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Clipping de notícias com participação da Ciclocidade

Ciclistas debatem alternativas para incentivar uso de bicicletas

 

Cerca de 50 pessoas debateram neste sábado, em São Paulo, propostas para incentivar o uso de bicicletas na capital paulista. O evento foi promovido pelo Instituto CicloBR e pela Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade). No encontro, foram discutidas ações que o prefeito e os vereadores eleitos em 2012 podem fazer para melhorar as condições dos ciclistas e estimular o uso deste meio de transporte em São Paulo.

O grupo pretende redigir uma carta compromisso para os candidatos ao Legislativo e Executivo da cidade, para "garantir a preocupação dos futuros representantes da população com a mobilidade urbana". Para isso, uma consulta pública está sendo realizada pela internet.

No total, são 25 questões, sobre temas como educação no trânsito, sinalização, fiscalização, estrutura cicloviária e compartilhamento de pistas. O prazo para responder a enquete termina neste domingo.

De acordo com o grupo, o objetivo do evento deste sábado foi "ampliar o debate em torno da questão e também gerar mecanismos de cobrança e pressão para a construção de melhorias durante a vigência dos próximos mandatos municipais".

 

 

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Ciclistas discutem propostas um dia após recorde de trânsito em SP

 

Instituto CicloBR e associação Ciclocidade se reuniram neste sábado (2). Objetivo é elaborar carta para candidatos a prefeito e vereadores da capital.

 

Um dia após o recorde histórico de lentidão no trânsito de São Paulo, com 295 km de filas nas ruas e avenidas da cidade, 50 pessoas participaram neste sábado (2) de uma reunião para discutir propostas de mobilidade urbana e ampliação do uso das bicicletas na capital paulista.

 

O encontro ocorreu no espaço Contraponto, na Vila Madalena, Zona Oeste, das 10h às 14h. Segundo o diretor-geral do Instituto CicloBR, Felipe Aragonez, que promoveu o evento em conjunto com a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), a meta é cobrar dos candidatos a prefeito e vereadores soluções para o próximo mandato.

 

Para isso, as entidades colocaram este mês na internet uma consulta pública com 25 questões, sobre temas como educação no trânsito, sinalização, fiscalização, estrutura cicloviária e compartilhamento de pistas. Até sexta-feira (1º), 865 pessoas haviam respondido à enquete, que será encerrada neste domingo (3).

 

"A prévia do resultado foi discutida hoje na reunião, que contou com a presença de cicloativistas e cidadãos que pedalam ou têm vontade de fazer isso", disse Aragonez.

 

Os participantes da consulta destacaram que consideram "fundamental" um planejamento cicloviário, com ciclovias em pontes e ruas movimentadas e ciclorrotas em vias mais calmas. Pediram também bicicletários em todas as estações de trem e metrô e nos terminais de ônibus de São Paulo.

 

"O que chamou a nossa atenção é que a ciclofaixa de lazer, aos domingos, não foi o item mais citado, ficou lá embaixo. Os paulistanos querem usar a bicicleta para se locomover, ir do trabalho ou da escola/faculdade para casa e vice-versa", afirmou o diretor do CicloBR.

 

Entre os grupos que andam de bicicleta na cidade, Aragonez destaca os que só têm esse meio de transporte, os que o revezam com outros, e aqueles que apenas andam de bicicleta aos finais de semana ou feriados, em momentos de diversão.

 

Carta para candidatos à administração pública

 

Depois do feriado de Corpus Christi, o CicloBR e a Ciclocidade pretendem redigir e divulgar na imprensa e nas redes sociais uma carta destinada aos partidos e candidatos a prefeito e vereadores de São Paulo. A grande pergunta será: "O que o senhor pretende fazer sobre esse assunto se for eleito?", adianta Aragonez.

 

A segunda fase será a elaboração, até julho, de um termo de compromisso com 15 pontos importantes para ser assinado pelos candidatos.

 

"Ainda não decidimos o formato dessa abordagem, se será um debate, uma sabatina ou uma pedalada", disse o diretor do CicloBR. Ele ressalta que a população precisa que os prazos das obras sejam cumpridos, que a estrutura das ciclovias não seja pensada isoladamente do restante da cidade e que haja mais lugares para estacionar as bicicletas.

 

"Essa não é a salvação de tudo, mas devemos aprender a compartilhar diferentes veículos no mesmo trânsito", concluiu.

 

 

 

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Debate sobre a situação da bicicleta no trânsito

O diretor geral da Ciclocidade, Thiago Benicchio, associação que representa os ciclistas urbanos de São Paulo, e o engenheiro Fernando Calmon, colunista do UOL Carros, participaram de um debate ao vivo, nesta segunda-feira (26), no estúdio do UOL. As dificuldades enfrentadas por ciclistas na capital paulista e os problemas de infraestrutura para que as bicicletas sejam incluídas no trânsito foram discutidas por eles

 

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Kassab entrega apenas 4,5 km de ciclovias por ano

 

Prefeitura alega ter construído 76 km de vias para ciclistas, mas inclui na conta ciclofaixas que funcionam apenas aos fins de semana

Por Felipe Rousselet

 

No plano de metas da Prefeitura, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, prometeu construir 100 quilômetros de ciclovias na cidade até o fim de 2012. Do total prometido, só foram entregues 18 quilômetros, uma média de apenas 4,5  por ano.

 

A Prefeitura informa ter construído 76 quilômetros de ciclovias, mas, deste total, 13 quilômetros foram instalados dentro de áreas verdes e 45  nas chamadas ciclofaixas de lazer, que funcionam somente aos fins de semana.

 

Para o vereador Chico Macena (PT), autor da lei que cria o Sistema Cicloviário de São Paulo, a prefeitura não deveria contabilizar estas iniciativas como parte da meta prometida.  Na opinião do cicloativista Thiago Benicchio, as ciclofaixas de lazer não funcionam para o transporte. “Elas são rotas operacionais para um evento específico de fim de semana. Assim como a prefeitura fecha ruas para a São Silvestre e não pode afirmar que existe uma pista de cooper de 15  quilômetros em São Paulo, da mesma forma, ela não pode contabilizar as ciclofaixas de lazer como via de transporte”, afirmou.

 

De acordo com um levantamento da associação de ciclistas Ciclocidade,  São Paulo conta hoje com 110 quilômetros de estruturas destinadas aos ciclistas divididas em três categorias: ciclovias, ciclofaixas e vias de trânsito compartilhado (vias onde existe sinalização para ciclistas). Para Benicchio, os dois grandes problemas das ciclovias de São Paulo são as falhas técnicas na execução dos projetos e a falta de planejamento urbanístico coerente na definição das rotas.

 

Por outro lado, a CPTM investe na Ciclovia da Marginal Pinheiros, que possui 18,8  quilômetros de extensão. Mas na última quinta-feira, 22, a companhia informou que a ciclovia será fechada aos domingos e segundas-feiras, por nove semanas, para trabalhos de modernização da Linha 9 (esmeralda). A CPTM alega que a via será utilizada por carros, caminhões e equipamentos que trabalham nas obras da linha férrea. Nas segundas, será feito o trabalho de limpeza e manutenção da ciclovia.

 

A notícia desagradou os ciclistas que fazem uso da via. Pelo Twitter, o ciclista Ricardo Yasuda criticou a medida. “Aí o ciclista pega a marginal porque a ciclovia está fechada e ele que é imprudente”, disse. Outro problema da ciclovia é que ela fecha às 18h15 por falta de iluminação. A CPTM tem um projeto de instalar 700 postes alimentados por energia solar, mas, ainda busca patrocinadores para colocá-lo em prática. Segundo Benicchio, a prefeitura deveria distribuir melhor os recursos entre as diversas formas de transporte, assim não teria de recorrer à iniciativa privada na realização de obras em via pública.

 

Promessas não cumpridas

 

Dos 223 itens que a Prefeitura incluiu no plano de metas, chamado de Agenda 2012, Kassab só cumpriu 28% do que foi prometido. Metas fundamentais para a cidade estão longe de serem cumpridas como, por exemplo, os 66 quilômetros de corredores de ônibus prometidos. Até agora, nenhum quilômetro foi entregue à população. Das 223 promessas; 64 foram cumpridas, 156 estão em andamento, e três nem sequer foram iniciadas. A construção de mil postos de coleta de material reciclável, a capacitação de 50 mil trabalhadores por meio de ensino a distância e o investimento de R$ 300 milhões no Rodoanel não saíram do papel.

 

Em nota, a prefeitura se defende informando que das 155 metas em andamento, 74 delas já beneficiam diretamente a população. Apesar de apenas 64 itens terem sido concluídos, a prefeitura avalia o seu índice de eficácia em 69%.

 

Com relação às obras não iniciadas, a prefeitura informou que os locais para a implantação de mil pontos de coleta já estão sendo definidos pela Secretaria de Serviços e o Termo de Referência para contratação da empresa que irá operar o sistema de educação a distância está em fase de finalização. De acordo com a nota, “o governo estadual está usando verbas da União na obra do Rodoanel e ainda não solicitou colaboração do Município”.

 

 

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Ciclistas criam ‘atalhos’ para fugir dos carros

FABIANO NUNES

LUÍSA ALCALDE

Paulistanos que tiram as bicicletas da garagem durante a semana para ir ao trabalho ou a outros compromissos criam rotas alternativas para fugir do trânsito pesado e do confronto com motoristas. Existem sites especializados em criar esses roteiros. O serviço é gratuito. Basta enviar o local de onde pretende partir e para onde quer ir.

 

Para traçar rotas próprias, os ciclistas levam em consideração a segurança em primeiro lugar, o que significa pedalar fora de grandes avenidas e ruas movimentadas. Também buscam locais sem muitas subidas e descidas e arborizados. O principal motivo para o uso de bicicletas nos dias úteis é o trabalho, com 71%. O segundo é a educação, com 12%, seguido por lazer, com 4%, de acordo com a pesquisa Origem/Destino do Metrô de 2007 e atualizada em 2010.

Para mostrar como funciona esse meio de transporte na cidade e discutir as suas questões, o Jornal da Tarde publica desde segunda-feira uma série de reportagens sobre o tema.

“O ideal é testar os caminhos nos finais de semana, antes de fazê-lo propriamente para ir ao trabalho, principalmente aos domingos quando os motoristas estão mais ‘dispostos’ a ver as bicicletas”, ensina Aline Cavalcante, de 26 anos, do Pedalinas.Org. “Sugiro ao ciclista iniciante acessar sites e fóruns de discussão sobre mobilidade urbana onde é possível encontrar gente que pedala como meio de transporte”, diz ela.

Na sexta-feira, a reportagem acompanhou Thiago Benicchio, diretor-geral da Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), de sua casa, na Avenida Paulista, até a Assembleia Legislativa, na zona sul. “Para traçar uma rota levo em consideração, principalmente, a segurança. Busco o caminho que tenha o menor fluxo de carros e de ônibus”, explicou. Para fazer esse percurso, de pouco mais de quatro quilômetros, Benicchio saiu da Avenida Paulista. A via, que este ano registrou a morte de uma ciclista, só é escolhida por ele quando o tráfego está mais carregado.

“Quando o trânsito está mais rápido prefiro ir pela Alameda Santos. Jamais escolheria descer pela Avenida Brigadeiro Luís Antônio, que é repleta de ônibus”, disse. Essa rota ele fez em 15 minutos.

“O tempo não pode ser o requisito principal na hora de traçar um percurso. Porque geralmente o caminho mais rápido é também onde há grande movimento de carros e ônibus. Depois da segurança, é preciso levar em consideração também o conforto. Ruas mais arborizadas, tranquilas e onde não há muitas subidas”, disse.

Para o consultor em deslocamento humano e cicloativista André Pasqualine, algumas avenidas, como a Paulista, poderiam ter reduzida a velocidade dos ônibus para 40 km/h, além de aumentar a largura das faixas para uma ultrapassagem segura dos coletivos e dos ciclistas.

 

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Mais do que ciclovias, ciclistas exigem respeito em SP

 

A morte da ciclista Julie Dias em 2 de março, atropelada por um ônibus na Avenida Paulista, uma das principais avenidas de São Paulo, colocou em debate a segurança de quem pedala na cidade. A violência do episódio, a repercussão da tragédia e a mobilização de cicloativistas nas semanas seguintes ao episódio, atraíram câmeras, microfones e gravadores. Para bem ou para o mal, a bicicleta ganhou as manchetes. A maior parte dos artigos, reportagens e considerações divulgadas foram positivas*, com menções aos artigos do Código de Trânsito que versam sobre a obrigação dos veículos maiores de proteger e respeitar ciclistas e pedestres, e com espaço para opiniões sensatas sobre a necessidade de cuidado com a vida. Os "especialistas" em trânsito que defendem que a solução para os congestionamentos cada vez mais insuportáveis é ampliar túneis, avenidas e viadutos, asfaltar, asfaltar e asfaltar, aqueles fanáticos por velocidade que querem a qualquer preço aumentar o fluxo das vias, perdem espaço e dão lugar para gente que vislumbra uma São Paulo completamente diferente, repleta de corredores de ônibus, metrô, redes cicloviárias e pessoas menos estressadas e mais felizes.

 

São Paulo pode e vai mudar. E é hora de pensar em como estruturar essa mudança. Não bastam ciclofaixas de lazer nos fins de semana. Não bastam ciclovias que podem ter alto custo eleitoral, nem no Rio Pinheiros, nem pintadas no meio da Avenida Paulista. Na avenida em que a Julie morreu cabe sim uma ciclovia, mas ela deve ser pensada como parte de uma rede cicloviária ampla e bem estruturada. E, apesar de ter efeito simbólico e um potencial midiático fantástico, uma ciclovia na Avenida Paulista talvez seja menos prioritária do que outras redes cicloviárias necessárias em regiões críticas para ciclistas na cidade, muitas das quais nas periferias e não na região central. Mais do que obras pontuais, os ciclistas de São Paulo exigem respeito.

 

Comecemos pelo que é necessário. Foi com esta frase que teve início a reunião geral da Associação de Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) na última quarta-feira, segundo relato do amigo Matias Mickenhagen. Comecemos pelo que é necessário, depois pelo que é possível e, de repente, estaremos fazendo o impossível (frase atribuída à São Francisco de Assis). E o necessário neste momento é exigir que as autoridades considerem as necessidades de quem pedala. Que garantam infraestrutura e segurança, e que adotem as demais medidas imprescindíveis para garantir tranquilidade e segurança para quem opta por pedalar nas cidades, conforme determina a lei. Não é favor, é direito.

 

É necessário neste momento insistir que as mortes de ciclistas não são acidentais, mas sim sistemáticas e decorrentes de uma omissão quase criminosa de quem deveria zelar pela segurança no trânsito da cidade, como escreveu Thiago Benicchio, diretor-geral da Ciclocidade. "Não é acidental que a omissão do poder público em relação ao serviço de ônibus na cidade de São Paulo tenha como consequência a morte de ciclistas, além de uma dificuldade permanente de convivência entre ônibus e bicicletas. As reclamações enviadas à São Paulo Transporte (SPTrans) são muitas e não têm nenhum encaminhamento. O órgão lava as mãos e transfere para as empresas concessionárias a responsabilidade pela educação e fiscalização de motoristas, omitindo-se de seu papel. Ao mesmo tempo que continua a destinar rios de dinheiro para novas avenidas e túneis, o poder público segue agindo de maneira tímida, sem planejamento e continuidade nas ações de construção de infraestrutura e educação cicloviária na cidade. Com isso, só aumentaremos os índices de congestionamento, a poluição e as mortes no trânsito. E continuaremos a acreditar que elas são acidentais".

 

É necessário também cobrar para que a bicicleta não seja entendida somente como lazer, mas, mais do que isso, como transporte. Como bem escreveu o Gabriel Di Pierro Siqueira, diretor da Ciclocidade, "a bicicleta é uma realidade em São Paulo e em todo o mundo. Andam pelas ruas paulistanas mais de 500 mil ciclistas. A maioria utiliza a bicicleta não como instrumento de lazer, mas para realizar os seus trajetos diários." É questão de respeito. A rua precisa ser de todos.

 

* O ciclista urbano também virou, é claro, personagem de reportagens que procuraram caracterizá-lo como um irresponsável kamikaze sem amor pela própria vida, e recebeu críticas de gente tão Azeda que não merece nem ser mencionada neste espaço. Teve quem defendeu que ciclista deve ser proibido de circular, teve quem chamou cicloativista de fascista, sempre com o velho argumento de que passeatas são coisa de gente desocupada e egoísta que atrapalha o trânsito. Ao contrário de senhoras indignadas que têm espaço aberto permanente no blog, terrorista midiático (que tenta ganhar destaque vendendo medo) não ganha nem link no Outras Vias.

 

 

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