1º Fórum Mundial da Bicicleta acentua debate sobre mobilidade urbana

 

Entre os dias 23 e 26 de fevereiro, aconteceu em Porto Alegre (RS) o I Fórum Mundial da Bicicleta, reunindo ciclistas, planejadores urbanos, ativistas, grupos, entidades, empresas e cidadãos interessados no assunto.

 

A Ciclocidade esteve presente em dois momentos do Fórum: no sábado pela manhã, Mathias Fingermann, Diretor de Cultura da Bicicleta e Formação do Ciclista, apresentou a oficina comunitária Mão na Roda em uma bate-papo com Marcelo Kalil, da Cidade da Bicicleta - projeto similar em Porto Alegre. O bate papo com outros ciclistas ressaltou a importância das oficinas comunitárias, projetos que ajudam na autonomia dos ciclistas com relação à mecânica de bicicletas.

 

Durante a tarde, Thiago Benicchio, Diretor Geral da Ciclocidade, participou de um painel com Chris Carlsson (escritor e ativista de São Francisco, um dos idealizadores da Massa Crítica) e Henrique Hessel (do projeto Voto Livre/Lei da Bicicleta em Curitiba). O debate trouxe diferentes perspectivas sobre bicicletas e a transformação das cidades.

 

Chris Carlsson falou sobre a “revolta das freeways”, movimento comunitário iniciado na década de 60 que impediu a construção de obras viárias destinadas aos automóveis em São Francisco, e também contou a história da Massa Crítica, um movimento horizontal de ciclistas iniciado há 20 anos na cidade e que se espalhou por outras centenas nos cinco continentes, inspirando e pressionando as transformações das cidades.

 

Benicchio contou a experiência de criação de uma associação de ciclistas em São Paulo, falou sobre o contexto das cidades dominadas pelo automóvel e discutiu as diversas formas de ativismo relacionados à bicicleta. Henrique Hessel apresentou o projeto de uma lei de iniciativa popular em curso na cidade de Curitiba, a Lei da Bicicleta, discutindo a importância da participação dos cidadãos nas mais diversas esferas de decisão.

 

O Fórum Mundial da Bicicleta aconteceu na Usina do Gasômetro e teve dezenas de atividades, oficinas e passeios. Foi organizado de maneira horizontal por ciclistas, com apoio de algumas entidades, empresas e órgãos do poder público, provocando uma grande repercussão local sobre os assuntos e ajudando significativamente a fortalecer o debate sobre a mobilidade urbana por bicicletas na cidade. Durante o Fórum, aconteceu também a Massa Crítica de fevereiro, que reuniu mais de 1.500 ciclistas nas ruas da cidade.

 

 

Notícia original