Ciclocidade e CicloBr cobram medidas que reduzam conflitos envolvendo ônibus e ciclistas

 

No último dia 24 de abril, a Ciclocidade e o Instituto CicloBr protocolaram um ofício na SPTrans solicitando informações sobre a preparação dos motoristas de ônibus do município e o monitoramento de seu trabalho nas ruas.

 

Em abril do ano passado, as duas organizações já haviam se mobilizado para discutir a questão com a Prefeitura e com representantes da SPTrans. Houve uma reunião inicial, mas as informações solicitadas não foram fornecidas pelo órgão municipal e a ação não teve continuidade.

 

No documento protocolado na última terça-feira, as entidades solicitam o número de reclamações feitas por ciclistas; o encaminhamento dado pelas empresas e a SPTrans às reclamações; a agenda recente de cursos e treinamentos sobre o tema; o número de motoristas envolvidos nos treinamentos; o tipo e a quantidade de infrações autuadas por agentes da SPTrans; uma explicação sobre o encaminhamento dado pelo órgão e pelas empresas em casos de incidentes com vítimas fatais; informações sobre os planos e projetos em desenvolvimento sobre o tema.

 

Dados da CET de 2010 indicam que, dos 49 ciclistas mortos no trânsito de São Paulo, oito foram vitimados por ônibus. Além disso, o convívio de ciclistas com ônibus nas ruas é bastante conflituoso, e os casos de desrespeito ou de atitudes que colocam em risco a vida do ciclista são comuns para quem pedala.

 

"Hoje faltam informações sobre o que é feito pela SPTrans e pelas empresas para prevenir esse tipo de incidente. Entendemos que as condições de trabalho e os congestionamentos prejudicam os motoristas de ônibus e geram comportamentos agressivos, mas não podemos colocar vidas em risco. Com ações mais eficazes e permanentes, já teríamos preservado algumas vidas", afirma Thiago Benicchio, diretor geral da Ciclocidade.

 

"A sociedade precisa estar envolvida na construção de políticas como essas. Não sabemos se os motoristas são preparados devidamente e muitas das reclamações dos usuários não são encaminhadas de forma correta. Queremos monitorar o trabalho e dialogar com a Prefeitura, contribuindo com a nossa experiência no que for possível. Por isso, precisamos de uma resposta o quanto antes", conclui Felipe Aragonez, diretor do Instituto CicloBr.