• Convocação para Reunião Geral Extraordinária (14/9)

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    A Ciclocidade convoca todas as suas associadas e seus associados para uma Reunião Geral Extraordinária nesta quinta-feira, 14/9. É importante a presença do maior número de pessoas associadas devido à relevância do tema a ser discutido e para que possamos construir conjuntamente os próximos passos.

     

    Dos motivos da convocação

    • Moção de repúdio lida e aprovada na plenária final do evento Bicicultura 2017;
    • Renúncia de cargos da Diretoria.


    Para facilitar o processo de condução da reunião, contaremos com a presença e mediação de um escritório de advocacia especializado em organizações do terceiro setor, identificando os cenários possíveis diante dos desafios postos.

    Contamos com a sua presença. Haverá estrutura de acolhimento para mães e pais com crianças.

     

    Reunião Geral Extraordinária
    Quinta-feira, 14/9, das 18h às 20h
    Na sede do Greenpeace - Rua Fradique Coutinho, 352

  • Grupo de Trabalho com a Secretaria Municipal de Esportes dá o primeiro passo em busca da revitalização do Parque das Bicicletas

     

    GtEsportes ReuniaoSetembro

    Na última segunda-feira (4/9), representantes da Ciclocidade, Bike é Legal e Dream BMX estiveram novamente com a Secretaria Municipal de Esportes para dar o primeiro passo relacionado ao Grupo de Trabalho criado entre sociedade civil e poder público.

    O tema era a revitalização do Parque das Bicicletas, uma área foi ocupada pelo Metrô para as obras da linha Lilás e que agora precisa ser devolvida à Prefeitura. Propor que Metrô execute uma contrapartida que atenda às demandas da bicicleta ao entregar de volta a área é uma oportunidade única, uma vez que a Prefeitura ainda tinha nada previsto para área e por se tratar, como o nome já diz, de um Parque das Bicicletas.

    A proposta havia sido lançada em uma reunião com o Secretário de Esportes e Lazer, Jorge Damião, ocorrida em julho. A ideia é tornar o Parque das Bicicletas um centro de referência da cultura esportiva da bicicleta, com pump tracks, uma área para wheeling e flatland, um mini-velódromo para fixas e speed e uma quadra de Bike Polo. A proposta seria fazer as estruturas em asfalto para minimizar custos e seguir o Centro de Esportes Radicais, considerado um case de sucesso.

    Estiveram presentes, pelas organizações, Michel Will (diretor de cultura e formação da Ciclocidade), André Ribeiro, Blue Herbert e a Renata Falzoni; pelo poder público, participaram Maurício Garcia e Fátima Nóbrega, que trabalham no gabinete do secretário municipal de esportes e lazer.

     

    Relato sobre a reunião

    O encontro começou com uma breve apresentação de quem estava presente e com a retomada dos tópicos discutidos na reunião passada. O grupo das entidades da sociedade civil apresentou rapidamente a diversidade de manifestações da cultura da bicicleta em São Paulo e reforçou a importância de contemplar as demandas relacionadas à bicicleta no momento da devolução da área usada como canteiro de obras. Também exibiu um vídeo do processo de construção do Centro de Esportes Radicais e outro que explica o que é um pump track.

    Renata Falzoni explicou a necessidade de um espaço voltado para a formação de ciclistas para o esporte. Justificou que muitas destas manifestações da cultura da bicicleta presentes em São Paulo são hoje modalidades Olímpicas, como o BMX Racing, o BMX Freestyle, o Ciclismo de Pista.

    Fátima Nóbrega precisou sair da reunião para atender uma demanda do secretário. Maurício Garcia explicou que a Prefeitura não tem nada previsto para a área e que o projeto poderia emplacar. Disse que, para que isso aconteça, será preciso primeiro entender o acordo estabelecido entre Prefeitura e Metrô. Sendo um acordo antigo, devido à demora na completude das obras, passou por muitas gestões e seria necessário checar se já há algo previsto pelo lado do Metrô para a revitalização. Segundo, será necessário fazer uma proposta mais imagética e com números para convencer o secretário municipal de esportes e lazer, Jorge Damião. A pasta possui uma meta de diminuir 20% a inatividade esportiva, o que pode contar a favor de um projeto assim.

     

    Centro Esportivo da Mooca

    Durante aa conversa, surgiu o assunto do Centro Esportivo da Mooca, que deve passar por uma revitalização em 2018. Ali também já houve um projeto criação de um pump track de asfalto, que não foi implantado. A pista chegou a ser construída e mantida por um ano pelos praticantes do BMX Freestyle, que limpavam e cuidavam da estrutura.

    No entanto, alegando falta de manutenção e limpeza da área pela gestão do Centro Esportivo da Mooca e que a área estava acumulando lixo e servindo de abrigo para moradores em situação de rua, a estrutura foi destruída pela Prefeitura neste ano de 2017. Maurício disse que seria interessante apresentar novamente este projeto, pois com a revitalização isso poderia ser contemplado.

     

    Encaminhamentos

    • Maurício Garcia ficou de encaminhar a planta da área ocupada pelo Metrô e levantar o tipo do acordo estabelecido entre Prefeitura e Metrô;
    • Michel Will, André Ribeiro e Blue Herbert ficaram de, a partir da planta, formalizar um croqui, descrevendo as estruturas que iriam compor o projeto;
    • Marcar uma nova reunião no Centro de Esportes Radicais, para que o Maurício, a Fátima e a Daniela possam conhecer a estrutura que vamos propor.

     

  • Assembleia Geral Ordinária aprova contas relacionadas de 2016, nova política de financiamento e manual interno de procedimentos administrativos

     

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    Pautas da Assembleia

    (i) Aprovação do parecer do Conselho Fiscal sobre as Demonstrações Contábeis de janeiro a dezembro de 2016;
    (ii) Aprovação das demonstrações contábeis referentes ao período de janeiro a dezembro de 2016;
    (iii) Apresentação e aprovação da Política de Financiamento da Associação e apresentação do Manual de apoio Administrativo e Financeiro;
    (iv) Balanço do primeiro ano de gestão (Jul/2016 - Jun/2017);
    (v) Agenda do Mês da Mobilidade; e
    (vi) Outros assuntos gerais da Associação.

    No primeiro sábado de setembro (2/9), a Ciclocidade se reuniu em uma Assembleia Geral Ordinária para apresentar as contas referentes ao ano de 2016, a nova política de financiamento da associação, um balanço sobre o primeiro ano da gestão atual e a nova etapa da campanha Bicicleta faz bem ao Comércio, que tornou-se um projeto. Daniel Guth, diretor geral da associação, presidiu a Assembleia e Flavio Soares, coordenador de comunicação, ficou como secretário.

     

    Aprovação das contas de 2016

    A primeira apresentação ficou a cargo de Rene Fernandes, diretor financeiro. Rene comentou que as contas da Ciclocidade foram passadas pela gestão anterior à atual somente em setembro de 2016, devido à organização do Bicicultura, evento que dominou a maior parte da agenda durante todo o primeiro semestre e que acabou postergando a eleição para a nova diretoria. Desde então, passou a ser uma política da associação manter o fluxo de caixa publicado onlineonline de forma a refletir quase em tempo quase real a movimentação da conta da associação.

    Rene apresentou ainda uma análise geral das contas, demonstrando o impacto que a organização do Bicicultura 2016 teve no orçamento (ver gráficos acima) e deixando clara a dependência de um único financiador.

    Com relação às contas que estão publicadas online e relacionadas a 2016, há duas observações a serem feitas. Primeiro, existe uma linha relacionada a R$ 3.000 pertencentes à oficina comunitária Mão na Roda. Este dinheiro é um caixa arrecadado como doação durante as oficinas por frequentadores e que ficou depositado na conta da associação, mas que é acessado exclusivamente por representantes da Mão na Roda.

    Já com relação à linha relacionada ao Bicicultura, tudo o que se referia ao evento está contabilizado como 2016, uma vez que mesmo os pagamentos restantes, realizados no início de 2017, já estavam provisionados. Não haverá, portanto, nova movimentação relacionada a ele e todo o dinheiro que sobrou do evento está sendo alocado tanto para uma doação da Ciclocidade e do Aromeiazero para o Bicicultura 2017, em Recife, quanto para a criação de um Fundo de Ações Locais.

    Paulo Teixeira, conselheiro fiscal, se manifesta favoravelmente à aprovação e as contas são aprovadas por unanimidade entre as e os associados presentes.

     

     

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    Política de Financiamento

    A política de financiamento da Ciclocidade vem sendo idealizada desde a eleição do corpo diretor atual, e sendo construída de forma colaborativa desde os encontros de planejamento ocorridos no primeiro semestre de 2017. Para dar início à apresentação, o diretor geral Daniel Guth fez uma retomada do histórico de financiamento da Ciclocidade.

    Durante a primeira gestão, a organização funcionava basicamente com doações de associados, o que permitia pagar o site e outras coisas menores. A partir de 2014, há a busca por uma parceria institucional e é quando o recurso do Itaú entra pela primeira vez. O patrocínio possibilita manter um corpo de funcionários e executar projetos de forma mais estruturada, o que dá maior fôlego para as ações. A associação dá um salto de quantidade e qualidade, mas passa a ficar dependente do recurso. Em julho de 2016, a diretoria atual é eleita com a meta de diversificar as fontes de recursos, ampliando a autonomia financeira e diminuindo a dependência de um único patrocinador.

    Guth lê então o documento da Política de Financiamento, já com as alterações sugeridas durante a última Reunião Geral, em agosto. O documento recebe novas sugestões, relacionadas principalmente à inserção de uma cláusula sobre associações de pessoas físicas e jurídicas seguirem o mesmo espírito da política e sobre o montante alocado para 'overhead' em projetos menores a serem apresentados pela associação. Há a sugestão de inclusão de uma cláusula relacionada a negar financiamento de entidades envolvidas em casos de assédio moral coletivo, mas é decidido avaliá-la em uma próxima reunião.

    Com o pente fino dos presentes na assembleia, a Política de Financiamento é aprovada e fica agora publicada no site da Ciclocidade.

    Por fim, foi apresentado o Manual de Apoio Administrativo e Financeiro, que está em fase final de elaboração, com pontos que marcam a uniformidade do valor hora a ser pago para todos e todas que trabalham para a Ciclocidade (R$ 42 / hora em 2017), a necessidade de notas fiscais para todos os serviços prestados, a obrigatoriedade de pagamentos apenas online, sem uso de dinheiro físico, entre outras medidas que visam garantir a transparência e rastreabilidade dos pagamentos.

     

    Projeto Bicicleta faz bem ao Comércio 2017

    Para finalizar a Assembleia Geral, João Lacerda faz uma breve apresentação do projeto Bicicleta faz bem ao Comércio 2017.

     

     

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  • Com um ciclista morto por semana, cidade de São Paulo registra escalada atroz de violência no trânsito em 2017

     

    CiclistaGilmarMata

    Ciclista Gilmar Barbosa da Mata, morto
    ao pedalar para o trabalho pela primeira vez

     

    Semanalmente estamos nos deparando, atônitos, com casos quase surrealistas de violência no trânsito na cidade de São Paulo. São colisões em alta velocidade que culminam em corpos carbonizados, como aconteceu com o comissário de bordo Alexandre Stoin no mês passado, ou o atropelamento de anteontem, do pintor Gilmar Barbosa, que foi cruelmente arrastado por 5 quilômetros desde Osasco até cair morto, sem qualquer piedade ou socorro pelo atropelador, no Cebolão.

    A cidade de São Paulo está mais violenta, mais permissiva com motoristas agressivos. Induz a altas velocidades e fiscaliza menos o comportamento de quem coloca a vida de todos em risco. O resultado é assustador: houve um aumento de 64% nas mortes de ciclistas de janeiro a julho de 2017 em comparação com o ano passado, segundo dados do Infosiga, do Governo do Estado de São Paulo. SESSENTA E QUATRO porcento. E houve aumento de 19% nas mortes de pedestres, no mesmo período.

     

    Inversão da tendência de queda

    A curva de mortes de ciclistas vinha caindo desde 2005, registrando queda ano após ano. Em plena chegada de setembro, Mês da Mobilidade, já podemos considerar 2017 como um ano que voltará ao patamar de mortes anterior a 2010 - ano em que as primeiras políticas de redução de velocidade foram implantadas, com resultados positivos imediatos sobre a segurança viária e a vida de todos. São quatro ciclistas mortos por mês na cidade, ou seja, um por semana.

    O aumento da violência no trânsito não é fortuito. Colisões e atropelamentos não são “acidentes”, pois podem sempre serem evitados, especialmente com ações assertivas e proativas do Estado, que continuamente favoreçam a vida em detrimento das velocidades, da pressa, e da lei do veículo mais forte.

    Em São Paulo, pelo contrário, verificamos (1) o afrouxamento da fiscalização, especialmente fora do centro expandido, reduzindo ainda mais a capacidade do poder público em coibir o comportamento de maus motoristas (importante ressaltar que um levantamento relativamente recente, e ainda válido para o cenário atual, aponta que a CET aplica apenas 1 multa a cada 4.416 infrações de trânsito); (2) o efeito do slogan "Acelera, São Paulo", que naturaliza o comportamento nocivo de intencionalmente acelerar no trânsito; (3) o aumento dos limites de velocidade nas marginais, cujo efeito reverbera sobre o comportamento de motoristas na cidade toda; (4) a descontinuidade das políticas cicloviárias, especialmente de expansão de ciclovias e ciclofaixas e manutenção da rede já implantada, políticas que salvam vidas garantindo segurança e conforto para quem pedala na cidade; (5) a ausência de treinamento e capacitação para motoristas profissionais, tais como motoristas de ônibus, microônibus, vans, transporte escolar e taxistas; (6) a inexistência de campanhas amplas de comunicação visando a um trânsito menos violento.

     

    Em vez de tomar atitude, a Prefeitura de São Paulo tenta desqualificar os números

    Sobre os números que revelam o aumento de mortes de ciclistas, a Prefeitura de São Paulo, até o momento, não apresenta nenhuma resposta. A gestão tem se limitado a criar confusão com os números, deslegitimando a fonte e a base de dados do Governo do Estado de São Paulo.

    A Prefeitura também parece dormitar no que se refere à execução e implantação de um plano de ação para garantir segurança para quem pedala na cidade.

    São Paulo como cidade das bicicletas mudou bastante, e para melhor na última década. Desde a construção das primeiras ciclofaixas de lazer, em 2009, a capital paulista construiu 468 quilômetros de estruturas dedicadas e permanentes, criou o sistema cicloviário no Plano Diretor Estratégico, escreveu seu Plano de Mobilidade Urbana e acumulou um planejamento até 2030 que, se devidamente implementado, reduziria mortes e elevaria sensivelmente o uso de bicicleta como meio de transporte.

    Não há como não se incomodar com o fato de que mais ciclistas estão morrendo, majoritariamente nas periferias. E, enquanto a gestão finge não enxergar a fragilidade de ciclistas no trânsito e o bárbaro aumento no número de mortes por atropelamento, enquanto não reconhece seus erros e busca estrategicamente confundir com a batalha perversa de metodologias de obtenção de dados, ciclistas irão às ruas instalar mais uma ghost bike e gritar, ainda que para surdos ouvidos, por mais e melhores políticas cicloviárias.

    Segue convite para a bicicletada extraordinária NÃO FOI ACIDENTE: https://www.facebook.com/events/483261275376830/

     

  • Edital de convocação para Assembleia Geral Ordinária - Setembro de 2017

     

    Home AssembleiaGeral Setembro2017

     

    EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

    CICLOCIDADE - ASSOCIAÇÃO DOS CICLISTAS URBANOS DE SÃO PAULO
    CNPJ 13.438.807/0001-52

     

    São Paulo, 17 de Agosto de 2017.

    Convocamos por este edital, os associados interessados a se reunirem em Assembleia Geral Ordinária, no próximo dia 02 de Setembro de 2017, na Rua Groenlândia, n.º 906, Jardim América, São Paulo-SP, às 13:30 (treze horas e trinta minutos), em primeira convocação, e às 14:00 (catorze horas), em segunda convocação, a fim de deliberarem sobre a seguinte ordem do dia:

     

    (i) Aprovação do parecer do Conselho Fiscal sobre as Demonstrações Contábeis de janeiro a dezembro de 2016;

    (ii) Aprovação das demonstrações contábeis referentes ao período de janeiro a dezembro de 2016;

    (iii) Apresentação e aprovação da Política de Financiamento da Associação e apresentação do Manual de apoio Administrativo e Financeiro;

    (iv) Balanço do primeiro ano de gestão (Jul/2016 - Jun/2017);

    (v) Agenda do Mês da Mobilidade; e

    (vi) Outros assuntos gerais da Associação.

     

    Sem mais,

    Daniel Guth Esteves
    Diretor Geral

    Melina Rombach
    Diretora Administrativa

    Rene Jose Rodrigues Fernandes
    Diretor Financeiro