Ciclocidade participa de lançamento da Coalizão Mobilidade Triplo Zero em São Paulo

Iniciativa é organizada em torno de três elos principais: zero tarifa, zero emissões e zero mortes no trânsito

Na noite do dia 12 de abril aconteceu, com participação da diretoria da Ciclocidade, o lançamento em São Paulo da Coalizão Mobilidade Triplo Zero, coletivo de organizações, movimentos sociais e pessoas atuantes no tema da mobilidade urbana, estruturada em torno de três elos principais: zerar as tarifas de transporte coletivo para ampliar o acesso às cidades, zerar as emissões para fortalecer a mobilidade como instrumento de combate às mudanças climáticas e construir cidades mais seguras e inclusivas para zerar o número de mortes no trânsito. As organizações que desejarem integrar a coalizão devem preencher este formulário. 

O evento aconteceu no Ateliê do Bixiga, região central da capital, e contou com a participação de Jô Pereira, Dir. Financeira da Ciclocidade, e do Dir. Geral Ricardo Neres Machado. Além de Jô, compuseram a mesa de abertura Annie Oviedo, analista de Mobilidade Urbana no Idec, e Lucio Gregori, Secretário Municipal de Transportes de São Paulo na gestão Luiza Erundina (1989-1992), quando propôs o projeto da Tarifa Zero.

Em sua fala, Jô Pereira abriu o debate sobre direito à cidade e as pessoas que são invisibilizadas no processo de planejamento territorial e citou também a urgência de acalmamento de tráfego na capital paulista, relembrando a Ação Civil Pública movida pela Ciclocidade em 2017, junto a outras organizações, contra os aumentos de velocidade nas Marginais Pinheiros e Tietê durante a gestão de João Doria. O caso foi julgado e rejeitado pelo Supremo Tribunal Federal em setembro de 2021. 

Ricardo Neres Machado aproveitou a oportunidade e o tema “zero mortes no trânsito” para falar sobre o projeto atual da associação, realizado com apoio do GRSP (Global Road Safety Partnership), que tem como objetivos principais adequar os limites máximos de velocidade de acordo com as recomendações da OMS – Organização Mundial da Saúde e implantar  a fiscalização por velocidade média em território nacional. Ambas as iniciativas estão previstas como ações do Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito (PNATRANS) para que aconteçam até 2025 e dependem de alterações no Código de Trânsito Brasileiro. 

Para isso, a Ciclocidade atualmente articula em âmbito nacional o apoio de Deputados Federais, Senadores, além de organizações da sociedade civil, e já possui uma minuta de Projeto de Lei relacionado à segurança viária com os objetivos citados anteriormente.

SUM – Sistema Único de Mobilidade

O evento também contou com o lançamento do caderno “SUM – Sistema Único de Mobilidade: Proposta da sociedade civil para a criação de um Marco Regulatório para a Mobilidade Urbana”, produzido pelo Idec – Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor.

O objetivo do SUM é garantir transporte público bom para todas as pessoas, assegurando  a mobilidade da população para chegar a outros direitos, como escolas, universidades, equipamentos de saúde e lazer, os espaços de trabalho etc. Você pode conferir o material na íntegra clicando neste link.

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