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Clipping de notícias com participação da Ciclocidade

Confira dados de todas as contagens de ciclistas da Ciclocidade em SP

Bike é Legal

Recentemente, a associação Ciclocidade fez uma contagem de ciclistas na Eliseu de Almeida, confira a nossa matéria sobre o assunto. Mas além da recente contagem a Ciclocidade também disponibilizou todas as contagens feitas desde 2010.

Os relatórios são anuais e contemplam as avenidas: Eliseu de Almeida, Paulista, Inajar de Souza, Vergueiro, Heliópolis e Faria Lima. Confira no link.

Com um total de 1245 pessoas ao longo do dia a atual contagem da Eliseu de Almeida se comparada com a primeira contagem da associação, aumentou 121,9%. Na qual foram registrados 561 ciclistas das 6h00 às 20h00.

Gráfico retirado do relatório de contagem da Eliseu de Almeida de 2015

Fonte: Portal Bike É Legal.

Fluxo de ciclistas mulheres aumentou 1.444% em quatro anos na Av. Eliseu de Almeida, em São Paulo

Enzo Bertolini | Última atualização em 14 de maio de 2015

Uma contagem de ciclistas realizada em 12 de maio na avenida Eliseu de Almeida, zona oeste de São Paulo, mostra que o fluxo de ciclistas na ciclovia instalada no canteiro central da via cresceu 40% em apenas um ano, passando de 888 para 1.245 (média de 1,48 por minuto). Essa foi a primeira contagem realizada com a ciclovia completa.

Se compararmos com os números de 2010 (561), ano em que foi realizada a primeira contagem e quando ainda não havia infraestrutura cicloviária, o aumento foi de 122%. Para a coordenadora da pesquisa, Taís Balieiro, o principal motivo para a alta é a finalização da ciclovia Eliseu de Almeida/Pirajussara até a cidade de Taboão da Serra. “Junte-se a isso o aumento na cultura da bicicleta em São Paulo de um modo geral.”

O horário de pico total ocorreu entre 7h e 8h, com 157 ciclistas, e entre 17h e 18h, com o total de 129, tendo o percurso Taboão da Serra-Centro como o mais utilizado no geral. O saturado bicicletário da estação Butantã da linha 4 – Amarela do Metrô é uma demonstração da demanda dos ciclistas da região.

A ciclovia Eliseu de Almeida/Pirajussara possui 5,3 km, com início na estação Butantã do Metrô e termina na esquina com a avenida Intercontinental, no limite de Taboão da Serra.

A Ciclocidade ainda planeja realizar contagens na ciclovia da avenida Vergueiro, no Centro, em duas pontes da cidade e estão em estudo o Jardim Helena, na zona leste, e o Largo do Socorro, na zona sul.

Mulheres, crianças e adolescentes

Os dados coletados pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) mostram ainda que houve crescimento no número de mulheres pedalando de 60 para 139 entre 2014 e 2015, um acréscimo de 132%. Em relação a 2010, a alta foi de 1.444%. Entre 12h e 14h, as mulheres representaram 21,4% do total de ciclistas contabilizados.

“Mais mulheres pedalando significa uma equidade melhor na cidade. Acredito que as mulheres são um pouco mais cautelosas e precisam se sentir mais seguras antes de pedalar na rua. Uma estrutura segregada dá mais coragem a elas para pedalar”, diz Taís.

A contagem – realizada na esquina da avenida Eliseu de Almeida com a avenida Deputado Jacob Salvador Sveibil (atrás do Shopping Butantã) – detectou ainda uma boa porcentagem de crianças e adolescentes de bicicleta (3,3%), especialmente por volta das 7h e entre 16h e 17h. “Aumento no número de crianças e adolescentes significa mais segurança”. As bicicletas elétricas também estão sendo mais usadas. Entre 2014 e 2015 houve elevação de 120% (5 para 11).
Contagem sendo realizada na ciclovia da Eliseu de Almeida. Foto: Fabio Miyata

Histórico

Segundo dossiê elaborado pela Ciclocidade, as tentativas de implantação de uma ciclovia na região vêm desde 2004, com a realização do Plano Regional Estratégico do Butantã, que estabeleceu o ano de 2006 como data para a conclusão da obra. No ano seguinte, houve o anúncio da prefeitura de que a estrutura seria concluída até 2010. Em 2008, outro projeto previa infraestrutura cicloviária em vários pontos da cidade, com uma rede estrutural integradora, incluindo o eixo da Eliseu.

Mas, como aponta o relatório da Ciclocidade, “em 2012, ao fim de mais uma gestão, o poder público não deu início a viabilização de qualquer infraestrutura básica a fim de fornecer segurança e conforto para o tráfego de bicicletas nessa importante avenida, acessada diariamente por mais de 600 ciclistas, em condições extremamente precárias e com trânsito intenso de automóveis”. A ciclovia viria a ser iniciada apenas no final de 2013 – quase dez anos depois do primeiro anúncio.

Atraso pago em vidas

Enquanto alguém pensava se desengavetava o projeto ou não e ignorava as alternativas oferecidas, vidas se esvaíam. Em 2012, o pedreiro Lauro Neri morreu na avenida, gerando protestos. Próximo à região, na avenida Francisco Morato, Nemésio Ferreira Trindade também teve sua vida interrompida, em novembro do mesmo ano.

Em agosto de 2013, o chefe de cozinha José Aridelson morreu na rua Ari Aps, paralela à Rodovia Raposo Tavares. Em janeiro de 2014, o frentista Maciel de Oliveira Santos, de 42 anos, perdeu sua vida na avenida Pirajussara quando voltava pedalando para casa. São pessoas que continuariam vivendo junto a seus amigos e familiares se a infraestrutura prometida para a região já tivesse sido entregue.

Manifestações e cobranças foram constantes

Além das cobranças da imprensa e de ciclistas e moradores, que chegaram a entregar um abaixo assinado à prefeitura, a Ciclocidade realizou uma reunião com a subprefeitura do Butantã em setembro de 2010 (que, naquele momento, assumia para si a responsabilidade pela ciclovia). Nessa reunião, os representantes da entidade ficaram sabendo que o início das obras não ocorreria antes do final de 2011, quando seria concluída a canalização do córrego Pirajussara.

A Ciclocidade sugeriu então uma nova proposta cicloviária, com a infraestrutura para bicicletas junto à calçada. Desse modo, a segurança dos ciclistas naquele importante e bastante utilizado eixo de deslocamento seria atendida mais rapidamente. Mas imprensa, ciclistas, moradores e a associação de ciclistas mais uma vez não foram levados a sério: a canalização foi concluída, mas as obras da ciclovia não começaram.

A mobilização prosseguiu. Em maio de 2012, um abaixo assinado pedindo a construção da ciclovia foi entregue ao então prefeito Gilberto Kassab. Em dezembro do mesmo ano, cidadãos realizaram uma manifestação na avenida. Outra manifestação aconteceu em fevereiro de 2013, dessa vez com a presença do subprefeito do Butantã e diversos vereadores (veja aqui), que propuseram um encontro na Câmara Municipal de São Paulo para discutir a construção da ciclovia. Uma carta de reivindicações foi apresentada nesse encontro. Na reunião foi apresentado um plano da prefeitura para a região e discutidas as possibilidades com os cidadãos.

Finalmente a implantação

Em setembro de 2013, o subprefeito do Butantã, Luiz Felippe de Moraes Neto, apresentou um projeto para a ciclovia, novamente na Câmara Municipal, em reunião da Frente Parlamentar em Defesa da Mobilidade Humana. Infelizmente o projeto não foi aprovado pela CET, por falta de qualidade técnica.

A recusa levou o subprefeito a buscar uma solução alternativa para conseguir iniciar logo as obras – o que veio a ocorrer em dezembro de 2013, com a implementação de um primeiro trecho da ciclovia, ainda sem sinalização (saiba mais).

Em junho de 2014, a Ciclocidade realizou nova medição, contabilizando 648 ciclistas em 14h de contagem. Uma semana depois, a sinalização desse trecho inicial foi finalmente implantada pela CET. Após a sinalização, foram contabilizados 888 ciclistas em 14 horas, um aumento de 53% em relação a 2012.

Em outubro do mesmo ano, foi anunciado o início da segunda fase da obra, com a promessa de levar a ciclovia até o Taboão no início de 2015. A CET entregou dia 30 de janeiro de 2015 o novo e último trecho da Ciclovia Eliseu de Almeida, com 3,2 km de extensão.

 

Fonte: Site Vá de Bike.

Contagem mostra que continua aumentando o uso da ciclovia da Av. Faria Lima, em São Paulo

Enzo Bertolini | Última atualização em 13 de maio de 2015

O número de ciclistas que utiliza a ciclovia da avenida Brigadeiro Faria Lima, na zona oeste de São Paulo, cresceu 12% nos últimos dois anos, segundo contagem realizada pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade).

Ao longo de 14 horas (6h às 20h), 1.941 ciclistas (ou 138,64/hora) passaram pelo local no cruzamento com a avenida Rebouças em um dia chuvoso contra 1.726 ciclistas (ou 126,28/hora) em 2013.

O crescimento no uso da bicicleta na Faria Lima pode ser explicado pelo impacto causado pela infraestrutura cicloviária da região. Se for comparado o fluxo de ciclistas do local com a avenida Rebouças, é possível notar uma relação de aproximadamente 6 para 1 na indicação de origem-destino dos trajetos em linha reta realizados pelos ciclistas nesses dois eixos. O maior fluxo se deu no sentido Largo da Batata – Cidade Jardim.

A Faria Lima é servida por uma ciclovia em seu canteiro central entre o Largo da Batata e a avenida Cidade Jardim. Mesmo incompleta nas duas extremidades e com falhas de sinalização em alguns cruzamentos, gera uma grande demanda.

Quase 20% mais mulheres

O relatório mostra ainda crescimento de 19,6% no número de mulheres se deslocando de bicicleta entre setembro de 2013 e abril de 2015 (de 214 para 256). Esse é um ótimo indicativo, pois mais mulheres pedalando significa que o sentimento de segurança para o uso da bicicleta está maior.

Já o uso de bicicletas compartilhadas Bike Sampa subiu 99% no mesmo período. Na região, a intermodalidade já faz parte da cultura. Na hora do rush é possível ver uma grande quantidade de laranjinhas sendo usadas. Aliás, uma das reclamações de quem as usa com frequência é a falta de bicicletas para empréstimo, mostrando a necessidade de aumento da oferta.

Principal opção de novos ciclistas preocupados com o desgaste físico das pedaladas, a bicicleta elétrica está sendo mais usada pelo paulistano. A contagem realizada pela Ciclocidade registrou alta de 106% em 18 meses. Já o uso de capacete cresceu 28% no período.

Acompanhe ao vivo

Desde abril deste ano, um contador de ciclistas em tempo real foi disponibilizado online, em forma de vídeo, mostrando quem passa de bicicleta na ciclovia da Av. Faria Lima. A imagem mostra também a quantidade de deslocamentos em cada direção e o total do dia, além de outras informações. Veja aqui.

O contador de ciclistas é uma iniciativa experimental do LabProdam (Laboratório de Inovação da Prefeitura de São Paulo), como parte da iniciativa São Paulo Aberta.

Ciclovia em expansão

No fim de março de 2014 a prefeitura assinou a documentação final que autoriza a construção de dois trechos de extensão da ciclovia da avenida Faria Lima com término previsto, à época, para outubro de 2015.

Serão 11,5 km em dois trechos. O do Parque Villa-Lobos vai começar na altura do Ceagesp e irá até o Largo da Batata, um trecho que já conta com estrutura provisória que será readequada. Na outra ponta, a ciclovia vai começar onde termina a atual (na altura da avenida Cidade Jardim) e seguirá até a avenida Hélio Pellegrino, na esquina com a avenida República do Líbano, próximo ao Parque do Ibirapuera.

No sentido Ceagesp as obras começaram em 2014. O piso está sendo refeito, enquanto fazem uma calçada em paralelo à ciclovia. Em breve deve ser dado início à pintura de solo. Na outra ponta, no cruzamento com a avenida Cidade Jardim, as reformas tiveram início em 2015 e ainda estão em fase primária.

Segundo fontes da Secretaria Municipal de Transportes, os dois novos trechos respeitarão o mesmo padrão de tamanho e sinalização do já existente. As obras são parte de uma exigência legal da Operação Urbana Consorciada Faria Lima, como contrapartida ambiental das obras que foram realizadas na região.

 

Fonte: Site Vá de Bike.

Com ciclovia, número de pessoas pedalando na Eliseu de Almeida dispara

Giuliana Pompeu

Na última terça-feira (12), a Ciclocidade realizou mais uma contagem de ciclistas na ciclovia da avenida Eliseu de Almeida, zona oeste de São Paulo. O levantamento, que começou logo pela manhã, às seis horas, seguiu até às oito horas da noite e computou um aumento de 40% no número de ciclistas em comparação ao ano de 2014.

Um total de 1245 pessoas passaram pedalando no local ao longo do dia. Em relação a 2010, quando não havia ciclovia, o aumento é de impressionantes 121,9%.

Os números obtidos pela pesquisa afirmam a crescente presença de ciclistas nas ruas da capital paulistana. Mais que isso, comprovam com dados concretos que estruturas cicloviárias trazem mais segurança e atraem mais pessoas para o pedal. Especialmente mulheres e crianças.

O levantamento feito na Eliseu nesta terça também registra um aumento da proporção de ciclistas do sexo feminino. Elas representam hoje 11% do total - em 2014 eram 9%. Vale lembrar que esse percentual se aproxima aos 13% de presença feminina na ciclovia da Faria Lima.

Em números absolutos, isso significa mais 79 mulheres se locomovendo de bicicleta a partir de 2015. Se comparadas as contagens desse ano e a primeira, feita em 2010, esse aumento é de nove por cento, 130 mulheres.

Taboão da Serra, centro e Morumbi, eram os destinos e partidas dos ciclistas, regiões consideradas por alguns distantes para se locomover de bicicleta. Mas, que segundo os números e horários de pico observados, demonstram o crescente uso da bicicleta como modal de transporte, também para percursos maiores.

Os turnos de duas horas com maior fluxo de ciclistas, são os das seis às oito da manhã e os das 16h às 18h. Se comparados ao menor fluxo registrado, das 10h ao meio dia (103 ciclistas), em porcentagem e respectivamente, esses turnos tem um aumento de 189% e 111% (mais de 195 e 115 ciclistas).

Para Tais Balieiro, Diretora de Pesquisa da Ciclocidade: "O que eu acho mais bacana do histórico de contagens da Eliseu é o crescimento do número de mulheres pedalando. Tem muitas senhoras pedalando, mães acompanhando os filhos à escola, mulheres indo ao trabalho e até meninas de skate indo para a escola. A ciclovia da Eliseu trouxe pessoas à avenida e diversificou notavelmente o tipo de ciclista.

É um exemplo claríssimo de como uma infraestrutura deste tipo muda um ambiente que antes era hostil, em LUGAR, com crianças na rua, gente caminhando e cada vez mais ciclistas."

Em breve, a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo divulgará as imagens dos gráficos completos. No site da Ciclocidade, é possível conferir os relatórios de outras contagens feitas pela associação.

 

Fonte: Portal Bike É Legal.

Ciclocidade realiza curso de Formação em Ciclomobilidade, em São Paulo – inscrições até 12/5!

Enzo Bertolini | Última atualização em 12 de maio de 2015

Por Aline Souza e Enzo Bertolini

Ciclistas de São Paulo interessados em promover a bicicleta como modo de transporte em seu bairro ou região terão a oportunidade de serem capacitados na primeira turma de “Formação em Ciclomobilidade”, conjunto de oficinas voltadas ao engajamento e ativismo pela mobilidade por bicicleta.

Promovido pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) entre os dias 22 e 24 de maio, a formação vai abordar três aspectos: a bicicleta na cidade, política pública para bicicleta e ferramentas de mobilização. “O conceito principal do projeto é promover consultores da bicicleta, ou seja, auxiliar os ciclistas de diferentes regiões a possuírem e construírem ferramentas, meios e instrumentos para ampliar e melhorar as condições da mobilidade urbana e, portanto, o uso da bicicleta”, explica o articulador local da Ciclocidade, Evandro Sabóia. Já o jornalista Flavio Soares, assessor da entidade, afirma ser essa “uma oportunidade interessante de ver a história do movimento da bicicleta em São Paulo, como surgiu com a Massa Crítica (Bicicletada) e foi se transformando”.

A proposta da entidade é que o grupo participante seja o mais heterogêneo possível, com integrantes de todos os gêneros e regiões da cidade. O principal requisito para participar é ser ciclista. Os interessados podem se inscrever no site da Ciclocidade até o dia 12 de maio. A formação é gratuita.

Programação

Dia 1 – Sexta-feira

19h – Chegada de participantes e lanche de boas vindas

19h30 – Fala introdutória sobre o projeto de Formação em Ciclomobilidade e detalhamento dos dias

20h – Apresentação geral de participantes e criação de um mapa colaborativo de problemas

Dia 2 – Sábado

Manhã – A bicicleta na cidade de São Paulo

Almoço

Pós-almoço – Atividade de silk em vinis para a criação de placas

Tarde – Ferramentas de mobilização, ativismo e ação direta

Noite – Mostra de filmes, ciclodebate

Dia 3 – Domingo

Manhã – Fazendo política pública para a bicicleta

Almoço

Pós-almoço – Vídeos de ação direta para instigar participantes

Tarde – Planejamento de ações diretas locais

Noite – Fechamento

Uma nova turma será organizada para o segundo semestre de 2015, mas ainda sem previsão de data.

 

Fonte: Site Vá de Bike.

Maioria de ciclistas circula na hora do almoço em Heliópolis, zona sul de São Paulo

Enzo Bertolini | Última atualização em 12 de maio de 2015

Em Heliópolis, zona sul de São Paulo, a hora do rush de bicicletas não é de manhã ou no fim da tarde, mas na hora do almoço. Contagem realizada pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) na região mostrou que entre 12h e 14h foi registrada a passagem de 114 ciclistas, 21,8% do total dos 522 contabilizados entre 6h e 20h.

Segundo o relatório da Ciclocidade, isso provavelmente se deve ao número de crianças e adolescentes que usam a bicicleta para ir à escola, assim como de pais levando filhos para o ensino. Vale ressaltar que na região ainda não há ciclovias ou ciclofaixas.

A contagem foi realizada em 20 de março no cruzamento da avenida Estrada das Lágrimas com a rua Caripurá e a travessa Mateus Coferati. A avenida possui um tráfego intenso de ônibus, automóveis e mesmo caminhões, e é bastante estreita, com apenas uma faixa de rolamento em cada mão. O número total poderia ser maior. Houve uma forte chuva entre as 13h40 e 16h, que se tornou chuva média até às 18h e chuvisco até o fim da contagem, influenciando bastante no resultado final.

A maioria quase absoluta dos usuários de bicicleta são homens (98%) e quase um quarto (24%) carregava bagagem (mochila ou carga). Entre 6h e 8h, o fluxo maior ocorreu do Sacomã/Centro sentido São João Clímaco e São Caetano do Sul. Já entre 16h e 20h, o tráfego mais intenso se deu de São João Clímaco para Sacomã/Centro.

Mais contagens em 2015

A contagem em Heliópolis foi a primeira realizada na região e é fruto da ação do Grupo Técnico (GT) Contagens, da Ciclocidade. Junto com a feita na ciclovia da avenida Inajar de Souza, realizada nos anos anteriores, são as duas únicas fora do centro expandido. “A ideia de se criar um GT só para contagens é justamente para tentar atender à demanda de outras áreas da cidade. Sabe-se que em muitos bairros da periferia o fluxo de ciclistas é intenso. É preciso dar mais ênfase nessa questão e levantar estes dados”, explica a coordenadora do GT Contagens, Taís Balieiro.

As contagens também são interessantes para a articulação local. O GT Contagens está tentando trabalhar junto ao GT Articulação Local para estimular núcleos de ciclistas já existentes pela cidade. “No caso de Heliópolis, a iniciativa da contagem partiu de um ciclista de lá, o Rodrigo Poggian, coordenador local da pesquisa. Isso é muito bacana porque estimula os ciclistas da região a se organizarem, obtendo um resultado relativamente rápido de uma ação local.”

Para 2015, a Ciclocidade tem o desejo de fazer uma contagem no Jardim Helena, zona leste, e na avenida Paulista após a inauguração da ciclovia. “Contagens em pontes nas zonas sul e leste também estão no cronograma. Tudo depende de voluntários e articulações locais”, finaliza Taís.

Figueira das Lágrimas

Heliópolis é um bairro localizado no distrito de Sacomã, região sudeste da cidade de São Paulo. Com mais de 40 mil habitantes, segundo o Censo 2010 do IBGE, muitas de suas ruas são estreitas, dificultando a permeabilidade do transporte público. Talvez esta seja uma das razões para o alto índice de uso da bicicleta na região.

Algumas décadas atrás, Heliópolis era onde São Paulo terminava e onde se iniciava uma das rotas de saída para o litoral sul. Para se despedirem, os familiares da cidade acompanhavam os viajantes até uma figueira, que demarcava o limite entre quem vai e quem fica. A Figueira das Lágrimas, como convencionou-se chamá-la, existe até hoje e também ajudou a nomear o caminho que seguia à frente, a Estrada das Lágrimas – onde foi feita a contagem.

 

Fonte: Site Vá de Bike.

Galeria: "CycloFemme 2015" reúne mulherada que pedala em SP

Ivson Miranda

Uma vez por ano, ciclistas de todo o mundo se unem para celebrar a data chamada de CycloFemme - o Dia Internacional das Mulheres Ciclistas.

O Grupo de Trabalho de Gênero da Ciclocidade - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo promoveu neste dia, 10.05.15, uma pedalada conjunta pelo centro da cidade.

Fonte: Portal Bike É Legal.

Livro sobre a importância da bicicleta será lançado em Aracaju

Várias entidades estão empenhadas na disseminação do livro. Em Aracaju, a ONG Ciclo Urbano está à frente das ações.

Do G1 SE

O livro ‘A Bicicleta no Brasil’ será lançado nesta quinta-feira (7), às 19h, na Sociedade Semear localizada na Rua Doutor Leonardo Leite, 148, no bairro São José em Aracaju. O trabalho é uma ação coletiva de entidades ao redor do país que defendem o uso da bicicleta como meio de transporte, a exemplo da ONG Ciclo Urbano, que atua em Aracaju.

O livro é fruto de parceria entre a associação Aliança Bike, a rede Bicicleta para Todos, a rede Bike Anjo e a UCB – União dos Ciclistas do Brasil e conta com o apoio de entidades privadas.

Além dos organizadores, também participaram da elaboração do livro grupos, entidades e organizações de dez cidades diferentes. São elas: Ameciclo (Recife-PE), BH em Ciclo (Belo Horizonte-MG), Ciclocidade (São Paulo-SP), Cicloiguaçu (Curitiba-PR), Ciclo Urbano (Aracaju-SE), Ciclovida (Fortaleza-CE), Pedala Manaus (Manaus-AM), Rodas da Paz (Brasilia-DF), Transporte Ativo (Rio de Janeiro-RJ) e ViaCiclo (Florianópolis-SC).
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“Temos a certeza que o lançamento desse livro é um momento especial para todos que pensam a mobilidade urbana no país. Para a nossa cidade será muito importante esse registro pelos apontamentos dos problemas e soluções que podem ser aplicadas como políticas públicas. Não dá mais para falar sobre mobilidade sem inserir a bicicleta”, destacou Luciano Aranha, presidente da ONG Ciclo Urbano.

 

Fonte: Portal G1.