• Convite: Plenária de Ciclistas para definir 20 representantes da Câmara Temática de Bicicleta

    20150205 Plenaria CTB verde

    As organizações Ciclocidade e CicloBr convidam ciclistas em geral para participar da plenária que indicará 20 nomes para ocupar as vagas na Câmara Temática de Bicicleta.

    A Câmara Temática de Bicicleta está sendo criada junto ao Governo Municipal com o objetivo de monitorar as ações já em andamento voltadas ao modal e definir o que seria uma política cicloviária para a cidade.

    Trata-se de um espaço de diálogo importante entre a sociedade civil e o Município, pois o formato acordado prevê encontros periódicos tanto com o Secretário Municipal de Transportes, Jilmar Tatto, como com o próprio Prefeito, Fernando Haddad.

    A Câmara Temática de Bicicleta será composta por 22 nomes da sociedade civil e será ligada ao Conselho Municipal de Transporte e Trânsito, sendo que titular e suplente da cadeira de ciclistas do conselho farão parte desta composição.

    Neste primeiro ano (2015), as outras 20 cadeiras serão formadas por 10 pessoas indicadas pelas organizações Ciclocidade e CicloBr, e por 10 representantes das cinco regiões de São Paulo, sendo 2 pessoas por região. Para o ano que vem, prevê-se a realização de eleições para ocupar as funções.

  • Ciclistas fazem carta de apoio à revogação imediata do aumento das tarifas de transporte público municipal e estadual

    Nova manifestação está marcada para hoje, às 17h, na Praça do Ciclista.

     

    Nesta última quinta-feira (15/1), uma plenária aberta realizada pela Ciclocidade discutiu o recente aumento das tarifas de transporte público municipal e estadual, assim como o papel do Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT). Criado em julho de 2013 pelo prefeito Fernando Haddad, o CMTT é um órgão consultivo e deveria ter sido ouvido sobre o reajuste tarifário, o que não aconteceu.

    A plenária foi unânime em apoiar a revogação do aumento por meio de uma carta aberta, assinada pelas organizações Ciclocidade, Instituto CicloBr, Bike Anjo, Bicicleta para Todos, oGangorra, Pedal Verde e SilviaENina.org. A carta ainda está aberta a adesões de grupos ligados à bicicleta. Veja a íntegra abaixo.

    Uma nova manifestação pública contra o aumento das passagens está marcada para hoje (16/1), a partir das 17h, na Praça do Ciclista (esquina entre as avenidas Paulista e Consolação). A primeira, ocorrida na sexta-feira passada (9/1), teve novos confrontos com a Polícia Militar e resultou na prisão de 53 pessoas - 52 das quais foram soltas algumas horas depois.

     

     

     

    Carta aberta

    São Paulo 15 de janeiro de 2015.

    Ciclistas de São Paulo querem revogação de tarifas e participação social já!

    Nós, ciclistas da cidade de São Paulo, acreditamos que a mobilidade é um direito fundamental e que as políticas públicas dirigidas a essa questão são decisivas para a construção de uma cidade democrática.

    Sabemos que as tarifas do transporte público atingem de forma importante a vida dos paulistanos e que hoje o maior beneficiário dessa estrutura é o setor privado. As amplas manifestações de junho de 2013 nos mostraram que chegou o momento de se fazer uma discussão pública sobre a mobilidade para que as políticas se pautem pelos interesses da população, sobretudo daqueles setores que mais dependem delas para realizar seus deslocamentos diários.

    Apoiamos os movimentos sociais que estão em luta pela revogação do aumento imposto pelos governos municipal e estadual, sem o devido debate. Ocuparemos também as ruas da cidade para fazer valer nossa voz.

    Enquanto a prefeitura passa por cima dos espaços de diálogo constituídos, em especial o Conselho Municipal de Transporte e Trânsito, o governo estadual sequer constitui canais adequados de diálogo social.

    Apoiamos as políticas que o governo municipal vem realizando em relação às bicicletas -cujos principais usuários são trabalhadores e moradores das periferias, a melhoria das condições dos ônibus e não aceitamos nenhum passo atrás. A corretíssima iniciativa de realizar uma  auditoria independente deve ter as devidas consequências. É hora de avançarmos.

    É também o momento do governo do estado sair da absoluta paralisia em relação às políticas de mobilidade, tendo, nas suas costas, pesadas acusações ainda não esclarecidas. Em relação à bicicleta muito pouco ou nada foi feito de efetivo.

    Uma cidade melhor não poderá ser alcançada se a mobilidade dos cidadãos e cidadãs não for garantida e se o poder econômico seguir ditando os rumos das políticas públicas. Se as justificativas dos aumentos são altamente discutíveis, é intolerável que mais uma vez a população não participe das decisões que afetam sua vida, produzindo o caos urbano e as desigualdades sociais já tão severas.

     

    Assinam:

    Ciclocidade - Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo

    Instituto CicloBr

    Bike Anjo

    Bicicleta para Todos

    oGangorra

    Pedal Verde

    silviaenina.org

     

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    Saiba mais:

    Novo ato contra o aumento das tarifas, hoje (16/1)

    Veja o relato da repórter Eliane Brum sobre a primeira manifestação e sobre como se tornou ‘vândala’ aos olhos da polícia militar de Geraldo Alckmin

    Veja como estão as novas tarifas

    Após reivindicações, Prefeitura estuda conceder passe livre a alunos da rede privada

    Cadastros do Bilhete Único mensal sobem 977% após aumento

    Entrevista do jornal El País com o prefeito Fernando Haddad sobre o aumento

    As atribuições do Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT)

     

  • Um dia de atividades na inauguração da Mão na Roda no Centro Cultural São Paulo

    2014-07-11-inauguracao mrn CCSP

    No último domingo o Centro Cultural São Paulo (CCSP), na região central da cidade, recebeu uma programação especial realizada pela Ciclocidade para marcar a abertura de mais uma oficina Mão na Roda, que irá funcionar no local às terças e domingos.*

    A oficina montada no CCSP é a terceira em funcionamento na cidade e sua abertura só foi possível a partir de uma campanha de financiamento coletivo e da parceria com a Secretaria de Cultura e com a administração do espaço.

    A campanha de financiamento coletivo foi realizada entre os dias 09 e 30/06 e arrecadou R$ 5.229,00 doados por 75 pessoas. Além deste valor, a entidade recebeu uma doação de R$ 2.187,00 do Greenpeace e o apoio em equipamentos da Bio-Circle, Alldi Lubrificantes e Bike Tech. O evento também teve a participação do Ciclo Café. Com isso foi possível a montagem da estrutura da oficina. A prestação de contas dos recursos arrecadados está disponível neste link

    400km, e agora?

    O dia começou com uma plenária que reuniu mais de 70 pessoas para discutir a proposta de 400km de ciclovias apresentada no mês passado pela Secretaria Municipal de Transportes. Organizada pela área de Participação da Ciclocidade, a atividade teve como objetivo relatar a atuação recente da entidade no diálogo com a Secretaria de Transportes e promover a discussão a partir de três eixos:

    • Diálogo com o Poder Público: como garantir a participação e a representação dos ciclistas?
    • Implantação da infraestrutura: quais as diretrizes desejáveis para os tipos e locais das novas ciclovias?
    • Como influenciar o debate público para vencer as resistências de alguns setores da sociedade ao projeto?

    O plano de 400km de ciclovias na capital foi bem recebido pelos presentes, que julgaram ser fundamental o acompanhamento da implementação destas estruturas. Uma das propostas discutidas foi a criação de uma comissão que possa fazer o diálogo com o governo, a partir do trabalho que já vem sendo realizado no Conselho Municipal de Transportes e por entidades como a Ciclocidade e o CicloBR.

    + Prestação de contas da campanha de financiamento coletivo
    +
    Fotos
    + Confira os horários e locais de funcionamento da Mão na Roda

    * Excepcionalmente neste domingo (13/07) a oficina do Centro Cultural São Paulo estará fechada por conta da Copa do Mundo de Futebol

     

  • Secretaria de Transportes apresenta proposta de 400km de ciclovias em São Paulo

    2014-06-04-CMTT rede400km

    Na última quarta-feira (04/06) aconteceu a sétima reunião do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito (CMTT), que teve como pauta principal a apresentação de uma proposta de rede cicloviária desenvolvida pelo Departamento de Planejamento Cicloviário da CET-SP. A reunião também serviu para dar posse aos conselheiros eleitos pela sociedade civil, entre eles os representantes dos ciclistas Felipe Aragonez e Felipe Fernandes.

    A proposta de rede cicloviária foi apresentada pelo secretário de Transportes Jilmar Tatto (presidente do Conselho) e contempla a implementação de 400km de ciclovias até 2016. Segundo Tatto, a esta rede será acrescida a infraestrutura cicloviária prevista para acompanhar os 150km de corredores de ônibus, cujos projetos estão em licitação pela prefeitura.

    A infraestrutura cicloviária prevista para os corredores poderá ser de dois tipos: de alimentação dos terminais ou seguindo o traçado das faixas de ônibus. O secretário mencionou ainda que algumas pontes da cidade receberão melhorias para aumentar a segurança dos usuários de bicicleta.

    Questionado algumas vezes por conselheiros e por convidados presentes, o secretário ressaltou que os 400km da rede proposta serão compostos apenas por ciclovias (faixas exclusivas e segregadas para ciclistas), e não de ciclorrotas, ciclofaixas ou faixas operacionais de lazer.

    Diretrizes para os projetos
    A apresentação trouxe ainda algumas diretrizes para a realização destes projetos, entre elas a conectividade dos trajetos, a preferência por ciclovias bidirecionais à esquerda da via e a integração com equipamentos urbanos e outros meios de transporte.

    Em sua fala, o conselheiro Felipe Fernandes ressaltou que a proposta é um avanço, mas questionou algumas diretrizes (a opção pelo lado esquerdo da via, a não eliminação de faixas de rolamento de motorizados e a preferência por ciclovias bidirecionais em vias secundárias).

    O secretário respondeu que estas diretrizes não são absolutas e serão tratadas caso a caso. Afirmou ainda que o projeto sofrerá reação contrária de alguns setores da sociedade, pois prevê a retirada de cerca de 30 a 40 mil vagas de estacionamento de veículos motorizados (número que talvez esteja superestimado), por isso a opção preferencial pelas ciclovias bidirecionais em apenas um dos lados da via. Além disso, disse que em alguns casos as ciclovias serão feitas em vias principais (e não apenas nas secundárias).

    Traçado, custo e participação
    A proposta dos 400km de rede cicloviária foi construída pelo Departamento de Planejamento Cicloviário da CET, em diálogo com as áreas operacionais da empresa. Alguns conselheiros e convidados da reunião questionaram a falta de participação da sociedade neste processo.

    Gabriel Di Pierro, Diretor Geral da Ciclocidade, lembrou que um dos compromissos assumidos na reunião do prefeito Fernando Haddad com os ciclistas em 2013 era a criação de um espaço formal de diálogo com a sociedade.

    O conselheiro Felipe Fernandes e Daniel Guth (diretor de Participação da Ciclocidade) sugeriram a criação de um espaço específico para tratar da constituição de um plano e de uma política cicloviária para São Paulo.

    As ideias foram bem recebidas pelo secretário e pelos representantes da CET, que mencionaram a criação de uma Câmara Temática ligada ao CMTT com esta finalidade. Segundo o secretário, haverá também uma plataforma digital de consulta à população sobre os projetos. Tatto afirmou ainda que a SMT irá criar canais de diálogo e estará aberta a rever o traçado e fazer adaptações caso sejam identificados problemas.

    Di Pierro também perguntou sobre o custo estimado das novas ciclovias, lembrando que no dia anterior (terça-feira, 03) a Ciclocidade havia entregado ao relator do Plano Diretor Estratégico (vereador Nabil Bonduki) a primeira leva de 18 mil assinaturas pela destinação de 10% do FUNDURB para obras do sistema cicloviário. Jilmar Tatto afimrou que o custo médio de cada quilômetro de ciclovia é de R$ 200 mil e disse que há um debate na gestão municipal sobre a utilização do FEMA (Fundo Especial de Meio Ambiente) para estas obras.

    Marronzinhos de bicicleta, pesquisas e mudança cultural
    Alguns conselheiros ressaltaram a importância de aprofundar a mudança cultural que pode acelerar as tansformações em favor da bicicleta e também a realização de estudos específicos para este modal.

    O conselheiro Rosevaldo Caetano Alves, do movimento SOS Transporte de M’Boi Mirim, sugeriu que os agentes de trânsito da CET passassem a utilizar também a bicicleta. Daniel Guth falou sobre a carência de estudos relativos à mobilidade por bicicletas, sugerindo a realização de pesquisas específicas sobre o uso de bicicletas, para medir origem/destino e também os desejos de viagem.

    O secretário Jilmar Tatto afirmou que os núcleos operacionais da CET passarão a contar com fiscais em bicicletas e também disse que serão realizadas pesquisas origem/destino específicas para este modal.

    Vistoria do projeto piloto
    No próximo sábado (07/06) a CET realizará uma vistoria técnica de um trecho-piloto desta rede, entre o Largo do Paissandu e a rua Mauá, no centro de São Paulo. A vistoria acontece a partir das 11h e servirá para receber as primeiras considerações feitas pelos ciclistas sobre o projeto.

    + Apresentação feita pelo secretário Jilmar Tatto durante a reunião do CMTT (PDF para download)

  • Reunião Geral discute eleições para Conselho de Transportes e para a diretoria da Ciclocidade

     

    Na próxima quarta-feira (12/02) a Ciclocidade retoma seu calendário de reuniões abertas e propõe a discussão de dois temas: a eleição de representantes da sociedade para o Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT), que acontece em 15/02, e a eleição da nova diretoria da Ciclocidade, prevista para o final de março.

     

    A reunião é aberta e acontece das 19h às 21h30, no espaço Contraponto (Rua Medeiros de Albuquerque, 55 - Pinheiros).

     

    Conselho Municipal de Transportes e Trânsito

    A Prefeitura São Paulo anunciou em 30 de janeiro que o Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT) terá eleições de representantes da sociedade civil. Com isso, os ciclistas poderão disputar uma cadeira específica em uma plenária que acontecerá no dia 15 de fevereiro entre 8:30h e 12:00h, na Universidade 9 de Julho, que fica na Rua Vergueiro 235/239. Mais informações aqui e aqui.

     

    A proposta anunciada pelo governo não está de acordo com o que foi apresentado pelos conselheiros da sociedade civil (estes conselheiros, saídos do Conselho da Cidade, ocupam provisioramente as vagas desde agosto de 2013). A Ciclocidade conta com um representante, Gabriel Di Pierro, diretor da entidade.

     

    Di Pierro criticou o processo: “Assim como no decreto que criou o Conselho, a Prefeitura novamente passa por cima das demandas da sociedade civil. Embora tenha mantido a proposta de 15 cadeiras temáticas e a realização de plenárias específicas, passou a permitir inscrições de pessoa física, quando o acordo era de inscrição por organização ou movimento, garantindo maior legitimidade à representação. O mais grave, contudo, foi anunciar as eleições num prazo tão curto, sem a possibilidade de promover o debate de forma adequada. Novamente vai ser a toque de caixa.”

     

    Criado pelo Decreto nº 54.058, editado logo após as manifestações populares que levaram à redução das tarifas de ônibus, o CMTT foi proposto como canal de diálogo com a sociedade sobre a mobilidade urbana. De caráter consultivo, o conselho tem como atribuições a elaboração do Plano Municipal de Mobilidade, a revisão do Plano Diretor e a possibilidade de convocar audiências públicas “para apresentar, debater e propor as diretrizes, prioridades e programas” relacionados à Secretaria Municipal de Transportes.

     

    Com o curto tempo até as eleições, a Ciclocidade abrirá a sua Reunião Geral de fevereiro para debater o tema, levantando nomes e propostas para o CMTT.

     

    Eleições para a nova diretoria da Ciclocidade

    No dia 29/03 a Ciclocidade realizará sua Assembleia Geral Ordinária. Além da prestação de contas de 2013 e apresentação do plano de ações, esta assembleia irá eleger a nova diretoria para o próximo biênio.

     

    A Reunião Geral do dia 12/02 pretende iniciar a discussão sobre o tema e formar uma Comissão Eleitoral, que será responsável pelo processo.