Bicicletas podem causar dores e lesões

 

Atualmente, estima-se que a bicicleta seja o meio de transporte principal de 7% dos brasileiros. Com o incentivo ao seu uso e as discussões cada vez mais frequentes da sociedade para a criação de medidas de uso urbano das bicicletas, o número de usuários tende a crescer. “Só em São Paulo, entre 1997 e 2007 as viagens de bicicleta praticamente triplicaram”, diz o fisiatra intervencionista do Spine Center do HCor Daniel Pimentel.

 

Segundo uma estimativa da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo, em 2012 é esperado que 500 mil pessoas usem este meio de transporte ao menos uma vez por semana em São Paulo.

 

“O número cada vez maior de ciclistas trás um aumento da incidência de dores e possíveis lesões, por isso é importante que os usuários saibam ajustar a bicicleta para evitar estes problemas”, alerta Pimentel. Os problemas mais frequentes são nas costas (lombar e cervical); pernas (dores joelhos, quadril e pés); braços (punhos, cotovelos e ombros); e lesões por abrasão (pele atritando com selim)

 

O fisiatra sugere que os adeptos deste meio locomoção fiquem atentos a algumas recomendações:

 

• Saber qual o tipo de bicicleta usar em cada ambiente: de estrada; montain bike; e urbana

• Se a bicicleta for usada como meio de transporte constante investir um pouco mais, pois dificilmente as mais baratas serão duráveis e ergonomicamente confortáveis

• Ajustar a bicicleta: tamanho do quadro da bicicleta; altura e posição do selim; altura do guidão; distância entre selim e guidão; largura do guidão; e posição dos pés.

 

Para Daniel Pimentel, é muito importante antes de comprar uma bicicleta ter algumas dicas de ciclistas mais experientes. “Se andar de bicicleta causar dor, mesmo melhorando a ergonomia com as medidas recomendadas, é aconselhável suspender as pedaladas e procurar um médico”, conclui.

 

 

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