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Clipping de notícias com participação da Ciclocidade

Oficina de bike estimula conceito ‘faça você mesmo’

 

MARCELA FONSECA

 

Uma verdadeira ‘mão na roda’ para quem circula pela cidade de bike. Todas as quintas-feiras, o Espaço Contraponto, na Vila Madalena, Zona Oeste, abre as portas dando lugar a uma oficina comunitária e colaborativa de aprendizado e manutenção de bicicletas.

 

Baseada no conceito ‘faça você mesmo’, bastante praticado nos Estados Unidos e em países da Europa, a iniciativa é da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade).

 

“A ideia surgiu do desejo de criar um espaço para que as pessoas pudessem aprender a mexer em suas próprias bicicletas, estimulando inclusive o uso da bike. Esse tipo de oficina já existe em vários países”, afirmou Mathias Fingermann, diretor da Ciclocidade.

 

Criado em agosto de 2010, atualmente a oficina Mão Na Roda recebe a cada semana cerca de 50 pessoas. E cada vez mais se consolida como passagem obrigatória para os adeptos da bicicleta como meio de transporte.

 

Segundo Fingermann, a oficina tem sido muito importante também para preparar o ciclista que enfrenta o dia a dia sobre duas rodas em uma cidade que ainda não envolve em seu planejamento a circulação das bikes. Oferecida a estrutura necessária para o conserto e manutenção das magrelas, o ponto forte da oficina é a colaboração. “A gente não faz o serviço, apenas oferecemos a estrutura, as ferramentas, e o que rola é a troca de conhecimento”, disse Fingermann.

 

Para o ciclista e professor universitário Odir Zuge Junior, que além de voluntário faz uso do espaço, a oficina é completamente comunitária. “Um auxilia o outro, o mais experiente ajuda o menos experiente. Mesmo quem sabe acaba aprendendo também, aprendizado que às vezes é na base da tentativa e erro, e aí nos ajudamos”, completou o ciclista e professor.

 

Russomanno 10 pedala até prefeitura, constata problemas e garante investir em cidadania

 

Candidato a prefeito de São Paulo pelo PRB, Celso Russomanno 10 pedalou neste sábado (28) da região da Avenida Indianópolis, zona sul, até a sede da prefeitura, no Viaduto do Chá. Ele seguiu ao lado de Thiago Benicchio e Felipe Aragonez, diretores da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) e do Instituto CicloBR, e assinou uma carta compromisso para investimentos em mobilidade por bicicletas. O percurso teve aproximadamente 13 quilômetros e contou com a participação dos seus dois filhos: Luara, de 24 anos, e Celsinho, com nove.

Durante o trajeto eles discutiram problemas e soluções para o avanço do uso da bicicleta como meio de transporte em São Paulo. Ciclista habitual que é, Russomanno 10 pode constatar, entre outras coisas, o grande número de buracos nas vias públicas e a relação não tão harmoniosa entre motoristas e ciclistas. “Precisamos investir em cidadania, em educação de trânsito. É o primeiro passo para a absorção das bicicletas no cotidiano das pessoas”, disse o candidato.

O documento assinado por Russomanno contém 10 pontos a serem estudados e trabalhados pelo próximo administrador municipal. Além do aumento de 0,25% por ano no orçamento dos transportes destinado à mobilidade por bicicletas, as entidades sugerem, por exemplo, “redução dos deslocamentos, garantindo a distribuição equilibrada de moradias, serviços, empregos, infraestrutura, equipamentos culturais e de lazer por toda a cidade.”

Em seu plano de governo, Russomanno 10 propõe incentivos fiscais às empresas que se instalarem nas periferias de São Paulo. Com isso, o candidato acredita que poderá reduzir os deslocamentos diários. “Se as pessoas moram perto do trabalho, naturalmente vamos desafogar o trânsito. Não haverá tanta lotação nos ônibus e no metrô. Assim, daremos um grande passo em direção da ampliação do uso das bicicletas”, explica.

 

 

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Russomanno pedala com os filhos em SP e assina carta-compromisso

 

TIAGO DIAS

O candidato a prefeito de São Paulo, Celso Russomanno, reuniu os dois filhos, Celsinho e Luara, para participar de uma pedalada, promovida pela Ciclocidade - Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, na manhã deste sábado. O ponto de partida foi no QG da campanha, no bairro Planalto Paulista, às 10h30. Seu filho mais novo, de 9 anos, o acompanhou durante todo o passeio, que durou cerca de 1 hora e meia. A mulher do candidato, grávida de sete meses, não participou do evento.

O trajeto foi realizado por dentro do parque do Ibirapuera. O filho ficaria por lá, mas decidiu seguir o pai. Ambos pedalaram nas ruas íngremes da Vila Mariana, enquanto alguns do grupo não aguentaram e subiram a rua a pé. Grudado com o filho, ele o advertia dos perigos na rua: "Celsinho, olha o buraco!". Mais tarde, comentou a experiência: "O trânsito é hostil e a cidade é cheia de buracos. A cidade não está preparada para receber os ciclistas, mas há também o problema do calçamento".

O candidato que está tecnicamente empatado com José Serra (PSDB), segundo a última pesquisa do Datafolha, foi reconhecido por todos que caminhavam pela calçada da avenida Paulista. "É o Russomanno!", apontavam. Quem ficava indiferente, criticava o trânsito que surgiu na avenida por conta da comitiva.

O passeio terminou na frente da prefeitura, onde Russomano assinou uma carta-compromisso da associação com a mobilidade por bicicletas - e onde foi mais assediado por eleitores. Um deles pediu licença e se aproximou do candidato: "Você por enquanto é meu candidato, mas gostaria de ouvir da sua boca, o que o senhor vai fazer com o lixo reciclável", questionou. "Vamos fazer 100% de lixo reciclável em São Paulo. Já com o lixo orgânico, vamos trabalhar para gerar energia", respondeu Russomanno. "Espero que meu voto não seja em vão. Estou cansado de jogar meu voto fora", reclamou o eleitor.

Segundo a Ciclocidade, após Russomanno, Gabriel Chalita (PMDB), Fernando Haddad (PT), Carlos Gianazzi (Psol) e Soninha Francine (PPS) participarem de eventos semelhantes, a associação aguarda a confirmação dos outros candidatos para que assinem a carta e participem de uma pedalada.

 

 

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Russomanno faz campanha de bicicleta

Candidato do PRB pedalou pelas ruas do centro da capital paulista na manhã deste sábado

 

 

O candidato à prefeitura de São Paulo Celso Russomanno (PRB) realizou na manhã deste sábado um passeio de bicicleta pelas ruas da capital.

 

Russomanno partiu da região da avenida Indianópolis e seguiu pedalando até a sede da Prefeitura de São Paulo.

 

O passeio de bicicleta faz parte do movimento “Eleições 2012 e a bicicleta em SP”, organizado pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo e Instituto CicloBR de Fomento à Mobilidade Sustentável.

 

Nos últimos anos, cresceu a pressão para a implantação de mais ciclovias e outras medidas que incentivem a utilização de bicicletas na cidade.

 

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Lei da mobilidade urbana ainda não saiu do papel - Mobilize

Estimulo ao pedestre e ao ciclista ainda são letra morta na cartilha dos governantes, afirma técnico do Ipea

Por Marcos de Sousa / Mobilize Brasil

 

Em vigor desde abril passado, a nova lei de Mobilidade Urbana pouco mudou no cenário dos planos e projetos de transporte nas cidades brasileiras. Para "pegar" de verdade, o dispositivo legal depende de um empurrãozinho da sociedade, via órgãos judiciais, pressões sobre o parlamento e ações diretas, nas ruas.

 

A avaliação é do arquiteto Ernesto Galindo, técnico de Planejamento e Pesquisa do Ipea, em sua palestra no CicloDebate #3, organizado pela CicloCidade e CicloBr nesta terça-feira (3), no auditório Ação Educativa, em São Paulo.

 

Galindo lembrou que hoje a média de ocupação dos automóveis nas cidades não passa de 1,3 passageiros, e acrescentou que os carros não ocupam apenas áreas nas ruas, mas também nos edifícios, com vagas e mais vagas para estacionamentos, postos de combustíveis e outras instalações de apoio.

 

"O investimento em infraestrutura para o automóvel particular é um caminho sem saída: os usuários de carros pressionam para ampliar ruas, avenidas e estradas e rapidamente essa infraestrutura é ocupada por mais carros, o que gera uma nova onda de pressão por mais infraestrutura", afirmou o arquiteto, que mostrou um gráfico em espiral desenvolvido por técnicos de países que já viveram esse fenômeno

 

O especialista revelou que dos R$ 30 bilhões arrecadados pelo governo federal com a Cide (contribuição originária da comercialização de combustíveis) entre 2005 e 2008 apenas 72% foram efetivamente aplicados no transporte, mas ressaltou que os usos nao urbanos (rodovias, por exemplo) abocanharam cerca de 67% do total. Apenas 4,45%, ou R$ 1,3 bilhão,  foram aplicados em projetos urbanos, mas prioritariamente em sistemas de transportes coletivos. Quase nada foi investido em infraestrutura para bicicletas, concluiu Galindo. "No tempo em que trabalhei na Secretaria de Mobilidade Urbana (Ministério das Cidades) nunca vi um centavo sair para ser aplicado em sistemas cicloviários", lembrou o arquiteto para exemplificar o desinteresse das autoridades pelo estímulo ao uso das bikes.

 

Bicicleta fora dos planos

Galindo mostrou uma série de gráficos que comprovam as vantagens do uso da bicicleta como meio de transporte, como o baixo custo, baixo consumo de energia, mínima infraestrutura, benefícios para o ambien e para a saúde individual e pública. E disse que, apesar da falta de estatísticas confiáveis, estima-se que pelo menos cerca de 9% a 10% das viagens diárias em todo o Brasil sejam feitas por meio de bicicletas, integralmente ou integradas a meios de transporte coletivo.

 

Apesar disso, e apesar da disponibilidade de dezenas de bilhões de reais para investimento na renovação urbana das cidades brasileiras, apenas duas das doze cidades-sede apresentaram projetos cicloviários para a seleção de projetos para a Copa de 2014, lembrou o representante do Ipea.

 

Questionado pela plateia, Ernesto Galindo concluiu que o sucesso da Lei de Mobilidade Urbana depende quase que exclusivamente das pressões que a sociedade organizada possa exercer sobre o poder público. Enfim, Mobilizem-se!

 

 

 

PUBLICADO EM 05/07/2012

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Brooklin ganhará Ciclorota de 15 km até o final de julho

A região do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, vai ganhar uma ciclorota até o final do mês de julho. Serão 15 km de via sinalizada com placas de advertência e pintura de solo, que indicarão a preferência dos ciclistas. O diretor geral da Ciclocidade, Thiago Benicchio, comemora a notícia. Confira os detalhes com Patrícia Rizzo.

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Oficina gratuita ensina a consertar a própria bicicleta

 

PATRÍCIA BRITTO

 

Para os ciclistas que querem aprender a consertar sua própria bicicleta, uma opção é participar da oficina gratuita Mão na Roda, que acontece todas as quintas-feiras na Vila Madalena (região oeste).

 

Inspirada no modelo "faça você mesmo", a Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo) organiza o evento, onde os participantes aprendem a trocar pneu, remendar câmara de ar, trocar pastilha de freio, entre outros reparos.

 

"A ideia não é deixar a bicicleta lá para a manutenção. Nosso foco é desenvolver a autonomia do ciclista, para que, quando furar o pneu no meio da rua, ele não tenha que ir até uma bicicletaria", diz Jéssica Martineli, 30, diretora da associação.

 

O encontro semanal também funciona como um momento de convivência e troca de experiências entre ciclistas, onde os mais novos no meio buscam orientação e tiram dúvidas diversas sobre pedalar na cidade.

 

Não necessariamente é preciso ter uma "magrela" para participar do encontro. "Tem muita gente que vai só bater um papo, mesmo se a bicicleta não estiver com problema", diz a diretora.

 

O projeto funciona com a colaboração de cerca de dez ciclistas experientes que atuam como mecânicos voluntários e recebe doações de ferramentas e peças de reposição.

 

Oficina Mão na Roda. Todas as quintas-feiras, das 19h às 22h30, no subsolo do Espaço Contraponto. Rua Medeiros de Albuquerque, 55, Vila Madalena (região oeste).