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Clipping de notícias com participação da Ciclocidade

Ciclistas fazem manifestação contra liminar que barra ciclovias em SP

Manifestacao contra MPE

Ciclistas protestam na noite desta quinta-feira (19) contra a liminar expedida pela 5ª Vara de Fazenda Pública que paralisa a construção de ciclovias em São Paulo (à exceção da que está sendo implementada na avenida Paulista).

O diretor de participação da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Daniel Guth, diz que o protesto foi organizado em menos de duas horas e que há entre 300 e 350 ciclistas participando.

Os ativistas começaram a manifestação na avenida Paulista e seguiram sentido Vergueiro. Eles pretendem protestar em frente ao Ministério Público, na rua Riachuelo, e depois seguir para o largo São Francisco.

Guth afirma que, apesar de o estopim ter sido a liminar, o protesto não é só para que ela caia.

"Estamos reivindicando que a liminar caia, mas também o investimento no sistema cicloviário, a manutenção das ciclovias, o aumento da rede cicloviária. Estamos estarrecidos com a ação movida pela promotora", diz.

O grupo, segundo ele, enviou uma petição ao Judiciário para que a sociedade civil participe da ação, defendendo o investimento nas ciclovias.

"Amanhã o juiuz vai deliberar para que a gente seja parte da ação. Uma terceira parte interessada. Ai poderemos, na Justiça, defender o uso das bikes e a garantia da segurança dos ciclistas nas ruas".

Procurada, a PM informou que o protesto -que começou por volta das 20h30– era pacífico e que havia cerca de 80 manifestantes.

 

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo.

Ministério Público entra com ação na Justiça para barrar ciclovias em SP

ARTUR RODRIGUES
DE SÃO PAULO

O Ministério Público entrou com ação pedindo à Justiça que a Prefeitura de São Paulo paralise todas as obras de ciclovias da cidade, inclusive a da avenida Paulista.

A ação foi ajuizada pela promotora Camila Mansour Magalhães da Silveira, que considera que a gestão Fernando Haddad (PT) não fez o planejamento necessário para a implantação da malha cicloviária.

A promotora acusa a gestão Haddad de criar as ciclovias "sem a devida avaliação sobre os efeitos no trânsito", citando também a segurança de ciclistas e pedestres como motivo.

Segundo o último balanço do site da prefeitura, foram construídos 205 km de ciclovias, de 400 km prometidos.

Técnicos do Ministério Público concluíram que "os relatórios apresentados, tanto pela CET como pela Prefeitura Municipal, são do tipo releases de imprensa das ciclovias implantadas, publicados no site da CET para consulta à população em geral, não fazendo parte dessa documentação encaminhada nenhum projeto de engenharia, ou seja, estudo de concepção ou viabilidade, projeto básico e projeto executivo".

Na ação, também são anexadas várias fotos de ciclovias com tinta desbotada e trechos sobre a calçada.

O Ministério Público pede liminar com multa diária de R$ 100 mil caso a prefeitura não paralise a construção das vias para bicicletas até que seja feita a apresentação de estudo de viabilidade técnica, projeto básico, projeto executivo e sejam realizadas audiências públicas sobre "toda e qualquer ciclovia, ciclofaixa e ciclorrota".

A ação também pede à Justiça que a prefeitura seja obrigada a recompor a pavimentação desfeita dos canteiros centrais, das calçadas e das vias em que os serviços não foram terminados, como no caso da avenida Paulista. A multa diária em caso de descumprimento também seria de R$ 100 mil e o prazo dado é de 30 dias.

A Justiça ainda não julgou a liminar.

Procurada, a prefeitura afirmou que "irá prestar todos os esclarecimentos necessários a respeito do planejamento e da execução das ciclovias".

O diretor da CicloCidade (Associação dos Ciclistas de SP), Daniel Guth, afirma que a promotora não ataca apenas a forma de execução das obras, mas as ciclovias como política pública.

"Ela não pode se colocar em defesa dos ciclistas em nosso nome. Infraestrutura garante segurança, ela inverteu a lógica", afirma.

Na opinião dele, a argumentação da promotora ainda defende o automóvel como principal meio de transporte.

Segundo Datafolha mostrou em fevereiro, caiu em 14 pontos a aprovação às vias exclusivas para bikes –de 80% favoráveis no levantamento de setembro, agora são 66%, enquanto os contrários saltaram de 14% para 27%.

 

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo.

Livro que traça panorama sobre uso da bicicleta no Brasil é lançado no Fórum Mundial da Bike

Capa Livro ABicicletanoBrasil

Enzo Bertolini

Nessa sexta-feira (27) será lançado em Medellín (Colômbia) o livro “A bicicleta no Brasil”, obra que reúne informações gerais sobre os usos e a cultura da bicicleta no país. O evento integra a programação do 4º Fórum Mundial da Bike (FMB), que é realizado pela primeira vez fora do Brasil.

O livro apresenta estudos, dados e levantamentos de dez capitais brasileiras, esmiuçando os contextos locais para a promoção e desenvolvimento do uso da bicicleta. São analisados ainda questões políticas e comerciais para a ampliação do uso da bicicleta no país e o impacto no cicloativismo nacional. “O livro é o início de uma série importante de publicações que romperão com muitos paradigmas e preconceitos sobre a mobilidade por bicicletas no Brasil”, declara o líder da rede Bicicleta para Todos e diretor de participação da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Daniel Guth, que também é responsável pela produção e direção editorial da publicação.

Congressistas, ministros, gestores públicos nacionais e locais receberão exemplares do livro. O objetivo é auxiliar no planejamento e desenvolvimento de políticas públicas que se adequem à realidade da mobilidade por bicicleta. “As bicicletas passam por um momento decisivo no país. Este movimento diverso foi retratado no livro, trazendo ainda mais força para a causa da mobilidade no Brasil” diz o presidente da Aliança Bike, Marcelo Maciel.

Produção coletiva

A publicação foi possível graças a parceria entre a associação Aliança Bike, a rede Bicicleta para Todos, a rede Bike Anjo, a União dos Ciclistas do Brasil (UCB) e o apoio do Itaú.

Coletivos e entidades representativas de ciclistas das dez capitais colaboraram na formulação do conteúdo: Ameciclo (Recife-PE), BH em Ciclo (Belo Horizonte-MG), Ciclocidade (São Paulo-SP), Cicloiguaçu (Curitiba-PR), Ciclourbano (Aracaju-SE), Ciclovida (Fortaleza-CE), Pedala Manaus (Manaus-AM), Rodas da Paz (Brasilia-DF), Transporte Ativo (Rio de Janeiro-RJ) e ViaCiclo (Florianópolis-SC).

O livro “A Bicicleta no Brasil” foi organizado por André Geraldo Soares, Daniel Guth, João Paulo Amaral e Marcelo Maciel, tem fotografias de Felipe Baenninger e diagramação, design e ilustrações de Giovana Pasquini.

Lançamento

Lançamento do livro “A Bicicleta no Brasil” no Fórum Mundial da Bicicleta
Dia: 27 de Fevereiro (6ª feira), às 18h30
Local: Plaza Mayor – Medellín (Colombia)


Fonte: Site Vá de Bike.

Uso compartilhado das ciclovias em São Paulo

‘Passeio inclusivo’ na capital paulista pretende reunir, neste domingo, quem usa bicicleta, triciclo, quadriciclo, cadeira de rodas, patinete, patins ou skate.

Luiz Alexandre Souza Ventura

O uso compartilhado das ciclovias começa a tomar forma em São Paulo. Para ampliar essa ideia, a cidade promove neste domingo, dia 1º de fevereiro, um ‘passeio inclusivo’ que percorrerá a distância de mil metros (ou um quilômetro), entre a Praça da Sé e a Praça das Artes, na região central da capital paulista.

Não é necessário fazer inscrição. Basta comparecer às 9h com bicicleta, triciclo, quadriciclo, cadeira de rodas, patinete, patins ou skate. O trânsito de qualquer um desses equipamentos de mobilidade pelos 214 km de ciclovias paulistanas está garantido por meio do decreto assinado pelo prefeito Fernando Haddad (PT) em dezembro do ano passado.

“Para que usa cadeiras de rodas é uma opção segura de mobilidade urbana”, diz Marianne Pinotti, secretária municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida.

Pessoas com deficiência visual terão ‘bikes-trenzinho’ conduzidas por guias. Haverá ainda empréstimos de bicicletas ou handbike. E, durante o trajeto, um ‘audiotour’ sobre os pontos turísticos. No fim do passeio, todos poderão visitar a exposição ‘O Mundo Segundo Mafalda’.

SERVIÇO:
I Passeio Inclusivo pelas Ciclovias de São Paulo
Data: 01/02/2015 – 9h (Catedral da Sé)
Trajeto:
- Praça da Sé
- Praça do Ouvidor
- Libero Badaró
- Viaduto do Chá
- Praça das Artes (previsão às 10h30)

A iniciativa tem apoio de:
Conselho Municipal da Pessoa com Deficiência (CMPD/SP)
Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade)
BikeTourSP
Dreambike
Associação Skate Sem Limite
Movimento Conviva
Bradesco Seguros

Fonte: Blog Vencer Limites.

Ciclovia vira 'corredor' para carroceiro na região central de São Paulo

GIBA BERGAMIM JR.
DE SÃO PAULO

 As buzinas começam a soar simultaneamente quando o trânsito trava na av. Duque de Caxias, centro. Puxando uma carroça lotada de sucata, o catador Edmilson Vieira da Silva, 42, ultrapassa os veículos parados com agilidade.

Nem precisou invadir a calçada. Usou parte dos 214 km de ciclovias instaladas em São Paulo desde o ano passado, sem perder tempo no rush e evitando acidentes.

É só dar uma volta pelo centro para se deparar com carroças abarrotadas de papelão, madeira e metais dividindo espaço com bicicletas.

Liberadas pelo prefeito Fernando Haddad (PT) para patins, patinetes, cadeiras de rodas, quadriciclos e até veículos elétricos, as ciclovias não contemplam carroças.

A exclusão inspirou um artista a estimular a "ocupação" das ciclovias pelos carroceiros, com aval de cicloativistas.

Em vias do centro e da zona oeste, ao lado dos desenhos oficiais de uma bicicleta, o grafiteiro Thiago Mundano e colegas adicionaram a imagem de um catador sorridente e a inscrição "#reciclovia".

O artista, mesmo idealizador do trabalho que deu cores a veículos de catadores, iniciou uma campanha pela liberação das carroças. Entregou o pedido a Haddad à presidente Dilma Rousseff (PT).

Embora a prefeitura tenha cadastro de cerca de mil catadores, estimativas de associações indicam haver 15 mil.

A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) diz que não há regulamentação nacional para a situação dos carroceiros e que, por isso, os orienta sem fiscalizá-los. Sobre os grafites, diz que vai apagá-los.

Assim como Mundado, o cicloativista Daniel Guth, da Ciclocidade, é favorável aos carroceiros. "Eles já são invisíveis aos olhos da lei, como profissão e como veículo. As ciclovias viraram um espaço perfeito para eles."

'TIME IS MONEY'

O catador Tadeu Silva, 52, defende a lógica do "tempo é dinheiro" para usar a ciclovia. "Se a gente fica parado no trânsito, pega pouco material no fim do dia, e ganha menos."

Tadeu diz nunca ter se deparado com críticas de ciclistas. "Nada, quando eles se aproximam, a gente já joga para o canto para eles ultrapassarem", disse.

Garimpador de recicláveis há 14 anos, Edmilson Vieira diz, porém, que já foi alvo de queixas. "Mas a gente vai ficar andando no meio dos carros? É muito mais perigoso", diz.

"Ciclovia tem de ajudar quem trabalha. É bem mais seguro para o catador ali do que no meio da rua", afirmou Guilherme Alves, 17, instalador de películas de carros, que usa apenas as ciclovias para se locomover.

 

Fonte: Jornal Folha de S.Paulo.

Roteiros e dicas para aproveitar as ciclovias de São Paulo durante as férias

oficina mao na roda ciclocidade centro cultural vergueiro

Oficina Mão na Roda do CCSP, cheia no dia da inauguração. Foto: Ciclocidade/Divulgação

Rachel Schein

A época de férias escolares é uma boa oportunidade para quem quer começar a pedalar nas ruas da cidade. Muita gente viaja, deixando as vias mais calmas e o trânsito fluindo melhor. E São Paulo agora tem mais de 210 km de ciclovias permanentes, o que possibilita que a própria cidade faça parte da diversão de quem ficou por aqui no verão.

O Vá de Bike preparou algumas dicas de passeios por ciclovias, ou praticando o intermodal bike + metrô no centro expandido, e selecionou os lugares que contam com paraciclos. Confira sugestões de roteiro a seguir, mas antes, lembre-se: ciclovias não são bons lugares para se aprender a pedalar do zero. Embora sejam seguras, os ciclistas habituais circulam a uma velocidade média de 20 km/h (ou até um pouco mais), o que pode representar risco a quem, adulto ou criança, ainda está aprendendo a andar de bicicleta ou não possui equilíbrio suficiente para evitar a pedalada em zig-zag. Para aprender a andar de bicicleta antes de usar as ciclovias, procure parques, praças ou mesmo ruas com movimento baixo de automóveis, como ruas sem saída.


Zona Oeste

O eixo da Faria Lima é plano e tem algumas opções de diversão. O Papai Noel do Shopping Iguatemi, que estava de bicicleta, agora “#partiuférias” e carrega uma câmera no pescoço.

Pedalando um pouco mais em direção a Pinheiros, chega-se ao Largo da Batata, um espaço perfeito para as crianças que querem tirar as rodinhas ou aprenderem a pedalar, por exemplo. Toda sexta-feira o coletivo A Batata precisa de você se encontra no espaço, propondo atividades culturais. Se ficar tarde para voltar pedalando, o metrô Faria Lima (linha amarela) está ali do lado e, a partir das 20h30 nos dias de semana, permite o transporte de bicicletas nos vagões. Aos sábados o transporte é permitido a partir das 14h30 e aos domingos e feriados a bicicleta é aceita durante todo o dia. O metrô da linha amarela fecha à meia-noite.

Na mesma ciclovia está o Instituto Tomie Ohtake, que exibe Salvador Dalí até 11 de janeiro. A exposição é gratuita. Quase na esquina com a avenida Pedroso de Moraes, encontra-se o Pirajá, bar e restaurante com mesas na rua que lembra os calçadões do Rio de Janeiro. O bar tem paraciclos à disposição.

Pedalando em direção ao Ceasa está o parque Villa-Lobos. Quem não tiver bicicleta ou não conseguir chegar até lá pedalando pode alugar uma bike na entrada principal. Tem pra todos os gostos e tamanhos. Há  também uma pista de pump track, onde as crianças podem fazer suas manobras desde que estejam com o equipamento obrigatório, além da própria ciclovia interna do parque. Atenção: a parte da ciclovia que vai da rua dos Pinheiros até o parque ainda não está totalmente acabada nem sinalizada, portanto, é bom prestar muita atenção nos cruzamentos, principalmente com crianças.

Saindo pela ciclovia da rua dos Pinheiros, entrando na rua Cunha Gago, chega-se à ciclovia da rua Arthur de Azevedo, onde está localizada a sorveteria Frida e Mina. O estabelecimento tem paraciclo e reabre no dia 8 de janeiro.

 

Ciclovia da Marginal Pinheiros

Para crianças maiores, é possivel fazer um circuito um pouco mais longo. Saindo da ciclovia da Faria Lima em direção à Vila Olímpia, quando a ciclovia acaba na esquina da avenida Cidade Jardim, é só continuar na rua Professor Artur Ramos e seguir pela ciclovia. Quando ela acaba, na estação de trem, há um trecho compartilhado na calçada. Atravessando a passarela chega-se ao Parque do Povo, onde a ciclovia continua. Também dá para seguir direto pela calçada que contorna o parque, chegando na ciclopassarela e pegando a Ciclovia da Marginal Pinheiros. Lá é possivel se abastecer de água e usar o banheiro.

As capivaras que frequentemente aparecem por lá são inofensivas e geralmente chamam a atenção de quem passa pelo local. Mas evite chegar perto propositalmente, pois elas podem ter carrapatos capazes de transmitir a febre maculosa.

 

Avenida Paulista

Quem estiver de bicicleta por Pinheiros e quiser aproveitar as opções de música, lazer e gastronomia da avenida Paulista a pé, pode guardar o veículo no bicicletário da estação Faria Lima do metrô. O bicicletário fica aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana e é gratuito.

Para quem for de bicicleta, aos domingos é possível colocar a bike no metrô e aproveitar a ciclofaixa de lazer, que funciona das 7 às 16hs – ou seguir pedalando mesmo (veja o mapa completo da estrutura montada aos domingos). As obras para a ciclovia da avenida começaram em 5 de janeiro (veja aqui), interditando a ciclofaixa de lazer no trecho de obra, mas ainda é possível utilizá-la em boa parte da avenida.

 

Centro

No centro da cidade há pelo menos duas exposições recomendadas para adultos e crianças.

A Mafalda, na Praça das Artes, fica até 28 de fevereiro (estação São Bento do metrô, linha azul, ou estação Anhangabaú, linha vermelha, com saída pela rua 7 de Abril) e Ron Mueck, que está em cartaz na Pinacoteca até 22/02, estação Luz do metrô (linhas azul ou amarela). Vale a pena dar uma volta no Parque da Luz, ao lado da Pinacoteca, porém no parque só é permitido que as bicicletas sejam empurradas. A Pinacoteca conta com paraciclo.

A Praça Dom José Gaspar tem alguns restaurantes à beira da ciclovia e conta com serviço de wi-fi gratuito. Os únicos paraciclos no local ficam na Biblioteca Mário de Andrade, também na Dom José Gaspar, mas do lado oposto aos restaurantes (a cerca de 50 metros de distância). Quem prefere ficar de olho na bike, há o gradil que cerca as áreas verdes da praça e que ficam bem diante dos restaurantes.

O bar e lanchonete Estadão (Viaduto Nove de Julho, 193), que fica aberto 24 horas e está a cerca de 150 metros da Praça Dom José Gaspar, decidiu investir em paraciclos a pedido de grupos de ciclistas que costumam fazer um lanche por lá nas madrugadas de passeio. O paraciclo fica bem em frente à casa.

A ciclovia passa ainda pelo Centro Aberto, um espaço recém modificado pela prefeitura em frente ao Largo São Francisco. O espaço tem um deck de madeira com cadeiras de praia e uma mesa de ping pong.

Continuando, chega-se à Praça da Sé. Subindo a Av. Liberdade, nos finais de semana acontece a feirinha da Liberdade, junto à estação de metrô de mesmo nome. Continuando pela ciclovia e subindo a R. Vergueiro, a próxima parada é o Centro Cultural São Paulo (CCSP), que sempre tem atividades infantis, além do permanente telhado verde com horta onde é possível brincar, descansar, ler ou tomar um sol. É no CCSP que adolescentes se reúnem para treinar passos de street dance quase que diariamente. Aos domingos, das 14h às 18h, e às terças-feiras, das 19 às 22h, acontece a Mão na Roda, oficina colaborativa onde voluntários ajudam quem quiser aprender a dar um tapa na magrela.

Apesar de estar sinalizada e ser segregada por tachões, a ciclovia da rua Vergueiro talvez ainda não seja tão segura para crianças. A velocidade permitida para automóveis no primeiro trecho – mais próximo ao centro – é de 40km/h (as chamadas zonas 40), mas a partir do bairro da Liberdade a velocidade aumenta para 50 km/h. Há um trecho de subida que fica mais estreito: se a criança for pequena e ainda pedalar em zig zag, ou se ainda usa rodinhas, melhor não arriscar, devido à chance dela se deslocar para fora da área segregada durante seu deslocamento.

Além das ciclovias, o centro é cheio de calçadões que durante a semana ficam lotados de pessoas, mas no final de semana tem um movimento mais tranquilo. O Pateo do Colégio, por exemplo, também já conta com o serviço de wi-fi gratuito.


Fonte: Site Vá de Bike.

Prefeito de São Paulo recebeu cicloativistas em nova reunião na Prefeitura

reuniao ciclistas prefeito fernando haddad e secretarios Foto Willian Cruz

Da esquerda para a direita: secretário de Coordenação das Subprefeituras, Chico Macena;
prefeito Fernando Haddad; secretário de Transportes, Jilmar Tatto, secretário de Desenvolvimento Urbano,
Fernando de Mello Franco; e secretário do Verde e Meio Ambiente, Wanderley Meira do Nascimento. Foto: Willian Cruz


Willian Cruz

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, recebeu na quarta-feira 17 de dezembro um grupo de cicloativistas para mais uma reunião, em que se discutiu o andamento e os próximos passos do plano de ciclovias e de incentivo ao uso da bicicleta na cidade. Também participaram do encontro os secretários Chico Macena (Coordenação das Subprefeituras), Jilmar Tatto (Transportes), Fernando de Mello Franco (Desenvolvimento Urbano), e Wanderley Meira do Nascimento (Verde e Meio Ambiente). Estiveram presentes representantes de entidades do segmento, ciclistas representando diversas regiões da cidade e membros do Grupo de Trabalho (GT) de Bicicletas do Conselho Municipal de Transportes e Trânsito (CMTT).

Sinalização

A reunião começou com um rápido balanço por parte do prefeito sobre a estrutura implantada, a repercussão do plano de 400 km e as resistências pontuais. Com pauta bem definida e montada colaborativamente antes da reunião, os ciclistas iniciaram comentando pequenas variações na sinalização que podem ser notadas em diferentes ciclovias da cidade, pedindo sua padronização.

Suzana Nogueira, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), respondeu que há um padrão e ele está sendo seguido, no que foi complementada pelo secretário Jilmar Tatto: “cada local da cidade tem equipes diferentes, mas o padrão é o mesmo”.

Pintura

Tatto comentou que no início foi utilizada a “tinta a frio”, o que é uma prática da CET para primeiras sinalizações. “Na medida que começa a consolidar [a implantação de ciclovias], a gente já está usando a tinta a quente, que dá mais aderência, dura mais e tem maior nitidez de cor”, afirmou. Na Praça Vilaboim, por exemplo, já foi utilizado um tipo diferente de tinta, com uma camada mais grossa. Numa segunda fase será retirada uma pequena camada do asfalto, para receber um recapeamento com pavimento asfáltico já pigmentado - veja nossa matéria sobre essa iniciativa.

Ciclovias em avenidas

Os ciclistas solicitaram que a prioridade de implantação seja em vias arteriais (grandes avenidas), que são muito utilizadas por ciclistas e também são onde estes correm maior risco. Suzana explicou que o contexto final da implantação contempla ampla conectividade, abrangendo todas as regiões da cidade, e afirmou que “as pessoas conseguirão se deslocar de uma região para outra sem problemas”.

Sobre o uso de vias arteriais, ela destacou que “o critério foi construir uma malha cicloviária que se integre” e que “em alguns casos é bastante agressivo colocar o ciclista em uma avenida com muitas faixas”, então havendo alternativa à via arterial, ela será utilizada, sempre que isso for viável. Em termos de velocidade, há uma determinação do secretário para redução do limite em todas as vias arteriais, “para o trânsito em geral se tornar muito mais harmônico”.

Ciclovia sob o Minhocão

A respeito da ciclovia que será implantada debaixo do Elevado Costa e Silva, o popular Minhocão, Haddad foi enfático em afirmar que “os moradores de rua foram todos cadastrados e alojados em hotéis” e que “ciclovias não são higienistas”, reforçando que ninguém foi retirado dali à força e que o que está sendo feito é uma “requalificação” do espaço.

A ciclovia sob o elevado terá “iluminação de túnel”, com LEDs dia e noite, “para permitir que as pessoas se apropriem daquele espaço”, segundo o prefeito. A estrutura servirá de ligação entre as ciclovias já implantadas nas regiões de Santa Cecília e Barra Funda com a rede da região central.

8 mil paraciclos

Jimar Tatto reafirmou a intenção de instalar na cidade 8 mil paraciclos (suportes para prender a bicicleta) e contou que a licitação está concluída. Os paraciclos são em formato U invertido. O prefeito fez algumas perguntas sobre segurança ao trancar a bicicleta e se o modelo do paraciclo é seguro, ao que respondemos que “depende da tranca e do local”, mas que o modelo do paraciclo em si é um dos mais indicados, além de ser o padrão já adotado pela cidade. Saiba mais aqui sobre os novos paraciclos e veja como trancar sua bicicleta de forma segura.

Semáforos para ciclistas

A CET reconhece que há pontos a melhorar na sinalização, entre eles a instalação de mais semáforos para ciclistas, e que isso está sendo equacionado. A maior parte das mudanças já está em projeto e serão implantadas em breve.

Um exemplo recente de melhoria na sinalização foi a mudança na Av. Liberdade, que noticiamos em nossa fan page. Quem utiliza várias ciclovias na cidade percebe que melhorias e adequações pontuais vêm realmente sendo feitas.

Fiscalização e multas

Os cidadãos reforçaram a necessidade de fiscalizar e punir quem coloca em risco a vida de outras pessoas ao dirigir seu automóvel, reconhecendo a limitação na quantidade de agentes da CET e depositando suas expectativas na entrada da GCM para ajudar a massificar essa fiscalização. Ressaltaram que o trânsito é ainda mais perigoso à noite e que essa fiscalização não pode continuar sendo feita só em horário comercial, pensando apenas na fluidez. Precisa ser feita 7 dias por semana e também durante a noite.

“Foi feito o convênio e os guardas [civis metropolitanos] já estão sendo capacitados”, afirmou Haddad. Tatto complementou contando que já há 1200 guardas treinados e que “a previsão é começar dia 15 de janeiro”. Os ciclistas apontaram que há situações, como conversões, que não são possíveis de serem registradas por equipamento eletrônico, necessitando de pessoas para fazer a fiscalização, e sugeriram a tentativa de uma articulação com a Polícia Militar para ajudar na fiscalização durante a noite.

Nos primeiros seis meses de 2014, mais de 10 mil multas foram aplicadas a motoristas que colocaram ciclistas em risco, numa média de uma autuação a cada 25 minutos na cidade. Veja aqui quais são as condutas autuadas.

Traffic Calming

Houve a sugestão de que as subprefeituras façam pequenas obras de traffic calming (acalmamento de trânsito), como por exemplo o avanço das esquinas – recurso conhecido internacionalmente como curb extension ou neckdown - para reduzir a velocidade dos automóveis nas curvas, justamente o ponto de travessia de pedestres. Também foram citadas as “lombofaixas” (travessias de pedestres elevadas) como forma de tornar o trânsito mais seguro para pedestres e ciclistas, com uma explicação de seu conceito e de sua correta implementação.

Convivência com ônibus e táxis

A urgência de treinamento com motoristas de ônibus, para que aceitem melhor o necessário compartilhamento com ciclistas nas faixas localizadas à direita da via, foi destacada com bastante ênfase pelos cidadãos presentes. Outra preocupação foi quanto a uma política clara em relação ao treinamento, pois as empresas alegam que os motoristas são treinados para compartilhar a via mas nem sempre é o que se percebe no dia a dia. As linhas de ônibus intermunicipais foram apontadas como um problema, pois não respondem à SPTrans e portanto não há nem ao menos como registrar denúncias. Por outro lado, comentou-se que os motorista, em geral, passaram a dirigir bem menos estressados depois da implantação das faixas e, portanto, mais receptivos, num panorama geral, a compartilhar esse espaço com ciclistas.

Solicitou-se a legitimação do direito de circular de bicicleta pelas faixas de ônibus à direita, pois hoje não há nada que indique com clareza ao motorista que o ciclista pode circular ali, resultando em situações graves de conflito. A sugestão é colocar pictogramas de bicicletas nas faixas de ônibus, em vias onde não há ciclovia, de maneira semelhante à sinalização das ciclorrotas. Isso passaria ao motorista a mensagem clara de que a bicicleta pode circular naquele espaço, pois há quem ameace propositalmente os ciclistas com base na certeza de que estão trafegando onde não deveriam. Esse compartilhamento funciona em várias cidades, como Paris e Londres, por exemplo. O secretário de Transportes sugeriu fazer um piloto, em local que ainda será estudado.

Também foi apontada a necessidade de alguma forma de treinamento com taxistas, pois a convivência com eles nas faixas precisa melhorar sobretudo nas faixas de ônibus. Os motoristas de táxi costumam usar essas faixas como pista de ultrapassagem e se incomodam com a presença de ciclistas à sua frente, muitas vezes ameaçando-os com seus veículos e criando situações de risco. Ainda a respeito dos táxis, foi reportado que há a intenção de liberar equipamentos para que possam transportar bicicletas, mas há regras que hoje impedem que isso seja implementado, o que precisa ser revisto.

Periferia

Representantes da região sul da cidade pediram uma maior atenção à periferia, onde a situação dos ciclistas é bem mais difícil que no centro expandido, tanto pelo comportamento dos motoristas quanto por características das vias e condições de asfalto. Foram citados os casos da M’Boi Mirim e da Ponte do Jardim Capela.

Jilmar Tatto afirmou que o plano de ciclovias prossegue agora para a periferia, mas reconheceu que há dificuldades com o traçado, sobretudo em bairros populosos. “O nosso objetivo é chegar nas divisas. Queremos chegar em todas as divisas de São Paulo.”

Campanha de comunicação

A campanha Respeito Bicicleta, realizada pela prefeitura em 2013, foi lembrada como ponto positivo, mas que ficou muito pontual e já foi esquecida. Os ciclistas pediram que haja uma campanha constante, com foco na legitimidade dentro e fora das estruturas, porque com o aumento das ciclovias a tendência é que as pessoas comecem a acreditar que os ciclistas devem se restringir a elas, não devendo circular nas demais vias.

Para que essa campanha seja feita com continuidade, o prefeito sugeriu que não se use TV por causa do custo. “Se a gente usar rádio, terminal, rádio comunitária, internet, painéis, os relógios da cidade, para ir passando a mensagem, com menos recursos a gente consegue dar perenidade, em uma campanha contínua. Em TV não tem como fazer isso, você não consegue fazer uma campanha de comunicação permanente, o custo é proibitivo”, destacou Haddad. “Acho que a gente deveria contar com formas alternativas, menos custosas, para ter essa continuidade – que talvez seja o segredo da consolidação desse programa”, completou.

Lei de Zoneamento

A Ciclocidade trouxe ao secretário Fernando Mello Franco um documento elaborado em conjunto com o LabCidade (FAU-USP), de contexto bastante técnico, abordando temas como medidas mitigatórias e compensatórias ligadas aos pólos geradores, envolvendo estruturas cicloviárias e acalmamento do tráfego nessa questão. Um dos objetivos é alinhar a lei aos avanços conquistados no Plano Diretor.

Ciclopassarelas

“Nós temos quatro ciclopassarelas já em projeto básico”, revelou o secretário de Transportes durante a reunião. Essas ciclopassarelas, todas sobre o Rio Pinheiros, serão construídas ao lado de pontes cuja estrutura não comporte reforma para acrescentar ciclovias e que, portanto, não estão no plano de adequação de 28 pontes. São elas: Cidade Jardim, Itapaiúnas (próximo à João Dias), Eusébio Matoso e Socorro. As estruturas serão conectadas à Ciclovia Rio Pinheiros. Divulgaremos mais detalhes em breve.


Fonte: Site Vá de Bike.

Haddad libera skate, patins e cadeira de rodas nas ciclovias

Decisão do governo tenta também dar volume de uso para as vias exclusivas, que ainda seguem vazias nos dias de semana

Diego Zanchetta

COM CAIO DO VALLE e PAULA FELIX

SÃO PAULO – O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), publicou decreto nesta terça-feira, 16, que autoriza a circulação de skate, patins, patinete, triciclo, quadriciclo, cadeiras de rodas e bicicletas elétricas nas ciclovias e ciclofaixas. A decisão ocorre seis meses após o governo massificar a implementação das vias para ciclistas.

Todos esses equipamentos também poderão rodar pelas ciclovias e ciclofaixas mesmo que movidos a energia elétrica, desde que não sejam “equiparados a ciclomotor” e “desempenhem velocidades compatíveis com a via, a segurança e o conforto dos demais usuários”. Segundo o decreto, os órgãos municipais de trânsito, como a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), “poderão restringir a circulação de veículos e equipamentos em vias e trechos específicos, desde que devidamente sinalizados”.

A reportagem do Estado apurou que a decisão do governo tenta também dar volume de uso para as ciclovias, que ainda seguem vazias durante a semana. É somente nos sábados e domingos que as faixas têm registrado público maior.

O prefeito também facilita a circulação de pessoas com deficiência, usuárias de cadeiras de rodas, nas ciclovias. A liberação para os skatistas atende a um pedido feito pelos praticantes da modalidade – o skate é o segundo esporte mais praticado na capital, atrás apenas do futsal.

A determinação foi bem recebida por cicloativistas e representantes dos skatistas na capital. Diretor de participação da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Daniel Guth diz que a inclusão de outros meios de transporte nas ciclovias é importante para a cidade. “Muitas vezes, as pessoas tendem a criar um certo atrito entre ciclistas e skatistas, mas o que há são pessoas promovendo saúde.” Guth criticou apenas o fato de carroceiros não terem sido incluídos. “Eles estão utilizando as ciclovias, especialmente na região central, e não há nenhum projeto de inclusão no sistema.”

O presidente da Federação Paulista de Skate, Roberto Herondino Maçaneiro, concordou com a proposta, mas disse que é necessário garantir a segurança. “É boa decisão, desde que sejam respeitadas as normas de convivência. Temos poucos espaços com equipamentos específicos para skate e são mais de 500 mil praticantes.”

Elogio. Em tratamento para recuperar o movimento das pernas, o auxiliar de cozinha Bruno Breni dos Santos, de 21 anos, sofreu um acidente de moto e usa cadeira de rodas há um ano. Ele já é adepto das ciclovias. “Fica melhor para se locomover, porque as calçadas não são adaptadas e têm muitos buracos.”

A jogadora de basquete Vilma Miranda, de 47 anos, é cadeirante desde os 20, quando foi vítima de uma bala perdida, e também é a favor da utilização das vias para bicicletas por pessoas em cadeiras de rodas. “A convivência é possível, já fui várias vezes para ciclovias em praias e nunca aconteceu nada. Dá para conviver em paz.”

Fonte: Blog Diego Zanchetta.