Recomeço

Essa semana a oficina voltará a funcionar, ferramentas à postos:

e mãos a obra:

nossas bicis merecem!

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Oficina aberta

A partir da quinta-feira 12 de janeiro, a oficina volta a abrir semanalmente. Venha dar uma geral em sua bicicleta e reencontrar os amigos! Lembre-se toda quinta das 19 ás 22:30.

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Reabriremos dia 12 de janeiro

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Boas festas e muitas mãos nas rodas para vocês em 2012.
Voltaremos dia 12 de janeiro das 19 até às 22:30.

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Fim de ano

Quita-feira, dia 15 de dezembro, será o último encontro da oficina em 2011.

Reabriremos as portas na quinta-feira 12 de janeiro, das 19 até às 22:30 como habitualmente.

Aproveite então e apareça no dia 15 para dar uma última revisada na oficina antes do final do ano.

Lembrem-se que também haverá a reunião de organização da oficina, onde discutiremos sobre o andamento da oficina, aquisição de novas ferramentas, oficinas itinerantes, etc.

O encontro começará 20:30!

Se você tem vontade de ajudar na organização da oficina, compareça!

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Manifesto do conserto e Rota Marcia Prado

Afim de incentivar todos a irem no MNR nesta quinta para se preparar para Rota Marcia Prado, posto aqui a tradução do Self Repair Manifesto(o poster impresso se encontra na bancada de ferramentas). Vale lembrar também para quem está com receio o Bike Anjo está participando e dará um suporte aos novatos: http://bikeanjo.com.br/2011/11/15/va-com-o-bike-anjo-na-rota-marcia-prado-2011/

  1. Faça seus produtos durarem mais: consertar significa dar uma segunda chance aos seus produtos. Não os jogue fora. Consertar não é anti-consumismo: é contra jogar coisas fora desnecessariamente.
  2. Produtos são projetados, logo podem ser consertados: designers de produto: façam seus produtos consertáveis. Consumidores: comprem coisas que possam ser consertadas.
  3. Conserto não é reposição: reposição é jogar fora a parte que estragou. Não consertá-la. Não é disso que estamos falando.
  4. O que não me mata me fortalece: a cada vez que algo é consertado, isso acrescenta a seu potencial, a sua história, a sua beleza inerente.
  5. Consertar é um desafio criativo: fazer consertos é bom para a imaginação. Usar novas técnicas, ferramentas e materiais acrescenta mais do que simplesmente aceitar um beco sem saída.
  6. Consertos sobrevivem à moda: consertar não é estilo ou tendências.
  7. Consertar é descobrir: enquanto você conserta coisas, você descobre fatos incríveis sobre como eles funcionam ou não funcionam.
  8. Conserte, mesmo quando não estivermos em crise: se você acha que este manifesto é por causa da crise, esqueça. Não é sobre dinheiro, é sobre mentalidade.
  9. Consertar é único: mesmo produtos copiados se tornam únicos quando consertados.
  10. Consertar é independência: não seja dependente da tecnologia. Seja seu mestre. Se algo está quebrado, arrume e faça-o melhor. Se você é um mestre, dê esse poder a outros também.
  11. Você pode consertar tudo: até uma sacola de plástico: mas é melhor ter uma sacola que dure mais e repará-la se for necessário.

http://www.ifixit.com/Manifesto

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The Bike Station


Locomover-se em pequenas e grandes cidades da Europa, bem
como em qualquer outro lugar do mundo, é bem mais prático, barato
e muitas vezes mais rápido com uma bicicleta. Quando nos mudamos
para Londres Juliana, minha esposa e eu levamos nossas bikes
daqui do Brasil e as utilizávamos diariamente pelas ruas da velha
cidade, até que um dia a minha foi furtada ao deixá-la estacionada
e trancada num poste em plena região central. Não desisti e logo
comprei uma nova bicicleta e assim a coisa foi… Mudamo-nos para
Edimburgo e apesar do relevo e das condições do asfalto, mais
acidentados, usávamos sempre nossas amadas magrelas.
Como morávamos em um apartamento que mais se
assemelhava a uma kitchinete não havia qualquer espaço para
limpeza ou mesmo manutenção das bikes e isso me incomodava, já
que era freqüente pedalarmos debaixo de chuva.

De tanto fuçar acabei conhecendo uma ONG chamada The
Bike Station. Um galpão de uns seiscentos metros quadrados mais
um mezanino improvisado, localizado em uma área comercial da
pequena cidade. Todas as quartas-feiras a Bike Station abria suas
portas ao público e promovia a “Fix Your Own Bicycle” (Conserte
Sua Própria Bicicleta), uma oficina livre, que como o nome diz você
era responsável por mexer na sua bike. Todas as quartas eu estava
lá após o trabalho às vezes com a minha bicicleta, às vezes com a
bicicleta da Juliana e acabei me interessando muito pelo trabalho
deles, que ia muito além da Fix Your… Interessei-me tanto que
acabei me tornando um voluntário e fui trabalhar com os caras como
voluntário em meus dias de folga.

O trabalho da ONG, de uma maneira geral, é bastante
complexo e ramificado, sempre tendo a bicicleta como o pivô de suas
ações. Explico, então, os aspectos que a Bike Station trabalhava na
época (2008):

Fix Your Own Bicycle – a oficina que acontecia às quartas à
noite e aos sábados à tarde promovia principalmente a integração
dos ciclistas com suas bicicletas e entre eles (nós). Voluntários e
funcionários da ONG auxiliavam os frequentadores dando dicas
ou mesmo ensinando como se fazia um reparo ou outro. Como
infraestrutura a Bike Station contava com oito mini bancadas e
cavaletes individuais e um quadro completo de ferramentas para
bicicletas, além de luvas de látex, lubrificantes, desengripantes e
desengraxantes que eram usados por todos. Cada frequentador
alugava uma bancada por hora (pagava-se 2 libras por hora) e ao
entrar na área da oficina recebia um kit com ferramentas mais leves
com chaves de fenda, philips, Allens de vários tamanhos e alicate.
Permanecia-se o tempo que se necessitasse e havia fila para a
utilização do espaço.

Bicycles and Parts Donation – esse era o cerne dos negócios da
Bike Station e funcionava (e ainda funciona) de segunda a sábado.

Recebiam-se qualquer tipo de doação que envolvesse bicicletas,
peças ou coisas parecidas (sempre sem motores) em qualquer estado
de conservação. Vi muita coisa interessante sendo doada: numa
ocasião atendi uma senhora que parou uma linda SUV na porta da
ONG e me pediu ajuda para tirar do porta malas a bicicleta que iria
doar: uma Specialized full suspension de último tipo, em perfeitíssimo
estado de conservação, linda, nova. Perguntei duas vezes se ela
iria doá-la e sem qualquer problema concordou a deixou comigo.
Agradeceu educadamente e foi embora. Às vezes chegavam algumas
antiguidades interessantes e também coisas imprestáveis, mas a
maioria das doações era de bicicletas comuns em razoável estado de
conservação. Esses materiais chegavam À Bike Station de algumas
maneiras: sendo levados por seus doadores, sendo recolhidos pela
van da própria ONG ou sendo recolhidos por um triciclo, fabricado lá
mesmo que fazia recolhimento de peças e bikes durante os meses de
verão.
Ao recebermos esses materiais analisávamos e separávamos
o que era passível de reuso e o que serviria apenas para reciclar
(sucata). As peças em condições de (re)uso eram diretamente
colocadas nas prateleiras e ficavam expostas para venda direta
ao público bem como serviam para compor “novas” bicicletas, que
também eram vendidas. As sucatas eram amontoadas em local
próprio e de tempos em tempos levávamos com a van diretamente
ao sucateiro, onde as vendíamos por peso. Pouca coisa era realmente
lixo.

Second Hand Parts Sales – a venda de peças usadas funcionava
todos os dias, inclusive aos sábados. O esquema de venda de peças
era bastante simples: as peças retiradas das doações eram divididas
por categorias e dependendo das peças, por modelos e/ou medidas
e, então, dispostas em prateleiras de aço ao alcance do público num
sistema “self service”. Você pegava a peça que lhe interessava,
passava no caixa e pagava (muito barato). Se durante a Fix Your…
você precisasse de peças para trocar, também se servia à vontade
e depois acertava no caixa na hora de fechar as contas relativas às
horas da oficina.

Adult Bike Sales – Acontecia aos sábados e era concorridíssima,
pois quem chegava antes pegava as melhores bicicletas. Sempre
havia filas grandes na porta da ONG a espera da abertura das portas
às 10:30h. Os preços eram barganhas. Cheguei a comprar uma Trek
1000 por 100 libras! Todas as bicicletas vendidas eram revisadas, ou
em muitos casos totalmente montadas pelos funcionários da oficina
da Bike Station. Todas possuíam três meses de garantia e você ainda
ganhava um cupom de desconto para usar em alguns bike shops da
cidade na compra de peças para a bicicleta adquirida.

Children´s Bikes Sales – funcionava às sextas e o esquema eraidêntico ao da venda de bicicletas para adultos.

Cursos e Capacitações – algo que me interessou muito na Bike
Station era o seu viés social. Uma vez ao mês aconteciam oficinas
com jovens em condições sociais de risco. Esses jovens eram
capacitados em aulas que aconteciam às tardes ou às manhãs de
uma semana inteira. Aprendiam a consertar e montar uma bicicleta
por inteiro, iniciando a primeira aula com um quadro absolutamente
limpo, sem qualquer peça acoplada. Para essas oficinas eram
utilizadas bicicletas novas, que eram compradas pela ONG graças a
um fundo do governo advindo de loterias. Ao final cada aluno ia para
a casa com a bicicleta que ele mesmo montou.
Além disso, eram ministrados diversos cursos envolvendo bicicletas,
desde mecânica básica até cursos de solda, passando por cursos
de comportamento no trânsito, técnicas de competição, cursos
corporativos, cursos para escolas etc..

O corpo de voluntários da Bike Station é bastante grande
e variado: há gente especializada em bicicletas, em finanças, em
computação, em marketing etc., cada um realizando trabalhos em
sua área, geralmente a partir de duas horas por semana.
A maior parte da arrecadação da Bike Station vem de fundos do
governo, como o das loterias, citado acima. As vendas, ao menos até
2008, não eram capazes de manter toda a estrutura da forma que
era naquela época.

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[ensaio] MnR no Ocupasampa

Obrigado a todos os voluntários que compareceram ao acampamento ocupação do Anhangabaú .

Vale lembrar que nesta quinta a oficina funcionará normalmente e que dia 05/11 tem Oficina Temática Audax e Corridas de longa distância.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Errata: No poster consta dia 04/11 porém oficina confirmada para sábado dia 05/11.

Até lá

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Oficina aberta! Vem!

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Evento de Sábado adiado.

Por motivo de disponiblidade dos palestrantres a ofina mão na roda temática Audax que iria rolar neste sábado foi adiada para 05/11. O local e a diversão continuam garantidos.

E nesta quinta como em todas as outras a oficina Mão na Roda está automaticamente CONFIRMADA. Compareçam! A partir das 19hrs!

 

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Exemplos de oficinas Comunitárias pelo mundo

Cooking Up Bike Co-Ops in Los Angeles.

 

A idéia da oficina Mão na Roda é linda, e ideias similares já pipocaram ao redor do mundo. Em Los Angels temos exemplos como BIKEOVEN, KITCHENBIKE, e Bike’o'wave que neste video são rapidamente explicados. Vale a inpiração. Desenvolver um projeto como esse requer aprender com aquilo que já deu certo em outros lugares. Cada um com seu modelo, com seus desafios e com sua própria mágica.

E no fim das contas, todos são espaços de convivio unicos, espaços utilizados para aprender, ensinar, fazer e rever amigos. Acima de tudo espaços que só ajudam a ampliar o uso das bicicletas como meio de transporte.

Nesta quinta como em todas as outras tenha, venha participar.

 

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