• Virada da bicicleta em Nova York mostra semelhanças impressionantes com a experiência paulistana

    Saiba como foi a conversa de ciclistas paulistanos com Jon Orcutt, um dos nomes da mobilidade na gestão Bloomberg e Janette Sadik-Khan.

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    No último sábado (8/11), a Ciclocidade e o Instituto de Políticas de Transporte e Desenvolvimento (ITDP) realizaram um bate papo com Jon Orcutt, ex-diretor de Políticas Públicas no Departamento de Transporte de Nova York entre 2007 e 2014, tendo sido também diretor executivo da Transportation Alternatives, importante organização de ciclistas e pedestres da cidade. Atualmente, Jon leciona Políticas de Transporte na Escola de Administração Pública da New York University.  
     
    Entre várias experiências e questões importantes, ficou evidente as similaridades entre o processo nova-iorquino e o vivido hoje pela cidade de São Paulo. Veja alguns pontos da conversa.

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    Histórico da bicicleta em NY e a “virada”
    Segundo Jon Orcutt, as primeiras estruturas cicloviárias de Nova York foram criadas nos anos 1980. A implantação, no entanto, aconteceu de forma precária. Sem conectividade e pouco atrativas, tinham baixo uso, o que acabou jogando contra o movimento por bicicletas.
     
    Embora a associação Transportation Alternatives existisse desde 1973, lutando pela retomada das ruas para ciclistas e pedestres em vez de automóveis, foi com a presença dos bike couriers na cidade, algum tempo mais tarde, que o movimento começou a fazer barulho, com algumas manifestações. Assim começou a surgir um grupo mais organizado em torno da questão. Desde aquela época uma das importantes demandas era a de travessia das pontes que dão acesso à ilha de Manhattan.

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    As políticas cicloviárias voltaram a aparecer no radar do poder público ao final dos anos 1990, com a elaboração de um plano cicloviário para a cidade. Mas a grande transformação viria somente a partir de 2007, durante o governo do prefeito Michael Bloomberg, quando um plano para implantar mais de 300 km em 2 anos foi colocado em prática. A lógica era operacionalizar rapidamente as estruturas, que eram relativamente simples. Assim como em São Paulo, era importante a ideia de velocidade, o que deixou algumas estruturas imperfeitas, mas capazes de receber ciclistas.
     
    De modo geral, este projeto gerou descontentamento em vários setores da sociedade, em especial moradores e comerciantes, fazendo com que ainda demorasse alguns anos para que a população aderisse à proposta. Houve manifestações contrárias, respondidas pelos ciclistas organizados com atos favoráveis. Entre as ações realizadas pelo movimento de ciclistas estavam campanhas, manifestações de apoio nas novas estruturas e diálogo com representantes locais (como nossos vereadores), buscando convencê-los a apoiar as medidas.
     
    Para Jon Orcutt e para a Transportation Alternatives, o grande público alvo era a população, que ainda precisava ser convencida a usar a bicicleta e a apoiar o plano de implantação do governo. A relação que se estabeleceu naquele momento entre as organizações e o poder público foi de colaboração, especialmente do ponto de vista político, mas eventualmente técnico. Se num primeiro momento alguns ciclistas se queixaram de problemas na implantação (Jon chegou a defender que as ciclovias de São Paulo tinham buracos como as de Nova York), rapidamente foram levados a sair em defesa da Prefeitura.
     
    A ampla aceitação da sociedade nova-iorquina, sempre segundo Jon Orcutt, viria com a implantação do empréstimo de bicicletas. Viabilizado por meio de uma parceria público-privada com um banco, que custeou maior parte do projeto, o sistema foi iniciado em Manhattan e depois expandido para o resto da cidade. No processo, foram realizadas consultas públicas a respeito dos locais a serem contemplados e, se em Manhattan os locais preferidos foram as vagas de carros, em bairros como o Brooklin a população preferiu pontos nas calçadas, pois lá há poucos estacionamentos internos e a maior parte da população deixa o carro na rua. Com o sistema em operação houve um salto notável do uso de bicicletas e o interesse acabou respaldando a política, que agora é amplamente aceita.

    Resultados da “virada”
    Segundo um estudo comparativo apresentado por Jon Orcutt, o uso das ciclovias em Nova York está entre os maiores do mundo, assim como o sistema de compartilhamento - superior, por exemplo, a Londres, que possui proporcionalmente menos pontos para pegar e deixar as bicicletas. Outros estudos mostram também uma ampla redução (cerca de 40%) dos acidentes de trânsito após da implantação das estruturas para bicicleta e da adoção de medidas de redução de velocidade. Jon também apontou um significativo aumento das vendas no comércio.

    bate papo jon orcutt 05 ridership graph“A segurança está no grupo”: A relação entre o aumento do número de ciclistas e os acidentes
    entre 1998 e 2008. Fonte: Transportation Alternatives (veja o original)

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    A relação entre o aumento das ciclovias e de ciclistas entre 2000 e 2011 - o boom acontece em 2007.
    Fonte: Depto. de Transporte de Nova York, citado por TheStraight.com (veja o original)

     

    Um dos aspectos da implantação das estruturas cicloviárias é que elas se concentraram na região central e vêm se expandindo com o tempo para os bairros mais distantes. Os locais de implantação foram escolhidos onde sabia-se que as ciclovias seriam usadas e bem sucedidas. Jon não vê isso de forma necessariamente negativa, ressaltando que as ações nos bairros mais valorizados levaram os moradores de regiões menos centrais a se manifestarem, exigindo ciclovias locais. Para ele as ciclovias não têm diretamente a ver com o problema da especulação mobiliária e gentrificação, que seria muito mais vinculado às políticas de moradia, e defende que devemos ter cuidado para não fazer da bicicleta um microcosmo de todos os problemas urbanos.
     
    Para Jon o processo de liderança política, especialmente por parte do prefeito Bloomberg e sua equipe, foi fundamental para as conquistas. No entanto, afirmou que os ciclistas e as organizações locais foram firmes em apontar o papel central do movimento social para que as mudanças ocorressem.
     
    Nova gestão na Prefeitura
    Segundo Jon a aproximação do movimento de ciclistas com o prefeito atual de Nova York tem sido bastante bem sucedida. A Transportation Alternatives conversou com Bill de Blasio antes de ele ser eleito e também apresentou uma “carta de compromisso” aos candidatos. A ação buscava reduzir mais as mortes no trânsito, ainda significativas na cidade. Com a Campanha Vision Zero, as organizações ligadas à mobilidade sensibilizaram os parentes das vítimas do trânsito.
     
    Se Michael Bloomberg tinha um perfil mais corporativo que o ajudou a operacionalizar com sucesso o programa de mobilidade, Bill de Blasio teria sido fisgado pela preocupação com questões sociais. Com isso, as ações vêm sendo mantidas e há um esforço em promover ainda mais a redução de velocidade e, consequentemente, das mortes e ferimentos no trânsito.

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    O prefeito atual de Nova York, Bill de Blasio, posa para foto com a cicloativista
    Laura Solis em foto tirada pouco antes de ser eleito, em 2013. Preocupação com mortes
    no trânsito daria origem ao plano Vision Zero (fonte: blog #BikeNYC)

  • Ex-Diretor do Departamento de Transportes de Nova York vem ao Brasil para atividades sobre mobilidade por bicicletas

    A partir da próxima sexta-feira (07/11) Jon Orcutt, ex-diretor de Políticas Públicas do Departamento de Transportes de Nova York (DOT), estará em São Paulo a convite do ITDP Brasil para uma série de atividades que buscam fortalecer o processo de implementação da infraestrutura cicloviária na cidade.

    Jon Orcutt trabalhou com as secretárias Janette Sadik-Khan e Polly Trottenberg entre 2007 e 2014, sendo responsável pela coordenação de equipes e projetos que transformaram as ruas de Nova York em favor de ciclistas, pedestres e do transporte coletivo. Antes de entrar no DOT, Orcutt foi diretor da associação Transportation Alternatives (1989-1994) e da Tri-State Campaign (1994-2007), organizações da sociedade civil que impulsionaram as ações do poder público nos anos seguintes.

    No sábado (08), em parceria da associação Ciclocidade, o ITDP realizará uma conversa com Jon Orcutt sobre “Ativismo e Políticas Públicas”. O objetivo do encontro, aberto ao público, é discutir as formas de organização e mobilização da sociedade civil para a construção de políticas públicas que garantam melhores condições de vida e mobilidade nas cidades.

    Entre os dias 10 e 13/11, Orcutt irá participar de uma série de oficinas realizadas em parceria com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). As “Oficinas de Articulação Regional CicloviaSP” acontecerão em quatro regiões da cidade, envolvendo servidores da CET e das subprefeituras. As atividades têm como objetivo fortalecer as estratégias de implementação da rede cicloviária e de fomento ao uso da bicicleta em São Paulo.

    Além destas atividades, o norte-americano estará reunido com setores da administração paulistana para apresentar o programa de segurança viária Vision Zero, que busca zerar as mortes no trânsito de NY.


    Ativismo e Políticas Públicas - conversa com Jon Orcutt

    Sábado (08/11), das 11h às 14h

    Espaço Contraponto - Rua Medeiros de Albuquerque, 55 - Vl Madalena

    Evento gratuito e aberto ao público

    Realização: ITDP e Ciclocidade

     

    Sobre Jon Orcutt

    Jon Orcutt foi diretor de Políticas Públicas do Departamento de Transportes de Nova York entre 2007 e 2014, trabalhando diretamente com as secretárias Janette Sadik-Khan e Polly Trottenberg. Coordenou e supervisionou as equipes responsáveis pela formulação de políticas, planejamento, assistência, comunicação, projetos, financiamento e relações intergovernamentais. Foi responsável pelo projeto realizado em parceria com o escritório Gehl Architects que resultou na World Class Streets, estratégia de resgate dos espaços públicos da cidade. Também liderou diversos programas e iniciativas municipais como Sustainable Streets, Weekend Walks, Summer Streets e Brooklyn Waterfront Greenway, além do desenvolvimento, planejamento, diálogo com a comunidade e implementação do sistema de bicicletas compartilhadas (CitiBike). Em 2014 Jon coordenou o plano de segurança viária “Vision Zero”, do prefeito Bill de Blasio. Antes de entrar para o departamento de transportes em 2007, foi Diretor Executivo da Transportation Alternatives (a associação de ciclistas e pedestres da cidade) e da Tri-State Campain (uma iniciativa metropolitana de redução da dependência do transporte rodoviário). Atualmente leciona Políticas de Transporte na Escola de Administração Pública da New York University.

     

    Sobre o ITDP

    Fundado em 1985, o Instituto de Políticas em Transporte e Desenvolvimento - ITDP é uma organização social sem fins lucrativos que promove o transporte sustentável e equitativo, concentrando esforços para reduzir as emissões de carbono, a poluição atmosférica, os acidentes de trânsito e a pobreza. Com sede na cidade de New York e escritórios na Argentina, Brasil, China, Índia, Indonésia, México e EUA, o ITDP possui uma equipe multidisciplinar de mais de 60 profissionais especialistas em planejamento urbano, engenharia de transportes e  políticas públicas, dentre outras áreas. Sua atuação é inspirada pelos oito princípios do Desenvolvimento Orientado ao Transporte (TOD, sigla em inglês para Transport Oriented Development) que estimula uma ocupação compacta e com uso misto do solo, com distâncias curtas para trajetos a pé e próxima a estações de transporte de alta capacidade. São eles: caminhar, usar bicicletas, conectar, usar transporte público, promover mudanças, adensar, misturar e compactar.

  • Ciclocidade promoveu encontro de Gary Fisher com ciclistas e com o Prefeito de São Paulo

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    Mais uma vez o Espaço Contraponto esteve lotado para um rico e inquietante debate, desta vez com uma lenda viva da história da bicicleta, o “pai” do mountain bike, o excêntrico Gary Fisher.

    Dentre muitas curiosidades sobre como o mountain bike surgiu no início de 1980, nas descidas de Pine Mountain, norte de São Francisco, Gary Fisher debateu com muita naturalidade e conhecimento acerca dos benefícios de se investir na mobilidade por bicicletas em nossas cidades. Ele, que está com 64 anos de idade e ainda pedalando com a intensidade de um garoto, destacou os benefícios com a saúde física, mental e espiritual de se ter mais pessoas pedalando em mais bicicletas, por mais tempo.

    O formato de bate-papo, com perguntas e respostas imediatas, propiciou aos participantes um contato mais próximo com o palestrante, que pode destacar uma série de incentivos para que os ciclistas paulistanos não desistam de usar a bicicleta na cidade e sobre como incluir mais pessoas neste processo através do advocacy, da promoção ao uso e das políticas públicas essenciais e necessárias.

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    Pedalada com o Prefeito de São Paulo

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    Visando a incentivar as políticas cicloviárias da cidade de São Paulo, Gary Fisher, o Prefeito Fernando Haddad e o Secretário de Transportes Jilmar Tatto aceitaram o encontro proposto pela Ciclocidade e pela Trek Bikes de pedalar pelas ciclovias do centro de São Paulo, até a sede da Prefeitura.

    Acompanhados por uma dezena de ciclistas, puderam interagir de maneira a reforçar consensos de que só há benefícios em se investir na ciclomobilidade e que a implantação de estrutura física é um passo importante para a promoção e massificação do uso de bicicleta na cidade.

    Após a pedalada, os ciclistas acompanharam o Gary Fisher e o Prefeito até o gabinete, onde aconteceu um bate-papo informal e uma pequena coletiva de imprensa. Dentre os assuntos conversados destacaram-se: os benefícios com a saúde pública; a relação aberta e humana que ciclistas constroem com a cidade; a urgência pela desoneração tributária do setor, visando ampliar o acesso dos brasileiros à bicicleta; a diversidade de usos e cultura da bicicleta nas cidades; e a importância de campanhas de promoção ao uso e respeito ao ciclista.

    Ao final do encontro os ciclistas presentes cobraram ações do Prefeito e do Secretário de Transportes acerca do treinamento de motoristas de ônibus e medidas de redução de velocidades na cidade. Em resposta aos questionamentos, o Secretário Tatto informou que está estruturando a criação de três centros de capacitação de motoristas de ônibus, em diferentes regiões da cidade, visando melhorar o compartilhamento do espaço com ciclistas e visando a melhoria das velocidades médias dos modos coletivos, em detrimento das velocidades máximas. O Prefeito ainda solicitou ao Secretário uma auditoria na medição dos tacógrafos dos ônibus da cidade, com a intenção de verificar onde e como as velocidades estão incompatíveis com a preservação da vida de todos na via pública.

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  • Ciclocidade realiza primeira Roda de Conversa sobre uso da bicicleta

     

     

    No começo de dezembro a Ciclocidade participou da I Feira de Domingo do Centro Cultural São Paulo. Durante o evento, a associação realizou mais uma edição do projeto Ciclocidade Itinerante, que contou com a oficina colaborativa Mão na Roda e, pela primeira vez, com uma Roda de Conversa sobre o uso da bicicleta na cidade.

     

    Enquanto a Mão na Roda promovia a troca de conhecimentos sobre mecânica e dezenas de camisetas eram estampadas na oficina de silk-screen, mais de 20 pessoas conversavam durante cerca de 2 horas o tema “Certo ou errado: o que é direção segura na bicicleta”.

     

    Nesta primeira Roda de Conversa, cada um dos participantes foi convidado a responder duas perguntas sobre o uso da bicicleta: “o que você faz de errado?” e “o que você vê os ciclistas fazendo de errado?”. Em seguida, quatro respostas foram escolhidas e discutidas pelo grupo: pedalar na contramão ou na calçada; ultrapassar o farol vermelho; sinalização e discussão com motoristas.

     

    O cotidiano de quem usa a bicicleta em São Paulo é marcado pela ausência de infraestrutura cicloviária e pelo respeito ainda insuficiente por parte dos condutores dos demais veículos. As ruas e avenidas foram construídas para privilegiar o fluxo motorizado, com limites de velocidades altos, sinalização precária, buracos “estrategicamente posicionados” e outros obstáculos perigosos para os modos ativos de transporte.

     

    Além disso, a falta de programas consistentes de educação, a fiscalização insuficiente dos comportamentos imprudentes e a impunidade dos crimes de trânsito tornam as ruas hostis aos ciclistas, que muitas vezes são obrigados a desenvolver técnicas de sobrevivência, pedalando de uma maneira que poderia ser considerada “errada” perante a Lei.

     

    Para evitar locais perigosos, por exemplo, muitos ciclistas disseram que pedalam pela calçada. Para fugir de subidas muito íngremes, escolhem ruas na contramão. Para ganhar segurança, atravessam semáforos vermelhos.

     

    Será que podemos simplesmente considerar tais comportamentos “errados”, passando a punir os infratores e fazendo-os se adequar a uma lei que não dá conta de sua realidade? Ou será que devemos buscar entender o funcionamento da bicicleta nas cidades e aproveitar o potencial do olhar privilegiado do ciclista para tornar as ruas mais humanas e o trânsito menos letal?

     

    Como pedalar com segurança em uma cidade hostil ao ciclista?

     

    A realidade do ciclista em São Paulo é bastante distinta nas diversas regiões da cidade, nos diferentes horários do dia e em cada dia da semana, dificultando a aplicação de conselhos genéricos ou simplesmente do que está previsto na Lei. O poder público e os planejadores urbanos ainda seguem distantes de compreender as peculiaridades da bicicleta para incorpora-la decentemente aos seus projetos.

     

    A Ciclocidade acredita que a produção e difusão de conhecimento sobre a realidade do ciclista é fundamental para auxiliar quem pedala hoje e também para construir a cidade que desejamos para o futuro.

     

    Nosso site já possui páginas com dicas para ciclistas e motoristas, mas acreditamos que é preciso evoluir na construção de um conhecimento abrangente, que seja construído de forma participativa, sistematizado e difundido. Este conhecimento pode auxiliar outros ciclistas no cotidiano, servindo de base para as ações da associação e também para orientar um novo planejamento urbano da cidade.

     

    As rodas de conversa acontecerão periodicamente em 2013 como parte do projeto Ciclocidade Itinerante. Além disso, a área de Pesquisa da associação, aprofundará seu objetivo de levantar e produzir dados, informações e conhecimento sobre o uso e a inclusão definitiva da bicicleta em São Paulo.

     

    + Veja as fotos do Ciclocidade Itinerante no CCSP

    + Leia a ata da Roda de Conversa