• Primeira reunião do grupo Pŕo-Ciclista em 2013 tem apresentação dos planos cicloviários

     

    No último dia 27 de agosto o Grupo Executivo Pró-Ciclista realizou sua primeira reunião do ano. Constituído inicialmente como grupo de articulação intersecretarial do Executivo municipal, o Pró-Ciclista discutiu a inclusão da sociedade civil em sua composição e teve como pauta a apresentação dos planos cicloviários do município.

     

    Coordenado pela Secretaria Municipal de Transportes (SMT), o Pró-Ciclista reúne secretarias e órgãos relacionados à mobilidade por bicicletas. Na reunião do dia 27, o coordenador do grupo Ronaldo Tonobohn (superintendente de planejamento da CET-SP) apresentou o detalhamento das metas da gestão até 2016.

     

    O programa de metas do município contempla dois ítens relativos às bicicletas: as metas 74 e 78. Cada meta do programa está sob responsabilidade de uma secretaria municipal e a SMT optou por adicionar apenas os projetos de infraestrutura cicloviária sob sua responsabilidade, deixando os projetos sob responsabilidade de outras secretarias como um “adicional” aos 400km de infraestrutrutura cicloviária prometidos nas metas 74 e 78.

     

    Os projetos sob responsabilidade da SMT contemplam as seguintes redes cicloviárias: 26km no Jd. Helena, 17km no Jd. Brasil e 12km no Grajau. Estes projetos estão em fase de contratação de obras. A SMT também pretende adicionar redes complementares, cujos projetos estão sendo em fase de desenvolvimento, mas prevêem 63km na região leste,  43km na zona norte  e11km na zona sul, totalizando 117km. Fazem parte da meta da prefeitura também 150km de corredores de ônibus com infraestrutura cicloviária e 60km de ciclorrotas.

     

    Além dos projetos sob responsabilidade da SMT, serão implantados 310km de ciclorrotas complementares ao sistema de bicicletas compartilhadas BikeSampa. O sistema teve as metas antecipadas e a região de abrengência redefinida. Agora a instalação de estações do BikeSampa deve seguir em direção ao centro da cidade e zona leste. A meta de implantação de 300 estações do BikeSampa também foi antecipada: em vez de dezembro de 2014, serão instaladas até março do ano que vem. As 200 novas estações devem funcionar também com o Bilhete Único.

     

    Segundo Tonobohn, o custo de desenvolvimento dos projetos e implantação das novas ciclorrotas auxiliares ao BikeSampa será bancado pelo patrocinador do sistema (Itaú). A Ciclocidade sugeriu melhorias na sinalização das ciclorrotas, tanto para informar aos motoristas sobre os limites de velocidade nas vias, quanto para melhorar a indicação de caminhos para os ciclistas.

     

    A reunião também serviu para definir a participação da sociedade civil no grupo, que até agora era exclusivo do poder Executivo. A SMT fará um chamado público para entidades dispostas a integrar o grupo. As entidades deverão enviar um breve currículo de sua atuação e, caso existam mais de 8 inscritos, os integrantes do poder executivo municipal que integram o grupo farão a seleção das entidades. No futuro, o pró-ciclista poderá ser transformado em um grupo gestor da política cicloviária ou funcionar como câmara temática do Conselho de Transportes.

  • Reunião Geral de julho discute Conselho de Transportes e controle social

     

     Com o objetivo de ampliar os debates sobre a mobilidade por bicicletas em São Paulo, as reuniões gerais da Ciclocidade ganharam um novo formato. A próxima reunião acontece no dia 10 de julho (quarta-feira), a partir das 19h. 

    A partir deste mês, o encontro mensal será dividido em dois momentos:

    - das 19h às 20h a reunião segue a pauta tradicional, com informes e discussões sobre as atividades e projetos da Ciclocidade

    - das 20h às 21h30 promoveremos discussões sobre temas específicos

     Na reunião de julho, discutiremos “Transparência e controle social da mobilidade urbana e das políticas para bicicletas: Conselho de Transportes e Pró-Ciclista”. A partir de agosto, os temas serão propostos e escolhidos pela comunidade.

     As reuniões gerais são espaços abertos para associados e interessados no trabalho da Ciclocidade e ocorrem sempre na segunda quarta-feira de cada mês, das 19h às 21h30, no Espaço Contraponto (R. Medeiros de Albuquerque, 55 - Vila Madalena).

  • Ciclocidade e CicloBR participam de reuniões do grupo Pró-Ciclista

     

    A construção de ciclovias, criação de sistemas cicloviários e infraestrutura para bicicletas foram temas do último encontro do Pró-Ciclista, grupo executivo do poder municipal formado por representantes de diferentes secretarias e de órgãos técnicos da Prefeitura Municipal de São Paulo. A reunião aconteceu em 8 de maio e contou com a participação da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) e do Instituto CicloBR, que foram convidados a acompanhar as discussões. A próxima reunião do grupo está prevista para terça-feira, 12 de junho.

     

    O principal tema da conversa foi a criação de infraestrutura cicloviária na cidade. Entre as mudanças discutidas está o Plano Cicloviário da Lapa, cujo traçado está sendo analisado pela CET. A obra tem previsão de até 10 anos para ser concluída, prazo que foi questionado pelos representantes das duas organizações de ciclistas. Também foram apresentadas perspectivas para a construção da Ciclovia da Avenida Eliseu de Almeida, obra que ainda não saiu do papel. Segundo os representantes da Prefeitura, ela está prevista para ser concluída em duas fases. A primeira, ligando a Rua Jacob Salvador ao Metrô Butantã e a segunda conectando este trecho até Taboão da Serra. O traçado já foi desenhado e está sendo analisado pela CET, mas ainda não há previsão de data para sua implementação.

     

    Também foi discutida a futura Ciclovia da Faria Lima, com 18,3 km de extensão e previsão de ligar a Ceagesp ao Shopping Morumbi, percorrendo um trajeto pelo canteiro central das principais avenidas, com ramificações em forma de ciclofaixa e ciclorrotas integrando estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e o Parque do Povo.

     

    A obra, que é decorrência da Operação Urbana Faria Lima, de 1997, tem diversos órgãos municipais como responsáveis (SPTrans, SPUrbanismo, Secretaria de Coordenação das Subprefeituras, SPObras e outros). Ainda não foi feita a construção do trecho da Ceagesp até a Rua Sumidouro, e nem a reforma do trecho da Rua Sumidouro até o Largo da Batata e do Largo da Batata, onde é preciso fazer adequações devido a um terminal de ônibus. O trecho da Rua dos Pinheiros até a Rua Amauri já está em obras e outras modificações estão sendo estudadas. Além das ramificações da Rua Amauri até o Parque Ibirapuera e até o Shopping Morumbi, a Prefeitura também estuda outras ligações. Na Avenida Berrini, a localização da ciclovia ainda não foi definida devido à previsão de um corredor exclusivo para ônibus na faixa da esquerda. Para definição final do traçado, estão sendo analisados também os percursos das linhas de ônibus que percorrem a região.

     

    O grupo também definiu que a Secretaria Municipal de Transportes irá assumir e centralizar a compra de paraciclos, tarefa que estava sob responsabilidade da SVMA. Finalizados os trâmites burocráticos, os demais órgãos do município poderão solicitar à SMT a instalação dos suportes para estacionamento de bicicletas em estabelecimentos municipais e também em logradouros públicos, como praças, parques e ruas.

     

    Desde novembro de 2011, de acordo com a resolução 09 da CPPU, os paraciclos foram incluídos como peça de mobiliário urbano da cidade, permitindo os trâmites necessários para sua instalação e designando especificações técnicas de tamanho e posicionamento. As normas e procedimentos para aquisição e instalação devem ser detalhadas na próxima reunião do grupo.

     

    Foi anunciado ainda o início da fiscalização de motoristas que desrespeitarem os ciclistas. Desde maio, quem desrespeitar ou colocar em risco ciclistas estará sujeito a multas. A fiscalização teve início com agentes da CET treinados para percorrer de bicicleta a ciclofaixa de Moema, na zona sul da cidade, e também pelos demais agentes.

     

    Ainda que o grupo seja de participação exclusiva do Executivo Municipal (conforme Portaria 1918 de maio de 2006), a  Ciclocidade e o Instituto CicloBR foram convidados a participar das reuniões e esperam contribuir com o andamento das discussões.