• Relato da Reunião Geral da Ciclocidade - Agosto de 2017

    ReuniaoGeral Agosto01

    A Reunião Geral de agosto da Ciclocidade aconteceu na última quarta-feira (9/8) e teve como pautas a apresentação da primeira minuta sobre a Política de Financiamento, a apresentação do projeto a ser realizado em parceria com a Iniciativa Global de Segurança Viária (Global Road Safety Partnership - GRSP) sobre redução de velocidades, discussões sobre o Mês da Mobilidade e informes gerais.

     

    Apresentação da primeira minuta sobre a Política de Financiamento

    No primeiro semestre de 2017, a Ciclocidade organizou três grandes reuniões de planejamento para alinhar sua atuação até junho de 2018. Parte desses encontros se dedicou a colher propostas, impressões e sugestões relacionadas a como a associação deve estabelecer uma política de financiamento. Para a Reunião Geral de agosto, a Diretoria revisitou as Regras de Ouro, as fontes de financiamento possíveis e não possíveis para elaborar uma primeira minuta de Política de Financiamento, apresentada durante esta reunião e que deve agora ser encaminhada a uma Assembleia Geral para aprovação.

    Rene Fernandes, Diretor Financeiro, da Ciclocidade, começou a apresentação sobre a Política de Financiamento retomando o histórico de captação da associação. Durante a primeira gestão, que durou 3 anos, a captação provinha principalmente de associações e doações de pessoas físicas. Houve também patrocínios pontuais para as atividades de café-da-manhã de ciclistas, sendo que em uma delas teve até um boneco do Toddynho participando da ação.

    Na segunda gestão, inicia-se o patrocínio institucional do Itaú, possibilitando a chegada de alguns quadros estáveis de profissionais: a comunicação e secretaria executiva. A dependência de uma única fonte de recursos, no entanto, inicia as discussões sobre a importância de diversificar a captação. É neste momento que entrou a terceira gestão da organização.

    A Diretoria da Ciclocidade para o biênio 2016-2018 foi eleita tendo como metas diversificar as fontes de financiamento, ampliar a autonomia financeira da associação e diminuir a participação do apoio do Banco Itaú para até 50% do total até o fim de 2017. Para cumprir tais metas, buscaria fortalecer parcerias com organizações estratégicas e presença institucional, nacional e internacionalmente.

    Daniel Guth, Diretor Geral, faz uma retomada do que foi discutido ao longo dos encontros de planejamento no primeiro semestre e que deram origem à primeira minuta sobre a Política de Financiamento. O consolidado revisado pode ser visto neste documento.

    Segue-se um debate sobre se algumas fontes possíveis de financiamento devem ser ou não mudadas das colunas "pode", "talvez" ou "não pode", mas a conclusão é de que qualquer mudança neste momento desrespeitaria o acúmulo gerado nos encontros de planejamento e que é preciso pelo menos tentar esse novo caminho antes de fazer uma nova revisão.

    Como encaminhamentos, ficaram fazer um encerramento apropriado e não renovar o patrocínio institucional atual, apresentar a versão final da Política de Financiamento, com melhor redação, em uma Assembleia Geral para aprovação e publicá-la em destaque no site da Ciclocidade.

     

    ReuniaoGeral Agosto02

     

     

    Apresentação sobre o projeto GRSP

    A Global Road Safety Partnership - GRSP (em português, Iniciativa Global de Segurança Viária), abre semestralmente editais voltados para segurança no trânsito em várias cidades do mundo. No Brasil, o edital é aberto para Fortaleza e São Paulo.

    Em 2017, a Ciclocidade apresentou um projeto voltado para os temas de redução de velocidades e segurança de pedestres e acabou sendo o primeiro projeto a ser aprovado pela iniciativa a uma organização no Brasil. Flavio Soares, que coordenará o projeto pela Ciclocidade, apresentou um resumo da proposta aprovada, que tem parceria com a Cidadeapé e duração de 18 meses.

    O projeto começará em outubro, com um amplo levantamento e cruzamento de dados e informações que formem de um panorama geral sobre a discussão de velocidades e mortes no trânsito, assim como quais impactos a política de redução de velocidades tem tido em São Paulo. Paralelamente a isso, serão iniciadas duas frentes de advocacy.

    A primeira terá ênfase maior no Legislativo, onde buscaremos criar uma frente de vereadores em defesa da mobilidade a pé e por bicicletas na capital paulista. Este compromisso assume a forma da Carta de Compromisso com a Mobilidade Ativa, que pede que vereadoras e vereadoras atuem de forma a impedir que haja retrocessos nas conquistas relacionadas à mobilidade a pé e por bicicletas, respeitem as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana e o Plano Diretor Estratégico, trabalhem pela redução de mortes no trânsito e defendam políticas de acalmamento de tráfego e redução de velocidades.

    A segunda frente será um trabalho mais cuidadoso com a imprensa, buscando entender e, se preciso, transformar as mensagens que são veiculadas por ela. O objetivo é que as mortes no trânsito parem de ser banalizadas e entendidas socialmente como 'aceitáveis', quando deveriam ser alvo de planejamento constante e minucioso. Como parte dessa frente, faremos algumas campanhas de comunicação a partir de 2018.

    A Ciclocidade também está em contato com outras organizações paulistas que estão participando do segundo edital aberto em 2017 pela GRSP, para que possamos trabalhar de forma complementar e, assim, somar esforços.

     

    Mês da Mobilidade

    Para o Mês da Mobilidade, avaliamos a possibilidade de designar ou mesmo contratar uma pessoa para que ficasse na função de coordenar as atividades previstas. Após breve debate, decidiu-se que o primeiro passo é a Diretoria avaliar a possibilidade financeira de fazer uma contratação. Em caso positivo, faria contato diretamente com tal pessoa ou abriria um chamado para pessoas próximas, que já conhecem como a associação funciona; em caso negativo, as atividades seguem como nos anos anteriores, em que não houve um ponto focal as coordenando.

    Como atividades da Ciclocidade pensadas para setembro, estão:

    • Relançamento da Frente pela Mobilidade Ativa na Câmara dos Vereadores;
    • Abertura do primeiro edital do Fundo de Ações Locais;
    • Contagens de ciclistas;
    • Lançamento da fase 2 da campanha Bicicleta faz bem ao Comércio;
    • Seminário Bicicleta e Comércio;
    • Participação na feira Brasil Cycle Fair;
    • Ciclodebate - Ciclistas e a segurança pública;
    • Lançamento da plataforma Mobilidade Ativa, reformulada para ser um agregador de dados de ciclomobilidade
    • Formação em Ciclomobilidade.

    Na terça-feira (15/8), as diversas entidades que formam uma coalizão pela mobilidade urbana em São Paulo se reunirão para combinar uma agenda coletiva para o mês. De lá, sairemos com mais definições sobre as atividades que de fato acontecerão.

     

    Demais informes de encerramento

    • O GT Gênero da Ciclocidade está fazendo reuniões de planejamento internas e deve propor um projeto para o Fundo Elas;
    • No domingo, dia 20/8, haverá eleições para a vaga no Conselho Municipal de Política Urbana (CMPU). Carlos Aranha é o conselheiro atual pela Ciclocidade e continuará participando do Conselho pelos próximos dois anos. Muda a suplência: Thiago Benicchio, ex-diretor da Ciclocidade, será substituído por Américo Sampaio, da Rede Nossa São Paulo;
    • O GT Legislativo terá agenda cheia de visitas na sexta-feira (11/8) na Câmara de Vereadores. O relato dessas visitas acabou saindo antes desse aqui e pode ser visto neste link;
    • Existe um Projeto de Lei que busca burocratizar a implantação de infraestrutura cicloviária na cidade. O PL está sendo apresentado por João Jorge (PSDB) e deve ser votado em primeira instância na Câmara dos Vereadores na quarta-feira, 16/8;
    • O GT Bicicletas compartilhadas participou de audiência pública sobre o projeto de desestatização da gestão municipal e fez várias reuniões para compreender melhor os diferentes sistemas que estão em pauta;
    • Precisamos retomar a agenda do Grupo de Trabalho com a Secretaria de Segurança Pública no Governo do Estado;
    • Desde a última Reunião Geral, em maio, a Ciclocidade criou grupos de trabalho com a Secretaria Municipal de Esportes e com a Secretaria Municipal do Verde e Meio Ambiente.

     

  • Em dia cheio de visitas, GT Legislativo da Ciclocidade consegue avanços e compromissos na Câmara de Vereadores

     

    201708 GtLegislativo 01

    A Câmara continuava ocupada quando o Grupo de Trabalho sobre o Legislativo da Ciclocidade começou a série de visitas a vereadores agendada para esta sexta-feira (11/8).

    Nas pautas, temas como o projeto de desestatização das bicicletas compartilhadas e o novo modelo do sistema, a regulamentação do programa Bike SP, a revisão da lei que dispõe sobre o Sistema Cicloviário de São Paulo (Lei 14.266/07) e o projeto de lei do vereador João Jorge, que pretende burocratizar a implantação de infraestrutura cicloviária na cidade. Junto ao GT, estavam também Murilo Casagrande, do Instituto Aromeiazero; Willian Cruz, do Vá de Bike; e Rafael Calabria, da Cidadeapé. 

    201708 GtLegislativo 02

     Na primeira parada, o vereador Eduardo Suplicy (PT) manifestou seu apreço pela pauta da bicicleta na cidade e revelou também ser ciclista, preferindo a bicicleta para fazer trajetos curtos. Suplicy reafirmou a intenção de convocar uma audiência pública para pedir esclarecimentos à Prefeitura sobre o aumento das mortes de ciclistas na capital paulista e assinou a carta de compromisso com a Mobilidade Ativa.

    A carta pede que vereadoras e vereadoras atuem de forma a impedir que haja retrocessos nas conquistas relacionadas à mobilidade a pé e por bicicletas, respeitem as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, o Plano Municipal de Mobilidade Urbana e o Plano Diretor Estratégico, trabalhem pela redução de mortes no trânsito e defendam políticas de acalmamento de tráfego e redução de velocidades. 

     

    201708 GtLegislativo 03

     A segunda visita foi a Soninha Francine (PPS), relatora pela Comissão de Finanças do projeto de lei que prevê a qualificação do Sistema Cicloviário de São Paulo (Lei 14.266/07). Soninha conta que a lei de criação do Sistema Cicloviário, de autoria do então vereador Chico Macena, possui propostas de revisão desde 2009. Ao longo dos anos, o projeto de lei que a atualiza passou pela Comissão de Constituição de Justiça (CCJ), pela Comissão de Política Urbana e, finalmente, chegou à Comissão de Finanças, pela qual Soninha é relatora. Após diferentes visões e versões, é necessário fazer um terceiro substitutivo de forma a consolidar o texto, incorporando propostas vindas de audiências públicas que ficaram de fora e readequando partes que ficaram desconectadas na redação.

    Soninha pediu ajuda na consolidação e o GT Legislativo da Ciclocidade se prontificou a participar. A movimentação, no entanto, terá de ser rápida, com cerca de um mês de trabalho intensivo. Vale lembrar que Soninha também é uma das signatárias da carta de compromisso com a Mobilidade Ativa.

     

    201708 GtLegislativo 05

     Em seguida, partimos para uma conversa com os assessores do gabinete da vereadora Janaína Lima (Partido Novo). Janaína havia pedido uma visita da Ciclocidade quando a associação participou da audiência pública sobre o projeto de desestatização do sistema de bicicletas compartilhadas, buscando mais informações para se posicionar sobre o tema. A vereadora também se posicionou contrária  na Comissão de Constituição de Justiça ao Projeto de Lei do vereador João Jorge (PSDB), que pretende burocratizar a implantação de infraestrutura cicloviária na cidade. Levamos a análise comparativa que o Grupo de Trabalho sobre Bicicletas Compartilhadas da Ciclocidade fez sobre os dois modelos em discussão para o sistema de bicicletas compartilhadas, o OTTC e o de concessão. Pedimos aos assessores da vereadora que encaminhassem a carta de compromisso com a Mobilidade Ativa, para que a assinasse.

     

    201708 GtLegislativo 06

     Ao final do dia, uma reunião com o vereador Police Neto (PSD). A conversa começou com um debate sobre os modelos de operação do sistema de bicicletas compartilhadas, uma vez que o vereador tende a simpatizar com o de credenciamento (OTTC). Para Police Neto, o importante é que os sistemas (software) das diferentes operadoras credenciadas conversem entre si, fazendo com que seja possível ter uma visão geral sobre o sistema de bicicletas compartilhadas como um todo. Funcionaria, na prática, como pegar metrô ou ônibus: as diferentes operadoras cobririam porções diferentes da cidade, sendo possível fazer uma 'baldiação' entre as diferentes bicicletas compartilhadas de forma a chegar ao destino. Se uma operadora faz a cobertura até metade do caminho e outra até a metade seguinte, seria necessário pegar a primeira bicicleta, cobrir parte do trajeto, devolvê-la na estação mais próxima do ponto de baldiação, caminhar até a estação da operadora seguinte e alugar a segunda bicicleta, para terminar a viagem.

    É preciso ressaltar que o vereador e a Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT) estão falando coisas diferentes. Na visão de funcionamento de Police Neto, diferentes operadoras cobririam regiões distintas da cidade; na proposta sendo debatida pela Secretaria, todas as operadoras devem garantir a cobertura por toda a cidade, o que eliminaria a possibilidade de participação de empresas de porte menor, que não tenham a capacidade de cobrir uma das maiores cidades do mundo como um todo. A Ciclocidade manifestou suas preocupações, resumidas no documento comparativo entre os modelos, e pediu uma nova reunião com a SMT para avaliar o decreto que será publicado.

    A conversa seguiu para uma atualização de como está a regulamentação da lei do programa Bike SP, que prevê a concessão de créditos para quem usa bicicleta na cidade. Nas mãos da Secretaria de Mobilidade e Transportes, a regulamentação do Bike SP tem patinado, tendo sido por diversas vezes tema de pauta dentro da Câmara Temática de Bicicleta. Ainda não há previsão de quando um projeto piloto será implantado. Finalmente, falamos sobre as obras que estão sendo realizadas na Av. Chucri Zaidan, que parecem estar ignorando o projeto cicloviário previsto e a legislação vigente, que obriga a construção de estrutura dedicada para ciclistas em reformas de vias existentes. Police Neto se comprometeu a avaliar a situação e fazer cobranças à Prefeitura.

    * Com fotos de Willian Cruz (Vá de Bike) e Rafael Calabria (Cidadeapé)

  • Ciclocidade pede urgência na implantação de infraestrutura cicloviária na Av. Chucri Zaidan e em repintura de ciclofaixa na Rua dos Pinheiros

     

    Oficios 7 e 8 2017

     

    A Ciclocidade - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo aproveitou a última reunião da Câmara Temática de Bicicleta, na terça-feira (8/8), para protocolar na Secretaria de Mobilidade e Transportes os pedidos de urgência para a implantação de infraestrutura cicloviária na Av. Chucri Zaidan, cujas obras de requalificação viária se encontram em fase de acabamento e finalização (foto acima), e para a repintura da ciclofaixa da Rua dos Pinheiros. Os ofícios protocolados completos podem ser acessados neste link.

    No caso da Rua dos Pinheiros, o trecho de ciclofaixa compreendido entre a Av. Brigadeiro Faria Lima e a Rua Cunha Gago teve a sinalização cicloviária removida sem consentimento e diálogo, colocando a vida de ciclistas, skatistas, cadeirantes e todos os(as) usuários(as) das estruturas cicloviárias em risco iminente, além de criar confusão para quem circula na via.

    Já a falta de infraestrutura cicloviária nas obras da Operação Urbana Consorciada Águas Espraiadas, em especial as da Av. Chucri Zaidan, é ilegal, posto que a legislação obriga a construção de estrutura dedicada para ciclistas tanto em todas as novas obras viárias como em reformas de vias existentes.

    A lei 10.907/90, regulamentada em 1995, prevê que "os futuros estudos, projetos e obras viárias no Município de São Paulo, visando a construção de avenidas, contemplarão, obrigatoriamente, espaço destinado à implantação de ciclovias. (...) O espaço destinado à implantação de ciclovias será locado sob a forma de faixa exclusiva, confinada no leito carroçável." A lei 14.266/2007, igualmente destaca a obrigatoriedade do Poder Público em garantir infraestrutura cicloviária em novas obras viárias: "As novas vias públicas, incluindo pontes, viadutos e túneis, devem prever espaços destinados ao acesso e circulação de bicicletas, em conformidade com os estudos de viabilidade".

    É preciso lembrar que o próprio projeto de expansão viária da Operação Urbana Consorciada Águas Espraiadas apresentado à sociedade prevê espaço dedicado à circulação de ciclistas, como se vê na imagem abaixo.

     

    Projeto OUC AguasEspraiadas

     

     

    Nas fotos a seguir, podemos ver as obras da Av. Chucri Zaidan, que aparentemente não contemplam tais exigências.

     

    ObrasChucriZaidan01

     

    ObrasChucriZaidan02

     

    ObrasChucriZaidan03

     

    ObrasChucriZaidan04

     

    ObrasChucriZaidan05

     

     

     

     

     

     

  • Um manifesto para que a ONU reconheça a mobilidade ativa como relevante no combate ao aquecimento global

     

    UNFCCC2

    Na semana passada, Aline Cavalcante, d'oGangorra e ex-diretora da Ciclocidade, reuniu-se com a secretária executiva da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (UNFCCC), Patrícia Espinosa. Na bagagem, um manifesto para que a ONU reconheça a mobilidade por bicicletas e a pé como uma forma relevante de redução de emissões de gases estufa nas grandes cidades.

    "Ao aumentar as emissões de gases estufa mais rápido do que qualquer outro setor, o transporte já responde por 22% das emissões relacionadas ao setor de Energia. Parece um consenso que o transporte deva ser incluído nas ações climáticas para que consigamos estabilizar o aumento da temperatura em 2ºC.

    Embora o reconhecimento da importância do transporte como forma de combater as mudanças climáticas durante a COP21 em Paria não tenha precedentes (...) focar em combustível e eficiência automotiva não é suficiente. Países e cidades devem ampliar dramaticamente suas estratégias para reduzir emissões e a mobilidade ativa - pedestres e ciclistas - precisa começar a ser incluída nos planos nacionais para o clima"

    Assinam o manifesto, além da Ciclocidade, Aliança Bike, Bike Anjo, Cidadeapé​, Cidade Ativa, Climax Brasil, Corrida Amiga, Desvelocidades.red, Engajamundo, Fundación Pensar, Global Cities Covenant on Climate, ITDP​ - Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento, Marcelo Ebrard (ex-Jefe de Gobierno de la Ciudad de México 2006-12), Martha Delgado (líder ambientalista de México), Movimiento Progresista Asociacion Civil, oGangorra, Open Knowledge Brasil, Rede Social Brasileira de Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis, SampaPé!, Transporte Ativo e UCB​ - União dos Ciclistas do Brasil.

    Leia o relato publicado pela UCB: http://www.uniaodeciclistas.org.br/noticias/bicieaonu/

    Leia o manifesto na íntegra abaixo.

    UNFCCC1

     

     

    It’s time for action: Focus on walking and cycling as relevant, pacific, human and zero-emission means of transportation

    A manifest for recognizing active mobility (pedestrians and cyclists)
    as a valid and essential mean of reducing mobility emissions
    in all countries and cities of the world

     

    Since transport is present in every part of our lives, it plays a critical and fundamental role in the efforts to mitigate global warming, to collaborate with quality of life and people's health.

    By increasing emissions of greenhouse gas (GHG) at faster rates than in any other sector, transport already responds to 22 percent of energy-related emissions, according International Energy Agency. It seems consensual that the sector has to be included in the climate actions in order to achieve the international agreement to stabilize global warming at 2 degree Celsius.

    Although the recognition of the importance of transport as a means to fight climate change at COP21 in Paris is unprecedented, with more than half of the national plans containing specific transport-related mitigation measures, many nations still focus on fuel and vehicle efficiency as solutions.

    Focusing on fuel and vehicle efficiency is not enough. Countries and cities need to dramatically increase and diversify their strategies to reduce emissions and the active mobility – walking and cycling – must start being included in the national plans for the climate.

    Active mobility is a relevant, pacific, human and zero-emission ally in the fight against global warming and also modern diseases such as obesity, stress and respiratory issues. In major urban cities where walking and cycling are recognized as official means of transportation, they can account for 20 to 60 percent of the daily trips. In the transport sector, it is also a faster and simpler way to achieve immediate and great results for our societies.

    This manifest, signed by different social movements in Latin America, asks for:

    • Global guidelines for and specific presence of active mobility in all Nationally Determined Contribution – NDC;
    • The establishment of a specific Working Group on Urban Mobility within the UNFCCC, that not only includes environment experts, but also civil society, urbanists and social sciences experts in order to understand the inequalities in the access to public and semi public spaces and the differences of people's transit patterns;
    • Absolute focus on low emissions means of transport/mobility, encouraging politicians, managers, city technicians in instrumentalizing and pressing cities to shift trips to low carbon modes (e.g. walking and cycling);
    • Clear commitments and immediate policies to reduce speed limits on urban areas and build an adequate infrastructure for walking and cycling, considering social inclusion and public spaces democratization;
    • Clear commitments and immediate policies to fight and eradicate underling causes that limit people's active mobility: all types of violence and discrimination. A part of physical violence, it is urgent to address gender violence, institutional violence, racism, LGBTIQphobia, ethnic or religion based violence, among others;
    • Encourage nations to strong commitments on strengthening full access to bicycles, prioritizing low carbon economies, in order to increase use and access to affordable and good quality bicycles as a tool for change.

    These commitments aim at:

    • Saving lives;
    • Reducing greenhouse gas emissions (harmful local pollutants emissions to human and animal health), safer streets, better air quality and more vibrant public spaces consequently;
    • Making cities to be less car dependent and car oriented;
    • Reducing social spatial mismatches;
    • Ensuring that streets and public spaces are safer and greener; more comfortable for women, children and elder people; and in favor of socially invisibles like people with disabilities or mobility restrictions and garbage collectors;
    • Promote climate justice, ensuring that the investments and public policies in active mobility incorporate the perspective of equality, and follows the Agenda 2030 principle of "leaving no one behind";
    • Showing and inspiring new ways of living and moving for all.

    Transport projects/politics can contribute to progress and metrics for the social development and climate goals at once. Our challenges are too great to solve one at a time. A focus on walking, cycling, public transit, and transit-oriented development in international, national and local plans will have the biggest effect on reducing emissions efficiently and quickly, and will yield massive financial benefits as well.

    The Paris Agreement brought the world together and put the civil society also connected.

    Now, to assure a vibrant future, it is time to plan and, above all, to act!

    All together.

    Signataires of this manifest:

    Aliança Bike
    Bike Anjo
    Ciclocidade - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo
    Cidadeapé - Associação pela Mobilida a Pé em São Paulo
    Cidade Ativa
    Climax Brasil
    Corrida Amiga
    Desvelocidades.red
    Engajamundo
    Fundación Pensar
    Global Cities Covenant on Climate
    ITDP - Instituto de Políticas de Transporte & Desenvolvimento
    Marcelo Ebrard (ex-Jefe de Gobierno de la Ciudad de México 2006-12)
    Martha Delgado (líder ambientalista de México)
    Movimiento Progresista Asociacion Civil
    oGangorra
    Open Knowledge Brasil
    Rede Social Brasileira de Cidades Justas, Democráticas e Sustentáveis
    SampaPé!
    Transporte Ativo
    UCB - União dos Ciclistas do Brasil

     

     

     

  • Reunião Geral de Agosto acontece esta quarta-feira (9/8), na sede da Ação Educativa

     

    Homepage ReuniaoGeralAgosto

    A Reunião Geral de Agosto da Ciclocidade acontece esta quarta-feira (9/8), na sede da Ação Educativa.

    No encontro, haverá a apresentação da primeira minuta da Política de Financiamento da associação, elaborada com base nos encontros de planejamento realizados no primeiro semestre. Também será apresentado o projeto a ser realizado em parceria com a Iniciativa Global de Segurança Viária (Global Road Safety Partnership - GRSP) sobre redução de velocidades.

    Em seguida, faremos uma discussão sobre as atividades propostas e previstas para setembro, o Mês da Mobilidade. Para encerrar a reunião, uma rodada de informes gerais sobre os Grupos de Trabalho e sobre o cenário atual relacionado à bicicleta na cidade.

    Venha, sua participação é fundamental! As reuniões gerais da Ciclocidade são abertas a quem quiser participar. Se você é mãe ou pai e pretende levar suas filhas e filhos, entre em contato com a gente pelo email Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. para que possamos prever uma estrutura de acolhimento.