• Relato da Reunião da Câmara Temática de 3/7/2017

    Pautas

    1. Apresentação: Pesquisa Comércio e impactos econômicos;
    2. Apresentação: Contagem de ciclistas Cidade Tiradentes;
    3. Apresentação: Atualizações sobre a Operação Urbana Faria Lima;
    4. Zeladoria de infraestrutura cicloviária;
    5. Informe sobre a reunião de 156 e retorno dos encaminhamentos;
    6. Informe GT Secretaria do Verde e do Meio Ambiente;
    7. Informe GT Secretaria de Segurança Pública do Estado;
    8. Proposta realizada ao CMTT pela Nancy de grupos técnicos para a revisão do plano cicloviário (PLANMOB 2030)
    9. Proposta de criação GT sobre dados abertos;
    10. Devolutivas: Bicicletas dobráveis, plano de metas, reportagem da Veja (mitos e verdades)

    A reunião da Câmara Temática de julho (3/7) não contou com a participação do secretário de Mobilidade e Transportes, Sergio Avelleda.

     

    Informe sobre a reunião executiva realizada pela manhã do dia 3/7

    Cyra Malta, secretária executiva, fez a abertura dando o informe de que, a exemplo do que acontece no Conselho Municipal de Transporte e Trânsito, esta reunião contou com um encontro preparatório pela manhã entre secretaria executiva da Câmara Temática, secretário de Mobilidade e Transportes e o chefe de gabinete da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes, João Manuel de Barros, para a definição conjunta de pauta.

    Nesta reunião matutina, houve o indicativo de que há um desconforto com a transmissão ao vivo das reuniões da Câmara por streaming, ficando sugerido que haja gravação apenas das apresentações realizadas, as quais poderão ser editadas e divulgadas de comum acordo entre membros da sociedade civil e poder público, o que seria um meio termo entre compartilhar tudo e compartilhar nada. Tal decisão precisa agora ser validada internamente entre as membras e membros da Câmara. Enquanto esta definição não ocorre, a reunião geral da Câmara (realizada à noite) foi parcialmente gravada por Silvia Ballan, do Instituto CicloBr, para posterior upload na internet, mas não transmitida ao vivo.

    Na reunião executiva da manhã também foi acordado diretamente com o secretário que as apresentações realizadas pelo Poder Público são consideradas públicas e devem ser publicadas no portal da Secretaria de Mobilidade e Transportes. Caso a apresentação mude após conversas na Câmara, ambas as versões devem ser disponibilizadas para publicação. Uma sinalização clara de apresentações que estejam “em estudo” pode ser inserida nos slides do próprio arquivo da apresentação para evidenciar o status atual da proposta.

    Finalmente, sobre as atas da Câmara Temática de Bicicleta, por ser um órgão oficial, considera-se que o Poder Público deve fazer a ata oficial e publicá-la, pois a Ciclocidade está fazendo apenas a pró-memória pela sociedade civil.

     

    Apresentações da sociedade civil

    CTB EstudoCiclocidadeUFRJ

    A reunião da noite é iniciada por uma série de apresentações da sociedade civil sobre os temas mais recentes nos quais as organizações têm atuado - todas as apresentações estão disponíveis nos links a seguir. Daniel Guth apresenta a pesquisa Ciclovia em Pinheiros - Estudo de Impacto na Vitalidade Econômica Local, sobre os impactos econômicos da implantação de infraestrutura cicloviária no bairro de Pinheiros, a ser realizada em parceria entre Ciclocidade e o Laboratório de Mobilidade Sustentável - LabMob-RJ (veja a apresentação completa aqui). Jabs Crebs, da Secretaria Municipal de Governo, sugere uma auditoria independente dos dados.

    Em seguida, Flavio Soares, Eduardo Magrão e Felipe Claros apresentam os resultados da contagem de ciclistas realizada na Cidade Tiradentes. Este trecho de ciclovia está previsto para ser conectado no futuro pelo Plano Municipal de Mobilidade Urbana (PlanMob), em especial com o monotrilho e com corredores de ônibus, mas é em um futuro distante. O relatório completo da contagem pode ser visto neste link.

     

     

    CTB CiclopassarelaPonteGoldfarb

     

    Na sequência, Sasha Hart faz um panorama geral sobre o acompanhamento da situação na Operação Urbana Faria Lima e as conexões cicloviárias previstas para as pontes desta região (veja a apresentação completa aqui). Embora ciclovias sobre o Rio Pinheiros estejam previstas em exigências legais desde 1994 e os projetos básicos das obras foram feitos no ano passado, o cronograma está atrasado e pouco definido. A nova perspectiva para a realização das conexões sobre as pontes Jaguaré e Cidade Universitária é a Secretaria de Coordenação das Prefeituras Regionais avançar com as obras. Já para a ciclopassarela na ponte Bernardo Goldfarb, é licitar um projeto executivo, que daria mais segurança sobre os custos finais do projeto. O Secretário-Adjunto da Secretaria de Mobilidade e Transportes, Irineu Gnecco, comenta que apenas o projeto básico, mesmo que já existente, poderia ser barrado como insuficiente pelo Tribunal de Contas. O CADES Pinheiros e a Ciclocidade têm acompanhado de perto estes projetos, leia mais detalhes aqui.

    Suzana Nogueira, do Departamento de Planejamento de Modos Ativos da CET, comenta que a última reunião sobre os projetos das pontes Jaguaré e Cidade Universitária foi em junho e que a Secretaria Municipal de Prefeituras Regionais (SMPR) pediu o projeto básico da CET para quantificar o termo de referência da licitação. Em sua visão, são procedimentos bem diferentes dos da ponte Bernardo Goldfarb, pois nas outras duas pontes a infraestrutura já existe. Seria interessante obter uma posição oficial da SMPR.

    Daniel Guth comenta que o papel da Câmara Temática é trazer a informação e ajudar na pressão para que o projeto saia do papel. É importante que comecemos a discutir todas as conexões de uma região, e não apenas pequenos trechos.

     

    Retorno sobre os temas

    Sobre a questão de zeladoria da infraestrutura cicloviária, o secretário de mobilidade e transportes havia ficado de marcar uma reunião com o secretário municipal das Prefeituras Regionais, Bruno Covas. Não há retorno ainda sobre este tema - durante a reunião executiva, pela manhã, Sergio Avelleda pediu para sua equipe que marcassem a reunião com Bruno Covas o quanto antes. Enquanto não há retorno, este item fica como pendente para a próxima reunião da Câmara.

    Sobre o Portal 156, a ouvidora da Secretaria de Mobilidade e Transportes, Isabel Omnishitani, conta os resultados da reunião realizada em maio, a pedido da Câmara Temática, com todo o pessoal envolvido no sistema pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT). Há alguns itens pendentes, que ainda estavam sujeitos à homologação e testes, como os títulos de alguns dos serviços no site ou a questão do serviço de implantação de paraciclos. Gabriela Rosa, da SMIT, já teria conversado com a secretaria das Prefeituras Regionais sobre como essa demanda seria recebida por lá. Outras coisas, como a indexação da pesquisa a partir do termo “bicicleta” e a atualização dos serviços de manutenção, já estão operacionais no 156. Como encaminhamento, ficamos de marcar uma nova reunião dessa força tarefa para fazer uma atualização. Foi sugerido que os membros da Câmara Temática acessem o serviço de 156 para avaliação e sugestões antes dessa reunião.

     

    Informes gerais

    Sasha Hart comenta sobre a criação de um Grupo de Trabalho entre ciclistas e a Secretaria de Verde e Meio Ambiente (SVMA). A carta com o pedido de criação foi entregue ao secretário Gilberto Natalini em 22/6 e há 4 compromissos já assumidos pela secretaria. São eles o plantio de mudas ao longo de ciclovias e ciclofaixas; a realização de um seminário sobre bicicletas para resgatar a história de colaboração da secretaria na criação e implantação das ciclovias; avaliar e melhorar a inclusão de bicicletas nos parques e praças da cidade (onde há paraciclos, onde há acessos, questão de segurança etc); e a própria criação do GT, para que ciclistas possam participar do processo.

    Suzana Nogueira comenta que o plantio de mudas deve contemplar o aumento do número de ciclistas que deve ocorrer nas ciclovias beneficiadas. O exemplo da ciclovia da Faria Lima, que tem hoje cerca de 3 mil ciclistas por dia, deve ser considerado. São ações complementares - como construir essa agenda conjuntamente, de criação de áreas para ciclistas e de áreas para plantio de árvores.

    Daniel Guth menciona que a ideia é ampliar esse tipo de ação (criação de Grupos de Trabalho) também para outras secretarias municipais, como a de Esportes e Lazer e a de Educação, para que ciclistas possam ver onde pode haver esforços conjuntos.

    Suzana alerta que casos onde haja intervenção no viário envolvem diversos atores e é importante considerá-los, para que não haja perda de energia no processo. A CET começou um levantamento de um banco de dados para que as pessoas pudessem entender quais as infraestruturas que existem dentro dos parques, como trilhas, ciclovias internas, paraciclos etc, mas não chegou a ter um retorno disso da SVMA. Mas sabemos que a secretaria começou esse processo interno.

    Carolina Cominotti comenta que vale buscar os atores que estão no Conselho Municipal de Transporte e Trânsito como representantes, para fazer as conexões nesses GTs.

    Não houve tempo para fazer um informe sobre o Grupo de Trabalho com a Secretaria de Segurança Pública do Estado. Veja a ata completa neste link.

     

    Revisão do sistema cicloviário existente, qualificação e possíveis expansões

    Nancy Schneider, da Superintendência de Planejamento e Projeto da CET, traz a proposta de criação de grupos de trabalho enxutos (um para cada Prefeitura Regional) para iniciar a revisão do sistema cicloviário - o que também inclui avaliar sua ampliação, qualificação e conexões. A ideia inicial é que haja o envolvimento de 4 setores: sociedade civil (2 representantes), prefeitura regional (2 representantes, servidores), diferentes segmentos da sociedade civil (2 indicados - 1 associação de moradores, 1 associação de comércio), CET (2 integrantes, sendo um da área de planejamento e um da Secretaria de Mobilidade e Transportes) e área operacional (2 representantes). Cada grupo teria 10 pessoas.

    Na avaliação inicial feita pela CET, há 6 Prefeituras Regionais por onde os trabalhos poderiam começar, pois englobam boa parte do sistema cicloviário. Seriam elas: Vila Prudente, Capela do Socorro, Sé (por ser muito grande, Prefeitura Regional da Sé seria dividida em 3 áreas - neste caso, seria a porção do Bom Retiro), Vila Mariana, Butantã e Pinheiros. Essas regiões são as que mais apresentam solicitações relacionadas a ciclovias, seja de aumento de estrutura ou manutenção, seja de remoção. A análise será de toda a infraestrutura existente e prevista em tais Prefeituras Regionais, sendo que o GT faria uma análise das solicitações que chegaram, tanto de retirada quanto de expansão.

    A ideia seria começar com uma dessas Prefeituras Regionais e usá-la como piloto - sugere-se que a primeira seja a da Vila Prudente, pois é uma regional que já foi procurar a CET, segundo Nancy. O teste do piloto e do formato seriam já na semana que vem.

    Como comentários vindos da Câmara Temática, a sugestão é que os representantes não ciclistas da sociedade civil sejam escolhidos a partir de conselheiros já eleitos ou existentes, como é o caso de conselheiros do CADES ou de conselheiros participativos. A sugestão parte do princípio de que tais conselheiros já estão acostumados a lidar tanto com a sociedade quanto com o Poder Público e que os Grupos de Trabalho seriam técnicos - o que é diferente, por exemplo, de audiências públicas, onde diferentes setores da população podem se manifestar. Também há a contraproposta de que o teste piloto seja feito em uma região onde há menos conflito com vereadores, em uma área neutra.

    Como encaminhamento, ficou o indicativo de marcar uma reunião extra, apenas para discutir como tais Grupos de Trabalho funcionariam.

    A criação dos grupos de trabalhos junto às Prefeituras Regionais conversa diretamente com a capacidade de acesso da sociedade civil aos dados disponibilizados pelo Poder Público. Sobre este ponto, a Câmara Temática sugere uma reunião específica para avaliar como o governo pode publicar os dados brutos usados como fonte para vários documentos e/ou plataformas já existentes de dados abertos. Ficamos de mandar um email para agendar essa reunião.

     

    CTB BicicletaNosOnibus2

     

    Devolutiva sobre bicicletas dobráveis nos ônibus

    Simão Saura Neto, da SPTrans, faz uma apresentação sobre os tipos e tamanhos de bicicletas dobráveis, áreas que poderiam ser reservadas para bicicletas nos ônibus e possíveis espaços físicos, dentro dos diferentes modelos de ônibus, nos quais essas bicicletas poderiam caber (veja a apresentação completa aqui). Segundo Simão, a SPTrans está discutindo em paralelo com a principal fabricante de carrocerias dos ônibus para ver como é possível fazer. Os principais fatores são a facilidade de locomoção e a segurança.

    A questão ainda está em estudo. A área técnica da SPTrans não vê problema em entrar com bicicletas dobráveis no ônibus em espaços destinados a cadeirantes, desde que esteja claro que a prioridade é sempre de cadeirantes. A sugestão seria colocar um adesivo a mais no local reservado para formalizar a diretriz.

    Como encaminhamento, uma próxima reunião será agendada no Pari, para avaliar a questão já nos ônibus.

     

    CTB BicicletaNosOnibus

     

     

    Devolutivas finais

    Sobre o Programa de Metas da Prefeitura, objeto de intensa participação de entidades da sociedade civil voltadas para a mobilidade urbana, não houve uma devolutiva formal. As informações que circulam é de que não haverá mudanças nas metas propostas para a mobilidade, duramente criticadas como “vagas” pela sociedade civil. Na Câmara Temática de Mobilidade a Pé, sugeriu-se a participação dos grupos de pedestres na elaboração da pesquisa que servirá como base de avaliação sobre o aumento de 10% previstos para a mobilidade ativa; ciclistas não foram sequer convidados. No entanto, ao final não houve participação das entidades de mobilidade a pé e há indícios de que a pesquisa já está realizada. Segundo comentou André Castro, assessor do gabinete do secretário, a ANTP teria se oferecido muito tarde para ajudar na pesquisa e o processo teria sido conduzido pela Cristina de Miranda (“Kika”), via uma empresa contratada. Como o secretário de mobilidade e transportes Sergio Avelleda não estava na reunião, este permanece um tema para o qual houve insistentes tentativas de diálogo e a gestão as desconsiderou. Saberemos ao certo no momento da publicação final das metas da Prefeitura, o que deve acontecer em breve.

    Sobre a regulamentação da lei do Programa Bike SP, fomos informados que estão em andamento tratativas que envolvem outras secretarias municipais. mas ainda não há nada definitivo. Ficou como sugestão colocar em pauta o assunto assim que se tenha definições, possivelmente ao final de agosto.

     

    Pendências e encaminhamentos

    • É preciso um retorno sobre a questão da zeladoria da infraestrutura cicloviária;
    • Marcar nova reunião específica para atualização sobre o Portal 156;
    • Marcar nova reunião específica para discutir Grupos de Trabalho para a revisão do sistema cicloviário existente, qualificação e possíveis expansões;
    • Marcar nova reunião específica para discutir a publicação dos dados brutos usados como fonte em documentos e/ou plataformas de dados abertos relacionados à Secretaria de Mobilidade e Transportes;
    • Marcar nova reunião in loco com a SPTrans para dar continuidade sobre os estudos de viabilidade de bicicletas dobráveis nos ônibus.

     

  • Audiência pública na Cidade Tiradentes reforça importância da ciclofaixa da Av. Metalúrgicos

     

     

    AudienciaPublica CidadeTiradentes 01

     

    Aconteceu ontem (10/7) a audiência pública convocada pela Prefeitura Regional de Cidade Tiradentes, que debateu as políticas cicloviárias para a região à luz da ciclofaixa implementada na Av. dos Metalúrgicos. Com a presença do Prefeito Regional Oziel Evangelista e do Secretário de Mobilidade e Transportes, Sergio Avelleda, a audiência foi marcada por muitas manifestações favoráveis à estrutura cicloviária e alguns comerciantes contrários.

    A Ciclocidade, o Bike Zona Leste, o CicloBR e o Bike Anjo estiveram presentes, além de grupos de ciclistas e coletivos da região. Os dados da contagem de ciclistas, realizada no dia 23 de Junho pela Ciclocidade e pelo coletivo Bike Zona Leste, foram apresentados e recebidos com espanto por quem buscava sustentar que a ciclofaixa não fora apropriada pela população. O número de 580 ciclistas durante o dia e de 28% de ciclistas crianças, adolescentes e idosos foram os que mais impressionaram.

    No início da audiência pública, a coordenadora do departamento de modos ativos da CET-SP, Suzana Nogueira, fez uma apresentação resgatando o histórico da ciclofaixa, que faz parte de um plano cicloviário para a região gestado desde 2006. E apresentou, ainda, as futuras conexões previstas no Plano de Mobilidade, até 2030.

     

    AudienciaPublica CidadeTiradentes 02

     

    Entre as falas da população, houve uma concordância - quase consenso - de que o paradigma de mobilidade na Cidade Tiradentes deve ser outro. Além dos modos ativos de deslocamento, investimentos no transporte público foram as principais reivindicações. A ampliação do sistema viário básico, para atender as demandas de circulação de diversos meios de transporte, também foi um ponto levantado por muitas pessoas presentes.

    A visão mais sistêmica e ampliada sobre mobilidade da maioria das falas das pessoas presentes constrastou sensivelmente com a fala de alguns poucos comerciantes que se manifestaram agressivamente contrários à ciclofaixa. A principal reclamação é a perda de algumas vagas de estacionamento no viário, mesmo tendo sido a ciclofaixa implantada de forma que seu traçado não fosse lindeiro a nenhum lote comercial na via.

    Apesar de algumas falas contrárias à ciclomobilidade, muitas lideranças e ciclistas da região estiveram presentes para defender a infraestrutura e a expansão da malha cicloviária da Cidade Tiradentes, mantendo o clima da audiência pública em um tom mais propositivo e de expansão, muito mais do que de retrocessos.

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    Encaminhamentos

    Será agendada uma nova audiência para daqui um mês. Antes disso, uma reunião técnica com CET, ciclistas e moradores da região será realizada para estudar o mapa atual das estruturas cicloviárias da Cidade Tiradentes, especialmente da Avenida Metalúrgicos. Será estudado, ainda, o mapa previsto no plano de mobilidade até 2030, além das conexões mais urgentes deste plano.

     

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  • Relatório de Contagem de Ciclistas - Av. dos Metalúrgicos 2017

    Metalurgicos2017 01 Capa

    Av. dos Metalúrgicos
    Segunda-feira, 23 de junho de 2016
    Das 6h às 20h

    Clique para baixar o Relatório de Contagem em PDF.
    Clique para baixar a Planilha com os Dados Brutos em XLSX.

     

    INTRODUÇÃO

    A contagem de ciclistas da Av. dos Metalúrgicos, na Cidade Tiradentes (extremo da Zona Leste), realizada em parceria com o coletivo Bike Zona Leste, revelou-se uma das mais interessantes já feitas pela Ciclocidade. Primeiro, por ser a mais distante do marco zero da cidade - são 30 km até a Praça da Sé; segundo, por nos reafirmar que a cultura da mobilidade ativa é sempre viva e dinâmica, se manifestando de forma bastante particular nesta região.

    O ponto escolhido para o levantamento é em frente ao terminal de ônibus Cidade Tiradentes. Mas não é em intermodalidade que a grande maioria dos ciclistas locais parece estar interessada. Diferente de praticamente todas as outras contagens, o fluxo de ciclistas é predominantemente regional, em oposição ao movimento pendular clássico de origem-destino rumo a alguma centralidade - não raro, diversas pessoas pedalavam em um sentido e reapareciam dali alguns minutos ou horas, no sentido oposto.

    Metalurgicos2017 02 Intro1 PracaMultiuso

    Colada ao terminal está a Praça Multiuso Cidade Tiradentes, com um dos pontos com Wifi Livre da Prefeitura, uma rampa de skate e uma quadra de esportes. A poucos metros dali, uma ciclofaixa se inicia e desce a Av. dos Metalúrgicos, onde, a menos de 1 km de distância e facilmente acessíveis pela infraestrutura cicloviária, há uma escola estadual (EE), uma escola municipal de ensino fundamental (EMEF), uma escola municipal de ensino fundamental e médio (EMEFM), uma escola técnica (ETEC) e uma escola municipal de educação infantil integrada a um Centro Educacional Unificado (CEU Emei). Além de inúmeros conjuntos habitacionais.

    Metalurgicos2017 03 Intro2

    Tais características resultam em intenso fluxo de ciclistas crianças e adolescentes, boa parte circulando desacompanhada de adultos, e colocam o ponto de contagem da Cidade Tiradentes de longe como o de maior presença de jovens em bicicleta. Até então, os locais com maior proporção de ciclistas menores haviam sido a esquina da Av. Imperador com a Águia de Haia (8,3%), também na zona leste; os dois pontos da Inajar de Souza (8%), na zona norte; e Heliópolis (7,5%), na zona sul. Na Av. dos Metalúrgicos o percentual é de 22%. Tal patamar é inédito no histórico de contagens da Ciclocidade.

    Também é notório o número de pessoas com idade aparente acima dos 60 anos em bicicleta (6%), evidenciando o caráter inclusivo e humanitário da ciclofaixa existente - somados, jovens e idosos chegam a 28% do total. Embora o registro de pessoas da terceira idade seja recente em nossas contagens, das quatro onde o fizemos esta também é a que apresenta o maior percentual. O segundo lugar seria a Av. Imperador com a Águia de Haia (5%).

    Pudemos registrar bicicletas cargueiras (2%), skatistas (2%), cadeirantes e até cavalos na infraestrutura cicloviária. Mesmo os índices de ciclistas “fora da ciclovia” (5%), “na contramão” (7%) ou “na calçada” (8%) apontam, na verdade, para fluxos de ciclistas em busca do acesso à ciclofaixa (ver mapas mais abaixo).

    Metalurgicos2017 04 Intro3 Cadeirante

    Tudo isso faz desta contagem um case de direito à cidade, em uma região de parcas políticas públicas, especialmente para a população de baixa renda e de maior vulnerabilidade.

    Ao final do relatório apontamos para algumas características urbanísticas e que indicam caminhos possíveis de melhoria desta infraestrutura cicloviária, já apropriada e intensamente utilizada por moradores do bairro. Melhorar a integração intermodal, requalificando o bicicletário da SPTrans e melhorado a chegada ao terminal e à Praça Multiuso Cidade Tiradentes; ampliar a oferta de ciclovias e ciclofaixas culminando em uma rede cicloviária completa para a Cidade Tiradentes; realizar a manutenção das estruturas cicloviárias; conectar com futuras ciclovias troncais, que permitam viagens em direção ao centro - não apenas entre os bairros.

    Todas estas questões são urgentes para mantermos viva e ampliarmos a cultura dos modos ativos de deslocamento na periferia da Zona Leste.

     

    Sobre o método

    O método utilizado para a contagem foi desenvolvido pela Associação Transporte Ativo, do Rio de Janeiro (www.transporteativo.org.br). Trata-se de uma planilha com um desenho esquemático do ponto de contagem, com espaços a serem preenchidos com a origem e o destino do ciclista, além de informações complementares, como acessórios, faixa etária, gênero, tipo de bicicleta etc.

     

    LOCAL DA CONTAGEM

    Av. dos Metalúrgicos, em frente ao terminal de ônibus Cidade Tiradentes

    Metalurgicos2017 Mapa1

    Metalurgicos2017 Mapa2

     

     

    RESULTADOS
    NÚMERO TOTAL DE CICLISTAS: 580
    Média de ciclistas por hora: 41,43
    Média de ciclistas por minuto: 0,69
    Número de ciclistas que passaram pelo cruzamento no período de 14 horas

     

    Metalurgicos2017 FluxoCiclistasPorHora

    Horário mais intenso de fluxo de ciclistas:
    Período da tarde: de 14h às 15h, totalizando 69 ciclistas

     

    Metalurgicos2017 FluxoCiclistasPorTurno

    Metalurgicos2017 05 Intro4

     

     

    GRÁFICOS - ORIGENS E DESTINOS

    Metalurgicos2017 FolhaContagemResultado






    Ilustração com o total de origens e destinos dos ciclistas.

     

    Metalurgicos2017 OrigemDestino Combinados


    GRÁFICOS - GÊNERO E FAIXA ETÁRIA

    Metalurgicos2017 Genero GraficosCombinados

    Uma vez mais, as mulheres aparecem em baixíssima proporção em uma contagem realizada fora do centro expandido. Curiosamente, neste caso, das 17 ciclistas registradas, há uma porção razoável de crianças mulheres - pela metodologia, não é possível isolar quantas.

    Metalurgicos2017 06 Genero

     

     

    Metalurgicos2017 FaixaEtaria1 GraficosCombinados

     

    Metalurgicos2017 FaixaEtaria2 GraficosCombinados

     

     

    Conforme descrito em detalhes na Introdução, a contagem da Av. dos Metalúrgicos é a que apresenta a maior proporção de ciclistas jovens (22%) e de idade aparente acima dos 60 anos (6%), sendo estes dois dos grandes destaques deste levantamento.

    Metalurgicos2017 07 FaixaEtaria1

    Metalurgicos2017 08 FaixaEtaria2

    Metalurgicos2017 09 FaixaEtaria3

    Metalurgicos2017 10 FaixaEtaria4


    GRÁFICOS - TIPOS DE BICICLETA

     

    Metalurgicos2017 TiposDeBicicleta1 GraficosCombinados

     


    Há poucas bicicletas cargueiras, o que chega a ser até curioso, dado o perfil de deslocamento intra bairro constatado na contagem. A proporção de 2% demonstra que o comércio local pode ainda não ter percebido o potencial da ciclofaixa para entregas de bicicleta ou mesmo que deveria haver mais infraestrutura cicloviária para que os comerciantes passem a considerá-las como uma possibilidade.

    Não houve registro de bicicletas elétricas na região, que também não é abrangida pelo sistema de bicicletas compartilhadas.

    Metalurgicos2017 11 TipoDeBicicleta

     

     

    Metalurgicos2017 TiposDeBicicleta2 GraficosCombinados

     

    Metalurgicos2017 TiposDeBicicleta3 GraficosCombinados

     

     

     

    Boa parte das e dos skatistas registrados tinham como destino ou origem a Praça Multiuso Cidade Tiradentes, local onde estavam as pesquisadoras e pesquisadores desta contagem.

     

    Metalurgicos2017 12 Skate



    GRÁFICOS - MODO DE DESLOCAMENTO

     

    Metalurgicos2017 ModoDeDeslocamento1 GraficosCombinados

     

     


    A porcentagem de ciclistas “fora da ciclovia” se explica pelo desenho da estrutura cicloviária. Ao observarmos o mapa, vemos que a ciclofaixa começa de um lado da via e, duas quadras adiante do ponto de contagem, muda para o outro. Há quem prefira pedalar essas duas quadras compartilhando a via junto ao tráfego motorizado, evitando ter de fazer o zigue-zague necessário para acessá-la desde o início.

     

    Metalurgicos2017 13 ModoDeslocamento1

    Ponto que a ciclofaixa muda de mão, duas quadras adiante do local de contagem

     

     

    Metalurgicos2017 ModoDeDeslocamento2 GraficosCombinados

     

     

    No caso de ciclistas “na contramão” ou “na calçada”, a grande maioria se dá por pessoas que estão contornando a avenida pela praça no trecho em frente ao terminal, seja em busca de acesso ao próprio terminal de ônibus ou à ciclofaixa. Neste trecho, de uma quadra, um canteiro e um ponto de táxi formam um tipo de ‘buffer’ de proteção e os automóveis circulam a baixas velocidades. Os três tipos de fluxo estão desenhados nas imagens a seguir.

     

    Metalurgicos2017 ModoDeDeslocamento3 GraficosCombinados

     

     

    Metalurgicos2017 Mapa4

     

    Metalurgicos2017 14 ModoDeslocamento2

     

     

     

     

    GRÁFICOS - DADOS COMPLEMENTARES

     

    Metalurgicos2017 DadosComplementares1 GraficosCombinados

     

    Metalurgicos2017 DadosComplementares2 GraficosCombinados

     

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    Metalurgicos2017 16 Bagagem1

     

     

    Metalurgicos2017 DadosComplementares3 GraficosCombinados

     

    Metalurgicos2017 DadosComplementares4 GraficosCombinados

     

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    ASPECTOS TERRITORIAIS - LOCAL DA CONTAGEM E ARREDORES

    TIPO DE ESTRUTURA CICLOVIÁRIA

    A ciclofaixa implantada na Avenida Metalúrgicos conecta pontos de interesse importantes da Cidade Tiradentes (Zona Leste) como o Terminal Cidade Tiradentes, de onde saem as principais linhas troncais de ônibus em direção ao centro e em direção ao terminal Guianases (estação de trem mais próxima), o CEU Irene Manke Marques, ETEC’s, EMEF’s e EMEI’s.

    Apesar de ainda não existir um conjunto de ciclovias e ciclofaixas que se consolide como uma rede cicloviária da Cidade Tiradentes, a implantação existente já se mostra fundamental para quem se desloca com a própria energia, especialmente para quem vai em direção ao Terminal Cidade Tiradentes (principal fluxo verificado na contagem) - mesmo que o terminal não seja o destino final das viagens, pois muitas pessoas têm a Praça Multiuso como destino, seja para usar a quadra de futebol, a pista de skate ou para caminhar, pedalar e aproveitar o wi-fi livre.

    Todo entorno do terminal de ônibus, de certa forma, é uma centralidade, pois o intenso fluxo de pessoas atrai comércios e serviços e ofertas de lazer que, inexoravelmente, atrairão viagens de todos os meios de transporte. Com a bicicleta não é diferente. Esta ciclofaixa, portanto, posiciona-se em um local estratégico, conectando terminais e passa em frente a inúmeros conjuntos habitacionais, permitindo um intenso fluxo local de ciclistas, especialmente de crianças e adolescentes desacompanhados - outro dado que surpreende desta contagem, como observado anteriormente.

    Já o terminal Cidade Tiradentes conta com um bicicletário de média capacidade, implantado em local de boa visibilidade. No entanto sua entrada não é facilitada. Para acessá-lo, é necessário passar as catracas e entrar com a bicicleta no terminal, e só então ter acesso a ele. O uso por ciclistas do bairro, que não estejam fazendo a intermodalidade, não é permitido. Não há, ainda, qualquer operação ou garantia de segurança por parte da SPTrans para uso do bicicletário; apenas a disponibilização do espaço físico.

    O final da ciclofaixa, ao chegar ao terminal Cidade Tiradentes, deve ser melhorado urgentemente. Um ponto de ônibus marca o final da ciclofaixa, obrigando ciclistas a compartilharem a faixa exclusiva de ônibus por alguns metros e, depois, uma antiga ciclofaixa sinaliza a calçada compartilhada até uma praça em frente ao terminal. Como a ciclofaixa é bidirecional, quem está se deslocando no sentido oposto (do terminal para o bairro) é obrigado a compartilhar a faixa exclusiva de ônibus na contramão, colocando-se à frente de ônibus e microônibus - uma situação de conflito e perigo para ciclistas.

     

    Metalurgicos2017 12 Garupa2

     

     

    Realização
    CICLOCIDADE - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo
    www.ciclocidade.org.br
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    e
    Bike Zona Leste

    Coordenadora geral: Tais Balieiro
    Coordenadores locais: Eduardo Magrão e Felipe Claros

    Colaboradores voluntários:
    Adriana Marmo
    Beni Fisch
    Daniel Guth
    Felipe Claros
    Flavio Soares
    João Binotti
    Leo Giovanni
    Marcela Duarte
    Ulisses Xavantes

     

    Esta contagem foi feita de acordo com metodologia desenvolvida pela
    Associação Transporte Ativo
    www.ta.org.br

    Logo TransporteAtivo

     

    Metalurgicos2017 19 Equipe1

    Metalurgicos2017 20 Equipe2

    Metalurgicos2017 21 Equipe3

    Metalurgicos2017 22 Equipe4

     

     

     

     

     

  • - A cicloponte da Zona Oeste caiu! É mentira!!! Mas atrasô de novo...

     

    CiclopassarelaBernardoGoldfarb
    Não teve ciclofesta junina na reunião do Grupo Gestor da Operação Urbana Faria Lima. Ela frustrou quem deseja atravessar com segurança a região das pontes Jaguaré, Cidade Universitária e Eusébio Matoso/Bernardo Goldfarb. Apesar da ligação ciclística entre Pinheiros e o Butantã ser uma exigência legal desta Operação Urbana desde 1994 e as aprovações dos projetos básicos das três conexões ciclísticas sobre o Rio Pinheiros já terem saído no Diário Oficial, elas continuam no papel e não se tem certeza quando as licitações e a implementação das obras irão ocorrer.
     
    Ao longo dos últimos anos, o GT Mobilidade do CADES-PI e a Ciclocidade têm solicitado diversas melhorias na rede cicloviária da região desta Operação Urbana, com base nas leis que a regem e nas discussões que têm sido feitas com a população, frequentadores e gestores. No ano passado, os pedidos para as três conexões sobre o Rio Pinheiros foram aprovados por unanimidade, projetos básicos foram elaborados (pela Prefeitura e suas contratadas) e oficializados, e assim como a ciclovia da CEAGESP-Ibirapuera foi entregue (dados atuais indicam que ela é a mais utilizada de São Paulo). O orçamento das três conexões foi reservado, com recursos próprios da Operação Urbana oriundos da flexibilização da lei de zoneamento local, e desde então se aguardava o próximo passo previsto: a licitação das obras.
     
    Os projetos aprovados preveem a implementação de ciclovias e melhorias em calçadas, no caso das pontes Cidade Universitária e Jaguaré, e a instalação de uma ciclopassarela com ciclovia, calçada, conexão com a ciclovia da Marginal Pinheiros e pista de skate, no caso das pontes Eusébio Matoso/Bernardo Goldfarb, onde o intenso fluxo de pessoas deve aumentar consideravelmente com os desenvolvimentos previstos para os dois lados do rio.

    Nenhum dos projetos retiram pistas ou áreas de estacionamento do atual viário e nem passam na frente de comércios ou de moradias. Quando os projetos foram apresentados, foi informado que as obras poderiam ser executadas em questão de meses e com impactos muitos restritos (por exemplo, a ciclopassarela seria pré-fabricada). A previsão original era iniciar e terminar as obras em 2016. Depois , isso foi reprogramado para ocorrer em 2017.
     
    Neste ano, o que parecia iminente voltou a atrasar. Nesta terça-feira passada (20/6), houve a segunda reunião do Grupo Gestor da Operação Urbana Faria Lima em 2017. Embora o presidente da SP Urbanismo José Armênio Cruz tenha comentado que "a ordem [nesta gestão] é acelerar; ninguém aqui está querendo empacar obras", foi informado que “a estratégia para o caso da ciclopassarela mudou” e que se alterou o órgão responsável pelas ciclovias nas pontes Cidade Universitária e Jaguaré.
     
    A SPObras, que continua responsável pela execução do projeto da ciclopassarela, informou que em vez de continuar com o plano de licitar a obra com o projeto básico, o que já atenderia às exigências legais, ela vai licitar primeiro a elaboração de um projeto executivo e só depois a obra. O motivo alegado foi para melhorar a segurança técnica, embora isso possivelmente pudesse ser garantido com termos de referência e acompanhamentos adequados. No caso das conexões cicloviárias nas pontes Cidade Universitária e Jaguaré a responsabilidade passou da SPObras para a Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais, a mesma que já foi responsável pela implantação da ciclovia Ceagesp-Ibirapuera. Em nenhum dos casos foi informado o cronograma dos próximos passos, apesar disto ter sido solicitado pelo membro do Grupo Gestor Guido D’Elia Otero, do Instituto de Arquitetos do Brasil - IAB-SP, tanto nesta reunião quanto na anterior.
     
    Guido também pediu para esclarecerem porque o orçamento total gasto com obras executadas de infraestrutura cicloviária havia subido cerca de R$ 17 milhões entre a versão apresentada no final do ano passado (cerca de R$ 33 milhões) e a apresentada este ano (cerca de R$ 50 milhões). O atual responsável pelas finanças da Operação Urbana informou que a mudança aconteceu devido a uma revisão nas rubricas de “Outros valores a classificar”, na qual havia valores referentes a obras feitas anteriormente, tais como “as de 2010-2011 na região das avenidas Faria Lima, Fonseca Rodrigues e Pedroso de Morais”. Sasha Hart, da Ciclocidade e o GT Mobilidade do CADES-Pi, que foi na reunião como convidado do IAB-SP, pediu para que seja detalhada esta nova designação, uma vez que este recurso possivelmente inclui obras que não são estritamente cicloviárias, tais como passeios implantados no canteiro central que tiveram de ser retirados posteriormente para serem feitas ciclovias.
     
    O Grupo Gestor da Operação Urbana Faria Lima também avaliou um projeto de melhoria das calçadas, arborização e de acalmamento de tráfego de uma rua próxima à ciclopassarela como resposta a um abaixo assinado de moradores e comerciantes locais. O Grupo Gestor atendeu a sugestão do membro Eduardo Della Manna, do Secovi, de não prosseguir com nenhuma deliberação sobre este projeto até se ter mais segurança sobre o seu detalhamento financeiro. Eduardo também indicou que apoia a retomada dos projetos de melhoria na Avenida Santo Amaro, que não preveem a instalação de ciclovias, somente ciclofaixas em ruas paralelas.
     
    Maria Beatriz Rufino, membra do Grupo Gestor representando a FAU/USP, solicitou para que futuramente a apresentação sobre os recursos financeiros seja feito de modo que se possa entender as alocações (incluindo em porcentagens) de acordo com os diferentes objetivos e projetos desta Operação Urbana. Mesmo sem este tipo de apresentação de dados é notório que as melhoras nas redes cicloviários e peatonais representam porcentagens muito menores do total arrecadado (cerca de R$ 3592 milhões).
     
    Sasha fez um apelo ao final da reunião: “Falou-se muito aqui em segurança técnica e financeira, entretanto parece que não está se valorizando tanto a segurança das pessoas. Elas têm sofrido com os atrasos destes vários projetos de mobilidade ativa e com diversos impactos da Operação Urbana. Está se provocando grandes mudanças na circulação e no adensamento populacional mas será que está se atendendo os diversos objetivos da Operação Urbana, como os de melhoria da qualidade ambiental e da vida das pessoas, inclusive a dos moradores e comerciantes iniciais? Os índices sobre atropelamentos na cidade toda, e nesta região, são muito altos e tem subido bastante. Também tem piorado a poluição, incluindo a da ar, sonora, de vibrações e visual. Peço por favor mais celeridade nos processos que melhorem o meio ambiente e a segurança física das pessoas”.


    (Observação 1: na manhã do dia 23/06/17 mais um ciclista foi gravemente atropelado na Ponte Eusébio Matoso – quem souber favor fornecer informações atualizadas sobre o atual estado da vítima)

    (Observação 2: na tarde do dia 23/06/17 o Secretário de Mobilidade e Transportes de São Paulo, Sérgio Avelleda, fez uma reunião com ciclistas de diversas entidades e conversou sobre o atropelamento, a importância das três conexões sobre o Rio Pinheiros, assim como assumiu o compromisso de periodicamente acompanhar e apoiar o desenvolvimento e execução destes projetos)

     

  • Ciclocidade participa do 21º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito da ANTP

    CongressoANTP2017

    Começou hoje pela manhã (28/6) o 21º Congresso Brasileiro de Transporte e Trânsito da ANTP - Associação Nacional de Transportes Públicos. A mobilidade ativa estará em peso pautando o congresso, com apresentação de artigos, mesas de debates e oficina.

    A participação da Ciclocidade começa hoje à noite, com o lançamento do livro "Mobilidade humana para um Brasil urbano", que teve o capítulo sobre mobilidade por bicicletas escrito por Daniel Guth, diretor geral da Ciclocidade.

    Amanhã, às 10h, haverá a apresentação de um artigo sobre mulheres e bicicletas (Marina Harkot); e na sexta-feira duas mesas de debate com participação de representantes da associação: uma às 9h sobre a economia da bicicleta (Daniel Guth) e outra às 16h sobre a implantação dos 400km de ciclovias e ciclofaixas em São Paulo (Daniel Guth, Cyra Malta e Leticia Lemos).

    O GT Gênero da Ciclocidade também organizou duas mesa de debate e uma oficina. A primeira mesa de debate acontece já esta quarta-feira, às 14h, falando da importância de discutir as mulheres e seu cotidiano a partir da mobilidade urbana; a segunda será quinta-feira, às 11h, sobre como incluir questões de gênero no transporte. Já a oficina, sobre compreensão da ótica de gênero no planejamento de sistemas de mobilidade urbana, será na sexta-feira, às 9h.

    Veja abaixo os detalhes sobre as atividades, horários e salas onde a Ciclocidade estará. O congresso acontece de hoje a sexta-feira, das 9h às 17h30, no Centro de Eventos Pro Magno - Rua Samaritá, 230 - Casa Verde. A programação completa pode ser acessada no link: http://21congresso.antp.org.br/.

     

    Quarta-feira, dia 28/6

    18h - Lançamento do livro "Mobilidade humana para um Brasil urbano"
    O capítulo sobre mobilidade por bicicletas foi escrito por Daniel Guth, diretor geral da Ciclocidade

    14h - Sala MASP - Mesa de debate "Mulheres e seu cotidiano a partir da mobilidade urbana – por que discutir esse tema?"
    Moderador: Ivan Regina (Engenheiro da Diretoria de Planejamento/CPTM Debatedores: Juliana Antunes (Arquiteta e Urbanista) Luiza Oliveira (WRI) Joice Berth (Arquiteta e Urbanista) Simony César (Projeto Nina; Pesquisadora – hacktivismo, smart cities e mobilidade urbana das mulheres

     

    Quinta-feira, dia 29/6

    10h - Sala Praça da Sé - Apresentação do artigo "Mulheres com bicicletas: entraves para o deslocamento em São Paulo"
    Marina Harkot (Ciclocidade)

    11h - Sala MASP - Mesa "Como incluir questões de gênero no transporte? Exemplos de boas práticas para a construção de sistemas de mobilidade urbana mais inclusivos"
    Moderadora: Kelly Cristina Fernandes (Arquiteta e Urbanista da TC Urbes). Debatedoras: Karla Dominguez Gonzalez (Banco Mundial), Paula Santoro (Arquiteta e Urbanista/FAUUSP, Projeto ObservaSP), Ana Carolina Nunes (Mestre em Políticas Públicas/UFABC, Sampapé), Suzana Nogueira (Arquiteta e Urbanista/CET-SP).

     

    Sexta-feira, dia 30/6

    9h - Sala Masp - Mesa "A economia da bicicleta"
    Moderadora: Lucia Mendonça (ANTP). Debatedores: Daniel Guth (Ciclocidade), Victor Andrade (Coordenador do Laboratório de Mobilidade Sustentável da UFRJ), Marcelo Maciel (Aliança Bike), Juliana de Castro (COPPE/UFRJ).

    9h - Sala Mercado Municipal - Oficina "Compreendendo a ótica de gênero no planejamento de sistemas de mobilidade urbana"
    Haydee Svab (Engenheira civil e fundadora do Grupo de Estudos de Gênero/Escola Politécnica USP), Marina Harkot (Cientista Social, mestranda em Planejamento Urbano e Regional na FAUUSP), Bianca Macedo (Engenheira Civil/ITA, GT Gênero da Ciclocidade).

    16h - Sala Parque Ibirapuera - Mesa "A sociedade civil e os 400km de ciclovias e ciclofaixas em São Paulo"
    Moderadora: Renata Falzoni (Bike é Legal). Debatedores: Daniel Guth (Ciclocidade), Willian Cruz (Vá de Bike), Cyra Malta (Ciclocidade), Leticia Lemos (LabCidade/USP), Jilmar Tatto (Ex-Secretário municipal de Transportes de São Paulo).