Roteiros e dicas para aproveitar as ciclovias de São Paulo durante as férias

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Oficina Mão na Roda do CCSP, cheia no dia da inauguração. Foto: Ciclocidade/Divulgação

Rachel Schein

A época de férias escolares é uma boa oportunidade para quem quer começar a pedalar nas ruas da cidade. Muita gente viaja, deixando as vias mais calmas e o trânsito fluindo melhor. E São Paulo agora tem mais de 210 km de ciclovias permanentes, o que possibilita que a própria cidade faça parte da diversão de quem ficou por aqui no verão.

O Vá de Bike preparou algumas dicas de passeios por ciclovias, ou praticando o intermodal bike + metrô no centro expandido, e selecionou os lugares que contam com paraciclos. Confira sugestões de roteiro a seguir, mas antes, lembre-se: ciclovias não são bons lugares para se aprender a pedalar do zero. Embora sejam seguras, os ciclistas habituais circulam a uma velocidade média de 20 km/h (ou até um pouco mais), o que pode representar risco a quem, adulto ou criança, ainda está aprendendo a andar de bicicleta ou não possui equilíbrio suficiente para evitar a pedalada em zig-zag. Para aprender a andar de bicicleta antes de usar as ciclovias, procure parques, praças ou mesmo ruas com movimento baixo de automóveis, como ruas sem saída.


Zona Oeste

O eixo da Faria Lima é plano e tem algumas opções de diversão. O Papai Noel do Shopping Iguatemi, que estava de bicicleta, agora “#partiuférias” e carrega uma câmera no pescoço.

Pedalando um pouco mais em direção a Pinheiros, chega-se ao Largo da Batata, um espaço perfeito para as crianças que querem tirar as rodinhas ou aprenderem a pedalar, por exemplo. Toda sexta-feira o coletivo A Batata precisa de você se encontra no espaço, propondo atividades culturais. Se ficar tarde para voltar pedalando, o metrô Faria Lima (linha amarela) está ali do lado e, a partir das 20h30 nos dias de semana, permite o transporte de bicicletas nos vagões. Aos sábados o transporte é permitido a partir das 14h30 e aos domingos e feriados a bicicleta é aceita durante todo o dia. O metrô da linha amarela fecha à meia-noite.

Na mesma ciclovia está o Instituto Tomie Ohtake, que exibe Salvador Dalí até 11 de janeiro. A exposição é gratuita. Quase na esquina com a avenida Pedroso de Moraes, encontra-se o Pirajá, bar e restaurante com mesas na rua que lembra os calçadões do Rio de Janeiro. O bar tem paraciclos à disposição.

Pedalando em direção ao Ceasa está o parque Villa-Lobos. Quem não tiver bicicleta ou não conseguir chegar até lá pedalando pode alugar uma bike na entrada principal. Tem pra todos os gostos e tamanhos. Há  também uma pista de pump track, onde as crianças podem fazer suas manobras desde que estejam com o equipamento obrigatório, além da própria ciclovia interna do parque. Atenção: a parte da ciclovia que vai da rua dos Pinheiros até o parque ainda não está totalmente acabada nem sinalizada, portanto, é bom prestar muita atenção nos cruzamentos, principalmente com crianças.

Saindo pela ciclovia da rua dos Pinheiros, entrando na rua Cunha Gago, chega-se à ciclovia da rua Arthur de Azevedo, onde está localizada a sorveteria Frida e Mina. O estabelecimento tem paraciclo e reabre no dia 8 de janeiro.

 

Ciclovia da Marginal Pinheiros

Para crianças maiores, é possivel fazer um circuito um pouco mais longo. Saindo da ciclovia da Faria Lima em direção à Vila Olímpia, quando a ciclovia acaba na esquina da avenida Cidade Jardim, é só continuar na rua Professor Artur Ramos e seguir pela ciclovia. Quando ela acaba, na estação de trem, há um trecho compartilhado na calçada. Atravessando a passarela chega-se ao Parque do Povo, onde a ciclovia continua. Também dá para seguir direto pela calçada que contorna o parque, chegando na ciclopassarela e pegando a Ciclovia da Marginal Pinheiros. Lá é possivel se abastecer de água e usar o banheiro.

As capivaras que frequentemente aparecem por lá são inofensivas e geralmente chamam a atenção de quem passa pelo local. Mas evite chegar perto propositalmente, pois elas podem ter carrapatos capazes de transmitir a febre maculosa.

 

Avenida Paulista

Quem estiver de bicicleta por Pinheiros e quiser aproveitar as opções de música, lazer e gastronomia da avenida Paulista a pé, pode guardar o veículo no bicicletário da estação Faria Lima do metrô. O bicicletário fica aberto 24 horas por dia, 7 dias por semana e é gratuito.

Para quem for de bicicleta, aos domingos é possível colocar a bike no metrô e aproveitar a ciclofaixa de lazer, que funciona das 7 às 16hs – ou seguir pedalando mesmo (veja o mapa completo da estrutura montada aos domingos). As obras para a ciclovia da avenida começaram em 5 de janeiro (veja aqui), interditando a ciclofaixa de lazer no trecho de obra, mas ainda é possível utilizá-la em boa parte da avenida.

 

Centro

No centro da cidade há pelo menos duas exposições recomendadas para adultos e crianças.

A Mafalda, na Praça das Artes, fica até 28 de fevereiro (estação São Bento do metrô, linha azul, ou estação Anhangabaú, linha vermelha, com saída pela rua 7 de Abril) e Ron Mueck, que está em cartaz na Pinacoteca até 22/02, estação Luz do metrô (linhas azul ou amarela). Vale a pena dar uma volta no Parque da Luz, ao lado da Pinacoteca, porém no parque só é permitido que as bicicletas sejam empurradas. A Pinacoteca conta com paraciclo.

A Praça Dom José Gaspar tem alguns restaurantes à beira da ciclovia e conta com serviço de wi-fi gratuito. Os únicos paraciclos no local ficam na Biblioteca Mário de Andrade, também na Dom José Gaspar, mas do lado oposto aos restaurantes (a cerca de 50 metros de distância). Quem prefere ficar de olho na bike, há o gradil que cerca as áreas verdes da praça e que ficam bem diante dos restaurantes.

O bar e lanchonete Estadão (Viaduto Nove de Julho, 193), que fica aberto 24 horas e está a cerca de 150 metros da Praça Dom José Gaspar, decidiu investir em paraciclos a pedido de grupos de ciclistas que costumam fazer um lanche por lá nas madrugadas de passeio. O paraciclo fica bem em frente à casa.

A ciclovia passa ainda pelo Centro Aberto, um espaço recém modificado pela prefeitura em frente ao Largo São Francisco. O espaço tem um deck de madeira com cadeiras de praia e uma mesa de ping pong.

Continuando, chega-se à Praça da Sé. Subindo a Av. Liberdade, nos finais de semana acontece a feirinha da Liberdade, junto à estação de metrô de mesmo nome. Continuando pela ciclovia e subindo a R. Vergueiro, a próxima parada é o Centro Cultural São Paulo (CCSP), que sempre tem atividades infantis, além do permanente telhado verde com horta onde é possível brincar, descansar, ler ou tomar um sol. É no CCSP que adolescentes se reúnem para treinar passos de street dance quase que diariamente. Aos domingos, das 14h às 18h, e às terças-feiras, das 19 às 22h, acontece a Mão na Roda, oficina colaborativa onde voluntários ajudam quem quiser aprender a dar um tapa na magrela.

Apesar de estar sinalizada e ser segregada por tachões, a ciclovia da rua Vergueiro talvez ainda não seja tão segura para crianças. A velocidade permitida para automóveis no primeiro trecho – mais próximo ao centro – é de 40km/h (as chamadas zonas 40), mas a partir do bairro da Liberdade a velocidade aumenta para 50 km/h. Há um trecho de subida que fica mais estreito: se a criança for pequena e ainda pedalar em zig zag, ou se ainda usa rodinhas, melhor não arriscar, devido à chance dela se deslocar para fora da área segregada durante seu deslocamento.

Além das ciclovias, o centro é cheio de calçadões que durante a semana ficam lotados de pessoas, mas no final de semana tem um movimento mais tranquilo. O Pateo do Colégio, por exemplo, também já conta com o serviço de wi-fi gratuito.


Fonte: Site Vá de Bike.