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Clipping de notícias com participação da Ciclocidade

Ação por travessia segura em pontes de São Paulo (vídeo)

Willian Cruz

Na manhã do Dia Mundial Sem Carro de 2014, duas pontes de São Paulo amanheceram com faixas com os dizeres “pontes para pedestres e ciclistas”. Saiba mais sobre a ação nesta matéria e no vídeo abaixo.


Fonte: Site Vá de Bike.

Homens são maioria em ciclovias de São Paulo

Por Caio do Valle

Pesquisa feita em três vias da cidade mostra que maior movimento é no horário de pico, o que indica uso para o trabalho, diz associação

SÃO PAULO - A maior parte dos ciclistas que circulam pelas ciclovias da capital paulista é formada por homens sem capacete e carregando mochilas, que usam a bicicleta em horários de pico para ir e voltar do trabalho. O perfil foi traçado pelo levantamento da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade).

A pesquisa foi realizada nas ciclovias da Rua Vergueiro, na zona sul, e das Avenidas Inajar de Souza, na zona norte, e Eliseu de Almeida, zona oeste. Os dados foram coletados nos dias 2, 9 e 16 deste mês. Os horários de maior passagem de ciclistas foram nos picos da manhã e da tarde, o que indica a utilização das vias para chegar e sair do trabalho, segundo o diretor de participação do Ciclocidade, Daniel Guth. “Constatamos que as pessoas estão com a roupa do trabalho, poucos estão com roupa de esporte, lazer.” 

Distribuição de ciclistas nas vias exclusivas é maior entre 7 e 9 horas e das 17 às 19 horas

A distribuição de ciclistas nas vias exclusivas é maior entre 7 e 9 horas e das 17 às 19 horas. Por hora, as três ciclovias contabilizam, em média, 76 pessoas pedalando nos dois sentidos.

Na Avenida Eliseu de Almeida, que já tinha parte do trajeto delimitado no canteiro central antes de sua abertura oficial, a quantidade de ciclistas aumentou neste ano. Na comparação com outro levantamento feito no local pelo Ciclocidade em 2012, o número de ciclistas ao longo do dia aumentou 53%, passando de 580 para 888. No mesmo local, a proporção de mulheres ciclistas subiu, de 20 para 60 ao dia. “Na região central, vejo muitas crianças em cadeirinhas, com pais ou irmãos, pedalando juntos. Isso mostra que está o trânsito está sendo humanizado”, diz Guth. 

O diretor de participação do Ciclocidade cobra ampliação da infraestrutura cicloviária na cidade, o que deve ampliar a demanda por bicicletas.

‘Nós, ciclistas’. Na tarde desta terça-feira, 23, a reportagem encontrou, durante 30 minutos, 13 ciclistas utilizando a ciclovia da Rua Vergueiro, na esquina com a Rua Correia Dias, no Paraíso. “É a primeira vez que estou usando aqui, gostei. Pretendo abandonar meu carro e minha moto para trabalhar de bike”, afirmou o cientista político Flávio Álvares, de 36 anos, que mora a 6,5 quilômetros do trabalho, nos Jardins.

“Com as ciclovias, estão respeitando mais os ciclistas. Mas eu acho que a Prefeitura tinha de construir mais do que os 400 quilômetros que está prometendo”, diz o bike courier Eduardo Lima, de 30 anos.

Em agenda pública com cicloativistas, nesta terça-feira, o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, afirmou que, até o dia 31 de dezembro, todos os 28 terminais de ônibus municipais terão bicicletários. 

“Pelo menos 15 terminais já têm e todos terão até o fim do ano. O bicicletário dá segurança para o ciclista porque guarda a bicicleta, tem gente que cuida dela. Quando ele volta com o transporte público, pode pegar a bicicleta e voltar para casa”, disse o secretário. / COLABOROU MÔNICA REOLOM

 

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Pontes amanhecem com faixas a favor de travessia de pedestres e ciclistas em São Paulo

Por Enzo Bertolini

Cicloativistas colocaram uma enorme faixa da campanha “Adote uma Ponte” na ponte da Freguesia do Ó, no Dia Mundial Sem Carro. Foto: Antonio Miotto

Na manhã desta segunda-feira (22), Dia Mundial Sem Carro, duas faixas com os dizeres “pontes para pedestres e ciclistas” foram penduradas nas pontes da Freguesia do Ó, zona Norte de São Paulo, e Estaiada, na zona Sul. A ponte da Freguesia já havia sido alvo de uma ação na semana anterior, quando bicicletinhas foram pintadas no asfalto para sinalizar a presença de bicicletas na via.

As faixas são uma ação da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) para chamar a atenção para o fato de que as pontes da capital paulista são elementos segregadores da mobilidade humana. A entidade lançou na semana passada a campanha “Adote uma ponte” para incentivar voluntários a adotarem pontes e documentarem as barreiras a cadeirantes, pedestres, ciclistas ou qualquer outro modal movido à propulsão humana enfrentam na travessia. As informações serão integradas em um grande mapa coletivo e informativo.

A título de exemplo, a ponte Estaiada, elevada a sinônimo de monumento em São Paulo, não possui calçadas e proíbe a travessia de bicicletas. A menos que as pessoas estejam a bordo de algum veículo automotor, a travessia não pode ser realizada.

Pontes com ciclovias

O secretário de Transportes de São Paulo, Jilmar Tatto, afirmou nessa manhã que apresentará ainda nessa semana o programa de travessia de pontes para bicicletas. A ponte da Casa Verde, que faz ligação da avenida Braz Leme com o centro, será o local do projeto piloto. A construção de ciclopassarelas também está prevista.

Foto: Antonio Miotto

Fonte: Vá de bike.

Em dia de pedalada, Haddad comete gafes e pede isenção de imposto; veja

DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), cometeu duas gafes ciclísticas ao trocar o carro pela bicicleta no Dia Mundial sem Carro, nesta segunda-feira (22), como mostra o vídeo acima.

O mandatário pedalou pela manhã de sua casa, no Paraíso (zona sul), até a Prefeitura de São Paulo, no viaduto do Chá (centro).

No trajeto, atravessou sobre a faixa de pedestres na rua Vergueiro e na rua Líbero Badaró, já ao lado da prefeitura. Pelo CTB (Código Brasileiro de Trânsito), Haddad deveria descer da bicicleta e se comportar como pedestre para atravessar na faixa.

"Eu não reparei, estava seguindo o comboio ali", remendou o Haddad, sobre a infração.

Foram cerca de 30 minutos até o viaduto do Chá, com algumas paradas para entrevistas durante o percurso.

ISENÇÃO DE IMPOSTOS

Haddad aproveitou a ocasião para defender a isenção de impostos para fabricantes de bicicletas. Segundo ele, a proposta será encampada junto a Frente Nacional de Prefeitos, da qual faz parte.

O prefeito rebateu ainda as críticas por seu veto ao projeto da Câmara Municipal que previa a devolução, por meio de desconto no bilhete único, dos valores pagos em impostos na compra da bicicleta.

"A prefeitura não pode devolver um tributo que ela não cobra", disse.

Os impostos que incidem sobre o custo da bicicleta são federais (IPI, Cofins) e estaduais (ICMS).

Haddad chamou os cicloativistas presentes a pressionar os candidatos a governador e a presidente a se comprometerem com a medida.

Há hoje 30 projetos pelo fim do IPI tramitando no Congresso, diz Daniel Guth, do Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo), e mais de 100.000 assinaturas em apoio ao fim dos tributos para bicicletas.

 

Fonte: TV Folha.

Viadutos e pontes das Marginais do Pinheiros e Tietê terão ciclovias

Prefeitura de São Paulo também vai construir ciclopassarelas paralelas às vias já existentes da capital

Por Rafael Italiani e Diego Zanchetta

SÃO PAULO - A Prefeitura de São Paulo vai criar ciclovias em viadutos e pontes das Marginais do Pinheiros e do Tietê neste ano. O projeto-piloto será implementado na Ponte da Casa Verde, na zona norte da capital, com uma ciclovia de dois sentidos, sobre a calçada, na pista sentido centro do viário. De acordo com o secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto, o programa completo será apresentado nesta semana.

“Vamos fazer um piloto na Ponte da Casa Verde, levantar o piso para pedestre, melhorar a sinalização e colocar o pisca-pisca (iluminação)”, disse Tatto na manhã desta segunda-feira, ao chegar à Prefeitura de bicicleta, após pedalar sete quilômetros entre a sua casa, na Vila Mariana, zona sul, e o Edifício Matarazzo, no centro, sede da Prefeitura. No Dia Mundial Sem Carro, o prefeito Haddad também pedalou para trabalhar.

A ciclovia da Ponte da Casa Verde interligará a zona norte ao centro. A travessia se conectará às faixas do canteiro central da Avenida Brás Leme e às vias da Barra Funda, do Bom Retiro e de Campos Elísios, a partir da Rua dos Americanos.

Haddad também construirá passarelas para ciclistas sobre os dois rios que cortam a capital, paralelas aos viários já existentes. “O estudo já está pronto e o que está faltando agora é o projeto de onde se precisa construir as ciclopassarelas”, acrescentou Tatto.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que realizou um mapeamento de pontes e viadutos ao longo das Marginais que comportam a construção das estruturas paralelas aos viários.

Entre os locais identificados estão as Pontes da Freguesia do Ó e do Piqueri, na Marginal do Tietê, e as Pontes Cidade Universitária, Cidade Jardim e do Socorro, sobre a Marginal do Pinheiros.

Demanda. Um plano viário para facilitar a travessia nas Marginais é demanda antiga dos cicloativistas. Para Daniel Guth, diretor da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), “os viadutos são um dos principais gargalos de mobilidade” em de São Paulo.

“(Os viadutos) segregam socialmente, economicamente e na mobilidade os pedestres e ciclistas. A inclusão (de ciclovias) nesse sistema é importantíssima. São 10 milhões de pessoas vivendo além das pontes.”

Como parte da Semana Nacional de Mobilidade e do Dia Mundial sem Carro, a entidade iniciou o projeto “Adote uma ponte”. Com mais de 20 viadutos mapeados, a intenção é discutir projetos para ciclistas nas estruturas. A associação também pendurou faixas em viadutos de São Paulo.

Promessas. No que considerou um dia “emblemático”, o prefeito Haddad prometeu ciclovias nos 96 distritos da capital. Todas serão interligadas. “Nenhum distrito de São Paulo por mais periférico que seja vai deixar de estar interligado à malha cicloviária”, disse. A meta é implementar 400 quilômetros de faixas até o fim de 2015.

Haddad ainda defendeu a desoneração de IPI, Cofins e ICMS das bicicletas para reduzir entre 20% e 30% o preço das bikes. “Nós estamos na Frente Nacional de Prefeitos pedindo a isenção”, explicou Haddad.

Nesta segunda-feira, 22, ele foi à Prefeitura e voltou para casa de bicicleta. Pela manhã, pedalou acompanhado do senador Eduardo Suplicy (PT) e de cicloativistas. O prefeito levou 35 minutos para percorrer 4,1 km entre sua casa, no Paraíso, zona sul, ao Edifício Matarazzo, no centro.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Prefeitura de SP vai criar ciclovias nas pontes das marginais

Por Diego Zanchetta, com Rafael Italiani

A gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) vai iniciar a criação de ciclovias em viadutos e pontes das marginais do Pinheiros e do Tietê. O programa de travessias das bicicletas será apresentado nesta semana pelo secretário municipal de Transportes, Jilmar Tatto (PT), à imprensa. Segundo Tatto, o projeto-piloto será implementado na Ponte da Casa Verde, na zona norte de São Paulo.

“Vamos fazer um piloto na Ponte da Casa Verde. Vamos levantar o piso para pedestre, melhorar a sinalização e colocar o pisca-pisca. As alças da ponte são um problema sério”, afirmou Tatto hoje pela manhã, ao chegar à Prefeitura de bicicleta, após pedalar cerca de 7 quilômetros entre sua casa, na Vila Mariana, na zona sul, e o Edifício Matarazzo, sede da Prefeitura no centro. No Dia Mundial Sem Carro, Haddad também foi de bicicleta de seu prédio, no Paraíso, na zona oeste, até a Prefeitura.

O governo também pretende construir passarelas para ciclistas sobre os dois rios que cortam a capital paulista. “Nós vamos apresentar um plano de cruzamento das pontes. Não é só a ciclopassarela. O estudo já esta pronto e o que está faltando agora é o projeto de onde precisa se construir as ciclopassarelas”, acrescentou Tatto.

Um plano viário que pudesse facilitar a travessia de bicicletas nas marginais é demanda antiga dos cicloativistas. Para Daniel Guth, diretor da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), “os viadutos são um dos principais gargalos de mobilidade na cidade de São Paulo”, afirmou. Ele disse que viadutos hoje muito utilizados por ciclistas, e ainda sem sinalização para as bikes, são o João Dias e a Ponte do Socorro, ambos na zona sul, e Júlio de Mesquita, na Freguesia do Ó, na zona norte.

 

Fonte: Blog Diego Zanchetta.

Haddad defende isenção de impostos para fabricantes de bicicletas

EDUARDO KNAPP
FELIX LIMA
VANESSA CORREA
DE SÃO PAULO

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse que vai defender a isenção de impostos para fabricantes de bicicletas. Segundo ele, a proposta será encampada junto a Frente Nacional de Prefeitos, da qual faz parte.

Haddad rebateu nesta segunda as críticas por seu veto ao projeto da Câmara Municipal que previa a devolução, por meio de desconto no bilhete único, dos valores pagos em impostos na compra da bicicleta.
"A prefeitura não pode devolver um tributo que ela não cobra", disse.

Os impostos que incidem sobre o custo da bicicleta são federais (IPI, Cofins) e estaduais (ICMS).

Haddad chamou os cicloativistas presentes a pressionar os candidatos a governador e a presidente a se comprometerem com a medida.

Há hoje 30 projetos pelo fim do IPI tramitando no Congresso, diz Daniel Guth, do Ciclocidade (Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo), e mais de 100.000 assinaturas em apoio ao fim dos tributos para bicicletas.

SEM CARRO

Nesta segunda-feira, Dia Mundial sem Carro, Haddad deixou o carro na garagem e pedalou de sua casa no Paraíso (zona sul), até a Prefeitura de São Paulo, no viaduto do Chá (centro).

Às 8h17, vestido de calça jeans, jaqueta esporte fino e tênis, Haddad começou o percurso.

Com mais sorte do que a maioria dos paulistanos, chegou a uma ciclofaixa a apenas quatro quarteirões de sua casa, na rua Vergueiro, e dali pode pedalar sempre em vias exclusivas para a bicicleta até o edifício Matarazzo, onde fica seu gabinete.

No trajeto, cometeu duas gafes ciclísticas: atravessou sobre a faixa de pedestres na rua Vergueiro, perto de sua casa, e fez a mesma manobra na rua Líbero Badaró, já ao lado da prefeitura. Pelo CTB (Código Brasileiro de Trânsito), Haddad deveria descer da bicicleta e se comportar como pedestre para atravessar na faixa.

"Eu não reparei, estava seguindo o comboio ali", remendou o Haddad, sobre a infração.

Foram cerca de 30 minutos até o viaduto do Chá, com algumas paradas para entrevistas durante o percurso.

O secretário de Transportes, Jilmar Tatto, que chegou atrasado e perdeu o comboio, pedalou com dois assessores e só encontrou o prefeito em frente à prefeitura. À reportagem, comentou: viu a pesquisa [do Datafolha sobre ciclovias]? Foi um alívio.

Foi nesse clima de quem tirou um peso dos ombros, um dia após a Folha mostrar que 80% dos paulistanos aprovam as novas vias para bicicletas, que Haddad respondeu às perguntas da imprensa.

Em junho, o prefeito anunciou a criação de 400 km de ciclovias até o final de 2015, dos quais 78,3 km já foram entregues. Nesse meio tempo, a taxa de reprovação de Haddad despencou de 47% para 28% na comparação entre junho e a última pesquisa.

"Nós já estamos saindo com uma aprovação muito alta [às ciclovias]. Imaginei que íamos sofrer muito nos primeiros dois anos, pelo ineditismo. Para mim foi um surpresa."

Segundo o prefeito, consultores e especialistas indicavam que demoraria de três a quatro anos para a população aceitar a medida, como ocorreu em outros países.

CICLOVIAS NAS PONTES

Tatto também comentou que a prefeitura deve lançar nos próximos dias um programa de cruzamento das pontes nas marginais Pinheiros e Tietê. De acordo com o secretário, o projeto-piloto será implementado na ponte da Casa Verde, na zona norte.

"Nós vamos apresentar um plano de cruzamento das pontes. Não é só a ciclopassarela. O estudo já esta pronto e o que está faltando agora é o projeto de onde precisa se construir as ciclopassarelas", afirmou Tatto.

Há 10 dias, a Folha mostrou que a prefeitura pretende construir seis ciclopassarelas sobre os rios Tietê e Pinheiros. O objetivo é ligar bairros à malha cicloviária do centro e estimular o uso da bicicleta no trajeto de casa para o trabalho.

Atualmente, pelas pontes para veículos, a travessia de bicicleta pode ser perigosa até para ciclistas experientes.

 

Fonte: Folha de S.Paulo.

Haddad promete ciclovias em todos os bairros de SP

Por Rafael Italiani

SÃO PAULO - Após pedalar por cerca de 4,1 quilômetros entre seu apartamento no Paraíso, na zona sul, e o prédio da Prefeitura, no Viaduto do Chá, na região central, o prefeito Fernando Haddad (PT), prometeu ciclovias em todos os 96 distritos da capital. Nesta segunda-feira, 22, em comemoração ao Dia Mundial sem Carro, o prefeito pedalou para o trabalho acompanhado de cicloativistas e do senador Eduardo Suplicy (PT).

"Nenhum distrito de São Paulo por mais periférico que seja vai deixar de estar interligado à malha cicloviária. Com 400 quilômetros dá para chegar ao Rio de Janeiro, então dá para chegar em Guaianases, Perus em Marsilac", disse o prefeito. A meta da Prefeitura é que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) implemente 400 quilômetros de faixas até o final do ano que vem.

Ao contrário do que acontece no centro expandido os extremos da cidade estão com poucas ciclovias e com uma implementação mais lenta. Matéria publicada peloEstado no último dia 14 mostrou que bairros no extremo leste como o Itaim Paulista e o Jardim Helena estão entre os que mais se usam a bicicleta para trabalhar em toda a cidade.

Haddad também defendeu a desoneração das bicicletas. "Nós estamos na Frente Nacional de Prefeitos pedindo a isenção (de impostos) da bicicleta para os governos que tributam e não para o governo municipal. Temos que cobrar dos governos Estadual e Federal a isenção da bicicleta e não ao prefeito que não arrecada nada um tributo que não é dele." O IPI e a Cofins, ambos impostos federais, e o ICMS do governo do Estado incidem sobre o preço final da bicicleta. Segundo o Haddad, caso seja feito "um esforço" o preço da bicicleta pode ser reduzido entre 20% e 30%.

Para Daniel Guth, diretor da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), hoje o meio de transporte não está "ajustado" ao bolso do brasileiro. "Cerca de 40% de quem usa a bicicleta tem renda familiar de R$ 1.200 enquanto uma bicicleta média, de qualidade, custa entre R$ 800 e R$ 1 mil."

 

'Simbólico'.

Haddad classificou como "simbólica" sua ida ao trabalho de bicicleta. "Não é em um dia que vai mudar uma cultura. Eu ainda vejo, quando saio com os ciclistas, que há muita ofensa. As pessoas xingam com muita frequência. Temos que aprender a respeitar o usuário do transporte público, o pedestre, o ciclista, que são as partes frágeis do elo da mobilidade, são as pessoas que estão ajudando a mobilidade a funcionar melhor", afirmou o prefeito.

Por volta das 8h o prefeito saiu de seu prédio e empurrou a bicicleta pela calçada até a Rua Oscar Porto. Acompanhado de dezenas de ciclistas Haddad montou na bike, virou na Rua Abílio Soares, atravessou a Avenida Bernardino de Campos e acessou a Rua do Paraíso e desceu em direção ao centro pela ciclovia da Rua Vergueiro e da Avenida Liberdade (antiga motofaixa). O prefeito só deixou de pedalar na faixa quando chegou na Prefeitura.

 

Fonte: O Estado de S. Paulo.