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Neste seção você encontra notícias publicadas neste site. Na seção Clipping poderá consultar notícias com participação da Ciclocidade publicadas na mídia ou outros sites.

A Ciclocidade acaba de divulgar a contagem inédita de ciclista na Ponte Eusébio Matoso. Trata-se de uma importante estrutura de conexão com a região de Pinheiros, em São Paulo. Ao todo, das 6h às 20h, foram contados 1.164 ciclistas, com horários de pico entre às 6h e 8h da manhã e das 16h às 18h da tarde. O grande fluxo é de trabalhadores vindos do Butantã com destino ao centro da cidade e, desse total, 11% são mulheres!

“Essa contagem é importante para dar início ao que chamamos de série histórica, quando é possível acompanhar os dados a partir de novas contagens e fazer comparações futuras. Está prevista a entrega de uma ciclopassarela ao lado da Ponte Eusébio Matoso e esses dados vêm corroborar com a necessidade urgente de uma infraestrutura", comenta Tais Balieiro, Coordenadora Geral da contagem.

A área faz parte da Operação Urbana Faria Lima, que desde 1994 prevê conexões cicloviárias entre a Cidade Universitária e a Avenida Faria Lima. Hoje, a Ciclovia da Faria Lima tem uma média diária de mais de 7 mil viagens de bicicleta, mas essa e outras duas conexões ( Bernardo Golfarb Jaguaré) ainda não saíram do papel. Após verba publicada no Diário Oficial, a entrega ficou prevista para 2017, mas a nova atualização do cronograma jogou para 2021. Até lá, os ciclistas precisam se equilibrar entre pedestre e, muitas vezes, entre os carros.

A implantação destas estruturas, e de outros trechos importantes para a segurança dos ciclistas na região, são periodicamente lembrados por organizações de ciclistas, conselhos participativos e pela Câmara Temáticas de Bicicleta nas reuniões mensais do Grupo Gestor da OUCFL.

Coordenador Local, Sasha Hart destaca o número de ciclistas que utilizam a calçada ao lado norte da ponte, eles representam 70% do total de 1.164 viagens. Falta espaço para a Mobilidade Ativa.

Os dados da contagem também revelam outros aspectos dos ciclistas que pedalam pela Ponte Eusébio Matoso, como faixa etária e tipo de bicicleta. Nessa região, 9% são bikes compartilhadas sem estação.

A contagem chama atenção para a desproporcionalidade de infraestrutura frente ao grande número de ciclistas e pedestres. Não há nem mesmo sinalização adequada para a segurança dos que vão a pé ou de bicicleta e a velocidade máxima da via é de 50 Km/h com direitas livres.

“A cidade de São Paulo, de modo geral, é mal sinalizada e quem morre mais são os pedestres e ciclistas. Em pontes como a Eusébio Matoso, a preocupação deveria ser ainda maior”, lamenta Tais.

A ponte tem intenso passagem de ônibus via corredor exclusivo e está próxima da estação Butantã da linha 4 do metrô, bem como estação intermodal (metrô/CPTM/ônibus) Pinheiros e estação Rebouças-Hebraica da CPTM. "Esta ponte passa por cima  da ciclovia da Marginal Pinheiros, porém elas ainda não estão conectadas. Isto seria possível através de uma obra relativamente pequena e simples. Ela criaria uma opção sustentável para quem usa a saturada linha de trem da CPTM ou sofre com o trânsito de carros na Marginal Pinheiros e de bicicletas na ciclovia da Avenida Faria Lima”, argumenta Sasha.

A contagem traz ainda observações sobre usos do solo, infraestrutura cultural e de lazer e fala de aspectos de arborização e conservação das calçadas. Por fim, o relatório elenca demandas urgentes como “instalação de lombofaixa, redutor de velocidade ou outra formas eficazes de acalmamento, em alças de acesso da ponte”.

Sobre metodología:

O método utilizado para a contagem foi desenvolvido pela Associação Transporte Ativo, do Rio de Janeiro (www.transporteativo.org.br). Trata-se de uma planilha com um desenho esquemático do local, com espaços a serem preenchidos com a origem e destino do ciclista, além de informações complementares como acessórios, faixa etária, gênero, tipo de bicicleta, etc.

Colaboraram com esta contagem: Jô Pereira; Fernando de Abreu; Rachel Schein; Fellipe Rinco; Lucas Hart ;Thais Oewel; Aline Cavalcante; Paulo Alves; Manuela; Adriana Marmo; Fabio Miyata; Luiz Andrade; Bosco; Ronaldo Reina; e Theresia- Louise.

Acesse o relatório completo, aqui.

Organizações da sociedade civil e movimentos sociais têm um histórico significativo de ativismo em defesa dos mais diversos direitos no Brasil. Segundo estudo realizado pelo IPEA (Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas), em 2017 existiam no país mais de 820 mil ONGs, atuando por melhores condições na educação, na saúde, por liberdades individuais e igualdade no acesso a direitos, pelo acesso à informação e a liberdade de expressão, pela dignidade no trabalho, pelo direito das crianças e adolescentes, pelo respeito ao meio ambiente, entre tantas outras pautas.

O Brasil também é reconhecido internacionalmente por sua forte rede de voluntariado, que articula milhões de cidadãos e cidadãs que dedicam parte de seu tempo para construir uma sociedade mais justa, mais igualitária, na qual a população mais carente tenha acesso a direitos básicos fundamentais, muitas vezes não garantidos pelo Estado. Este trabalho também é reconhecido como ativismo.

A ação desses ativistas tem sido fundamental para a melhoria das condições de vida no país e para o avanço na conquista de direitos. Organizações e movimentos são atores estratégicos na contribuição para a formulação de políticas públicas, na elaboração de leis importantes para o país, na fiscalização do poder público do ponto de vista orçamentário, na cobrança pela execução de políticas e programas de governo. Uma sociedade civil vibrante, atuante e livre para denunciar abusos, celebrar conquistas e avançar em direitos é um dos pilares de sociedades democráticas em todo mundo.

Foi por meio do trabalho ativista de tantas entidades que o Brasil conquistou, por exemplo, leis como a do combate ao racismo e de enfrentamento à violência contra as mulheres; políticas públicas como o seguro desemprego e o financiamento estudantil; programas de combate ao desmatamento e de proteção dos animais; a Lei antifumo e a Lei da Ficha Limpa, que nasceu da iniciativa da sociedade civil para combater a corrupção nas mais diferentes esferas no país.

Neste contexto, a declaração do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) de que irá “botar um ponto final em todos os ativismos no Brasil” é de extrema gravidade. Ela é mais uma ameaça propagada por esta candidatura à nossa democracia. Bolsonaro afirmou seu desejo de acabar com a atuação das organizações da sociedade civil em seu pronunciamento oficial no dia 7 de outubro, veiculado pela Internet logo após a confirmação, pelo Tribunal Superior Eleitoral, de que o candidato disputará o segundo turno no próximo dia 28.

Além de uma afronta à Constituição Federal, que garante os direitos de associação e assembleia no Brasil, a declaração reforça uma postura de excluir a sociedade civil organizada dos debates públicos. Trata-se de uma ameaça inaceitável à nossa liberdade de atuação. Não será apenas a vida de milhões de cidadãos e cidadãs ativistas e o trabalho de 820 mil organizações que serão afetados. Será a própria democracia brasileira. E não há democracia sem defesa de direitos.

Mais do que nunca, o Brasil precisa de um governo aberto ao diálogo, que se proponha a conduzir a nação junto dos mais diferentes setores, respeitando a diversidade de opiniões e ideias sobre as propostas e rumos para o país.

Em breve, a população voltará às urnas para eleger quem será o Presidente da República nos próximos quatro anos. Que o desprezo pelos movimentos sociais e entidades da sociedade civil manifestado nessa declaração seja considerado por todos e todas na hora de decidir seu voto. Calar a sociedade civil, como anuncia Jair Bolsonaro, é prática recorrente em regimes autoritários. Não podemos aceitar que passe a ser no Brasil.

Confira aqui cada uma das 3 mil entidades nacionais que assinam a nota!

* As adesões abaixo foram recebidas por meio de formulário eletrônico que circulou em diversas redes no país. A grafia do nome das entidades, coletivos e movimentos sociais é apresentada da forma como foi inserida no formulário.
Entidades nacionais.

 

Ponte Eusébio Matoso

Quarta-feira, 12 de Setembro de 2018 

Das 6h às 20h 

Clique para baixar o Relatório de Contagem em PDF.
Clique para baixar a Planilha com os Dados Brutos em XLSX.

INTRODUÇÃO 

A Ponte Eusébio Matoso (Ponte) é uma rota intensamente utilizada por ciclistas locais e aqueles oriundos de regiões periféricas da cidade que se deslocam para locais de trabalho no centro expandido, a USP e estações de metrô e CPTM. Na ponte não existe infraestrutura cicloviária alguma entretanto ela está muito próxima de diversos eixos cicloviários já existentes (da Avenida Eliseu de Almeida, da Marginal Pinheiros, da Avenida Rebouças, da Avenida Faria Lima e da Rua dos Pinheiros). A conexão com estes eixos e melhora da segurança poderia ser substancialmente melhorada com a implementação de infraestrutura cicloviária e sinalização na Ponte e em alguns  pequenos trechos no seu redor.

Desde 1994 existe uma obrigação legal (do licenciamento ambiental da Operação Urbana Consorciada Faria Lima - OUCFL) para ligar a USP com a ciclovia da Avenida Faria Lima. Desde ao menos 2013 ciclistas da Ciclocidade, Bike Zona Oeste, CADES e Conselhos Participativos (de Pinheiros e Butantã), entre outros, insistem formalmente pela implantação desta estrutura e os trechos no seu redor (inclusive devido ao uso intenso e insegurança existente). Em 5 de Abril de 2016 o projeto para construção de uma ciclopassarela ao lado desta Ponte e da ponte Bernardo Golfarb bem como outras estruturas no entorno foram aprovadas pelo Grupo Gestor da OUCFL, com recursos reservados (publicado no Diário Oficial dia 22 de Setembro de 2016) e previsão de entrega inicial para 2017. Em 2017 e 2018 ocorreram audiências públicas (com presença de Secretário de Mobilidade e Transporte, Prefeito Regional de Pinheiros e auditório lotado de moradores e comerciantes) e o apoio para o projeto da Ciclopassarela foi unânime (baseado inclusive no compartilhamento de documentos de apoio, tais como abaixo assinado, dados sobre insegurança, ofícios, manifestações de entidades, moradores e comerciantes, etc). Mais recentemente foi informado no Grupo Gestor da OUCFL que o cronograma da Ciclopassarela foi revisado e a entrega agora está prevista para início de 2021.

Projetos cicloviários aprovados para a Ponte e região, com recursos reservados, em Abril de 2016:






A demora na implementação destas infra estruturas tem sido questionadas por representantes da sociedade com mandato no Grupo Gestor da OUCFL e em outros espaços formais de diálogo com a Prefeitura, entidades, moradores e comerciantes, entre outros. Estes questionamentos e as demandas por outras ações adicionais ou mitigadoras nesta região (compiladas no capítulo final deste relatório) também tem sido apresentadas no âmbito da Câmera Temática da Bicicleta (em 2016, 2017 e 2018) e aguardam respostas da CET e SMT.   

Esta é a primeira vez que a Ciclocidade faz um levantamento de ciclistas nesta Ponte.   

O método utilizado para a contagem foi desenvolvido pela Associação Transporte Ativo, do Rio de Janeiro (www.transporteativo.org.br). Trata-se de uma planilha com um desenho esquemático do local, com espaços a serem preenchidos com a origem e destino do ciclista, além de informações complementares como acessórios, faixa etária, gênero, tipo de bicicleta, etc.

LOCAL DA CONTAGEM 

No início da Ponte Eusébio Matoso, canto Pinheiros (Nordeste). Na imagem de satélite (que tem o Norte orientado para cima, assim como em todos os mapas deste relatório) o local de contagem pode ser reconhecido como o canto da Ponte com mais vegetação.  

 

FLUXO

Os resultados totais desta contagem e por faixa de horário são apresentados abaixo.

NÚMERO TOTAL DE CICLISTAS 1.164
Média de ciclistas por hora 83,14
Média de ciclistas por minuto 1,39

Número de ciclistas que passaram pelo cruzamento no período de 14 horas

 

Horários mais intensos de fluxo de ciclistas:

Período da manhã: de 6h às 8h, totalizando 203 ciclistas

Período da noite: de 16h às 18h, totalizando 231 ciclistas

 

Os resultados desta contagem (1164 ciclistas no total) indicam que a Ponte apresenta um alto uso mesmo com a falta de infra estrutura cicloviária. Para efeito de comparação, ainda que resguardadas as particularidades e contextos  de cada local, a Ciclocidade anteriormente havia contabilizado 1062 ciclistas na ponte da Cidade Universitária  (ao Norte da da Ponte Eusébio Matoso) e 643 na ponte da Freguesia do Ó.

GRÁFICOS - ORIGENS E DESTINOS

Seguem abaixo os resultados dividido por origens e destinos dos ciclistas, bem como estrutura usada (rua ou calçada).




A nomenclatura usada nos títulos abaixo se refere a local de origem.
























Os resultados indicam que as calçadas são as estruturas mais  utilizadas (75% do total, sendo que destas 80% ocorrem somente na calçada do lado Norte).


GRÁFICOS - GÊNERO E FAIXA ETÁRIA

 

 

Uma estrutura segura atrai mais ciclistas, principalmente mulheres e crianças. O resultado para a proporção de mulheres (11%) na Ponte pode ser considerado alto, maior do que em outros locais sem infra estrutura cicloviária aonde a Ciclocidade fez contagens (por exemplo na Avenida Eliseu de Almeida, localizado próximo da Ponte,  o mesmo índice de 11% somente foi atingido após a instalação de ciclovia). 

GRÁFICOS - TIPOS DE BICICLETA

Seguem abaixo os resultados dividido por tipo de bicicleta.


 

O fluxo bicicletas cargueiras ou de serviço na Ponte, 2% do total, pode ser considerado um valor relativamente alto. Na Ponte da CIdade Universitária havia sido identificado 0% deste tipo de uso e os mesmos 2% na Freguesia do Ó.

 



Não há estações de bicicletas compartilhadas do tipo com estação fixa na região do Butantã, o que deve explicar a ausência de bicicletas deste tipo. Já as bicicletas do tipo dockless , notoriamente a da marca Yellow, foram identificadas em proporção muito alta (9%), sobretudo considerando que elas são relativamente recentes e não tem tido incentivos para elas pararem nos bairros do lado Butantã (pelo contrário, atualmente a taxa nesta região é mais cara).


GRÁFICOS - DADOS COMPLEMENTARES

Seguem abaixo os resultados de contagens de outros parâmetros.



O uso de luzes nos períodos entre 6h-8h e 17h-20h na Ponte (42%) pode ser considerado alto, comparado com o identificado na Ponte Cidade Universitária (35%) e Ponte Freguesia do Ó (4%).

 EM NÚMEROS 

Complementos nº de ciclistas % aproximada de ciclistas
Mulher 131 11%
Criança/Adolescente 21 2%
Maior de 60 15 1%
Carona / Garupa 2 0%
Mochila / Bagagem 888 76%
Luzes * 232 42%
Capacete 511 44%
Na contramão 0 0%
No corredor de ônibus 2 0%
Serviço, Cargueira ou triciclo 27 2%
Elétrica 8 1%
Skate, Patins ou patinete 6 1%
Yellow Bike 99 9%
Bike Sampa (Itaú) 0 0%

 * para os períodos entre 6h-8h e 17h-20h

ASPECTOS TERRITORIAIS - LOCAL DA CONTAGEM E ARREDORES 

TIPO DE ESTRUTURA CICLOVIÁRIA

Não há estrutura cicloviária alguma na Ponte, nem sinalização adequada para proteger ciclistas ou pedestres.

 



NÚMERO DE FAIXAS DE TRÁFEGO MOTORIZADO

Três faixas de tráfego motorizado de cada lado, sendo uma delas corredor exclusivo de ônibus.

 

 

VELOCIDADE REGULAMENTADA NA VIA

A velocidade regulamentada na Ponte Eusébio Matoso é de 50 Km por hora e onde há faixas de pedestre é de 40 Km por hora (por vezes indicada apenas próxima da faixa). A sinalização é ineficiente e se nota pouca fiscalização, facilitando o não cumprimento por parte dos motoristas e motociclistas destes limites e de outras regras.  

 

CONEXÕES

 

  1. Transporte Público

A ponte tem intenso passagem de ônibus via corredor exclusivo e está próxima da estação Butantã da linha 4 do metrô, bem como estação intermodal (metrô/CPTM/ônibus) Pinheiros e estação Rebouças-Hebraica da CPTM.

 

 

  1.     Infraestruturas Cicloviárias de Acesso e no Entorno

Do lado Pinheiros (Nordeste) a Ponte tem acesso (duplo)  sem lombofaixa ou outras estruturas efetivas de redução de velocidade. Nestes locais os motoristas costumam passar em velocidade acima da permitida e desrespeitar as faixas de pedestres.  

 

A menos de 1km da ponte existe a estação Pinheiros e estação/ciclovia da Avenida Faria Lima, bem como ciclofaixa da Rua dos Pinheiros (faltando apenas algumas centenas de metros para conectar com estas estruturas cicloviárias e estações). Debaixo da ponte existe a ciclovia da Marginal Pinheiros, entretanto sem acesso algum na Ponte ou região.

Do lado Pinheiros (Sudoeste) a Ponte tem acesso (duplo) com lombofaixas (o que contribui para a redução da  velocidade e maior respeito com as faixas de pedestres). A estrutura cicloviária mais próxima é a ciclofaixa da estação/Avenida Rebouças (faltando apenas algumas dezenas de metros para conectar com esta estrutura cicloviária e estação).

 

 

Do lado Butantã (Noroeste) a Ponte tem acesso via lombofaixa e está muito próxima (faltando apenas alguns metros para conectar com esta estrutura cicloviária) da ciclofaixa na Rua Lemos Monteiro que segue até a USP. Nesta rede faltam apenas algumas dezenas de metros de estrutura cicloviária na Rua Romeu Gomes e Rua Camargo para conectar diretamente a ponte com a Estação Butantã de metrô e a rede da ciclovia da Eliseu de Almeida.

Do lado Butantã (Sudoeste) a Ponte tem acesso sem lombofaixa ou outras estruturas efetivas de redução de velocidade (neste local os motoristas costumam desrespeitar a faixa de pedestres). A estrutura cicloviária mais próxima são as ciclofaixas da Rua Lemos Monteiro e da Avenida Lineu de Paula Machado (faltando apenas algumas dezenas de metros para conectar com estas estruturas cicloviárias).  

  1.    Equipamentos Culturais, de Lazer, Educacionais, de Saúde etc.

Há menos de 1km há um shopping center com cinema e teatro, um local permanente de food trucks com música ao vivo, dois centro culturais e esportivos, um Jóquei, entre outros.

USO DO SOLO

Na ponte, e abaixo dela, o uso é apenas para transporte e mobilidade. Após as alças de acesso prevalece o comércio e escritórios com alguns bolsões de uso residencial.

Vale destacar que a Ponte  e Marginal é muito movimentada, ruidosa e com poluição agravada pelo  tráfego de caminhões e ônibus.

 

 

ARBORIZAÇÃO

Existem várias árvores próximas das alças de acesso bem como na margem do Rio Pinheiros, entretanto poderiam ser adensadas e melhor cuidadas.



CALÇAMENTO

O calçamento, apesar de recente e em geral liso, apresenta alguns buracos (largos, fundos e perigosos).


CONCLUSÕES

Os resultados desta contagem indicam que a Ponte tem um uso muito alto (maior do que nos outros locais de contagem realizadas em Pontes), sobretudo via as calçadas (75% do total das viagens, sendo que destas 80% ocorrem na calçada do lado Norte). Também é notório os índices altos para pessoas que usam iluminação (42%, no período noturno), mulheres (11%), bicicletas Yellow (9%).

Estes dados comprovam que este local é muito importante como rota de ciclistas, apesar da ausência de qualquer estrutura cicloviária e de riscos inaceitáveis para quem ali frequenta (seja ciclista seja pedestres, entre outros).

 



Esta contagem comprova a necessidade urgente da instalação de infraestrutura cicloviária na Ponte e no seu entorno, inclusive as previstas desde 1994, publicadas no Diário Oficial em 2016 e aprovadas em Audiência Pública em 2017 e 2018. A demora na implementação da infra estrutura vem sendo questionada de diferentes formas (em reuniões oficiais, na mídia, abaixo-assinados, etc) por representantes do Grupo Gestor da Operação Urbana Faria Lima, por entidades, comerciantes e ciclistas. As demandas urgentes incluem:

 

  • antecipação do cronograma de instalação da infraestrutura cicloviária já prevista no entorno da Ponte e da Ciclopassarela

  • implementação urgente de  conexão da Ponte Eusébio Matoso com a Ciclovia da Marginal Pinheiros

  • conserto dos buracos na calçada da Ponte

  • instalação de lombofaixa, redutor de velocidade ou outra formas eficazes de acalmamento, em alças de acesso da Ponte (no canto Sudoeste e nos dois acessos do canto Nordeste)

  • redução localizada da velocidade na pista da Avenida Eusébio Matoso (atualmente 50km/h) na aproximação com a saída para o acesso da Ponte no canto Nordeste (onde a velocidade máxima passa a ser de 40km/h mas é informada apenas muito próxima da faixa de pedestres que fica quase na esquina)

  • instalação de sinalização que oriente e proteja os ciclistas, bem como os pedestres

  • conexão da Ponte e futura Ciclopassarela através de pequenas estruturas cicloviárias até a estação Butantã de Metrô e Ciclovia da Eliseu de Almeida (com complementação de pequenos trechos de <0.1km na Rua Lemos Monteiro, Rua Romeu Gomes, e Rua Camargo).

  • conexão da Ponte e futura Ciclopassarela através de estruturas cicloviárias até a estação/ciclofaixa da Avenida Rebouças (<0.2km)

  • conexão da Ponte e futura Ciclopassarela através de estruturas cicloviárias até a estação Pinheiros (<1km)

  • conexão da Ponte e futura Ciclopassarela através de estruturas cicloviárias até a estação/ciclovia Faria Lima e ciclofaixa da rua dos Pinheiros (<1km)

Realização

CICLOCIDADE - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo

www.ciclocidade.org.br

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Coordenadora geral: Tais Balieiro

Coordenador local: Sasha Hart

 

Colaboradores voluntários:

Jô Pereira

Fernando de Abreu

Rachel Schein

Fellipe Rinco

Lucas Hart

Thais Oewel

Aline Cavalcante

Paulo Alves

Manuela

Adriana Marmo

Fabio Miyata

Luiz Andrade

Bosco

Ronaldo Reina

Theresia- Louise



Esta contagem foi feita de acordo com metodologia desenvolvida pela

Associação Transporte Ativo

www.ta.org.br

 

 

As eleições são neste domingo (07). Saiba quais candidatos se comprometeram com a mobilidade ativa e sustentável até agora

Estamos às vésperas das eleições e votar consciente sobre o compromisso do seu candidato com a mobilidade é muito importante. Elaborada pela Rede Paulista de Entidades e Associações de Mobilidade Urbana com o objetivo de pautar o tema no debate das eleições, a Carta-compromisso com a Mobilidade Urbana Sustentável está sendo assinada por diferentes candidaturas.

 

Diretora Geral Jô Pereira com a candidata Leci Brandão

 

Ao longo das últimas semanas, a Ciclocidade esteve com as candidatas Juliana Cardoso (PT - 1333), concorrendo a Deputada Federal, e Leci Brandão (PCdoB - 65035), na disputa por uma cadeira na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo. Ambas assinaram a carta e falaram sobre a importância dos conteúdos levantados para a construção de cidades mais acessíveis.

 

Diretora Financeira Cyra Matal e cicloativista Dani Louzada com a candidata Juliana Cardoso

 

Além destas assinaturas, há muitas outras candidaturas que endossaram os compromissos com a mobilidade ativa e sustentável. No site oficial da campanha, há uma lista de adesões expondo os políticos que se comprometeram com a causa; são candidatos ao Governo do Estado, Senado Federal, Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo e Câmara dos deputados.

No site também há o espaço ‘Quero Aderir’, onde é possível baixar as cartas e obter algumas orientações para a assinatura. A plataforma online também disponibiliza modelos de email para envio da proposta aos candidatos.

São três modelos de Carta-compromisso, direcionadas às candidaturas ao Governo do Estado, ALESP e Congresso Nacional, e todas estão de acordo com a Política Nacional de Mobilidade Urbana e com a importância de se efetivamente priorizar e promover os modos ativos e coletivos públicos de deslocamento.

Sobre a Carta-compromisso com a Mobilidade Urbana Sustentável:

Os documentos são resultado de debate de políticas públicas por parte de organizações da sociedade civil que acompanham o tema. Eles reúnem propostas para melhorar as condições da mobilidade ativa e coletiva no Estado de São Paulo, em consonância com a Política Nacional de Mobilidade Urbana (Lei Federal 12.587/12). A carta está sendo enviada à maioria dos comitês de candidaturas ao governo do estado, oferecendo a possibilidade de apresentá-la presencialmente a suas equipes. As adesões estão divulgadas aqui até o final da campanha eleitoral.

A Rede Paulista de Entidades e Associações de Mobilidade Urbana é formada pelas seguintes organizações: Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Metrô (AEAMESP), Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo (Cidadeapé), Coletivo Ciclistas de SJC, Coletivo de Ciclistas de Campinas (COCICAM), //medium.com/@commu">Coletivo Metropolitano de Mobilidade Urbana (COMMU), Instituto Aromeiazero, Instituto de Defesa do Consumidor (IDEC), Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP), BiciMogi e SampaPé!.

Se você é candidata ou candidato pelo estado de São Paulo e quiser saber como aderir à Carta-compromisso, confira as instruções na página Quero aderir. Se você é cidadã ou cidadão e quer estimular seus candidatos e candidatas e aderirem aos compromissos, consulte a base de e-mails das candidaturas e envie as cartas a eles!

 

Na reta final, o projeto Auditoria Cidadã está avaliando toda a malha cicloviária da cidade de São Paulo e descobrindo o uso dessas estruturas.

Ao longo de todo o mês de setembro, mundialmente conhecido como o mês da mobilidade, o projeto Auditoria Cidadã tem colhido dados importantes sobre as condições reais da malha cicloviária dos paulistanos. Mais de 70% do total de ciclovias e ciclofaixas da cidade já foram auditadas e ao final, um relatório com as análises completas será entregue à Prefeitura de São Paulo como forma de contribuição da sociedade no debate por uma cidade mais segura acessível.

As primeiras análises trazem dados ricos, que apontam estruturas que estão sendo desrespeitadas e muitas outras que precisam de manutenção e conectividade. Com quase 50 ciclistas nas ruas das quatro Zonas da cidade aplicando o IdeCiclo - Índice de Desenvolvimento Cicloviário, as condições das estruturas estão sendo apuradas e seus usos redescobertos.

Há ciclovias anteriores ao projeto que implantou 400 km de estruturas cicloviárias na última gestão e que há anos são utilizadas pelos moradores locais, como é o caso da Ciclovia da Adutora, que passa por dentro do Parque linear Zilda Arns. Em paralelo há estrutura, há dispositivos de lazer, inclusive uma pista de skate. A ciclovia é bastante caracterizada como tal, por ser afastada do tráfego, mas há trechos onde motoristas trafegam irregularmente e motos ficam estacionadas.

A aplicação do índice leva conta fatores importantes para a segurança dos ciclistas, que vão desde a sinalização e velocidade na via, até condições do asfalto e obstáculos no percurso. O IdeCiclo também analisa a proporcionalidade entre as malhas cicloviária e viária das cidades e foi pensado, em seu primeiro desenho, pela Ameciclo - Associação Metropolitana de Ciclistas do Grande Recife.

“Para São Paulo, nós sentimos a necessidade de mais alguns parâmetros para analisar as condições das estruturas, como iluminação, sinalização semafórica e avaliação de áreas confinadas, que são elementos importantes também para a segurança do ciclista.

Espera-se que índice seja replicado em outras capitais, como já é o caso de Belo Horizonte e Brasília”, explica Suzana Nogueira, coordenadora do projeto Auditoria Cidadã.

Segundo contagens de ciclistas realizadas pela Ciclocidade antes de depois da implantação de estrutura cicloviária em determinadas ruas e avenidas, o número de ciclistas aumentou expressivamente. Esse é o casa da Avenida Eliseu de Almeida, por exemplo, que após anos de pressão por uma ciclovia recebeu a estrutura e foi conectada com outros eixos importantes como as Avenidas Deputado Jacob Salvador Sveibil e João Saad. Só entre 2014, quando a ciclovia começou a ser implantada, até 2016, quando foi finalizada e conectada, houve um aumento de 119%, passando de 888 ciclistas entre às 6h e 20h, para 1.941 ciclistas neste mesmo período do dia.

O levantamento dos dados do Projeto Auditoria Cidadã deve ser finalizado na primeira semana de outubro com os ciclistas em campo auditando as ciclovias e ciclofaixas da cidade. Ao longo do mês de outubro, o relatório será finalizado e entregue à Prefeitura de SP e à sociedade civil. Mas, o trabalho de denunciar os trechos onde o Poder Público precisa atuar não para e continuamos incentivando a todes a fazer essa cobrança também nas redes sociais, se possível, usando a hashtag #CicloAuditoriaSP.

O Projeto Auditoria Cidadã tem o apoio do Banco Itaú e realização da Ciclocidade.

 

 

 

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