• Política de Financiamento Institucional

     

    Preâmbulo

    Desde sua fundação, a atuação da Ciclocidade tem crescido muito. De uma associação que contava apenas com o recursos de suas associadas e associados em 2009, seu crescimento trouxe novas formas de financiamento que proporcionaram um aumento significativo de suas ações, não só quantitativas, mas também qualitativas, sendo hoje de extrema relevância na defesa dos direitos relacionados ao uso da bicicleta em São Paulo. Este crescimento faz necessária uma política clara e transparente de financiamento da organização. Com o objetivo de alinhar as expectativas de associadas e associados a um modelo sustentável a longo prazo, a diretoria eleita para o biênio 2016 - 2018 iniciou uma série de discussões baseadas nas seguintes diretrizes:

    • Diversificação das fontes de financiamento;
    • Ampliação da autonomia (financeira) da associação;
    • Diminuição para até 50% a participação de um único patrocinador institucional até o final de 2017, ativando outras forma de financiamento;
    • Fortalecimento de parcerias com organizações estratégicas e presença institucional nacional e internacional.

    As discussões realizadas com associados, associadas e participantes externos no primeiro semestre de 2017 resultaram no seguinte conjunto de Regras de Ouro, a na lista de quem pode financiar a Ciclocidade, quem talvez possa financiar a Ciclocidade, dependendo da decisão soberana de associadas e associados e quem não pode financiar a Ciclocidade em nenhuma hipótese, além do conjunto de modelos de financiamento que poderão ser empregados.

    Estas discussões foram ratificadas na Assembléia Geral Ordinária de 02 de Setembro de 2017 e devem estar públicas e em destaque no site da Ciclocidade.

     

    Regras de Ouro

    • Ter transparência pública das receitas e da execução financeira das contrapartidas a financiadores;
    • Não aceitar empresas envolvidas em casos de corrupção;
    • Privacidade dos dados das associadas e associados junto a financiadores;
    • Separar e ter clareza sobre o que é financiamento institucional e o que é financiamento para projetos;
    • Ter agenda constante de debates com associadas e associados para definir fontes de recursos;
    • Na captação para projetos, deve ser incluído um overhead(1) para despesas recorrentes da Associação;
    • Não deve haver nenhum nível de interferência por parte de apoiadores ou financiadores nas decisões da Ciclocidade;
    • Financiadores e apoiadores não devem fazer nenhuma ação em nome da Ciclocidade, salvo com aprovação expressa;
    • Não haver exclusividade de apoios e financiamentos;
    • Nunca ter apenas um único apoiador institucional;
    • A Ciclocidade não deve ter mais de 50% do valor de financiamento total oriundo de uma mesma fonte, durante 1 ano fiscal;
    • Privilegiar empresas com certificações (como ISO e afins);
    • Financiadores não podem estar na lista suja do trabalho escravo;
    • Empresas (PJ) e Pessoas Físicas associadas estão sujeitas às mesmas regras desta política.

    (1) Percentual de contribuição para conjunto de despesas operacionais e administrativas da Associação.

     

    Modelos de financiamento possíveis

    1. Crowdfunding (arrecadação coletiva de doações financeiras na Internet);
    2. Geração de renda própria / negócios sociais (venda de serviços, tecnologias e know how, etc. de que a organização dispõe e de produtos feitos pela organização);
    3. Eventos especiais tais quais exposição de fotos e artes em bairros da periferia e outros, festas; eventos grandes para discussão da bicicleta, palestras, etc.;
    4. Endowement / fundos (um capital que gera taxas de remuneração em aplicações financeiras para cobrir as despesas operacionais da organização);
    5. Microdoações;
    6. "Cara a cara" (abordagens na rua ou em eventos);
    7. Marketing relacionado a causas (exemplo: livros com a Editora Mol);
    8. Busca junto a grantmakers (exemplos: Bloomberg, ICS, Oak Foundation, etc.);
    9. Crescimento da base de associadas e associados;
    10. Na captação direta por projetos, deve ser incluído overhead ou, na impossibilidade, alocação de custos administrativos (em proporção semelhante) da Associação, nas seguintes proporções: projetos de até R$ 10 mil(2) - contribuição de 5%, projetos até R$ 50 mil - contribuição de 10%, projetos até R$ 100 mil - contribuição de 15%, projetos acima de R$ 100 mil, contribuição de 20%.

    (2) Considerando-se o montante captado.

     

    Quem pode financiar a Ciclocidade (institucional ou por projeto)

    • Associadas e associados (PF e PJ);
    • Pessoas físicas não associadas;
    • Financiamento recorrente de pessoas físicas;
    • Via crowdfunding;
    • Doação específica (PF) para uma ação, projeto ou grupo já existente;
    • Financiamento via bicicletarias (modelo de microdoações junto a compras);
    • Empresas pequenas e médias não ligadas à indústria automobilística;
    • ONGs de captação direta;
    • Fundações que promovam a mobilidade, justiça social e direitos humanos;
    • Editais públicos;
    • Contrapartidas, prestação de serviços e consultorias;
    • Sistema S (Sesc, Senai, Senac, Sebrae).

     

    Quem talvez possa financiar a Ciclocidade (institucional ou por projeto)

    • Fundações nacionais e internacionais;
    • Poder público;
    • Bancos públicos e bancos internacionais;
    • Bancos privados (apenas projetos);
    • Redes de comércio de massa e grandes comércios;
    • Academias de ginástica;
    • Indústria de bicicletas;
    • Indústria de alimentos.

    Nota: Para aceitar um apoio destes segmentos, a decisão das associadas e associados será soberana e a decisão final deverá se dar em reunião geral ordinária ou extraordinária convocada especificamente para este fim.

     

    Quem não pode financiar a Ciclocidade (institucional ou por projeto)

    • Empresas ligadas à indústria do tabaco, indústria bélica/de armamentos, petróleo, transgênicos e agrotóxicos;
    • Indústria farmacêutica;
    • Marcas e empresas da indústria automobilística e de combustíveis;
    • Crime organizado;
    • Construtoras e incorporadoras;
    • Partidos políticos;
    • Bancos privados (para apoio institucional);
    • Grupos e meios de comunicação.

     

    São Paulo, 02 de Setembro de 2017.

  • Edital de convocação para Assembleia Geral Ordinária - Setembro de 2017

     

    Home AssembleiaGeral Setembro2017

     

    EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

    CICLOCIDADE - ASSOCIAÇÃO DOS CICLISTAS URBANOS DE SÃO PAULO
    CNPJ 13.438.807/0001-52

     

    São Paulo, 17 de Agosto de 2017.

    Convocamos por este edital, os associados interessados a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, no próximo dia 02 de Setembro de 2017, na Rua Groenlândia, n.º 906, Jardim América, São Paulo-SP, às 13:30 (treze horas e trinta minutos), em primeira convocação, e às 14:00 (catorze horas), em segunda convocação, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:

     

    (i) Aprovação do parecer do Conselho Fiscal sobre as Demonstrações Contábeis de janeiro a dezembro de 2016;

    (ii) Aprovação das demonstrações contábeis referentes ao período de janeiro a dezembro de 2016;

    (iii) Apresentação e aprovação da Política de Financiamento da Associação e apresentação do Manual de apoio Administrativo e Financeiro;

    (iv) Balanço do primeiro ano de gestão (Jul/2016 - Jun/2017);

    (v) Agenda do Mês da Mobilidade; e

    (vi) Outros assuntos gerais da Associação.

     

    Sem mais,

    Daniel Guth Esteves
    Diretor Geral

    Melina Rombach
    Diretora Administrativa

    Rene Jose Rodrigues Fernandes
    Diretor Financeiro

     

  • Reunião Geral da Ciclocidade de maio acontece na próxima quarta-feira (24/5)

    Home ReuniaoGeral Maio2017

    A próxima Reunião Geral da Ciclocidade será na quarta-feira (24/5), excepcionalmente ao final do mês. Dentre os temas a serem discutidos estão o contexto geral atual do que está acontecendo (ou o que não está acontecendo) relacionado à política cicloviária de São Paulo; a definição e composição dos Grupos de Trabalho que atuarão no próximo ano; e o encaminhamento da discussão sobre política de financiamento.

    Esta reunião amarra os últimos encontros abertos de planejamento, então é muito importante a presença de quem pôde participar deles. Para quem não conseguiu, ou para quem está chegando agora, este é um ótimo momento para começar a entrar nas ações da associação. Teremos 30 minutos reservados para chegada e recepção de novas pessoas, para que as discussões comecem pontualmente às 19h30.


    Mais sobre os temas a serem discutidos

    Passados 5 meses, a nova gestão municipal ainda não foi capaz de apresentar qual será a sua visão relacionada ao Plano Cicloviário da capital paulista. Soma-se a isso uma primeira versão do Plano de Metas extremamente vaga e que não dialoga nem com o Plano Municipal de Mobilidade Urbana, nem com as propostas do então candidato João Doria.

    Enquanto a Secretaria de Mobilidade e Transportes anuncia "um amplo debate" para discutir a revisão da infraestrutura cicloviária, nas ruas as notícias são de remoções de trechos inteiros sem data para repintura, como é o caso da ciclofaixa do Morumbi, ou de obras às quais a CET alega não ter conhecimento até pedirmos informações sobre elas, como é o caso do Bom Retiro. Mas os relatos não param por aí e as reuniões da Câmara Temática de Bicicleta com a gestão têm sido, no mínimo, decepcionantes (leias os relatos completos neste link).

    Diante disso, é importante circularmos informações e estruturar os Grupos de Trabalho para que possam responder sobre as duas principais linhas de ações externas definidas nos últimos encontros de planejamento: (a) garantir que não haja retrocessos na política cicloviária e em instâncias participativas e (b) trabalhar para que seja executado um plano de ação de melhorias e ampliação do sistema cicloviário, com base nos marcos legais existentes (leia a sistematização completa do último encontro neste link).

    Para finalizar, revisaremos as ideias coletivas apresentadas sobre possibilidade de financiamento da associação. A partir delas, construiremos um Grupo de Trabalho temporário, com prazo de existência de 2 semanas, para elaborar a proposta de política de financiamento que será apresentada na Reunião Geral de junho, a ser realizada em 7/6.

    Venha, sua participação é fundamental! As reuniões gerais da Ciclocidade são abertas a quem quiser participar. Se você é mãe ou pai e pretende levar suas filhas e filhos, entre em contato com a gente pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para que possamos prever uma estrutura de acolhimento.

  • Relato sobre a 3ª Reunião de Planejamento aberto da Ciclocidade para os anos de 2017-2018

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    A 3ª Reunião de Planejamento da Ciclocidade aconteceu no último dia 6/5 e contou com a participação de 20 pessoas. Tendo como base os alinhamentos realizados nos dois primeiros encontros (links aqui e aqui), focou-se nas principais ações que devemos tomar ao longo do próximo ano (meses de 2017 e primeiro semestre de 2018).

    A ciclista Gabriela Vuolo mais uma vez facilitou o planejamento para que pudéssemos extrair o máximo do tempo de quem estava ali. Aproveitamos para agradecer mais uma vez a ela por todo apoio!

    Em um primeiro momento, as pessoas foram divididas em grupos para pensar quais os principais objetivos internos (relacionados à instituição) e externos executáveis até maio de 2018. O desafio era listar apenas um objetivo principal por grupo, deixando de lado compromissos já definidos pela Ciclocidade.

    Uma vez apresentadas à roda as propostas, as pessoas se dividiram em novos grupos para discutir ações específicas aos objetivos listados, tendo por base em qual tema gostariam de contribuir mais.

    Como objetivos internos, as grandes demandas se relacionaram a aumentar a participação efetiva de associadas e associados nas atividades da entidade e a estruturar a área de pesquisa, que tem crescido em importância dentro da associação, para que possa desenvolver projetos dentro de uma visão de médio/longo prazo.

    Já para os objetivos externos, o que queremos até maio de 2018 é construir e trabalhar para que seja executado um plano de ação de melhorias e ampliação do sistema cicloviário, com base nos marcos legais existentes. No entanto, diante de uma gestão municipal de agenda no mínimo dúbia com relação à mobilidade por bicicletas, tal objetivo passa, necessariamente, pela construção de garantias de que não haja retrocessos na política cicloviária e nas instâncias de participação social.

    O que segue abaixo é uma sistematização coletiva dos objetivos e ações listados, que serão confirmados na próxima Reunião Geral da Ciclocidade, prevista para o dia 24/5, e dispostos em um calendário de execução da associação. Ali, também revisaremos a composição de novos Grupos de Trabalho e/ou manutenção dos GTs atuais.

    Objetivos internos

    Primeiro objetivo - Aumentar a participação efetiva de associadas e associados

    Com relação a associadas e associados, há uma preocupação crescente em aumentar a participação efetiva dentro dos espaços institucionais da Ciclocidade, tais como reuniões gerais, plenárias, grupos de trabalho etc. Como metas possíveis, o grupo avaliou que seria interessante engajar metade de associadxs em pelo menos uma atividade da associação no próximo ano e criar um sistema organizado de mobilização de ciclistas, sendo que esta última meta deveria envolver pelo menos 1.000 ciclistas mulheres e homens (com paridade de gênero) das 5 macroáreas (regiões) de São Paulo.

    Ações possíveis para alcançar esta meta seriam:

    • Cumprir com rigor o calendário de reuniões gerais e ampliar as facilidade para mães e pais com crianças para estas reuniões
    • Avaliar a possibilidade de transmissão online (streaming) das Reuniões Gerais e das reuniões que a Ciclocidade participa com o Poder Público
    • Criar sistema de mentoria para acolher pessoas que querem se envolver mais nos espaços institucionais
    • Criar um material de “Boas Vindas” para novas associadas e associados (ver abaixo)
    • Reunir dados sobre a frequência de participação dos espaços institucionais nos últimos 12 meses
    • Criar calendário de eventos
    • Participar e/ou promover Festivais / Eventos / Festas, como exposição de fotos/artes em bairros da periferia e outros, cervejadas
    • Organizar palestras
    • Organizar um evento grande / emblemático para discussão da bicicleta, como foi o Bicicultura 2016, mas em escala local em vez de nacional
    • “Adote um ciclista” - Criar grupos de associadas/associados regionais para quem se associar, com ligação com os coletivos regionais já existentes na cidade (Bike Zona Leste, Bike Zona Sul, Bike Zona Oeste, Ciclo ZN, dentre outros)
    • “Guardiões da peteca” - grupo de pessoas que entram em cena com ações pontuais para motivar/engajar em momentos de “baixa”


    Detalhamento de material de “Boas Vindas” a ser criado para quem se associa

    Para que novas associadas, associados e visitantes das reuniões não se sintam fora de contexto e possam adquirir mais conhecimento sobre o ativismo da bicicleta e a Ciclocidade em pouco tempo, devem receber um kit com:

    Folder e página 100% dedicada no site da Ciclocidade, contendo:

    • Manifesto
    • Contatos da Diretoria, Diretoria expandida e coordenadores de Grupos de Trabalho
    • Contatos de pessoas envolvidas com a "mentoria" de recém-chegades
    • Calendário anual da Ciclocidade, contendo reuniões de comitês, câmaras e eventos com da Prefeitura, além de eventos relacionados ao ativismo e à cultura da bicicleta urbana
    • Link do site (que já possui muita informação) e demais redes Ciclocidade
    • Links para textos de primeira leitura sobre o ativismo da bicicleta
    • Link para Glossário
    • Links para grupos e comunidades online: Bike Zona Leste, Bike Zona Sul, Bike Zona Oeste, Ciclo ZN, BicicletadaSP, dentre outros.
    • Brindes como adesivos (2 ou mais) e apito com fita da Ciclocidade para pendurar no pescoço


    Segundo objetivo - Estruturar a área de pesquisa com projeto de financiamento próprio

    A área de Pesquisa tem crescido dentro da associação, com as recentes pesquisas “Perfil de quem usa a bicicleta na cidade de São Paulo” (2015), “Mobilidade por Bicicleta e os Desafios das Mulheres de São Paulo” (2016) e “Grupos de Pedal na Grande São Paulo” (2016). Seria interessante estruturar a área de pesquisa com projeto de financiamento próprio de modo a pensar em um planejamento de médio/longo prazo, para que os estudos possam contribuir cada vez mais para as atividades de defesa da mobilidade por bicicletas (advocacy) da associação.

    Para isso, devem ser feitas as seguintes ações:

    • Concluir as pesquisas pendentes e já previstas: finalizar relatório pesquisa do GT Gênero, finalizar relatório pesquisa Grupos de Pedal, avaliar nova pesquisa de perfil de ciclistas a ser realizada junto com a ONG Transporte Ativo
    • Definir, a partir de uma reunião com o grupo de pesquisa, escopo das pesquisas dos próximos 3-4 anos, incluindo perspectivas de financiamento. Esta reunião deve ser feita em conjunto com quem faz o Advocacy, para que a pesquisa seja parte do insumo para o advocacy e não esteja desvinculada dele - temas prioritários devem ser definidos a partir do contexto de atualização da Ciclocidade/advocacy
    • “O uso da bicicleta no bairro” pode ser uma das pesquisas possíveis para os próximos anos - como a bicicleta é usada em determinados bairros e como entender a infraestrutura cicloviária dentro desses bairros para que os costumes locais sejam preservados ao implantar uma ciclovia/reagir a uma implantação
    • Mapeamento e contato com financiadores para possibilitar captação. Construir um planejamento da área de pesquisa a longo prazo (3-4 anos) para captação. Busca ativa e inscrição em editais/oportunidades
    • Projetos de pesquisas podem ser construídos em conjunto, desde o início, com outras organizações parceiras, como grupos de mobilidade a pé. Outros exemplos de pesquisa. Bike Anjo trouxe a proposta de desenvolver uma série de mini pesquisas para desmitificar os paradigmas ou empecilhos de pedalar em São Paulo, como as máximas de que "São Paulo tem muita subida" ou "São Paulo chove muito / faz muito calor".

    Ainda dentro do objetivo de estruturar a área de Pesquisa da Ciclocidade, é preciso avaliar sua relação e interconectividade com os Grupos de Trabalho:

    • GT Contagens - é preciso trabalhar a autonomia do GT Contagens, reestruturá-lo. As contagens devem ser vistas dentro do escopo do que são capazes de fazer, ou seja, são capazes de fornecer retratos pontuais sobre determinados locais e, em caso de históricos, mudanças nesses retratos. Por isso, o investimento de pessoal e esforços deve ser dimensionado - é preciso fazer um planejamento do número de contagens a ser feita ao longo do ano (realista, não idealista). Este planejamento pode levar em conta que contagens específicas podem aparecer subitamente.
    • Alimentar e ser alimentada pelos temas/trabalhos dos GTs
    • Planejamento e GT Metodologia - a área de pesquisa da Ciclocidade pode servir como auxiliar às demandas específicas por pesquisa, vindas dos GTs. Isso significaria que haveria um “GT Metodologia”, responsável por pensar em o que, como e onde fazer a pesquisa (estruturação/sistematização de metodologias) e em sistematizar seus resultados, mas a execução/operacionalização dessas pesquisas poderiam ficar a cargo dos GTs que as demandaram.

    Objetivos externos

    Primeiro objetivo - Garantir que não haja retrocessos na política cicloviária e em instâncias participativas

    Diante de uma gestão no mínimo dúbia com relação à política cicloviária, garantir que não haja retrocessos é fundamental. Por retrocessos, pode-se entender (mas não limitado a): retirada e/ou falta de manutenção da infraestrutura cicloviária; dissolução ou desrespeito dos espaços de participação, tais como os conselhos participativos e câmaras temáticas; diminuição do número de bicicletas nas ruas e das estações de bicicletas compartilhadas; estímulo à partidarização e à politização do uso da bicicleta; aumento dos limites de velocidade nas ruas; e redução da fiscalização, como diminuição de multas, número de marronzinhos, radares etc.

    Ações possíveis dentro deste objetivo:

    • Acompanhamento e engajamento do Legislativo (bancada da bicicleta) - Fazer uma agenda de reuniões com 4 vereadores/assessores que assinaram carta de compromisso com a Mobilidade Ativa durante as eleições; fazer reuniões com vereadores mais resistentes para apresentar argumentos em favor da política cicloviária; reforçar Termo de Cooperação Técnica com a Câmara dos Vereadores; recompor/reativar/reorganizar GT de acompanhamento do Legislativo
    • Reativação e ampliação da campanha Bicicleta faz bem ao Comércio de modo a desconstruir o discurso de oposição entre comércio e bicicleta (estruturas cicloviárias). A campanha poderia incluir pesquisa de opinião com comerciantes para a) entender o motivo de uma eventual resistência às ciclofaixas, b) abrir um canal de diálogo com este público e c) identificar, entre eles, os comerciantes parceiros, cujo apoio seria divulgado.  Comerciantes de regiões onde há ameaça de retirada de ciclofaixas seriam o principal público-alvo neste momento.
    • Produção de conhecimento e dados. Este eixo conversa diretamente com o objetivo interno de estruturação da área de Pesquisa da Ciclocidade. Possíveis pesquisas são pesquisa etnográfica; continuar contagens de ciclistas; produzir um mapa analítico colaborativo das 8 regiões sobre a infraestrutura existente para qualificar a incidência na política (mapeamento colaborativo de ciclovias); atualizar a pesquisa de perfil de ciclistas de SP; criar um fundo direcionado para pesquisas
    • Estruturação do Fundo de ações locais com a verba restante do Bicicultura 2016. Este fundo pode ajudar coletivos regionais e coletivos de bicicleta a fazer mobilizações de rua/ações diretas
    • Como estratégia jurídica, acompanhar a Ação Civil Pública; provocar o Ministério Público do Estado e buscar apoio institucional da Defensoria Pública
    • Manter a área de Comunicação / relação com imprensa bem estruturada;
    • Fazer parte de coalizões e da mobilização de organizações
    • Preparar-se para uma “guerrilha burocrática”, com protocolos e documentos

    Segundo objetivo - Construir e trabalhar para que seja executado um plano de ação de melhorias e ampliação do sistema cicloviário, com base nos marcos legais existentes

    Por sistema cicloviário, considera-se a definição presente no Plano Diretor Estratégico (2014): “O sistema cicloviário é caracterizado por um sistema de mobilidade não motorizado e definido como o conjunto de infraestruturas necessárias para a circulação segura dos ciclistas e de ações de incentivo ao uso da bicicleta. São componentes do sistema cicloviário: ciclovias; ciclofaixas; ciclorrotas; bicicletários e demais equipamentos urbanos de suporte; sinalização cicloviária; sistema de compartilhamento de bicicletas.” Ações de incentivo ao uso da bicicleta também são abarcadas por esta definição.

    Ações possíveis para este objetivo:

    • Dar visibilidade aos Marcos Legais já existentes, (a) fazendo uma campanha em torno do Plano Municipal de Mobilidade (PlanMob), mostrando que já existe um planejamento para investimento em bicicleta na cidade e que deve ser cumprido; e (b) realizar outra(s) campanha(s) em torno de orçamento incluso/já existente na cidade (ex: LOA - Lei de Orçamento Anual).
    • Engajar cidadãos, organizações e especialistas para propor melhorias e ampliação da rede cicloviária (existente e novas) e produzir informações sobre as condições e qualidade das estruturas que compõem a rede existente. Isso deve ser feito por meio da criação de um Mapa Colaborativo nas 8 regiões da cidade e de oficinas (workshops) nas 8 regiões para discutir as propostas que saíram do mapa colaborativo. Este mapa deve atentar para incorporar o que já foi produzido nos encontros regionais com a CET em 2015 e 2016, em especial no que se refere às prioridades de conexões cicloviárias e expansão cicloviária, tendo como foco melhorias no sistema. Produzir um documento e publicizá-lo
    • Quebrar resistências baseadas na oposição entre comércio e estrutura cicloviária - Gerar e publicizar apoio do comércio local - este item dialoga diretamente com um dos eixos de ação do primeiro objetivo externo, de garantir que não haja retrocessos na política cicloviária.
  • Último encontro aberto de Planejamento da Ciclocidade para 2017-2018 acontece no dia 6/5 (sábado)

    Home PlanejamentoGeral3

    A última etapa de planejamento aberto da Ciclocidade para 2017-2018 acontece no dia 6/5 (sábado), na Ação Educativa. Em março, a Ciclocidade finalizou a segunda reunião aberta de alinhamento interno, com a participação de mais 25 pessoas - leia aqui o relato do primeiro e do segundo encontros.

    Para a segunda etapa, contamos com a facilitação da ciclista Gabriela Vuolo, o que possibilitou maior objetividade ao tratar temas complexos e abriu um importante espaço para a participação de diferentes vozes ao longo do intenso turno de 4 horas. Aproveitamos para agradecê-la por toda a sua ajuda. Gabriela também estará conosco neste último momento, facilitando o processo.

    Tendo como base os dois últimos encontros de alinhamento, a próxima reunião estará focada em ações e projetos que desenvolveremos com a participação de associadas e associados ao longo de 2017 e início de 2018. O objetivo é sair com uma definição programática, assim como um cronograma de execução.

    A reunião de planejamento é aberta a todas as pessoas que se interessarem, basta comparecer.

    3ª Reunião Geral de Planejamento da Ciclocidade (última)
    Sábado, 6/5, das 10h às 14h30
    Ação Educativa - Rua General Jardim, 660 - Vila Buarque