• A bicicleta faz muito bem para a cidade, novos números comprovam

    Pesquisa Cebrap editada

    Mais dinheiro no bolso para as pessoas, R$ 868 milhões a mais no PIB municipal, redução de 18% das emissões de CO2 no setor de transportes, 13% de economia com internações no SUS por doenças cardiovasculares. Esses são alguns dos impactos positivos que um aumento do uso da bicicleta pode trazer para a cidade de São Paulo.

    Conduzido pelo Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento) o estudo: “Impacto Social do Uso da Bicicleta em São Paulo” mostrou com clareza numérica um pouco do que a bicicleta é capaz de fazer de bom pela cidade. Tudo isso com mais prazer, menos irritação e mais satisfação para quem pedala.

    A pesquisa está centrada em três áreas principais: Meio Ambiente, Saúde e Economia. Dentro de cada uma delas, foram mensurados os impactos individuais e coletivos do uso da bicicleta. No total, foram 1.100 entrevistas domiciliares (entre 20/set/2017 a 10/out/2017) com uma amostra complementar de usuários da bicicleta, pessoas que pedalaram no dia útil imediatamente anterior à pesquisa.

    Com base nas entrevistas, foram traçados os hábitos de deslocamento da população em geral e de pessoas que usam a bicicleta na cidade. Com esses números em mãos, foram feitos cálculos dos impactos do aumento do uso da bicicleta. Para isso, foi estabelecido que a mudança do meio de transporte se daria nas viagens “pedaláveis” e “facilmente pedaláveis”. A primeira são deslocamentos de até 8km por pessoas de até 50 anos entre 6h e 20h, a segunda considera uma distância menor de 5km, com as demais variáveis mantidas.

     

    Ciclistas vivem melhor na cidade

    Além dos aspectos objetivos, o estudo também mediu os aspectos subjetivos do uso da bicicleta. Números que novamente ajudam a traduzir com clareza como a bicicleta faz bem para quem usa.

    No geral, ciclistas se irritam menos durante seus deslocamentos, têm menos medo de se atrasarem, passam menos desconforto e insegurança. Enquanto 38% dos usuários de outros meios de transporte se estressam sempre ou quase sempre, apenas 14% dos ciclistas passam nervoso. Em relação ao medo de atrasos, 35% de não-ciclistas sofre com isso e apenas 15% tem esse problema no seu dia a dia. O desconforto é de 35% contra 14% e no aspecto da segurança, os números, infelizmente são mais parecidos, ainda que mais favoráveis a quem pedala, 60% contra 48%.

    Em relação  satisfação de se deslocar pela cidade, números representativos mais uma vez. No total, 45% das pessoas que pedalam tem mais prazer em transitar por São Paulo enquanto apenas 18% da população sente-se assim.

     

    Quem pedala vive mais a cidade

    Outro aspecto medido pelo levantamento do Cebrap foi o comparativo da interação de ciclistas e não-ciclistas com os espaços públicos da cidade. Quem pedala passeia e pratica mais atividades ao ar livre do que a média da população.

    Dentre a população em geral, 32% das pessoas frequentam com frequência bares e restaurantes, já dentre ciclistas esse percentual sobe para 44%. Já pelos bairros e ruas dos bairros, 61% da população costuma circular, enquanto 76% dos ciclistas tem esse hábito. Nos parques, praças e feiras, 57% das paulistanas e paulistanos costumam frequentar e 79% das pessoas que pedalam na cidade tem o hábito e frequentar esses espaços.

    São números que comprovam que quem pedala está mais presente na cidade e portanto mais capaz de viver e apreciar tudo que São Paulo tem a oferecer. Os potenciais estão posto para que sejamos uma cidade melhor, com uma população mais satisfeita com o ambiente em que vive. São números além das cifras financeiras, mas que certamente aumentam a Felicidade Interna Bruta da metrópole.

     

    Quais os motivos para se pedalar em São Paulo

    Três fatores principais definem a escolha pela bicicleta. Em primeiro lugar economia (37%) usa porque é mais barato e economiza dinheiro. As pessoas pedalam pela saúde (24%) por ser mais saudável e por fazerem mais exercício. Já o tempo (19%) é o mais importante para quem quer ir mais rápido e não ficar parado nos congestionamentos.

    Além dessas, outros três pontos são importantes. O prazer (15%) e o gosto de ir em bicicleta, o conforto (4%) de fugir do transporte público lotado. Por fim, apenas 1% dos ciclistas entrevistados pedalam por falta de opção frente a ausência de alternativas.

     

    Desafios para que São Paulo possa usar mais a bicicleta

    Os benefícios foram muito bem quantificados, mas ainda sobram desafios para fazer de São Paulo um lugar melhor para sua gente. Muitas pessoas ainda têm medo de pedalar e a insegurança viária e o comportamento dos motoristas é componente importante desse medo.

    O aumento do uso da bicicleta na cidade já foi capaz de trazer impactos positivos com os atuais 450 km de ciclovias e ciclofaixas. Mas São Paulo ainda precisa expandir e conectar essa rede. Um dever e uma dívida do poder público com quem pedala e quer pedalar. Tanto que 96% dos ciclistas entrevistados afirmam que a atual infraestrutura cicloviária é importante ou indispensável.

     

  • Ata da Reunião Geral de Maio 2018

    Reunião Geral Ciclocidade - 12 de maio de 2018

    Local: Aro 27 bike Café

     

    Presentes: Carolina Bernardes, Flávio Soares, Sasha Hart, Vitor Muramatsu, João Bazzu, Paulo Teixeira, Dionízio Bueno, Cyra Malta, Aline Cavalcante, Marcela Duarte, Matias Mickenhagen, Aparecido Advogado, Roberta Raquel

     

    Pauta

    1. Atualização de projetos e GTs;
    2. Processo sucessório;
    3. Alterações no estatuto;
    4. Informes gerais.

     

    Aline abriu a reunião falando sobre o Aro 27 e que depois da última reunião geral onde manifestamos o interesse em mudar nossa sede, conversamos com o Aro e fechamos a experiência por 3 meses lá. A Ciclocidade passará a ocupar uma sala.

    Quem participa da reunião pela primeira vez se apresentou:

    • João Pedro Bazzo é de Curitiba e falou um pouco sobre o trabalho dele. Veio para curso sobre ruas seguras, que eles querem levar a experiência para Curitiba.
    • Vitor Muramatsu falou sobre a experiência dele na USP e no Bike Anjo. É psicólogo clínico e estuda sobre como as pessoas sofrem na cidade.

     

    1. Atualização de projetos e GTs
    • GT Associação

    Não conseguiu se reunir depois da última reunião.

     

    • GRSP

    Aline Cavalcante passou oficialmente a fazer parte do projeto;

    Flavio falou sobre o projeto, que entrou em uma nova etapa. Depois de um período de trabalho de recolher e compilar dados, agora o objetivo é transformar os dados em informações que possam ser usadas na construção de políticas públicas;

    Foi celebrado o prêmio que o projeto recebeu da Transporte Ativo na categoria Levantamento de Dados;

    Não pode participar do Velocity por um problema no nome dos inscritos (Ciclocidade participa com o Bicicleta Faz Bem ao Comércio, apenas).

     

    • Feminismo Sobre Duas Rodas

    Nos dias 26 e 27 de maio acontece a última das cinco formações previstas no projeto. Será na Zona Sul com o Preta, Vem de Bike.

    Última etapa foi na Zona Norte;

    Carol Bernardes fez uma avaliação do aprendizado no projeto e falou que ainda está em debate como deixar um legado para a Ciclocidade.

    Haverá reunião na semana para falar sobre o futuro do projeto

     

    • Lista de e-mails

    Marcela Duarte falou sobre o canal e que, apesar de que estava previsto desde o início que seria feito um manual de boas práticas, esse trabalho seria feito com base nas experiências. No entanto, falou que não houve até agora casos que sirvam de exemplos para o manual;

    Sasha Hart sugeriu começar logo o manual para deixar claro para o que serve a lista para evitar algum excesso;

    Cyra Malta comentou que um manual talvez seja demais mais delimitar sobre o que é a lista;

    Marcela explicou que no convite já vai uma breve explicação.

     

    • Newsletter

    Carol Bernardes deu um feedback positivo sobre a última newsletter por compilar os principais assuntos.

     

    • GT Bicicletas Compartilhadas

    Aline falou sobre a situação do GT, que ficou parado depois da saída do Beni Fisch;

    Houve reunião no dia 14 com a Yellow Bike, que irá operar em SP um sistema dockless;

    Aline, Paulo Fava, Fernando e Mariana participaram da reunião do dia 14, para entender como funciona e qual o objetivo;

    Vêm com 20 mil bicicletas amarelas em julho;

    Devem marcar nova reunião, além de ouvir Mobike e Serttel (todas dockless);

    A Yellow demonstrou interesse em contratar pesquisa da Ciclocidade;

    Começa implementação dos sistemas dockless em julho de 2018.

    Convidou os associados a fazerem parte do GT

     

    1. Processo sucessório

    Aline fez um relato sobre a situação burocrática da diretoria da Ciclocidade. Têm acesso à conta corrente da Ciclocidade, mas ainda há pendências, como o balanço de 2017 e o registro em cartório da ata de recomposição da diretoria;

    René Fernandes passou as contas de 2017 para o contador, que está fazendo balanço de 2017;

    Precisa disso para entrar com auditoria, uma necessidade do GRSP;

    Na terça-feira, Cyra tem reunião com o contador e avalia a possibilidade de ele já ir olhando mês a mês, em vez de receber um ano inteiro de uma vez;

    Dionísio falou sobre o comitê eleitoral que foi formado para discutir e propor normas para as eleições;

    Eleição deve ser em 16 de junho (não é uma boa data porque é na sequência do Velocity, mas é a data possível);

    Reunião geral no dia 13, três dias antes das eleições para candidatos se apresentarem e falarem sobre suas propostas, além de também servir para articulação entre eles em chapas;

    Assembleia precisa ser chamada com 15 dias de antecedência; Edital de convocação deve sair durante a proxima semana

    Eleição será fechada (em cédula);

    Conselho fiscal será escolhido por aclamação e não por votação;

    Diretoria expandida será escolhida pela diretoria eleita;

    Nova diretoria assume em 2 de julho;

    Debate sobre apresentação antecipada de quem quer se candidatar na reunião que acontece três dias antes ou na lista de e-mails (lista de e-mail deverá ser atualizada com mais frequência neste período);

    Flavio chamou a atenção sobre a importância de mandar comunicados sobre as eleições fora da lista de e-mails também (duplicado);

    Eleição será por cargo, e não por chapa;

    Aparecido deu sugestão para o grupo que trata do estatuto debater se haverá a eleição de um grupo que formará a diretoria e essas pessoas escolhem quem vai ter cada cargo;

    Vai ser reunião extraordinária porque a ordinária tem uma pauta específica (ordinária deve acontecer uma vez por ano).



    1. Alterações no estatuto

    A intenção é ter até o fim de maio uma proposta de alteração no estatuto;

    Proposta: eleição em 16 de junho (e possivelmente terá uma reunião uma semana antes para fazer uma conversa sobre o estatuto, para ver se aprova ele no mesmo dia da eleição);

    Advogada vai ajudar a elaborar uma proposta de estatuto (em avaliação usar alguns profissionais que possam ajudar com questões burocráticas, como advogada e contador);

    Cyra falou sobre ideia de manter três pessoas na diretoria e outros diretores virarem coordenadores de área (colocar previsão no estatuto, assim como os GTs). Também a necessidade de colocar no estatuto a necessidade de estabelecer que o que for criado para a Ciclocidade pertence à Ciclocidade (questão de direito autoral);

    Aparecido se colocou à disposição para ajudar com a questão do estatuto.

     

    1. Informe gerais
    • Sede

    Fechou com o Aro 27 que o valor será de R$ 900 o mês para usar uma sala de trabalho (pode usar no fim de semana também, teremos chave e acesso);

    Experiência de 90 dias a partir de 15 de maio;

    Já está em processo de mudança da Casa Planta;

    Sugestão do Dionísio de lançar como valor normal de aluguel (R$ 1.200) e descontar R$ 300 como contribuição de PJ;

    Sistema da Ciclocidade já deveria estar pronto para aceitar PJ como associado, no entanto tem que resgatar o que houve no caso do Aromeiazero (há intenção de outros PJs);

    Vitor falou da experiência da UCB, que tem PJ entre os associados (só aceita pagamento, não permuta ou desconto);

    Ficou a dúvida sobre a participação das empresas na Ciclocidade (tem direito à voto?, quem representa a empresa nas assembleias? precisa de CNPJ?);

    GT Estatuto ficou de avaliar.

     

    • Outros informes

    Roberta falou sobre sua tese na UFSC sobre mulheres em associações cicloativistas.

    Dionísio está organizando com Fabio no Aro 27 no próximo sábado (19 de maio, das 10h às 12h) uma roda de conversa sobre texto Zona Autônoma Temporária.

    Cyra divulgou Feira de Economia Solidária e Feminista, que aconteceu hoje mas se repete em 09 de junho e 14 de julho.

    Sasha falou sobre a Câmara Temática da Bicicleta. Foi reiterado o convite para o prefeito participar em qualquer data, mas ele respondeu que não tinha agenda em Maio. A reunião ficou então suspensa. As reuniões da câmara são abertas na CET às 18h30. A próxima acontece em 4 de junho. Está sendo falado que em junho administração vai apresentar estudo da rede cicloviária.

    Aparecido falou sobre organização de movimento dos advogados ciclistas. São 10 ou 12, mas mapearam e deve chegar a 50. Falou sobre o problema com a Ecovias (descida para Santos), ficou acertado que acontece em 2 de dezembro, fechando Anchieta de ponta a ponta durante a manhã. Visita técnica no dia 22 de maio. Assembleia aprovou lei sobre a Rota Turística Marcia Prado e vai para sanção do governador.

    Ação Civil contra o aumento das velocidades nas marginais: advogadas vão avaliar. Ainda não foi debatido pela diretoria.

     

     

  • Ata da Reunião Geral de Abril 2018

     

    ATA - REUNIÃO GERAL ABRIL 2018

    São Paulo, 14 de abril de 2018

    Casaplanta: Rua Martins Fontes, 91, centro, São Paulo-SP

    Pauta

    - Atualização dos GT's e projetos

    - Desincompatibilização do diretor financeiro

    - Processo sucessório

    - Informes gerais

     

     

    ATUALIZAÇÃO DOS GT'S E PROJETOS

    GT Associados

    Representando o GT, Fábio Walker falou sobre a reunião com o TI da Associação, o Mig, para acessar o banco de dados da associação para explorar os dados para montar um pesquisa com os associados.

    O GT pede autorização da diretoria para poder acessar o banco de dados.

    Adriana Marmo diz que a ideia é conseguir acessar os dados para conhecer melhor os associados e planejar ações da associação.

    Cyra pondera que deve ser resguardado a confidencialidade dos dados dos associados. Aponta que devemos criar um modelo, algum protocolo ou política interna para dar acesso os dados do Cisv. 

    Aline sugere que seja mantida uma equipe fechada tocando o assunto dentro do GT Associação

     

    GT Gênero- Feminismo sobre duas rodas

    Tati, articuladora da Zona leste, falou da formação em ciclomobilidade do projeto Feminismo em duas rodas, que aconteceu em Guaianazes, zona leste de São Paulo. Na pauta estavam as políticas sociais e direitos da mulher. A Formação sofreu um boicote da gestão por meio da ação dos funcionários do Ceu Jambeiro a Coordenadora de Cultura Rita (sem sobrenome) com falas de preconceitos, mudança de espaço da atividade, retiradas dos cartazes de divulgação e fornecimentos de informações erradas às participantes e palestrantes.

    Jô Pereira e Tati falaram que querem publicizar os fatos ocorridos durante o final de semana da Formação.

    Cyra e Aline sugerem inserir essa questão na Carta de Boas vindas à nova Gestão e de enviar uma carta de reclamação formal da Associação à Secretaria da Educação.

    Pedro Borelli disse que Cresci, Conselho dos Representantes de Conselhos de Escola disse que pode apoiar via instituição a carta de repúdio a ser criada.

    Jô informou que a 4ª Formação já está com data e local marcado e pede ajuda na divulgação

    Para finalizar, disse que em maio irá acontecer a última Formação, na Zona Sul, no Campo Limpo, finalizando o Projeto, em um espaço ocupado por uma coletivo feminista da região. Falou das expectativas e também pediu ajuda na divulgação.

    Aline falou da importância do projeto para a Ciclocidade, como um projeto que tem a cara da atual gestão da associação. Falou também da abertura da Associação em receber novos projetos

     

    FAL

    Will falou que o edital teve 17 projetos inscritos. Foram selecionados 3 projetos por uma comissão formada por Sheila da UCB, Suzana Nogueira- Arquiteta da CET, Marcio Black -Ciclocidade, Renata Amaral do Aro 60, Dani Louzada da Ciclocidade.

    Projetos: (ver quais e quais coletivos com Will)

    O FAL está na fase de repasse da verbas para os projetos e pede agilidade nesse processo.

    Will elogiou o trabalho da articuladora do fundo, Natália e de como ela desempenha satisfatoriamente a função.

    Para o segundo semestre está prevista a segunda fase do projeto.

    Aline e Cyra informam que depois da conversa com o contador, feita recentemente, alguns prazos foram prorrogados pois precisa atualizar o contrato e informar dados contábeis. Elas farão uma conversa com Will e Aro60 na semana para deliberar o novo cronograma e alterações.

     

    GRSP

    Aline falou da opção pela troca do Advocacy Lead e que ela assumiu o cargo interinamente até que se defina os critérios para contratação de um novo quadro.

    A diretora falou da primeira fase do projeto com a apresentação na CTB da pesquisa sobre as multas e tipos de multas aplicados pela CET, PM, Guarda Metropolitana e SPtrans.

    O dados serão disponibilizados por uma plataforma interativa em breve. Agora o projeto entra na fase de criação de uma campanha com foco inicial no maio amarelo, de incidência política, na mídia e qualificação do discurso entre ativistas e sociedade. Informa que o coordenador do projeto entrou de férias essa semana e que retorna início de maio.  

     

    GT Gestão

    Yuri informou que o projeto institucional está em andamento e convoca associados para contribuírem com o projeto. Indicou que o projeto já tem um orçamento elaborado pelo Flávio e por ele e que agora necessita escrever o projeto em sí.

    Informou também que o GT também se preocupa com a revisão do estatuto e elaboração do regimento interno. Apontou que o Instituto Probono tem um programa de auxílio jurídico no qual a Associação pode buscar auxílio nessa questões.

     

    Pesquisa bicicleta, gênero e infância  

    O associado Leonardo Dal Picolo propôs que a entidade acolha uma pesquisa que ele vem elaborando nos últimos meses, sem apoio de nenhuma instituição de ensino, sobre o uso de bicicleta na infância (e recorte de gênero). Leonardo levantou as dificuldades de tocar uma pesquisa sozinho, que enfrenta resistência de algumas escolas e sabe da dificuldade de levantar informações dos pais e responsáveis. A diretoria aprovou inicialmente a parceria e encaminhou para análise da diretoria de pesquisa.

     

    DESINCOMPATIBILIZAÇÃO DO DIRETOR FINANCEIRO

    Foi informada a desincompatibilização do Diretor financeiro por motivos pessoais.

    Foi atualizado o status e as atuais dificuldades da Associação do ponto de vista das burocracias necessárias - documentos (AGE, AGO) que estão a caminho do cartório para serem finalmente registrados, acesso à conta bancária da Ciclocidade pela atual diretoria, recebimento de todas as notas referentes a 2017 e início de abril (entregas do ex-diretor financeiro), conversa com o contador e auditoria interna.

     

    PROCESSO SUCESSÓRIO

    O prazo  de sucessão é dia 01/07.

    Aline falou da necessidade de renovação dos quadros da entidade.

    A ideia de uma Comissão Eleitoral para elaboração das regras.

    Essa comissão será composta inicialmente por Jô Pereira, Adriana Marmo, Larissa de Marco e Giuliana Pompeo. Aline vai lançar o chamado na lista da associação para que mais pessoas integrem o Comitê. Os próximos passos é que esse grupo se reuna e defina os critérios e as datas para eleição interna de 2018.

     

    INFORMES

    1- Foi apresentado o associado Paulo Fava que se colocou à disposição para operacionalizar a atualização do site e a comunicação.

    2- A Associação junto com a coalizão da mobilidade ativa pretende lançar uma carta de "boas vindas ao novo prefeito, Bruno Covas e ao Novo secretário de transportes".

    3- Foi informado que João Lacerda do projeto "Bicicleta faz Bem ao Comércio" representaria a Ciclocidade no passeio promovido pela loja Ciclourbano, no domingo dia 15 a fim de divulgar nosso trabalho angariar mais associados.

    4- Foi levantada uma possível mudança na sede da Ciclocidade que passaria a ser em uma sala no Aro27 Bike Café. A diretoria levantou a oportunidade e comentou que para esta gestão o Aro27 funciona melhor do ponto de vista da localidade e para resolver questões e reuniões internas e administrativas. No dia a dia a Casa Planta vem sendo subutilizada, mas que mesmo assim a ideia é que as reuniões mensais sejam realizadas em espaços diferentes da cidade para não centralizar em pinheiros. Os associados aprovaram a ideia e aline ficou de conversar com o flávio e a equipe do GRSP (projeto que divide os custos da sede) antes de tomar a decisão.

    Cyra lembrou da economia solidária e da importância de fortalecer espaços que promovem a cultura da bicicleta. Em princípio o custo do Aro27 é semelhante ao da Casa Planta, mas que há chances dele ser mais baixo e ainda ter outros benefícios aos associados no café, produtos, acessórios e serviços da bicicletaria.

     

    Estavam presentes na reunião:

    Pedro Borelli, Arnaldo Machado, Dany Beraldo, Ricardo, Tatiane Rodrigues, Fabio Walker, Leonardo Dal Picolo, Adriana Marmo, Larissa de Marco, Aline Cavalcante, Cyra Malta, Jô Pereira, Yuri Vasquez, Dionizio Bueno, Daniela Louzada, Michel Will e Giuliana Pompeu.

     





  • Ciclocidade e Cidadeapé protocolam carta de 'boas vindas' ao novo prefeito de SP, Bruno Covas

    Bruno Covas e João Octaviano

                                                                Créditos da Imagem: Leon Rodrigues (SECOM)

     

     São Paulo, 18 de abril de 2018.

    Exmo. Prefeito Bruno Covas,

    Nós, da Ciclocidade e da Cidadeapé, gostaríamos de dar-lhe as boas vindas à administração e aproveitar para chamar sua atenção para uma das pautas mais importantes de São Paulo: a mobilidade ativa. Sua gestão tem a oportunidade de colocar-se ao lado da maior parte dos paulistanos, aqueles que andam a pé ou usam a bicicleta para se locomover. Pedestres e ciclistas representam cerca de 40% dos deslocamentos, são as maiores vítimas da violência no trânsito e ainda preteridos no planejamento urbano.

    Encontrar caminhos para um trânsito mais seguro é um desafio mundial. Vale lembrar que estamos na Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011-2020) na qual governos de todo o mundo se comprometeram com a ONU a tomar novas medidas para prevenir acidentes - que matam cerca de 1,25 milhão de pessoas/ano - compromisso do qual o Brasil é um dos signatários.

    Além de o Código de Trânsito Brasileiro reconhecer a prioridade para pedestres e ciclistas, o Brasil tem outros  importantes marcos legais, como Estatuto das Cidades (2003), Política Nacional sobre Mudança do Clima (2009) e Política Nacional de Mobilidade Urbana (2012), que buscam construir cidades mais sustentáveis e saudáveis, e orientar o crescimento urbano. No âmbito municipal,  existem o Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob) e o Plano Diretor Estratégico (PDE), ambos construídos com intensa participação popular e com base em diretrizes nacionais e internacionais de desenvolvimento urbano.

    Enquanto sociedade civil, ocupamos importantes instâncias de participação, como o Conselho Municipal de Trânsito e Transportes (CMTT) e as Câmaras Temáticas de Bicicleta e de Mobilidade a Pé. Colocamo-nos à disposição para construir juntos e apoiar ações concretas desta gestão e reafirmamos aqui a importância do fortalecimento desses espaços para a construção de políticas públicas de qualidade.
     

    Prioridade a melhores calçadas e acessos

    No mínimo dois terços dos deslocamentos diários da cidade são realizados exclusivamente a pé ou integrado ao transporte público. Entretanto as condições de caminhabilidade em São Paulo não são adequadas para os trajetos cotidianos: calçadas inexistentes, estreitas, esburacadas, com degraus, falta de prioridade para os pedestres nas travessias, tempos semafóricos que desrespeitam as pessoas com dificuldades de mobilidade e desrespeito sistemático da prioridade a quem caminha.

    Todos os anos, infelizmente, a maior parte das mortes no trânsito acaba sendo de pessoas que estão andando a pé pela cidade. Para que essa questão seja enfrentada, é urgente que a Prefeitura destine mais recursos ao planejamento e qualificação da infraestrutura para a mobilidade a pé, conforme está previsto no PlanMob. Isso exige uma mudança da priorização dos gastos orçamentários, que ainda privilegiam a manutenção da estrutura viária para veículos em detrimento das próprias calçadas e travessias.

     

    Por quê mais ciclovias e ciclofaixas?

    As políticas públicas que reconhecem ciclistas nas ruas datam da década de 80 e, diferentemente do que é divulgado pela mídia, a demanda por uma rede cicloviária em São Paulo é antiga. O planejamento está refletido no próprio PlanMob e entendemos que as críticas à malha cicloviária precisam ser qualificadas e construtivas em vez de colocar em xeque toda a política pública de expansão dessas estruturas, que salvam vidas.

    Em gestões anteriores houve dezenas de encontros em todas as prefeituras regionais para formar consenso entre quem pedala, moradores e comerciantes. Segundo dados dos próprios técnicos municipais, apresentados na Câmara Temática de Bicicleta no início de 2017, a rede cicloviária estava 65% conectada. O número de ciclistas aumentou consideravelmente - mais de 200% em importantes eixos, como Av Paulista e Eliseu de Almeida, conforme mostram as contagens da Ciclocidade - e, principalmente, as mortes estavam caindo ano a ano. Porém, de acordo com o último Relatório da CET, a morte de ciclistas voltou a subir expressivamente em 2017 e esta realidade tende a crescer ainda mais se nada for feito imediatamente.

     

    Nenhuma morte no trânsito pode ser aceitável

    Pedestres e ciclistas não desfrutam da maior parte do orçamento destinado à mobilidade e consequentemente, representam um percentual expressivo de vítimas fatais no trânsito. Segundo dados da CET, no ano passado, 797 pessoas perderam suas vidas enquanto se deslocavam, sendo que 37 estavam de bicicleta e 331, a pé. Apesar de a mortalidade no trânsito ter reduzido em São Paulo desde 2014, o ritmo de queda vem desacelerando e os números continuam muito altos.

    Para enfrentar essa realidade, é preciso ir além das campanhas educativas: a Prefeitura deve implantar em toda a cidade políticas públicas de fiscalização, acalmamento do tráfego, mudanças no desenho das ruas e qualificação da infraestrutura para os transportes ativos e coletivos. A cultura e o comportamento dos cidadãos reagem positivamente conforme são estimulados pelo poder público. Por isso são urgentes medidas mais enérgicas para a prevenção de mortes, ou continuaremos assistindo a essa chacina.

    A gestão já havia se comprometido com o princípio “Visão Zero” na reunião do CMTT do dia 31 de janeiro de 2018. Aguardamos que a Prefeitura apresente seu plano de ação para enfrentar, de maneira global e integrada, a carnificina do trânsito paulistano. Continuamos dispostos a colaborar com a municipalidade com o objetivo único de transformar São Paulo na cidade onde nenhuma morte no trânsito seja aceitável.

    Para compreender o compromisso da atual gestão com a mobilidade ativa, gostaríamos de convidar V. Exª a participar das próximas reuniões do CMTT e da Câmara Temática da Mobilidade a Pé e reforçar o convite a participar da Câmara Temática da Bicicleta. Seguiremos com nossa postura propositiva no sentido de construir e contribuir para políticas públicas de mobilidade que priorizem a vida das pessoas.

    Ciclocidade     logotipo cidadeape

    Ciclocidade - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo

    Cidadeapé - Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo

     

  • Reserve a data - Sábado, 17/3, Planejamento "Como reduzir mortes de ciclistas e pedestres"

     

    Planejamento ComoReduzirMortes

     

    São Paulo registrou altos índices de mortalidade de ciclistas e pedestres em 2017. De acordo com dados da CET, pedestres passaram a ser as maiores vítimas do trânsito, enquanto o número de ciclistas mortos subiu entre 23% e 48% a depender da fonte (CET ou Infosiga). O que fazer para frear os retrocessos nas políticas de segurança de trânsito e fazer a cidade #Desacelerar?

    A Ciclocidade - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo e a Cidadeapé - Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo convidam você para um encontro de planejamento sobre quais serão as prioridades da coalizão pela mobilidade ativa para este ano.

    O que há no cenário para 2018? Quais são os grandes temas no horizonte? Quem são os principais atores e agentes de mudança? Onde concentraremos nossas forças e com quem podemos contar para buscar mudanças reais?

    O encontro será dividido em dois momentos. Pela manhã, faremos uma sessão de compartilhamento de conhecimentos, que contará com parceiras e parceiros das duas associações. Dentre os temas a serem abordados, estão uma abordagem plural sobre mortos e feridos (ciclistas e pedestres) no trânsito; análise de mídia sobre as principais mensagens que estão circulando; panorama geral sobre legislação para mobilidade ativa e mapeamento do legislativo municipal; revisão da Lei de Zoneamento e a importância das Operações Urbanas. À tarde, faremos uma leitura coletiva de cenário, ameaças e oportunidades.

    Não é preciso confirmar presença, mas nos ajuda a planejar o encontro ter uma ideia de quantas pessoas virão. Envie um email para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou responda nos comentários do Facebook para sabermos que você virá.

    Compareça! Ajude-nos a construir de forma conjunta nossa forma de atuação!


    Reunião de planejamento - "Como reduzir mortes de ciclistas e pedestres?"
    Sábado, 17/3, das 9h30 (chegada) às 17h. Início pontual às 10h.
    Sede do Greenpeace - Rua Fradique Coutinho, 352, Pinheiros
    Bicicletário no local. Ao lado da estação Fradique Coutinho do Metrô.