a próxima reunião o Grupo apresentará as primeiras ideias de uma campanha pública com foco no número de série das bicicletas;
    8. Para a próxima reunião a SSP convidará o secretário municipal de Segurança Urbana, Cel José Roberto Oliveira, para debater ações conjuntas com a Prefeitura.

     

  • Atualizações da Ação Civil Pública sobre o aumento das velocidades nas Marginais Tietê e Pinheiros

     

    GraficoMarginalSegura

     

    Na semana passada, a Prefeitura de São Paulo divulgou os dados operacionais relativos ao primeiro mês de operação do programa Marginal Segura. Implantado no dia 25/1 e alvo de diversas críticas de especialistas, o programa é responsável pelo aumento das velocidades máximas das marginais Tietê e Pinheiros.

    Antes de falar sobre as atualizações da Ação Civil Pública movida pela Ciclocidade com relação ao aumento das velocidades nessas vias, é preciso entender o que exatamente está sendo divulgado.


    Entenda o que está sendo divulgado

    ‘Dados operacionais’ são os que a CET utiliza no cotidiano, servindo para guiar as operações da companhia para gerir o tráfego no dia a dia da capital paulista. Ao final de cada ano, esses dados são complementados por dados de ocorrências registradas pela polícia, bombeiros e pela rede de saúde para formar o que se chama de ‘dados consolidados’ - são estes os que entram nos relatórios anuais de mortos no trânsito da CET.

    A CET não consegue - nem deveria almejar conseguir - acompanhar todas as ocorrências de trânsito com o passar do tempo. Por exemplo, se alguém morre depois de um mês de uma colisão, não é a CET quem registra esse dado. Esse ponto chegou a ser explicado pelo próprio secretário de mobilidade e transportes em janeiro, em entrevista à Rede Globo.

    Os dados operacionais são, portanto, sempre menores do que os dados consolidados.

    O que os dados operacionais divulgados em 8/3 mostram é que houve um aumento de 82% no número de incidentes com vítimas nas marginais (entre 25/1 a 23/2 de 2017) se comparados aos dados consolidados referentes ao período de janeiro e fevereiro de 2016 - foram 102 incidentes com vítimas contra 56, quase o dobro de casos, e três mortes.

    O presidente da CET argumenta que os dois períodos não podem ser comparados, pois mais agentes nas ruas conseguem registrar mais ocorrências, o que é uma meia verdade. O prefeito João Doria diz que os números estão ‘dentro do esperado e sob controle’.

    O que ambos não estão dizendo é que os números apresentados agora compõem apenas a visão da CET sobre o que está acontecendo nas marginais e, uma vez complementados com os dados dos outros órgãos para formar o número consolidado, se mostrarão necessariamente menores do que o panorama total. Em outras palavras: há mais incidentes com vítimas do que os 102 apresentados, eles só não foram computados ainda.


    A Ação Civil Pública em janeiro

    A Ciclocidade se posicionou contra o aumento das velocidades já em dezembro, durante o anúncio do programa Marginal Segura, e, após diversas tentativas frustradas de diálogo com a equipe de governo, entrou com uma ação na Justiça no dia 19/1 para tentar barrá-lo.

    A ação movida pela Ciclocidade, é preciso dizer, refere-se exclusivamente ao aumento de velocidades, uma vez que as outras medidas de segurança previstas no programa são bem vindas. Também é preciso dizer que ciclistas podem e devem circular nas vias locais das marginais (não nas expressas) com preferência sobre os outros meios de transporte motorizado, segundo previsto pelo próprio Código de Trânsito Brasileiro desde 1997. Cabe ao poder público zelar pela segurança e bem estar de quem usa bicicleta para se deslocar por tais vias.

    O juiz de primeira instância Luis Manoel da Fonseca Pires concedeu uma liminar à Ciclocidade no dia seguinte, 20/1, entendendo que os riscos iminentes do aumento dos limites de velocidade representariam "retrocesso social" frente às evidências científicas e estatísticas dos benefícios produzidos pela redução dos limites de velocidade - política adotada a partir de julho de 2015. A conceituação jurídica sustentada pelos nossos advogados, e acatada pelo juiz, baseou-se no princípio da vedação ao retrocesso social.

    Em 23/1, a desembargadora Flora Maria Nesi Tossi Silva, do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, derrubou a liminar, evitando analisar o mérito da questão. Entendendo como uma decisão mais política do que jurídica, a Ciclocidade entrou com um pedido de embargo de declaração, julgado improcedente nos dias seguintes.

    No dia 25/1, aniversário da cidade de São Paulo, a Prefeitura implementou o programa Marginal Segura, com apenas parte das medidas de segurança implementadas e com apenas uma das ambulâncias previstas.


    Atualizações sobre a ação

    Entre 25/1 e 14/3, a movimentação da Ação Civil Pública no Judiciário se resumiu a etapas burocráticas do processo, que ainda está em início de tramitação. Após a divulgação, em 8/3, dos dados operacionais relativos ao primeiro mês de operação dos novos limites de velocidade nas marginais, a Ciclocidade se preparou para entrar com um novo pedido de liminar, buscando o restabelecimento das velocidades máximas anteriores.

    O primeiro pedido de liminar, de 19/1, era cautelar - uma precaução, uma tentativa de impedir que um retrocesso avançasse sobre a cidade. Neste momento, os números já comprovam que aumentar as velocidades fez explodir os fatores de risco nestas vias e já produziu um aumento injustificado de vítimas, conforme argumenta a ação movida pela Ciclocidade. É preciso lembrar também que o aumento de velocidades implica em maior gravidade nas lesões de vítimas não fatais.

    Por este motivo, a Ciclocidade ingressou na última terça-feira (14/3) com um novo pedido de liminar. A justificativa é que, se antes poderia haver dúvidas sobre o efeito negativo dos novos limites de velocidade, após 1 mês estas dúvidas se consolidaram em certezas.

    Ontem, quinta-feira (16/3), o Tribunal de Justiça requereu a manifestação do Ministério Público do Estado sobre o tema. Em dezembro de 2016, a Ciclocidade teve a ajuda de várias organizações de mobilidade como Cidadeapé - Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo, Bike é Legal, Bike Zona Sul, Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor, Pé de Igualdade e Sampapé para entregar ao Ministério Público um dossiê de cerca de 300 páginas em favor da manutenção das baixas velocidades nas marginais e demais vias da cidade.

    Aguardamos agora a manifestação do Ministério Público e a decisão do judiciário com relação ao nosso pedido de liminar. Informaremos a todas e todos pelos canais de comunicação da Ciclocidade sobre novos desdobramentos.

     

    Confira a tramitação da Ação Civil Pública através do site do TJ: http://bit.ly/AcaoCivilContraVelocidades

  • Ciclocidade termina primeira etapa de alinhamento interno; segunda reunião acontece este sábado (18/3)

    PlanejamentoCiclocidade2017b

     

    Com a participação de 25 pessoas ao longo do dia, a Ciclocidade realizou no último sábado (11/3) o começo de seu planejamento para 2017-2018.

    A reunião foi um grande encontro inicial de alinhamento entre as diferentes visões e expectativas sobre a atuação da associação. Expectativas que de uma forma geral convergem, mas que incitam novas perguntas e discussões que devem ser avaliadas antes de se desdobrarem em ações.

    Para completar o planejamento serão necessárias ainda mais duas reuniões abertas - uma para fechar o alinhamento estratégico iniciado e outra para delimitar as estratégias e o plano de ação.

    A próxima reunião já está marcada para a tarde deste sábado, 18/3, e contará com a ajuda de uma facilitadora profissional para que haja melhor uso do tempo em conjunto e melhor aproveitamento das discussões.

    Para esta semana, a Ciclocidade ficou com a tarefa de sistematizar as grandes questões levantadas neste primeiro encontro, para haver um fechamento, e produzir informações que servirão como insumo para o próximo.

     

    PlanejamentoCiclocidade2017

    Um resumo sobre o primeiro dia de reunião

    Com o objetivo de percorrer três grandes temas ao longo de sábado, o dia começou com um panorama geral sobre o cicloativismo paulistano, o que levou a uma chuva de ideias sobre qual deve ser o foco de atuação da Ciclocidade (ver abaixo).

    À tarde, o grupo fez uma breve análise conjuntural sobre o novo cenário político em São Paulo diante da mudança da gestão municipal, mas não houve tempo de entrar a fundo no tema da participação em coalizões de mobilidade.

    Ficou claro que seria necessária mais uma reunião, inclusive para fechar os temas abordados pela manhã, então o dia foi finalizado com uma apresentação seguida de discussão sobre as contas e os gastos da associação e o que está no horizonte em termos de financiamentos possíveis.

    Uma vez que essas duas questões serão abordadas na próxima reunião de alinhamento, haverá lá um resumo já com novos levantamentos de informações.


    Acúmulo sobre o primeiro dia de discussões

    Seguem abaixo os principais pontos levantados na parte da manhã sobre os focos de atuação da Ciclocidade. Os pontos estão aglutinados por temas, sem ordem particular, e serão usados como base para a construção da próxima etapa de alinhamento.

    • Reconstruir as agendas comuns a partir de um ativismo de diálogo e escuta
    • Aumentar representatividade entre ciclistas, considerando diferentes grupos e culturas. Isso significa incentivar, ouvir e dar voz a movimentos regionais e grupos de bicicleta para que a representação seja mais plural. A associação deve atuar pelo coletivo (ciclistas) sem desrespeitar as manifestações individuais.
    • Para ser capaz de incluir mais pessoas, a associação deve enfrentar os desafios para que haja efetiva participação feminina, negra, periférica. Deve, também, entender as especificidades relacionadas à mobilidade desses diferentes grupos.
    • Fortalecer a articulação, a participação e a mobilização de grupos de coletivos locais e regionais, empoderando ciclistas que estão na articulação.
    • Fortalecer relações institucionais pela mobilidade ativa, ser aglutinador. Fortalecer mobilidade ativa em escolas, empresas e universidades.
    • Ser uma referência sobre a mobilidade por bicicletas. Produzir dados e informações abertas que busquem qualificar a discussão sobre bicicletas. Tais dados não devem mais apenas quantitativos, mas qualitativos, ouvindo ciclistas de vários lugares. Agir de modo a garantir que os dados sobre bicicletas de São Paulo sejam e permaneçam abertos.
    • Manter sua incidência na política, mesmo diante de uma gestão municipal que sinaliza retrocessos. Com isso, melhorar as condições do uso da bicicleta na cidade e a segurança de ciclistas.
    • Promover as bicicletas sem esquecer outras demandas sociais, pensando cada vez mais nas questões de desigualdade social e atuando em articulação com outros agentes da sociedade civil, de diferentes territórios. Articular com outros movimentos ações pontuais para discussão sobre direito à cidade. Promover uma cidade democrática por meio das bicicletas. Definir a forma e os limites de atuação na missão da organização.
    • Criar uma política de financiamento e ponderar sobre a profissionalização de quem atua da organização, bem como quais as implicações que isso pode ter dentro de um ativismo horizontal. Avaliar os modelos possíveis.
    • Agir de modo a conseguir mais associadas/associados, mas refletindo sobre qual seu papel na associação - sustentabilidade financeira, participação nas atividades, representatividade?

     

    PlanejamentoCiclocidade2017c

     

    Segunda Reunião Geral de Alinhamento Estratégico

    Sábado, 18/3, das 14h às 18h30. Na sede da Ação Educativa, rua General Jardim, 660 - Vila Buarque.

    Home 2ReuniaoPlanejamentoGeral

  • Pesquisa quer saber se você já teve bike roubada ou furtada em SP

    Pesquisa RoubosBicicletas

     

    Você já teve alguma bicicleta roubada ou furtada?

    Caso a resposta seja sim, preencha esta rápida pesquisa que as organizações Ciclocidade, Aliança Bike, Aromeiazero, Bike é Legal, Instituto CicloBR e Vá de Bike estão promovendo.

    O objetivo é gerar um indicativo de notificações dos casos de roubos e furtos de bicicleta registrados em boletim de ocorrência. O levantamento permitirá avaliar também de onde vêm os casos, quais os principais impeditivos para que as vítimas façam B.O. e, das que fizeram, qual a proporção das que informaram o número do chassi da bicicleta.

    A pesquisa ficará no ar até o final de março e pode ser respondida por qualquer pessoa que tenha tido uma bicicleta roubada ou furtada na cidade ou estado de São Paulo. Caso tenha sido vítima em mais de uma ocasião, é possível preencher o formulário novamente. Não é preciso identificar-se.

    Os resultados serão levados diretamente ao Grupo de Trabalho que trata do tema dentro da  Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. O grupo foi criado em novembro de 2016 para elaborar um plano de ação sobre o aumento dos roubos de bicicleta e conta com representantes das entidades da sociedade civil listadas acima, assim como da Câmara Temática de Bicicleta do Conselho Municipal de Trânsito e Transportes.

    Link para a pesquisa: http://bit.ly/2nxqclF

    Saiba mais sobre o Grupo de Trabalho que está atuando sobre roubos de bicicletas neste link.