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Clipping de notícias com participação da Ciclocidade

Candidatos a prefeito de São Paulo devem assinar carta de compromisso com a mobilidade urbana

 

Nas eleições de 2012, candidato a prefeito que não tiver propostas concretas para melhorar a mobilidade urbana contemplando a bicicleta como modal de transporte terá poucas chances de ganhar – ou pelo menos deveria ter, se pensarmos em eleitores bem informados sobre as urgências da cidade.

 

Em algumas cidades do país, grupos e associações de ciclistas já estão se organizando para garantir que pré-candidatos se comprometam com metas factíveis relacionadas à criação de uma infra-estrutura que garanta qualidade de vida e segurança a quem usa a bicicleta nas ruas.

 

Carta de compromisso

 

A Ciclocidade e o Instituto CicloBR, de São Paulo, fizeram uma consulta pública via internet para saber o que os cidadãos consideram importante para a melhoria da mobilidade urbana na capital. Com base em mais de mil respostas recebidas e em um encontro presencial com a população, as entidades formularam uma carta de compromisso com a mobilidade contendo um conjunto de 10 propostas a serem endossadas, com a devida assinatura, e aceitas como meta de governo por todos os principais candidatos à prefeitura de São Paulo. A assinatura da carta vem acompanhada por um convite ao candidato para uma pedalada pela cidade, discussão sobre as propostas e, finalmente, a assinatura do documento.

 

Três candidatos já aceitaram o convite – Gabriel Chalita (PMDB), Fernando Haddad (PT) e Soninha Francine (PPS). Os dois primeiros participarão da pedalada, discussão e assinatura neste sábado e domingo. No próximo dia 21, será a vez de Soninha. Os demais candidatos já foram convidados, e as entidades estão à espera dos agendamentos.

 

A promessa e a prática

 

A assinatura da carta não garante, evidentemente, o cumprimento das propostas contidas no documento. Mas é fundamental que esse passo formal seja dado, uma vez que a discussão com os cidadãos sobre as propostas traz o candidato para a realidade da cidade, e a assinatura da carta o conecta e obriga, pela palavra dada, a cumprir o que prometeu. Até parece piada falar em cumprimento de promessas tendo em vista nosso histórico político. Mas as coisas vêm mudando e uma coisa é certa: gestor público que descumprir compromissos em tempos de crescente participação da população na administração da cidade, pode sepultar a vida política numa próxima eleição.

 

Veja no site da Ciclocidade as propostas de alguns candidatos à prefeitura relacionadas à mobilidade urbana e bicicleta.

 

 

 

PUBLICADO EM 13/07/2012

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Ciclocidade e Ciclo BR começam a entregar aos candidatos à Prefeitura de São Paulo carta compromisso

 

Durante o primeiro semestre deste ano, a Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) e o Instituto Ciclo BR deu início ao projeto “Eleições 2012 e a Bicicleta em São Paulo” por meio de um amplo trabalho de consulta pública junto aos ciclistas da capital para saber o que o próximo prefeito e os vereadores podem fazer para melhorar as condições dos ciclistas e estimular o uso de bicicletas em São Paulo.

 

Durante semanas foram enviadas respostas e um encontro presencial aberto foi realizado no início de junho para debater as ideias e proposições do questionário. Também foi pedido aos candidatos a prefeito de São Paulo que enviassem suas propostas, metas e iniciativas em favor da promoção do uso da bicicleta e garantia da segurança dos ciclistas na cidade, em caso de um possível mandato.

 

As propostas foram publicadas no site da Ciclocidade para avaliação e consulta. Em mais uma etapa do projeto “Eleições 2012 e a Bicicleta em São Paulo”, as duas entidade irão realizar encontros com os candidatos à Prefeitura para a assinatura de uma carta de compromisso com a mobilidade por bicicletas.

 

A carta apresenta 10 pontos com os quais o futuro prefeito de São Paulo deverá se comprometer para promover e garantir a mobilidade por bicicletas na cidade. O documento é resultado de discussões realizadas com a sociedade civil desde maio e de uma consulta realizada pela internet, que obteve mais 1000 respostas de ciclistas e não-ciclistas.

 

Neste sábado (14), o candidato Gabriel Chalita (PMDB) inicia a série de eventos para a assinatura da carta, com uma pedalada em direção ao comitê de campanha. No domingo (15) é a vez de Fernando Haddad (PT), que também aceitou pedalar por São Paulo e receber as propostas dos ciclistas. No sábado seguinte (21/07), a candidata Soninha Francine (PPS) discutirá as propostas dos ciclistas.

 

Os demais candidatos já foram contatados e serão agendados. No site da Ciclocidade é possível conhecer a carta de compromisso.

 

 

 

PUBLICADO EM 13/07/2012

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Pedalada com Fernando Haddad e apresentação de propostas para bicicleta em seu Plano de Governo para prefeitura de São Paulo

 

Atividade é iniciativa das associações de ciclistas urbanos, CicloBR e Ciclocidade, que buscam melhores políticas públicas envolvendo a bicicleta na cidade de São Paulo.

 

 

As associações de fomento e defesa do ciclista urbano, CicloBr e CicloCidade, farão um roteiro de bicicleta pela Avenida Paulista com o candidato a prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, e logo após, no Diretório Municipal, será feita uma apresentação e entrega da CARTA DE COMPROMISSOS COM A MOBILIDADE POR BICICLETA, elaborada pelos cicloativistas.

 

O texto apresentará 10 propostas para que o candidato a prefeito, Fernando Haddad, inclua em seu Plano de Governo e assuma uma administração com prioridades para a mobilidade humana, seja a pé ou de bicicleta.

 

O pedal com Fernando Haddad é uma iniciativa das associações de ciclistas urbanos, CicloBR e Ciclocidade, que buscam melhores políticas públicas envolvendo a bicicleta na cidade de São Paulo.

 

Fernando Haddad aproveitará a ocasião para apresentar suas propostas de mobilidade urbana por bicicleta em seu Plano de Governo, além de ouvir e debater com os ciclistas sugestões para governar a cidade de uma forma que incentive, valorize e proteja o descolamento urbano por bicicleta nas atividades diárias.

 

Os ciclistas que quiserem acompanhar a pedalada do CicloBr e Ciclocidade com Fernando Haddad da Avenida Paulista até o Diretório Municipal, podem se concentrar na Avenida Paulista,52, a partir das 09:30.

 

Imprensa, ciclistas, associações e interessados em conhecer as propostas, contribuir com sugestões e debater o assunto, pode ir direto para auditório do Diretório Municipal do PT, na Rua Asdrúbal do Nascimento, 226, aonde serão apresentadas as propostas de Fernando Haddad para bicicleta em seu Plano de Governo.

 

Domingo, 15 de julho às 10 horas.

 

O ponto de encontro para a pedalada será na Av. Paulista, 52 (Em frente ao Bradesco, próximo a Praça Osvaldo Cruz) a partir das 09:30.

 

- 10 horas - Pedalada do CicloBr e Ciclocidade com Fernando Haddad

 

Seguiremos pela Av Paulista, Praça do Ciclista, Rua bela Cintra, Rua Antonia de Queiroz, Rua Augusta, Rua Martins Fontes, Viaduto 9 de Julho, Viaduto Jacareí, Rua Maria Paula, finalizando o Diretório Municipal do PT.

 

- 11 horas - Diretório Municipal do PT

Rua Asdrúbal do Nascimento, 226 - Centro

 

- 11:00 - Apresentação do CicloBr e Ciclocidade das propostas da "Carta de Compromisso com a mobilidade por bicicletas"

- 11:10 – Apresentação das propostas para bicicleta no Plano de Governo de Fernando Haddad

- 11:20 – Abertura para sugestões e bate papo com ciclistas

- 11:30 – Assinatura do compromisso de incentivo a mobilidade urbana por bicicleta com o Ciclocidade e Ciclobr.

 

Evento aberto a todos os interessados, conheça e participe.

 

 

 

PUBLICADO EM 13/07/2012

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Ciclistas levam propostas de mobilidade por bicicletas a candidatos

 

Neste final de semana, Haddad e Chalita participam de pedaladas

 

No próximo final de semana a Ciclocidade e o CicloBR iniciam mais uma etapa do projeto “Eleições 2012 e a bicicleta em São Paulo”, realizando encontros com os candidatos à Prefeitura de São Paulo para a assinatura da Carta de compromisso com a mobilidade por bicicletas.

 

A carta apresenta 10 pontos com os quais o futuro prefeito de São Paulo deverá se comprometer para promover e garantir a mobilidade por bicicletas na cidade. O documento é resultado de discussões realizadas com a sociedade civil desde maio e de uma consulta realizada pela internet, que obteve mais 1000 respostas de ciclistas e não-ciclistas.

 

Os candidatos foram convidados para uma pedalada pelas ruas da cidade, apresentação e discussão dos compromissos propostos pelos ciclistas, a assinatura do documento e a gravação de um depoimento em vídeo sobre a mobilidade por bicicletas.

 

No próximo sábado (14), o candidato Gabriel Chalita (PMDB) inicia a série de eventos para a assinatura da carta, com uma pedalada em direção ao comitê de campanha. No domingo (15) é a vez de Fernando Haddad (PT), que também aceitou pedalar por São Paulo e receber as propostas dos ciclistas. No sábado seguinte (21/07), a candidata Soninha Francine (PPS) discutirá as propostas dos ciclistas.

 

Leia a íntegra da carta abaixo:

 

CARTA DE COMPROMISSO COM A MOBILIDADE POR BICICLETAS

 

O futuro prefeito ou prefeita de São Paulo assumirá em 2013 uma cidade com graves problemas de mobilidade urbana. Em 2012, a cidade bateu o recorde histórico de congestionamento, com 295 km de vias paradas (dos 800 km monitorados pela CET). Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, essa imobilidade resulta em um prejuízo anual de R$ 34 bilhões para a economia da cidade.

 

Os números refletem uma situação grave, onde motoristas sofrem com a perda de tempo no trânsito; usuários de transporte público, com as péssimas condições e insuficiência de ônibus; e pedestres, com a falta de respeito e espaço para circular com segurança pela cidade.

 

Juntos, todos sofremos com a poluição, a degradação dos ambientes de convivência e o aumento da agressividade nas ruas.

 

Por todo o mundo, o uso da bicicleta vem sendo tratado como um importante indicador de qualidade de vida, havendo um consenso crescente entre técnicos, gestores e urbanistas sobre a necessidade de inclusão definitiva deste modal nas políticas urbanas.

 

No início deste ano entrou em vigor a Política Nacional de Mobilidade Urbana que, entre outras diretrizes, indica a “prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados”, sugerindo aos gestores públicos atenção especial à mobilidade por bicicletas como alternativa para as cidades.

 

São Paulo ainda não conseguiu incluir a bicicleta de maneira efetiva nas políticas de transporte, contando com uma infraestrutura cicloviária insuficiente e com pouca utilidade para o ciclista urbano – atualmente, as ciclovias, ciclofaixas e rotas de bicicleta estão fragmentadas pela cidade, são incompletas ou possuem problemas de construção e manutenção.

 

A falta de continuidade dos projetos e ações, o descumprimento de prazos e o baixo investimento neste modal colocam um número cada vez maior de pessoas que optam pela bicicleta em risco nas ruas da cidade.

 

Entre 1997 e 2007 o número de viagens de bicicleta cresceu 176%, índice muito superior, por exemplo, aos 31% registrados no modo Metrô ou aos 13% de acréscimo no modo automóvel. Em 2012, estimamos que cerca de 500 mil pessoas utilizem a bicicleta ao menos uma vez por semana na cidade. Por outro lado, o orçamento municipal não alcançou sequer 0,04% do total de gastos do município em transportes de acordo com o Plano Plurianual 2010-2013.

 

Para atender essa demanda crescente, São Paulo precisa de um gestor disposto a investir efetivamente na mobilidade por bicicletas, oferecendo condições de articulação com o transporte coletivo e realizando ações em todas as regiões da cidade (inclusive na periferia, onde vive a maior parte dos ciclistas paulistanos).

 

Apresentamos aqui um conjunto de propostas que deverão nortear o trabalho de gestores/as comprometidos/as com a melhoria da qualidade de vida desta cidade e com a necessidade de transformar o modelo de mobilidade urbana em São Paulo:

 

1) Desenhar um plano cicloviário para toda a cidade baseado em estudos e pesquisas, criando uma rede de ciclovias, ciclofaixas e rotas de bicicleta que garantam deslocamentos seguros e confortáveis aos cidadãos. Executar o plano de acordo com os prazos anunciados para projetos e obras.

 

2) Aumentar em 0,25% por ano o orçamento municipal de transportes destinado à mobilidade por bicicletas por meio do Plano Plurianual, atingindo 1% do total de recursos em 2017.

 

3) Promover a participação da sociedade civil, implantando o Conselho Municipal de Transportes, garantindo o acesso fácil à informação e estabelecendo mecanismos efetivos de diálogo formal com a sociedade sobre programas, projetos e ações de interesse dos ciclistas.

 

4) Integrar a bicicleta ao transporte público, criando redes cicloviárias ao redor dos terminais de ônibus, estações de metrô e de trens. Instalar e manter bicicletários integrados aos terminais e estações, que sejam gratuitos, adequados à demanda e com o mesmo horário de funcionamento do transporte coletivo.

 

5) “Acalmar” o trânsito, com adoção do limite de velocidade de 50km/h em avenidas, ampliação das “zonas 30km/h” dentro dos bairros e instalação de dispositivos como rotatórias, faixas de pedestre elevadas, sinalização horizontal e outros.

 

6) Garantir a travessia segura de pedestres e ciclistas em todas as pontes dos rios Pinheiros e Tietê e suas alças de acesso, com a construção de calçadas, faixas de pedestres e ciclovias ou de pontes específicas para esses.

 

7) Desenvolver e implementar um Plano Diretor que estimule a redução dos deslocamentos, garantindo a distribuição equilibrada de moradias, serviços, empregos, infraestrutura, equipamentos culturais e de lazer por toda a cidade. Restringir a ação da especulação imobiliária, permitindo a densificação sem que haja verticalização excessiva.

 

Desestimular o uso do automóvel, aumentando as restrições de circulação e estacionamento em via pública, ampliando calçadas e calçadões e dando prioridade absoluta aos investimentos no transporte coletivo e na mobilidade de pedestres e ciclistas.

 

9) Desenvolver campanhas e programas permanentes de educação para todos que participam do trânsito, privilegiando o deslocamento seguro de pedestres e ciclistas. Intensificar a fiscalização dos comportamentos que colocam em risco a vida e ampliar as ações para locais e horários que hoje não têm fiscalização (noites, regiões periféricas e interior dos bairros).

 

10) Melhorar a convivência dos serviços de transporte público sobre pneus (ônibus e taxis) com as bicicletas, implantando programas de educação e reciclagem permanente de todos os condutores. Garantir condições adequadas de trabalho aos motoristas, privilegiando a direção segura em detrimento da pressa.

 

 

 

PUBLICADO EM 13/07/2012

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Cicloativistas propõem dez metas para candidatos à Prefeitura de SP

 

Organizações não-governamentais que defendem os direitos de ciclistas na cidade de São Paulo apresentaram nesta quinta-feira (12) um modelo de carta de compromisso com dez metas que devem submeter aos candidatos que disputam a Prefeitura de São Paulo nas eleições de outubro.

 

As organizações Ciclocidade e CicloBR querem que os candidatos assinem um documento se comprometendo com a realização dessas metas, que incluem redução do limite de velocidade para 50 km/h em avenidas, ampliação das zonas de 30 km/h e garantia de travessia segura para pedestres e ciclistas em todas as pontes sobre as marginais Pinheiros e Tietê.

 

De acordo com as entidades, o documento é resultado de discussões realizadas com a sociedade civil desde maio e de uma consulta realizada pela internet, que obteve mais 1 mil respostas de ciclistas e não-ciclistas. Os candidatos estão sendo convidados também para uma série de eventos com os cicloativistas, como pedaladas pela cidade, apresentação e discussão dos compromissos propostos pelos ciclistas na carta e gravação de um depoimento em vídeo sobre a mobilidade por bicicletas.

 

Após as dez metas, o candidato deverá anotar seu nome na declaração de compromisso que tem o seguinte texto: Eu, (nome do candidato), candidato (a) ao cargo de prefeito(a) de São Paulo, afirmo que, caso seja eleito(a), cumprirei os itens acima, a fim de garantir a melhoria das condições de mobilidade e qualidade de vida na cidade de São Paulo.

 

 

Metas propostas pelas organizações de ciclistas em SP

1 Desenhar um plano cicloviário para toda a cidade baseado em estudos e pesquisas, criando uma rede de ciclovias, ciclofaixas e rotas de bicicleta que garantam deslocamentos seguros e confortáveis aos cidadãos. Executar o plano de acordo com os prazos anunciados para projetos e obras.

2 Aumentar em 0,25% por ano o orçamento municipal de transportes destinado à mobilidade por bicicletas por meio do Plano Plurianual, atingindo 1% do total de recursos em 2017.

3 Promover a participação da sociedade civil, implantando o Conselho Municipal de Transportes, garantindo o acesso fácil à informação e estabelecendo mecanismos efetivos de diálogo formal com a sociedade sobre programas, projetos e ações de interesse dos ciclistas.

4 Integrar a bicicleta ao transporte público, criando redes cicloviárias ao redor dos terminais de ônibus, estações de metrô e de trens. Instalar e manter bicicletários integrados aos terminais e estações, que sejam gratuitos, adequados à demanda e com o mesmo horário de funcionamento do transporte coletivo.

5 “Acalmar” o trânsito, com adoção do limite de velocidade de 50km/h em avenidas, ampliação das “zonas 30km/h” dentro dos bairros e instalação de dispositivos como rotatórias, faixas de pedestre elevadas, sinalização horizontal e outros.

6 Garantir a travessia segura de pedestres e ciclistas em todas as pontes dos rios Pinheiros e Tietê e suas alças de acesso, com a construção de calçadas, faixas de pedestres e ciclovias ou de pontes específicas para esses.

7 Desenvolver e implementar um Plano Diretor que estimule a redução dos deslocamentos, garantindo a distribuição equilibrada de moradias, serviços, empregos, infraestrutura, equipamentos culturais e de lazer por toda a cidade. Restringir a ação da especulação imobiliária, permitindo a densificação sem que haja verticalização excessiva.

8 Desestimular o uso do automóvel, aumentando as restrições de circulação e estacionamento em via pública, ampliando calçadas e calçadões e dando prioridade absoluta aos investimentos no transporte coletivo e na mobilidade de pedestres e ciclistas.

9 Desenvolver campanhas e programas permanentes de educação para todos que participam do trânsito, privilegiando o deslocamento seguro de pedestres e ciclistas. Intensificar a fiscalização dos comportamentos que colocam em risco a vida e ampliar as ações para locais e horários que hoje não têm fiscalização (noites, regiões periféricas e interior dos bairros)

10 Melhorar a convivência dos serviços de transporte público sobre pneus (ônibus e táxis) com as bicicletas, implantando programas de educação e reciclagem permanente de todos os condutores. Garantir condições adequadas de trabalho aos motoristas, privilegiando a direção segura em detrimento da pressa.

 

 

Veja a íntegra da carta divulgada pelos cicloativistas:

 

CARTA DE COMPROMISSO COM A MOBILIDADE POR BICICLETAS

O futuro prefeito ou prefeita de São Paulo assumirá em 2013 uma cidade com graves problemas de mobilidade urbana. Em 2012, a cidade bateu o recorde histórico de congestionamento, com 295 km de vias paradas (dos 800 km monitorados pela CET). Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, essa imobilidade resulta em um prejuízo anual de R$ 34 bilhões para a economia da cidade.

Os números refletem uma situação grave, onde motoristas sofrem com a perda de tempo no trânsito; usuários de transporte público, com as péssimas condições e insuficiência de ônibus; e pedestres, com a falta de respeito e espaço para circular com segurança pela cidade.

Juntos, todos sofremos com a poluição, a degradação dos ambientes de convivência e o aumento da agressividade nas ruas.

Por todo o mundo, o uso da bicicleta vem sendo tratado como um importante indicador de qualidade de vida, havendo um consenso crescente entre técnicos, gestores e urbanistas sobre a necessidade de inclusão definitiva deste modal nas políticas urbanas.

No início deste ano entrou em vigor a Política Nacional de Mobilidade Urbana que, entre outras diretrizes, indica a “prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados”, sugerindo aos gestores públicos atenção especial à mobilidade por bicicletas como alternativa para as cidades.

São Paulo ainda não conseguiu incluir a bicicleta de maneira efetiva nas políticas de transporte, contando com uma infraestrutura cicloviária insuficiente e com pouca utilidade para o ciclista urbano - atualmente, as ciclovias, ciclofaixas e rotas de bicicleta estão fragmentadas pela cidade, são incompletas ou possuem problemas de construção e manutenção.

A falta de continuidade dos projetos e ações, o descumprimento de prazos e o baixo investimento neste modal colocam um número cada vez maior de pessoas que optam pela bicicleta em risco nas ruas da cidade.

Entre 1997 e 2007 o número de viagens de bicicleta cresceu 176%, índice muito superior, por exemplo, aos 31% registrados no modo Metrô ou aos 13% de acréscimo no modo automóvel. Em 2012, estimamos que cerca de 500 mil pessoas utilizem a bicicleta ao menos uma vez por semana na cidade. Por outro lado, o orçamento municipal não alcançou sequer 0,04% do total de gastos do município em transportes de acordo com o Plano Plurianual 2010-2013.

Para atender essa demanda crescente, São Paulo precisa de um gestor disposto a investir efetivamente na mobilidade por bicicletas, oferecendo condições de articulação com o transporte coletivo e realizando ações em todas as regiões da cidade (inclusive na periferia, onde vive a maior parte dos ciclistas paulistanos).

Apresentamos aqui um conjunto de propostas que deverão nortear o trabalho de gestores/as comprometidos/as com a melhoria da qualidade de vida desta cidade e com a necessidade de transformar o modelo de mobilidade urbana em São Paulo."

 

 

 

PUBLICADO EM 13/07/2012

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Manchete do 'Diário Oficial' do Estado revolta ciclistas paulistanos

 

 

Reportagem traz entrevista com ortopedista do HC, que sugere não pedalar na capital

 

EDUARDO GERAQUE

VANESSA CORREA

DE SÃO PAULO

 

"Mais ciclistas, mais acidentes", estampou o "Diário Oficial" do Estado de São Paulo na manchete de ontem.

 

Dentro da fotografia usada para ilustrar a reportagem, com uma bicicleta ao lado de carros, outra informação: "Especialista do HC recomenda não usar a bike no trânsito, mas 'sim em parques públicos e em ciclovias'".

 

A publicação do texto no jornal oficial do governo paulista foi o bastante para deixar ciclistas revoltados.

 

"A capa do 'Diário Oficial' do governo de amanhã será: 'Não saiam de casa: caminhar é perigoso', diz podóloga". O comentário, no Twitter, fazia alusão ao fato de um ortopedista ter sido escolhido para falar sobre o perigo das bikes em São Paulo.

 

Várias outras reações inflamadas se seguiram, algumas pedindo explicações ao governo. Thiago Benicchio, diretor da ONG Ciclocidade, disparou também, via microblog: "Que vergonha! Sai da rua e vai pro parque".

 

Por telefone, Benicchio disse que, para ele, a reportagem oficial "inverte a lógica" e coloca a culpa nos ciclistas, em vez de questionar como deixar a bicicleta mais segura.

 

"É como dizer: não saia a pé na cidade, já que o maior número de mortes no trânsito é de pedestres."

 

Benicchio também lembrou que o número de mortes de ciclistas tem permanecido estável na cidade, o que pode deixar a manchete imprecisa. Segundo dados da CET, o total de mortos na capital foi de 61 em 2009 e se estabilizou em 49 em 2010 e 2011.

 

Também via redes sociais, o ambientalista Roberto Smeraldi considerou a manchete uma gafe. "[Ela] Pode induzir acidentes ao dar justificativa para atropelamentos. Será desmentida amanhã?"

 

O governo diz que nem a Secretaria da Saúde nem o governador são contra as bicicletas.

 

Segundo sua assessoria, o texto está baseado na opinião do médico Jorge dos Santos Silva, chefe do grupo de trauma ortopédico do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas.

 

O argumento dele é embasado no fato de que, em 2012, só o HC internou nove ciclistas, quase o mesmo número de todo o ano passado.

 

"Para não colocar a vida de quem pedala em risco, recomendo não usar a bike no trânsito da capital. É uma opção segura de lazer em cidades menores, parques públicos e em ciclovias instaladas na capital, aos domingos."

 

 

PUBLICADO EM 12/07/2012

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São Paulo Reclama: Trapalhada (do Diário) Oficial

 

Trapalhada (do Diário) Oficial

C4 | Cidades/Metropole | quinta-feira, 12 de Junho de 2012 – O Estado de São Paulo

Texto contra ciclista em Diário Oficial vira polêmica – Reportagem publicada em jornal do Estado recomenda evitar pedalar na capital paulista 

Segue a matéria do Cidades: O Diário Oficial do Estado, veículo editado pela Imprensa Oficial, empresa do governo paulista, recomendou a ciclistas não usar bicicleta para se locomover no trânsito da capital. A recomendação faz parte de reportagem que saiu ontem (11/07/2012), intitulada “Mais ciclistas, mais acidentes”... 

... A reportagem do Diário Oficial ouviu apenas um especialista – o chefe do Grupo de Trauma Ortopédico do Hospital das Clínicas, Jorge dos Santos Silva... (que) afirmou que não é recomendável que ciclistas pedalem no trânsito de São Paulo... 

Primeiro comentário: Que resposta esperar de um médico, um dos melhores em sua área, que só recebe ciclistas arrebentados? 

Segue do Cidades... Sugestões. Outro trecho da reportagem traz recomendações atribuídas à Companhia de Engenharia de Trafego (CET), da Prefeitura de São Paulo, para que o leitor “não seja a próxima vítima”. Uma delas diz que “o tráfego em avenidas, apesar de permitido, é pratica pouco segura para o ciclista”. Essa informação, porém, não consta do site da companhia. Em suas páginas na internet a CET afirma que uma de suas principais diretrizes é estimular o uso da bicicleta. 

Comentário: 1 - Vítima de quem? Do trânsito ou da ausência da autoridade legalmente competente que não cumpre seus deveres legais? (Vide CTB) 2 – Pedalar em avenidas de fato não é recomendável, mas muitas vezes inevitável, principalmente para trabalhadores que simplesmente não tem alternativa de transporte e caminho. O problema sempre existiu, principalmente na periferia, muito antes da classe média redescobrir a bicicleta, e sempre foi negado. De novo, houve e segue havendo ausência das autoridades competentes. Não haver qualquer referência sobre o assunto na página oficial da CET fala por si só. Isto não faz da CET a única culpada. 3 – É normal que uma diretriz imposta de cima para baixo, como “estimular o uso da bicicleta ou melhorar a segurança dos pedestres”, encontre resistência dentro de um grupo de profissionais, excelentes em sua área específica, que trabalham numa companhia, CET, que por sua vez foi criada para “dar fluidez” ao trânsito de veículos motorizados. Se Thiago Benicchio, da Ciclocidade, entrevistado na mesma matéria do Estadão, nunca ouviu a CET falando que considera a bicicleta um sério perigo, eu, nestes meus mais de 30 anos de convivência com eles, ouvi muitas vezes e em diversos tons. E, de certa forma, entendo as razões deles; as profissionais e as legais. Eles, sabiamente, usam a lei a seu favor. Dentro da CET há alguns amigos de pedestres e ciclistas; e um bom grupo que, por força de vício, faz tudo pela fluidez. 

Como toda imprensa, sem exceção e não só o Diário Oficial, acaba escrevendo sobre as coisas de trânsito como inocentes motoristas, não vejo esta matéria do Diário Oficial com espanto, mas como mais um fato habitual e normal. O grau de erros, distorções e medos explícitos e implícitos sobre a questão da bicicleta e dos pedestres publicados e divulgados até hoje deixa claro que o artigo do Diário Oficial não passa de mais um “pequeno” deslize. 

A verdade incontestável é que todo veículo mal conduzido é perigoso, independente de ser uma bicicleta, moto ou automóvel. Dependendo da qualidade da pesquisa ou estatística, da fonte e principalmente de saber entender o que lá está escrito, provavelmente o automóvel não seja tão seguro assim. E não é. 

Em absolutamente todas as partes do mundo “quanto mais ciclistas nas ruas, menor o número de ciclistas acidentados”. Esta é uma verdade cientificamente incontestável. 

Bicicleta é um fato. Ponto final. O que falta é tratar o assunto com inteligência. Parece que esta é a dificuldade.

Arturo Alcorta 

 

PUBLICADO EM 12/07/2012

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Entidades iniciam série de eventos para assinatura de “Carta de compromisso com a mobilidade por bicicletas”

Candidatos Gabriel Chalita e Fernando Haddad são os primeiros a participar dos encontros

No próximo final de semana a Ciclocidade e o CicloBR iniciam mais uma etapa do projeto “Eleições 2012 e a bicicleta em São Paulo”, realizando encontros com todos candidatos à Prefeitura de São Paulo que aceitarem o convite para a assinatura da “Carta de compromisso com a mobilidade por bicicletas”.

No sábado (14), o candidato Gabriel Chalita (PMDB) inicia a série de eventos para a assinatura da carta, com uma pedalada marcada para às 10h da manhã, saindo do bairro de Higienópolis em direção ao seu comitê de campanha, onde deverá ser assinado o documento.

No domingo (15) é a vez de Fernando Haddad (PT), que também aceitou pedalar por São Paulo, discutir as propostas para as bicicletas e assinar a carta. O encontro com o candidato será 10h da manhã, saindo da Av. Paulista em direção ao comitê de campanha.

A Ciclocidade e o CicloBR estão em contato com as assessorias dos demais candidatos para agendar eventos similares e garantir o compromisso do próximo prefeito com a mobilidade por bicicletas.

A proposta é igual para todos:

1) pedalada pelas ruas da cidade (opcional);

2) apresentação e discussão dos compromissos propostos pelos ciclistas na carta;

3) assinatura do documento;

4) gravação de um depoimento em vídeo sobre a mobilidade por bicicletas (opcional)

A carta apresenta 10 pontos com os quais o futuro prefeito de São Paulo deverá se comprometer para promover e garantir a mobilidade por bicicletas na cidade. O documento é resultado de discussões realizadas com a sociedade civil desde maio e de uma consulta realizada pela internet, que obteve mais 1000 respostas de ciclistas e não-ciclistas.

CARTA DE COMPROMISSO COM A MOBILIDADE POR BICICLETAS

O futuro prefeito ou prefeita de São Paulo assumirá em 2013 uma cidade com graves problemas de mobilidade urbana. Em 2012, a cidade bateu o recorde histórico de congestionamento, com 295 km de vias paradas (dos 800 km monitorados pela CET). Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, essa imobilidade resulta em um prejuízo anual de R$ 34 bilhões para a economia da cidade.

Os números refletem uma situação grave, onde motoristas sofrem com a perda de tempo no trânsito; usuários de transporte público, com as péssimas condições e insuficiência de ônibus; e pedestres, com a falta de respeito e espaço para circular com segurança pela cidade.

Juntos, todos sofremos com a poluição, a degradação dos ambientes de convivência e o aumento da agressividade nas ruas.

Por todo o mundo, o uso da bicicleta vem sendo tratado como um importante indicador de qualidade de vida, havendo um consenso crescente entre técnicos, gestores e urbanistas sobre a necessidade de inclusão definitiva deste modal nas políticas urbanas.

No início deste ano entrou em vigor a Política Nacional de Mobilidade Urbana que, entre outras diretrizes, indica a “prioridade dos modos de transportes não motorizados sobre os motorizados”, sugerindo aos gestores públicos atenção especial à mobilidade por bicicletas como alternativa para as cidades.

São Paulo ainda não conseguiu incluir a bicicleta de maneira efetiva nas políticas de transporte, contando com uma infraestrutura cicloviária insuficiente e com pouca utilidade para o ciclista urbano - atualmente, as ciclovias, ciclofaixas e rotas de bicicleta estão fragmentadas pela cidade, são incompletas ou possuem problemas de construção e manutenção.

A falta de continuidade dos projetos e ações, o descumprimento de prazos e o baixo investimento neste modal colocam um número cada vez maior de pessoas que optam pela bicicleta em risco nas ruas da cidade.

Entre 1997 e 2007 o número de viagens de bicicleta cresceu 176%, índice muito superior, por exemplo, aos 31% registrados no modo Metrô ou aos 13% de acréscimo no modo automóvel. Em 2012, estimamos que cerca de 500 mil pessoas utilizem a bicicleta ao menos uma vez por semana na cidade. Por outro lado, o orçamento municipal não alcançou sequer 0,04% do total de gastos do município em transportes de acordo com o Plano Plurianual 2010-2013.

Para atender essa demanda crescente, São Paulo precisa de um gestor disposto a investir efetivamente na mobilidade por bicicletas, oferecendo condições de articulação com o transporte coletivo e realizando ações em todas as regiões da cidade (inclusive na periferia, onde vive a maior parte dos ciclistas paulistanos).

Apresentamos aqui um conjunto de propostas que deverão nortear o trabalho de gestores/as comprometidos/as com a melhoria da qualidade de vida desta cidade e com a necessidade de transformar o modelo de mobilidade urbana em São Paulo:

1) Desenhar um plano cicloviário para toda a cidade baseado em estudos e pesquisas, criando uma rede de ciclovias, ciclofaixas e rotas de bicicleta que garantam deslocamentos seguros e confortáveis aos cidadãos. Executar o plano de acordo com os prazos anunciados para projetos e obras.

2) Aumentar em 0,25% por ano o orçamento municipal de transportes destinado à mobilidade por bicicletas por meio do Plano Plurianual, atingindo 1% do total de recursos em 2017.

3) Promover a participação da sociedade civil, implantando o Conselho Municipal de Transportes, garantindo o acesso fácil à informação e estabelecendo mecanismos efetivos de diálogo formal com a sociedade sobre programas, projetos e ações de interesse dos ciclistas.

4) Integrar a bicicleta ao transporte público, criando redes cicloviárias ao redor dos terminais de ônibus, estações de metrô e de trens. Instalar e manter bicicletários integrados aos terminais e estações, que sejam gratuitos, adequados à demanda e com o mesmo horário de funcionamento do transporte coletivo.

5) “Acalmar” o trânsito, com adoção do limite de velocidade de 50km/h em avenidas, ampliação das “zonas 30km/h” dentro dos bairros e instalação de dispositivos como rotatórias, faixas de pedestre elevadas, sinalização horizontal e outros.

6) Garantir a travessia segura de pedestres e ciclistas em todas as pontes dos rios Pinheiros e Tietê e suas alças de acesso, com a construção de calçadas, faixas de pedestres e ciclovias ou de pontes específicas para esses.

7) Desenvolver e implementar um Plano Diretor que estimule a redução dos deslocamentos, garantindo a distribuição equilibrada de moradias, serviços, empregos, infraestrutura, equipamentos culturais e de lazer por toda a cidade. Restringir a ação da especulação imobiliária, permitindo a densificação sem que haja verticalização excessiva.

8) Desestimular o uso do automóvel, aumentando as restrições de circulação e estacionamento em via pública, ampliando calçadas e calçadões e dando prioridade absoluta aos investimentos no transporte coletivo e na mobilidade de pedestres e ciclistas.

9) Desenvolver campanhas e programas permanentes de educação para todos que participam do trânsito, privilegiando o deslocamento seguro de pedestres e ciclistas. Intensificar a fiscalização dos comportamentos que colocam em risco a vida e ampliar as ações para locais e horários que hoje não têm fiscalização (noites, regiões periféricas e interior dos bairros).

10) Melhorar a convivência dos serviços de transporte público sobre pneus (ônibus e taxis) com as bicicletas, implantando programas de educação e reciclagem permanente de todos os condutores. Garantir condições adequadas de trabalho aos motoristas, privilegiando a direção segura em detrimento da pressa.

Eu, ______________________________________________, candidato(a) ao cargo de prefeito(a) de São Paulo, afirmo que, caso seja eleito(a), cumprirei os itens acima, a fim de garantir a melhoria das condições de mobilidade e qualidade de vida na cidade de São Paulo.

 

PUBLICADO EM 12/07/2012

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